segunda-feira, 6 de junho de 2016

“Galeria Multimédia” divulgação das Fotos do “13º Convívio Cicloturistico Vilanovense.2016”

Já estão on-line na “Galeria Multimédia”, as fotos do  “13º Convívio Cicloturistico Vilanovense.2016” realizado ontem em Vila Nova de Cernache, Coimbra, as mesmas podem ser visualizadas em:

24ª Edição “Lisboa Antiga de Bicicleta junta 400 participantes”

Texto: José Morais

Fotos: António Baganha

Se muitos dizem que pedalar em Lisboa é difícil e complicado, ao afirmarem e apontarem as suas sete colinas, podem colocar de parte essa ideia, e mergulhar numa cidade que é já considerada por muitos bastante ciclável, e para desmitificar essa teoria da dificuldade, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) levou novamente para as ruas da capital mais uma edição de Lisboa Antiga de Bicicleta, na sua 24ª edição, onde mais uma vez se provou que se podem ultrapassar de forma simples, descontraidamente,  e que, afinal, na capital, também se pode andar de bicicleta, e dar fortes pedaladas, mesmo nas zonas mais ingremes, já que hoje em dia as bicicleta são diferente e conseguem ultrapassar os obstáculos.

O Largo do Intendente foi este ano o local da concentração neste domingo 5 de junho, pelas 8,30, dava-se início à concentração dos amantes das duas rodas, os quais tinham pela frente pouco mais de trinta quilómetros, cinco pontos de encontros de paragem obrigatória, com três das mais emblemáticas Calçadas de Lisboa para subir.

Cerca das 10 era dada a partida, o pelotão pedalou rumo ao Martim Moniz, Praça da Figueira entrou pela rua dos Fanqueiros, rua da Conceição, e iniciou a subida com passagem junto à Sé de Lisboa, entrou pelo bairro de Alfama, saiu em São Tomé, e fez a sua primeira paragem no Miradouro das Portas do Sol, aqui foi tempo de reagrupar, restabelecer energias, e contar algumas das peripécias das primeiras pedaladas.

De regresso á estrada, os participantes entraram pela rua de São Tomé, Calçada Santo André, ruas dos Cavaleiros, Calçada da Moraria, Martim Moniz, Largo de São Domingos, rua das Portas de Santo Antão, e no Largo da Anunciada, o segundo ponto de encontro, foi feita nova paragens, aqui para os mais audaciosos terem o primeiro grande desafio da manhã, a subida e descida da Calçada do Lavre.

 

Tudo preparado, a Calçada mais importante estava em frente, atravessando a Avenida da Liberdade, com cerca de 270 metros os cicloturistas tinham a celebre Calçada do Glória, pedalada a pedalada, até lá ao cimo no Bairro Alto, o longo pelotão lá foi subindo metro a metro a velha Glória, com o terceiro ponto de encontro a ocorrer no Jardim de São Pedro de Alcântara, onde mais uma vez se descansou e reagrupou todos os participantes, onde nos rosto dos mesmo se via o cansaço, mas também a satisfação de tão fortes pedaladas.

De volta á estrada, os participantes seguiram até ao Príncipe Real, entrando Bairro Alto dentro pela rua do Século, despois uma descida cheia de adrenalina pela Calçada do Combro, Calçada das Estrela, São Bento, Av. D. Carlos I, Av. 24 de Julho, Viaduto de Alcântara, Av. Brasília, e Belém, onde junto à Torre foi feito o quarto ponto de encontro, reagrupar o pelotão, e feito um abastecimento liquido, para restabelecer as energias. Corpo santo

Na reta final, os amantes das bicicletas voltam a pedalar, entrando pela Av. de Brasília, Cais do Sodré, Lago Corpo Santo, Rua São Paulo, aqui, o último grande desafio do dia, a subida da Calçada da Bica, até lá bem ao alto, ao Calhariz, seguindo depois para o Largo de Camões, aqui o quinto é último ponto de encontro, o reagrupamento do pelotão, e antes das últimas pedaladas, foi tempo de foto em grupo, após a mesma, os cicloturistas entraram pela Brasileira, Chiado, e Largo do Carmo, onde pelas 12,30 terminou mais uma edição de “Lisboa Antiga de Bicicleta”.

Foi um belo passeio, numa excelente manhã, onde o sol marcou forte presença, de salientar o excelente trabalho feito mais uma vez pela PSP- Trânsito de Lisboa dando segurança a todos os participantes, num trajeto sem dúvida com algumas dificuldades, mas superados por todos, já que a passagem por locais emblemáticos da capital marcou os participantes, em ruas ou vielas onde apenas a pé ou de bicicleta se pode passar, foram descobertas por muitos, com o cheirinho das festas de Lisboa, onde não faltou também o belo cheiro da sardinha assada, também já com o cheirinho aos Santos Populares que se aproximam.

No final, José Manuel Caetano, presidente das FPCUB dizia á nossa reportagem; “Mais uma vez os objetivos foram conseguidos, tivemos uma participação muito boa, e provamos mais um ano de que aquela cidade de que muitos comentam não ser ciclável, afinal é, o que falta é criar mais condições, e respeito da parte dos automobilistas, se existir isso, podemos contribuir para que Lisboa seja mais limpa, mais saudável, e se possa utilizar ainda mais a bicicleta, a qual cada vez é mais utilizada diariamente por muitos, por isso venham pedalar por Lisboa, a mesma merece”.

A finalizar, apenas os botos de bons passeios, boas pedaladas, e experimentem descobrir a cidade de bicicleta.

13º Convívio Cicloturistico de Vila Nova de Cernache junta cerca de 150 participantes

Passeio ao rubro, com um convívio inesquecível

Texto: José Morais
Fotos: José Morais e Helena Morais

As instalações da Associação Desportiva e Recreativa Vilanovense, em Vila Nova de Cernache, Coimbra, foi o local da concentração este domingo 5 de junho, do 13º passeio de cicloturismo organizado por esta Associação, um evento do calendário oficial da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB). Ao local, bem cedo começaram a chegar os primeiros participantes oriundos de diversos locais, muitos da zona centro, algumas equipas da zona da área da grande Lisboa, caso do Penteado/Moita, Manique/Cascais, ou do Alentejo, Gáfete/Crato. Confirmadas as inscrições, dois dedos de conversa, e as últimas afinações nas bicicletas, pelas 9 horas todo o pelotão estava a postos, pela frente havia um percurso de 65 quilómetros para percorrer, com um trajecto de dificuldade média, já que a zona assim era propícia a isso e um pouco acidentada, os cicloturistas iniciaram as pedaladas por Vila Nova, seguindo por Casconha, Feteira, e Tirado, aqui, foi tempo de paragem, e como tem acontecido nos últimas edições, foi feita uma breve homenagem a dois elementos do Vilanovense falecidos já alguns anos, o Mário Correia e Armindo, homenagem que anualmente é feita, fazendo uma paragem, e oferecendo um ramos de flores á família, para ser depois depositado em ambas as campas, este é sem dúvida um momento muito comovente, já que a emoção é muita e as lagrimas acabam por aparecer, relembrando os grandes amigos e dedicando a eles uma grande salva de palmas.

E as pedaladas seguiu-se depois em direção a Cernache, P. do Alto, Orelhudo, Eira da Pedrinha, Condeixa, Alcabideque, Casal Novo, Chão de Lamas, Ponte Espinal e Penela, aqui, a segunda paragem do dia, sendo oferecido a todos os participantes um abastecimento líquido e sólido, seguiu depois as pedaladas por Sº Amaro, Alfafar, Condeixa, Anobra, Avenal, Vila Pouca, Cernache, e a chegada a Vila Nova ao local da saída, a ocorrer cerca das12,45.

O postal ilustrado do evento:

Foi na zona centro que estivemos neste primeiro domingo de junho, Cernache, mais propriamente a localidade de Vila Nova, estava preparada para receber todos que quiseram comparecer, a recção aos participantes começou logo pela manhã a distinguir-se de alguns eventos, já que antes das pedaladas, e porque existia uma longa subida antes do abastecimento em Penela, todos tinham á sua disposição bolos, águas e iogurtes, aproveitando aquela célebre frase do nosso saudoso Actor Vasco Santana, onde a certa altura dizia “Chapéus á muitos…” eu aqui arrisco a dizer, “Passeios á muitos…” mas boas organizações, às vezes não existem muitas, ficando aquém do esperado, neste passeio que estivemos presentes já por três edições, cada uma diferente, onde fomos surpreendidos sem duvida cada ano, com mais responsabilidade de organização, não é só levar para a estrada um determinado número de ciclistas e dar umas voltas, acima de tudo, terá de haver organização, paixão pelo que se faz, e aqui, vi este ano mais uma vez isso, a forma como as pessoas são recebidas, e a disponibilidades dos participantes, fazendo-me lembrar os passeios de antigamente, onde as pessoas participavam, conviviam, sem pressas nem atropelos, algo que muito pouco se vê por esse país.

E estando nós no centro do país, onde muitas vezes muitos locais ficam no esquecimento, é de salientar não só da organização de tentar dar o seu melhor, mas dos apoios que conseguem, de referir a aposta da parte de algumas autarquias, que apesar de terem dificuldades, apostam no cicloturismo, o qual promove a sua região, incentivando muitos a voltarem, algo que não acontece com autarquias com mais condições monetárias, e não só, os apoios pelo comercio local e arredores que poiam este evento, traduzindo-se no final em boa lembranças, um bom almoço, ou bons abastecimentos, e Vila Nova consegue distinguir-se também aqui.

Pedro Relvão, é o responsável pela ADR Vilanovense, no final falava á nossa reportagem, e fazia um balanço ao dizer; “Fazendo um balanço deste evento o mesmo cada vez nos trás mais responsabilidades, porque muitos para virem aos eventos tem de existir qualidade nos mesmos, porque as despesas já são imensas, e se não tivermos cuidado no que fazemos, as pessoas não comparecem. Sei que a inscrição talvez fosse um pouco cara, 12.50€ para pedalar e almoçar, com os abastecimentos e as lembranças, mas, conseguimos ter qualidade, e segurança, que é o que é importante, e é de enaltecer depois no final, como alguém que esteve hoje pela primeira vez aqui, e nos deu os parabéns, por isso, queremos agradecer a todos, e deixar uma mensagem, venham a Vila Nova de Cernache, não se vão arrepender, temos bonitos locais, e estamos cá para dar o nosso melhor e receber de braços aberto”.

E foi sem dúvida um belo passeio, por locais bem bonitos, com o verde invejável, num trajeto de média dificuldade, onde a equipa da casa soube manter uma verdadeira velocidade de cicloturismo. De salientar, o excelente trabalho feito pela Brigada de Trânsito da GNR a dar segurança a todos, num passeio que terminou tarde dentro com um magnífico almoço, algumas entradas, um belo caldo verde, e uns excelentes panados, acompanhados por um maravilhoso arroz de feijão, que não posso deixar de dar os parabéns á cozinheira, depois, os digestivos, o café, e a entrega de lembranças a todos os participantes, não esquecendo antes algumas alusões de alguns presentes, com um agradecimento especial a todos os patrocinadores que apoiaram este grande convívio.

Da nossa parte, um agradecimento especial como nos receberam, marcamos presença para 2017, deixando aqui os votos de bons passeios, boas pedalas.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
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  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
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