Por: José Morais
Afonso Eulálio e Iúri Leitão
vão alinhar, esta terça‑feira,
na Volta a Burgos, uma das provas mais tradicionais do calendário espanhol e
que funciona, para muitos, como o último grande teste antes da Vuelta. Para os
dois portugueses, porém, o desafio terá outro significado: nenhum deles estará
presente na grande ronda espanhola que arranca a 22 de agosto.
Novo
ciclo, novas ambições
A corrida castelhana apresenta
cinco etapas, começando com um percurso de 165 quilómetros entre Gumiel de Izán
e Burgos. Um traçado exigente, marcado por vento, ritmo alto e terreno
irregular perfeito para avaliar a forma dos corredores antes das grandes
decisões da época.
Eulálio
chega com estatuto reforçado
Afonso Eulálio, ao serviço da
Bahrain, parte para Burgos com a confiança de quem brilhou no último Giro
d’Itália. O português terminou em 6.º lugar, conquistou a camisola branca de
melhor jovem e ainda vestiu a mítica camisola rosa durante nove dias. Um feito
que o colocou definitivamente no radar internacional e que agora procura
consolidar.
Leitão
leva o brilho olímpico para a estrada
Iúri Leitão, representante da
Caja Rural, chega à prova depois de um verão histórico. Nos Jogos Olímpicos de
Paris 2024, sagrou‑se
campeão olímpico de madison, ao lado de Rui Oliveira, e conquistou ainda a
medalha de prata em omnium. Agora, procura transportar esse impulso para o
ciclismo de estrada, onde continua a evoluir etapa após etapa.
O que
esperar dos portugueses?
Ambos entram na Volta a Burgos
sem a pressão de preparar a Vuelta, mas com a ambição de deixar marca numa
corrida que costuma ser palco de grandes revelações. Eulálio poderá testar a
sua capacidade em etapas montanhosas, enquanto Leitão tentará aproveitar os
finais rápidos e o trabalho coletivo da Caja Rural.

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