sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

“Mundial de triatlo na Sport Tv”


A Sport Tv garantiu os direitos televisivos do Mundial de Triatlo 2026. As dez provas que compõem o calendário individual, assim como as de estafetas mistas, serão transmitidas em directo.

“Para a Federação de Triatlo de Portugal, o facto de a Sport TV ter assegurado os direitos de transmissão do Mundial de Triatlo representa uma oportunidade extraordinária para ampliar a visibilidade da modalidade em Portugal. A presença regular do triatlo num canal de referência permitirá chegar a novos públicos, reforçar o interesse mediático e acompanhar de perto o desempenho dos nossos atletas nas maiores competições internacionais. Estamos totalmente disponíveis para colaborar na valorização do conteúdo, desde o fornecimento de informação e contexto técnico, à presença de atletas e treinadores em estúdio, entrevistas e ações de promoção. Acreditamos que estas transmissões podem desempenhar um papel muito relevante no crescimento sustentado do triatlo português”, refere Filipe Mendonça, responsável de comunicação da FTP.

 

Aqui fica a grelha completa de transmissões:

 

WTCS

 

Abu Dhabi, UAE – 27-28 Março (Sprint e estafeta)

Samarkand, UZB – 25-26 Abril – (Standard)

Yokohama, JPN – 16 Maio – (Standard)

Alghero, ITA – 30-31 Maio – (Sprint e estafeta)

Quiberon, FRA – 20-21 Junho – (Sprint e estafeta)

Hamburg,  GER – 11-12 Julho- (Sprint e estafeta)

London, GBR – 25 Julho- (Standard)

Weihai, CHN – 29 Agosto- (Standard)

Karlovy Vary, CZE – 13 Setembro – (Standard)

Pontevedra, ESP – 26-27 setembro – (Standard)

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“MARÇO SOBRE RODAS: MAIS DE 20 CORRIDAS EM DIRETO NO EUROSPORT E NA HBO MAX”


Por: Vasco Simões

Foto: Getty Images

Em março, a estrada chama pelos verdadeiros fãs de ciclismo. Com a primavera a despontar e o inverno a despedir-se, o pelotão internacional ganha novo ritmo no calendário de provas, numa contagem decrescente intensa rumo à primeira Grande Volta da temporada, o Giro d’Italia. O mês chega carregado de emoção, com corridas espalhadas por vários palcos europeus, da Bélgica a Itália, passando por França e Espanha, e uma enorme diversidade de percursos para todos os gostos: estrada pura, paralelos exigentes, setores de gravilha, muros icónicos e finais imprevisíveis.  Entre clássicas históricas e provas por etapas decisivas na preparação para o Giro, são mais de 20 corridas para acompanhar ao longo do mês no Eurosport, “A Casa do Ciclismo”, e em streaming na HBO Max.

O arranque faz-se na Bélgica, a 1 de março, com a Kuurne–Bruxelas–Kuurne (masculina), clássica flamenga marcada por estradas expostas ao vento e por uma sucessão de “muros” curtos que convidam a ataques tardios ou a sprints em grupos reduzidos. No dia seguinte, o protagonismo passa ao pelotão feminino com o Le Samyn des Dames, corrida técnica onde os setores exigentes e o posicionamento podem fazer diferenças significativas. A 3 de março disputa-se a Ename Samyn Classic (masculina), igualmente associada ao terreno nervoso e a possíveis troços de paralelo, antes de a ação viajar até Itália para o Troféu Laigueglia, a 4 de março, uma clássica de perfil ondulado ideal para corredores explosivos afinarem a forma.

Um dos primeiros grandes momentos do mês acontece a 7 de março, em Siena, com a Strade Bianche, nas versões masculina e feminina. As emblemáticas estradas de gravilha da Toscânia (“sterrato”) e a chegada na Piazza del Campo garantem espetáculo, transformando esta prova numa das mais carismáticas do calendário. Segue-se, entre 8 e 15 de março, a Paris–Nice (masculina), a tradicional “Corrida para o Sol”, que combina etapas planas, contrarrelógio e jornadas de montanha, oferecendo um primeiro grande teste aos candidatos às voltas de três semanas. Em simultâneo, entre 9 e 15 de março, a Tirreno–Adriatico (masculina) liga o Tirreno ao Adriático em Itália num percurso variado e altamente competitivo, enquanto a 9 de março o Grand Prix Monseré acrescenta mais uma clássica belga ao calendário.

A 15 de março arranca a Volta a Taiwan (masculina), prova por etapas do calendário asiático que decorre até dia 19, evidenciando a dimensão global da modalidade. Diariamente o Eurosport e a HBO Max emitem resumos das etapas. A meio do mês, o foco regressa à Europa com a Milão–Turim (18 de março), a clássica mais antiga do mundo, frequentemente decidida numa subida final exigente, e com a Danilith Nokere Koerse (masculina e feminina), conhecida pelo seu final técnico e ligeiramente ascendente em Nokere. No dia seguinte, o Grand Prix de Denain reforça o ambiente das clássicas do norte com setores de paralelo, enquanto a Bredene Koksijde Classic, a 20 de março, coloca à prova sprinters e equipas perante o vento costeiro belga.

O ponto alto do mês chega a 21 de março com a Milão–Sanremo, o primeiro “Monumento” da temporada, acompanhada em direto no Eurosport e na HBO Max. A clássica italiana, a mais longa do calendário, é um exercício de resistência e estratégia que culmina na decisiva sequência Cipressa–Poggio, antes da descida técnica rumo à Via Roma. Na prova masculina, com quase 300 quilómetros, a imprevisibilidade é total: tanto um sprinter resistente como um atacante ousado podem triunfar após horas de controlo tático. A versão feminina, integrada no calendário WorldTour, replica a parte final emblemática e reforça a dimensão histórica do evento, oferecendo um duelo de elite nas estradas da Ligúria.

Após o Monumento, o calendário mantém-se intenso. A 22 de março corre-se o Grand Prix Jean-Pierre Monseré (masculina), seguido da Volta à Catalunha (23 a 29 de março), uma das mais prestigiadas corridas por etapas do calendário internacional, com etapas de montanha seletivas e presença habitual de candidatos às grandes voltas. Nos dias 26 e 27, a Volta a Bruges (masculina e feminina) devolve o pelotão às estradas planas e expostas da Flandres, onde o vento pode fragmentar a corrida a qualquer momento. A 27 de março disputa-se a E3 Saxo Classic (masculina), considerada um ensaio geral para a Volta à Flandres, concentrando vários dos principais “muros” flamengos. O mês encerra a 29 de março com a In Flanders Fields – From Middelkerke to Wevelgem, nas versões masculina e feminina, prova de desgaste onde paralelos, vento e posicionamento voltam a ser determinantes.

Entre clássicas históricas, corridas por etapas estratégicas e o primeiro Monumento da época, março é um dos períodos mais intensos do ciclismo internacional. Ao longo de todo o mês, o Eurosport e a HBO Max asseguram uma cobertura transversal e contínua, acompanhando cada ataque, cada decisão tática e cada momento que começa a definir o rumo da temporada.

 

Corridas a ver em março no Eurosport e na HBO Max:

 

Kuurne – Bruxelas – Kuurne H 

1 de março – Bélgica

Le Samyn des Dames M 

2 de março – Bélgica

Ename Samyn Classic H 

3 de março – Bélgica

Troféu Laigueglia H  

4 de março – Itália

Strade Bianche H e M 

7 de março – Siena, Itália

Paris – Nice H 

8 a 15 de março – França

Grand Prix Monseré H 

9 de março – Bélgica

Tirreno – Adriatico H 

9 a 15 de março – Itália

Volta a Taiwan H

15 a 19 de março – Taiwan

Milão – Turim H 

18 de março – Itália

Danilith Nokere Koerse H e M 

18 de março – Bélgica

Grand Prix de Denain H 

19 de março – França

Bredene Koksijde Classic H 

20 de março – Bélgica

Milão – Sanremo H e M 

21 de março – Itália

Grand Prix Jean-Pierre Monseré H 

22 de março – Bélgica

Volta à Catalunha H 

23 a 29 de março – Espanha

Volta a Bruges H e M

26 e 27 de março – Bélgica

E3 Saxo Classic H 

27 de março – Bélgica

In Flanders Fields – From Middelkerke to Wevelgem H e M 

29 de março – Bélgica

Fonte: Eurosport

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

“Com outra equipa teria perdido a Volta ao Algarve” - Juan Ayuso manda bicada à UAE Emirates”


Por: Letícia Martins

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Poe visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/com-outra-equipa-teria-perdido-a-volta-ao-algarve-juan-ayuso-manda-bicada-a-uae-emirantes

 

Juan Ayuso não podia ter começado melhor este novo capítulo. Na primeira corrida pela Lidl-Trek, após deixar a UAE Team Emirates - XRG, o espanhol conquistou a geral da Volta ao Algarve e assinou uma estreia irrepreensível com vitória de etapa de amarelo vestida.

A avaliação do próprio corredor é enfática em entrevista ao Marca: “A Volta ao Algarve deixou-me sensações muito boas. Para lá da vitória, vou lembrar-me de como a conseguimos, porque no último dia atacaram-nos até ao carro-médico.” Ayuso coloca o foco no esforço coletivo: “A equipa respondeu da melhor forma possível: primeiro a impedir que uma fuga grande se formasse e, depois, no final, a absorver ataques de todas as equipas. Estou muito feliz, sinto-me enormemente apoiado e o ambiente é fantástico.”

 

Um ambiente que faz a diferença

 

Nestes primeiros meses, a mudança de estrutura superou as expectativas, sobretudo no lado humano. “Acima de tudo, levo as pessoas. Além disso, a Lidl-Trek está a começar a investir de forma significativa para acrescentar mais recursos: um camião-cozinha, ferramentas de recuperação… Nem todas essas melhorias chegaram ainda, mas tudo aponta para um desfecho muito positivo.”

Ayuso insiste que não lhe falta nada: “Enquanto estrutura, não me falta nada; até tenho mais recursos à disposição do que tinha antes. Mas, se tiver de escolher uma coisa, escolho as pessoas, porque me fazem sentir muito confortável e são profissionais de topo.”

Cita o trabalho aerodinâmico como exemplo: “Por exemplo, no túnel de vento melhorámos novamente a minha posição no contrarrelógio, algo que, a meu ver, era difícil de afinar e preferia não mexer; no entanto, graças a eles dei mais um passo em frente.”

 

A força do coletivo

 

A vitória no Algarve reforça a convicção sobre o salto que deu. “Com outra equipa teria perdido a Volta ao Algarve”, afirma sem rodeios.

A pensar em Paris–Nice, no Critérium du Dauphiné e na Volta a França, sublinha a importância do contrarrelógio coletivo: “Agora vêm Paris-Nice, o Dauphiné e o Tour - todos com contrarrelógio coletivo - e levamos um bloco que, não sendo o favorito claro, será altamente competitivo. Vendo o percurso de Paris-Nice, o TTT pode decidir 70% da geral e, com a equipa que levamos, a nossa força coletiva vai colocar-nos lá em cima. Estou muito contente por fazer parte de um grupo que me vai tornar o resto das etapas muito mais fáceis.”

 

Um passo em frente em 2026

 

Individualmente, identifica uma melhoria clara contra o cronómetro. “No contrarrelógio dei mais um passo graças a uma pequena mudança de posição e ao novo equipamento - o novo capacete assenta-me mesmo bem.” No resto, mantém a mesma linha: “No restante, como sempre, tentar melhorar em tudo e polir os detalhes. Dito isto, há menos mistério aí do que as pessoas possam pensar.”

 

Novos rivais no horizonte

 

Entre os nomes a seguir está Paul Seixas. Ayuso não tem dúvidas sobre a sua trajetória: “O Seixas vai ser um corredor que em breve estará a discutir as Grandes Voltas; se não for este ano, será no próximo. Mais um rival com quem lutar.”

E aponta para o contexto atual do pelotão: “Já estamos habituados a enfrentar corredores que estão a marcar uma era: Tadej, Remco, Vingegaard…”

 

Modelos e ambição

 

As comparações com Alejandro Valverde e Alberto Contador também surgem na sua análise. “Ficaria feliz por assemelhar-me a qualquer um deles. Acho que o ciclismo está a mudar e o perfil de ciclista necessário para vencer uma Grande Volta é diferente de há dez anos.”

Se tiver de escolher, é claro: “Se tivesse de escolher, revejo-me mais no Valverde, porque tenho esse sprint que me permite ganhar. No entanto, o que o Alberto conseguiu na alta montanha também é essencial para ter sucesso no ciclismo de hoje. Assino por uma mistura dos dois”, brincou.

 

Um desejo claro

 

Para o resto do ano, o objetivo é específico: “O meu desejo é que tudo continue como até agora: continuar a melhorar, evitar contratempos e ver até onde pode ir o meu nível sem os percalços que tive nos últimos anos.”

O principal alvo será a estreia no Tour: “Vou tentar fazer um bom Tour, já que será o primeiro que disputo. Que a sorte esteja do nosso lado e que o meu nível dite o resultado.”

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
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