domingo, 8 de agosto de 2021

“No dia de descanso da Volta/A Etapa da Volta”


Dia 9 de agosto Guarda – Guarda 73 quilómetros

Por: José Morais

Fotos: Podium

Depois da desgastante etapa da Torre, e no dia que antecedia a pausa na Volta a Portugal, numa etapa que terminou lá bem no alto da Guarda com uma difícil subida de empedrado, numa etapa de “Rompe Pernas”, Frederico Figueiredo da Efapel, foi o grande vencedor da tirada, porem, a camisola manteve-se ainda em Alejandro Marque, que tem o seu rival mais próximo Amaro Antunes, apenas a 5 segundos.

Esta segunda-feira é então dia de descanso para o pelotão da Volta, depois de muitas mudanças no último dia de corrida, é tempo agora do merecido descanso, já que na segunda parte da prova, com muita montanha pela frente, com muitas dificuldades para os ciclistas, as mesmas iniciam-se logo na terça-feira na tirada a Santo Tirso, lá bem no alto de Nossa Senhora da Assunção.


Agora é tempo de descanso dos profissionais, mas em dia do mesmo, os amadores podem viver um dia na Volta a Portugal, fica aqui o resumo de mais uma edição da Etapa da Volta.

Como tem acontecido nas últimas edições da Volta a Portugal, no dia de descanso é realizada a Etapa da Volta, prova aberta aos amadores, que podem fazer gosto ao pedal, e colocarem-se na pele dos verdadeiros ciclistas profissionais, proporcionando-lhes uma experiência sem dúvida única, e vivida numa verdadeira etapa da Volta a Portugal.

A partida será dada pelas 10 horas, terá pelas 8 horas a abertura do secretariado, com o encerramento do mesmo pelas 9:30, às 10 horas será dada a partida, onde se prevê a chegada dos primeiros participantes pelas 13 horas, às 13:30 será a entrega de prémios, seguido do almoço pelas 13:40, prevendo-se a chegada dos últimos participantes pelas 14 horas.


A Etapa da Volta é um mero passeio de cicloturismo, obedecendo aos regulamentos da Federação Portuguesa de Ciclismo, estando sujeito aos seus regulamentos. Porem, e sendo já uma tradição o evento também dará uma pitada de competição, sendo a parte final do evento de roda livre, os últimos 16 km os quais terão uma inclinação de 3%, com a partida e chegada à Guarda a cerca de 1000 metros de altitude, os participantes terão o seu tempo de prova cronometrado através de um chip, sendo no final publicado os tempos de todos os participantes, exceção dos participantes em bicicleta elétrica.

“O balanço do ciclismo de pista em Tóquio'2020: Jason Kenny foi rei no meio do domínio europeu”


Britânico conquistou a sétima medalha de ouro na modalidade

Por: Lusa

Foto: Reuters

O britânico Jason Kenny foi a grande estrela no ciclismo de pista dos Jogos Olímpicos Tóquio'2020 ao conquistar a sétima medalha de ouro na modalidade, revalidando o título em keirin no último dia de competições, dominadas pela Europa.

O ouro conseguido no Velódromo de Izu, que junta à prata conquistada no sprint por equipas, coloca Jason Kenny na liderança de lista de atletas britânicos mais medalhados de sempre, com sete ouros e duas pratas, à frente de Chris Hoy, também ciclista, que conseguiu seis ouros e uma prata.

A quarta da lista de britânicos mais medalhados, atrás de Bradley Wiggins, que é terceiro, é Laura Kenny, que soma um total de seis subidas ao pódio, cinco das quais para receber ouro.

Em Tóquio, Laura, mulher de Jason Kenny, conquistou um ouro e uma prata, em madison e na perseguição por equipas, e foi afastada da prova de omnium, na qual a portuguesa Maria Martins se estreou com um sétimo lugar, e Yumi Kajihara, segunda classificada, deu a primeira medalha de sempre ao ciclismo japonês.

O holandês Harrie Lavreysen não conseguiu juntar o título olímpico de keirin ao mundial, tendo sido bronze, atrás de Kenny, e do malaio Mohd Azizulhasni Awang, mas conquistou o ouro nas provas de sprint individual e por equipas.

Na perseguição por equipas no setor masculino, a Itália surpreendeu conquistando o ouro que quase todos "atribuíam" à Dinamarca, que nos Mundiais de 2020 se sagrou campeã e bateu três vezes o recorde do mundo.

Na competição de madison, os dinamarqueses não facilitaram e conquistaram o ouro, impondo-se à Grã-Bretanha e à França, prata e bronze, respetivamente, para juntarem o título olímpico ao mundial.

No sprint individual feminino, Kelsey Mitchell conseguiu o primeiro ouro para o Canadá desde 2004, enquanto no keirin a holandesa Shanne Braspennincx protagonizou uma história de superação, ao sagrar-se campeã olímpica seis anos depois de ter sofrido um enfarte do miocárdio.

A Grã-Bretanha continua a dominar o quadro de medalhas com um total de sete medalhas (três de ouro, três de prata e uma de bronze) seguida dos Países Baixos, com seis (três ouros, uma prata e dois bronzes) e da Dinamarca, que arrecadou um ouro e duas pratas.

Entre os oito países que conquistaram medalhas de ouro nas competições de ciclismo de pista de Tóquio'2020, apenas três não são europeus, Canadá, Estados Unidos e China, que arrecadaram um ouro cada.

 

- Quadro de medalhas do ciclismo de pista:

 

Masculinos:

- Sprint individual:

 

Ouro: Harrie Lavreysen, Hol.

Prata: Jeffrey Hoogland, Hol.

Bronze: Jack Carlin, GB.

 

- Sprint por equipas:

 

Ouro: Países Baixos (Jeffrey Hoogland, Harrie Lavreysen, Roy Van Den Berg e Matthijs Buchli).

Prata: Grã-Bretanha (Jack Carlin, Jason Kenny e Ryan Owens).

Bronze: França (Florian Grengbo, Rayan Helal e Sebastien Vigier)

 

- Perseguição por equipas:

 

Ouro: Itália (Simone Consonni, Filippo Ganna, Francesco Lamon e Jonathan Milan).

Prata: Dinamarca (Lasse Norman Hansen, Niklas Larsen, Frederik Madsen e Rasmus Pedersen).

Bronze: Austrália (Leigh Howard, Kelland O'Brien, Lucas Plapp, Sam Welsford e Alexander Porter).

 

- Omnium

 

Ouro: Matthew Walls, GB.

Prata: Campbell Stewart, Nzl.

Bronze: Elia Viviani, Ita.

 

- Madison:

 

Ouro: Dinamarca (Lasse Norman Hansen e Michael Morkov).

Prata: Grã-Bretanha (Ethan Hayter e Matthew Walls).

Bronze: França (Donavan Grondin e Benjamin Thomas).

 

- Keirin:

 

Ouro: Jason Kenny, GB.

Prata: Mohd Azizulhasni Awang, Mal.

Bronze: Harrie Lavreysen, Hol.

 

Femininos

- Sprint individual:

 

Ouro: Kelsey Mitchell, Can.

Prata: Olena Starikova, Ucr.

Bronze: Wai Sze Lee, H-K.

 

- Sprint por equipas:

 

Ouro: China (Bao Shanju e Zhong Tianshi).

Prata: Alemanha (Lea Sophie Friedrich e Emma Hinze).

Bronze: Comité Olímpico da Rússia (Daria Shmeleva e Anastasiia Voinova).

 

- Perseguição por equipas:

 

Ouro: Alemanha (Franziska Brausse, Lisa Brennauer, Lisa Klein e Mieke Kroger).

Prata: Grã-Bretanha (Katie Archibald, Neah Evans, Laura Kenny, Josie Knight e Elinor Barker).

Bronze: Estados Unidos (Chloe Dygert, Megan Jastrab, Jennifer Valente, Emma White e Lily Williams).

 

- Omnium:

 

Ouro: Jennifer Valente, EUA.

Prata: Yumi Kajihara, Jap.

Bronze: Kirsten Wild, Hol.

 

- Madison:

 

Ouro: Grã-Bretanha (Katie Archibald e Laura Kenny).

Prata: Dinamarca (Amalie Dideriksen e Julie Leth).

Bronze: Comité Olímpico da Rússia (Gulnaz Khatuntseva e Mariia Novolodskaia).

 

- Keirin

 

Ouro: Shanne Braspennincx, Hol.

Prata: Ellesse Andrews, Nzl.

Bronze: Lauriane Genest, Can.

Fonte: Record on-line

“Afinal o ciclismo ainda continua a ter audiências”


Por: José Morais

A aposta no ciclismo por parte da comunicação social, fica na generalidade muito aquém da aposta que a mesma deveria de ter na modalidade, em especial as televisões.

Audiências é o que se procuram, mas muitas vezes a aposta é pouca, e não se dá aos amantes da modalidade aquilo de que eles gostam de ver, ou seja, ciclismo, o tal desporto do povo, que muitas vezes fica privado de ver, já que as provas não podem passar à porta de cada um de nós, e as televisões não mostram.

Mas, são as audiências que demostram a realidade, e mostram o que tanto as pessoas gostas de ver, que é o ciclismo, e veja-se pela volta a Portugal a visibilidade mediática à prova levando as imagens da competição por esse mundo fora.


A RTTP, estação oficial da Volta a Portugal, é o grande evento de verão dos portugueses que todos os anos é seguida por milhões de pessoas, e este agosto a transmissão da Volta, como os feitos Olímpicos dos portugueses em Tóquio, catapultaram as audiências da RTP, já que durante a tarde a mesma tem sido a liderança dos programas mais vistos na televisão portuguesa.

Resumindo, aqui está o serviço público a funcionar, pena é que sejam poucas as vezes porque, “afinal o ciclismo ainda continua a ter audiências”, e para ter ainda mais sucesso, é simples, mude-se um pouco as regras.

Ficha Técnica

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