sábado, 26 de dezembro de 2020

“Velo-city 2021”


Lisboa 1 a 4 de junho de 2021

 

A Velo-city 2021 em Lisboa será uma oportunidade para inspirar os cidadãos no caminho da mudança rumo a mais sustentabilidade, diversidade e inclusão.

Lisboa iniciou o seu percurso de mudança na última década ao mostrar que o ciclismo é muito mais do que um meio de transporte.

 

Como Lisboa está mudando

A bicicleta é um veículo de mudança capaz de transformar cidades e proporcionar melhor qualidade de vida, principalmente quando a bicicleta está totalmente integrada às políticas de governança local.

Os objetivos de Lisboa para aumentar a utilização da bicicleta no sistema global de mobilidade da cidade enquadram-se nos seguintes objetivos em perfeita harmonia com a conferência Velo-city 2021 Lisboa:

2021 é um ano chave, proporcionando uma oportunidade para uma maior articulação e avaliação de uma variedade de questões relacionadas ao ciclismo e para o fortalecimento do intercâmbio de ideias e melhores práticas para aumentar o uso da bicicleta.

A conferência Velo-city 2021 dá a Lisboa a oportunidade de celebrar e reconhecer a importância do seu caminho para o desenvolvimento sustentável num momento chave. Muito já foi feito, mas também há um longo caminho a percorrer e o compromisso tem que ser perseverante.

Apesar do enorme crescimento da rede de ciclovias de Lisboa - desde os primeiros 3 km inaugurados em 2001 - até à atual rede de ciclovias dedicadas de 100 km de Lisboa, os objetivos fixados para 2021 são muito ambiciosos: uma rede de ciclovias de 200 km, garantindo que 93% da população viverá a menos de 300 metros ou menos de uma área de ciclovia interconectada, quase dobrando os atuais 49% da população com este privilégio.

Um sistema híbrido de compartilhamento público de bicicletas está operando. A sua expansão inicial está prevista para 1.410 bicicletas e 140 docking stations distribuídas por vários pontos da cidade até ao final de 2020, atingindo mais de 32% da população de Lisboa.


 

Mobilidade como serviço

A nível internacional, Lisboa é considerada uma cidade com um enorme desafio de mobilidade e uma formadora de tendências, considerada pelas mais importantes novas empresas de mobilidade como um “Living Lab” ideal para testar soluções inovadoras.

Desde 2017, a Câmara Municipal de Lisboa tem vindo a apostar fortemente nos transportes públicos, nomeadamente na rede de autocarros e elétricos, renovando e ampliando a frota para um melhor serviço e desempenho, procurando atrair mais pessoas para o transporte público.

A bicicleta pode circular a qualquer momento no metro de Lisboa, nos comboios urbanos, regionais e intermunicipais, nas linhas de autocarros da Carris para bicicletas e em todas as balsas que atravessam o rio Tejo.

Fonte: Velo-city 2021

“Bmx” Racing”


Uma bicicleta de cross (BMX) começou no final dos anos 1960 na Califórnia, na época em que o motocross se tornou um desporto popular nos EUA. A versão motorizada do desporto foi a inspiração para a competição movida a humanos.

Crianças e adolescentes com o desejo, mas não os meios de participar do motocross, saciam seu apetite correndo em bicicletas em pistas construídas por eles mesmos. Esses jovens aventureiros completaram a imitação vestindo-se com roupas de motocross. O desporto clássico com o nome de 'bmx' e a conceção foi completa.

As corridas de BMX ofereciam ação emocionante a um custo baixo, perto de casa. É fácil ver por que o desporto foi um sucesso instantâneo. Na Califórnia, o desporto era mais popular do que em qualquer outro lugar. Durante o início dos anos 1970, um órgão sancionador para o Bmx foi fundado nos EUA.

Este é considerado o início oficial das corridas de Bmx. Conforme essa década avançou, o desporto foi introduzido em outros continentes também, entre eles a Europa em 1978.

Em abril de 1981, a Federação Internacional de Bmx foi fundada, e os primeiros campeonatos mundiais foram realizados em 1982. O Bmx se desenvolveu rapidamente como uma entidade desportiva única e, após vários anos, claramente tinha mais em comum com o ciclismo do que com os códigos do motociclismo. Assim, desde janeiro de 1993, o Bmx foi totalmente integrado à Union Cycliste Internationale.


 

Bmx Supercross

O Bmx Supercross faz parte do programa olímpico

 

O Bmx Supercross é disputado num circuito de 350m. Oito pilotos se lançam de uma rampa de oito metros de altura e correm numa pista alternando saliências, curvas inclinadas e seções planas. A batalha pelo primeiro lugar é feroz, pois é preciso terminar nas primeiras quatro mangas para ter uma vaga na próxima rodada e depois na final.

Dependendo da configuração da seção, os pilotos tentam baixar rapidamente para ganhar velocidade ou altura (os pilotos chegam a atingir quase cinco metros de altura).

Fonte: UCI

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

“Jakobsen lembra queda na Polónia: «Pensei que estava a morrer. Um padre veio ver-me duas vezes»”


Ciclista holandês assume que os dias passados nos Cuidados Intensivos foram os mais duros da sua vida

 

Por: Fábio Lima

A queda de Fabio Jakobsen na Volta à Polónia foi um dos momentos do ano no ciclismo e pela primeira vez o holandês acedeu a falar sobre o sucedido. Numa longa entrevista ao jornal AD, o ciclista da Deceuninck–Quick-Step falou das sequelas que tem daquele fatídico dia, mas também a forma como tudo se processou no sprint do qual saiu vencedor, mas direto a uma cama de hospital.

"Para a maior parte dos ciclistas aquela era a primeira prova depois da paragem devido à Covid. Conhecia o percurso, pois tinha corrido lá um ano antes. Esquerda, direita, e depois uma reta até Katowice. A meta era a de sempre: numa descida. Lembro-me que tive boas sensações durante a prova. Lembro-me de ter acenado ao meu colega Julius [van den Berg] e depois ter entrado no último quilómetro logo atrás do Davide Ballerini e do Florian Sénéchal. É a última coisa que me lembro. O resto, depois disso, é uma página em branco", começou por lembrar.

As consequências daquela brutal queda, quatro meses depois, ainda se sentem e Jakobsen elenca-as sem problema. "Contusão cerebral, fraturas no crânio, nariz partido, sem paladar... Dez dentes perdiso e parte da mandíbula superior e inferior desaparecida. Cortes na cara e na orelha. Um dedo partido. Contusão no ombro, pulmão... Um nervo do cordão vocal afetado. Nádegas bastante arranhadas... O primeiro impacto foi na minha cara, mas depois atingi aquele homem com o meu rabo. E isso foi a minha sorte... tenho um grande rabo!", atirou entre risos o ciclista, que lembrou o pânico que sentiu no hospital.

"Pensei que estava a morrer. Estava a lutar, derrotado, sentia pânico. Foram os dias mais largos da minha vida. Nunca tinha sofrido tanto. Prefiro fazer três Grande Voltas de seguida do que passar um dia nos cuidados intensivos. Estava lá deitado como um zombie, como se fosse de outro planeta. Mas ao mesmo tempo conseguia pensar nas coisas. Ouvi e vi o que se estava a passar em minha volta.

No quarto ao lado estava outro paciente. Do nada soa um alarme durante muito tempo. Depois calou-se e uns minutos depois começo a ouvir um daqueles carrinhos a ser empurrado no corredor. Daqueles que levam os corpos para a morgue...percebi logo: isto é grave. As pessoas morrem aqui. Sabes, fui visitado por um padre por duas vezes..."

"Perguntaram-me se ele se podia sentir na cama e eu apenas acenei. Não sou religioso, mas pensei 'mesmo que não funcione, mal não fará'. Teria agido da mesma forma se tivessem enviado outra pessoa. Estava desesperado, só queria ficar vivo. Não faço ideia do que ele me disse. Estava a ler algo num livro em italiano. Talvez tenha rezado pela minha sobrevivência, mas tanto quanto sei estava a arranjar um lugar para mim no paraíso".

E mesmo falando de forma cruel sobre o sucedido, Jakobsen não perdeu nunca o humor, especialmente quando falou do seu rosto. "Não está tão mal assim. Ainda tenho um lábio com a marca do embate e o meu nariz parece que saí de uma luta com o Mike Tyson. Mas o maior dano é cá dentro. No próximo mês de fevereiro vou sempre operado de novo e ter implantes para reconstruir os meus dentes. É um processo que vai demorar, talvez no próximo outono volte a ter dentes".

 

 

Namorada lembrou drama vivido à distância

À distância, na Holanda, a sua namorada Delore assistiu a tudo e na mesma entrevista recordou a forma como viveu aqueles momentos que pareceram uma eternidade. "Os últimos dez quilómetros deixam-me sempre nervosa, pois é quando a luta começa. Nesse momento vou sempre ver outra coisa. Continuo atenta à prova, mas tento distrair-me. Nesse dia foi igual.

Estava a fazer outras coisas quando o meu pai começar a gritar da cozinha a dizer que o Fabio ia na frente e que ia ganhar. Então fui logo ver. Vi-o a sprintar, a desviar-se e do nada vejo-o do outro lado das barreiras. Foi tudo tão rápido. Na repetição vi que ele tinha atingido um homem e embatido na barreira da meta, o capacete a voar.... Soube logo que era grave.

Liguei ao médico da equipa, mas ele não me conseguia dizer nada, exceto que o Fabio estava inconsciente. No Twitter só lia histórias horríveis. Não conseguia fazer nada, mas estando ali rezar não iria fazer mal nenhum. Meia hora depois, fiz uma mala e fui para a Polónia. Na mesma noite toca o telefone, era o médico da equipa. Deixei tocar por uns segundos, com medo de atender. Estava com medo de ter más notícias, de que o Fabio tinha morrido".

Fonte: Record on-line

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
  • Morada: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
  • Assistência direção, área informática: Hugo Morais
  • Sede de Redacção: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Contactos: Telefone / Fax: 219525458 - Email: josemanuelmorais@sapo.pt noticiasdopedal@gmail.com - geral.revistanoticiasdopedal.com