quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

“Volta ao Algarve: Rui Oliveira quer fazer na estrada o que já fez na pista”


Ciclista português frisa que a sua forma está a "subir a cada ano"

 

Por: Lusa

Foto: DR

O ciclista português Rui Oliveira (UAE Emirates) quer transpor os excecionais resultados na pista para a estrada, tendo confessado, em declarações à Lusa, sentir que está próximo de inaugurar o palmarés na vertente na qual está focado.

"Apesar de não ter tido nenhuma vitória, posso considerar que [a época de 2021] foi a melhor, porque estive perto de vencer em algumas grandes corridas e, claro, a forma vai aumentando a cada ano e isso também é positivo", reconheceu à Lusa o jovem gaiense, que era o quinto classificado na 48.ª Volta ao Algarve no inicio da 2ª etapa.

Oliveira teve um 2021 de sonho, ficando muito perto de estrear o palmarés enquanto elite na estrada - foi segundo na 19.ª etapa da Vuelta, num dos seus três top-10 na prova espanhola, e sagrou-se vice-campeão nacional de estrada, um dos seus vários resultados entre os 10 primeiros na temporada - e subindo ao lugar mais alto do pódio nos Europeus de pista, como campeão continental de scratch.

O ciclista da UAE Emirates mantém, contudo, os pés no chão, desvalorizando os feitos na pista, e insiste em separar as duas vertentes, vincando que é a estrada a sua profissão.

"Tem de se fazer um bocado de distinção, o meu foco está na estrada, pista é um complemento. Tenho o sonho de ir aos Jogos [Olímpicos Paris'2024] e é por isso que trabalho na pista e faço as corridas. Ter sido campeão da Europa também foi o culminar de uma época já bastante boa, agora é continuar", completou.

Para o irmão gémeo de Ivo Oliveira, "uma coisa é pista, outra é estrada". "Não podemos comparar o estado de forma de uma para a outra, mas é sempre bom sinal quando estamos bem numa, podemos fazer bem na outra. E é isso que vou tentar fazer", sustentou.

"Vou tentar focar-me, neste início de ano, nas clássicas, estar na ajuda do Matteo [Trentin] e, quem sabe, ter as minhas oportunidades, e ver também se irei ao Giro, é essa uma das prioridades", revelou.

Com o calendário para a primeira parte da época já definido, o campeão nacional de estrada de sub-23 em 2018 assumiu à agência Lusa considerar que os resultados somados no ano passado elevaram a fasquia para 2022.

"Estando perto de vencer, agora o que falta é a vitória. Sei que estou lá perto, tenho trabalhado bastante para isso, e penso que vai aparecer naturalmente", rematou.

E, quem sabe, se o tão ansiado triunfo não pode surgir já nesta 'Algarvia', com o jovem de 25 anos, (re)conhecido pela sua ponta final rápida e declarado apreciador das clássicas do centro/norte da Europa, a apontar a 'mira' à terceira etapa, a ligação de 211,4 quilómetros entre Almodôvar e Faro, que se disputa na sexta-feira, depois de ter sido quinto classificado na etapa inaugural.

Até porque, como expressou numa publicação na sua conta na rede social Instagram, correr em Portugal representa uma motivação extra.

"Gosto bastante. Falar português, ouvir português, correr nas estradas que eu conheço -- corro pouco aqui em Portugal -, para mim é das coisas mais especiais que posso fazer em todo o ano", assumiu.

Não que falar português seja uma raridade, já que na equipa dos Emirados Árabes Unidos tem como companheiros, além do irmão Ivo, o campeão mundial de 2013, Rui Costa, e o recém-chegado João Almeida, o novo 'ídolo' do ciclismo nacional.

"É excelente. Juntámo-nos todos pela primeira vez no 'training camp' e é sempre especial ter alguém com quem falar português. Estamos a crescer cada vez mais e juntarmo-nos todos numa das melhores equipas do mundo, deixa-me sem palavras", concluiu.

Rui Oliveira que partiu hoje para a segunda etapa da Volta ao Algarve, uma ligação de 182,4 quilómetros entre Albufeira e o alto da Fóia (Monchique), com o mesmo tempo do líder da geral, o neerlandês Fabio Jakobsen (Quick-Step Alpha Vinyl).

Fonte: Record on-line

“Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados, João Matias veste Camisola Azul em dia de muitas quedas 1ª etapa”


A Equipa Continental UCI Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados completou a sua prestação na 1ª Etapa da Volta ao Algarve, uma ligação de 199,1 quilómetros, entre Portimão e Lagos. João Matias esteve em grande destaque, esteve presente na fuga do dia e após vencer a segunda contagem de montanha do dia, assegurou a subida ao pódio e envergou a Camisola Azul no final do dia.

Foi ao quilómetro 17 que se deu a primeira fuga desta Volta ao Algarve. 4 elementos se escaparam ao pelotão, e entre eles estava João Matias que marcava a presença da equipa na frente da corrida. Logo ao quilómetro 39 havia a primeira montanha do dia de 4ª categoria onde João Matias foi o segundo a passar e somou pontos importantes. Alguns quilómetros mais à frente, na Meta Volante de São Bartolomeu de Messines, João Matias foi o primeiro a passar.


Na segunda e última contagem de montanha do dia de terceira categoria em Nave, João Matias foi muito audaz e guardou todas a suas forças para o último quilómetro da subida, onde ultrapassou os adversários com grande categoria e venceu, somando assim 4 pontos que lhe permitiram no final ser o Líder da Classificação da Montanha, subindo assim ao pódio para envergar a Camisola Azul. Um marco importante para a equipa e para o João, que subiu pela primeira vez ao pódio da Volta ao Algarve.


No final, Matias afirmava que “No dia de hoje queríamos estar presentes na fuga do dia para demonstrar as cores da Tavfer - Mortágua - Ovos Matinados e acabou por me tocar a mim. Depois de conseguir isso lutei pela Camisola da Montanha e consegui estar no pódio, o que me deixa muito feliz. Numa prova desta categoria como a Volta ao Algarve é muito bom poder envergar uma camisola! Estão aqui os melhores e nós estamos motivados neste início de época para continuar a estar na frente”.

O nervosismo habitual na primeira etapa de uma competição importante provocou duas quedas, que limitaram o sprint a um grupo restrito. Nos últimos 40 quilómetros nestas duas quedas, ficaram envolvidos Gonçalo Carvalho, Nicolas Saenz. Ambos conseguiram terminar a etapa, apesar de algumas perdas de tempo e estão sob observação.

A segunda etapa, a disputar nesta quinta-feira, será um teste aos candidatos, que, maioritariamente, escaparam às quedas e têm o mesmo tempo de Fabio Jakobsen. Os 182,4 quilómetros, que vão ligar Albufeira ao alto da Fóia (Monchique) farão a primeira triagem.


 

Classificação Etapa Portimão - Lagos: 199,1 Kms

 

1.º Fábio Jakobsen (Quick Step – Alpha Vinyl), 4h56m29s

38.º Leangel Linarez (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 38s 74.º Pedro Pinto (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 51s 82.º João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 57s

106.º Rui Carvalho (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 3m31s 133.º Nicolas Saenz (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), mt 134º Gonçalo Carvalho (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), mt 136.º Ángel Sanchez (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), mt

 

Classificação Montanha

 

1.º João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), 6 pts

Fonte: Equipa Continental UCI Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados

“Glassdrive / Q8 / Anicolor começa Volta ao Algarve com boa prestação 1ª Etapa”


A Equipa Profissional de Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor começou a 48.ª edição da Volta ao Algarve com alguns percalços, ao estar envolvida em várias quedas, provocadas pelo nervosismo habitual na 1.ª Etapa de uma competição tão importante como esta. Quedas que limitaram a chegada a um grupo restrito, onde Fabio Jakobsen (Quick-Step Alpha Vinyl Team) foi superior a todos num vigoroso sprint em Lagos.

O dia começou com sol em Portimão, onde foram dadas as primeiras pedaladas da Volta ao Algarve de 2022, para 199,1 km que terminariam em Lagos. A primeira fuga desta competição deu-se aos 17 km com quatro corredores. Embora a Glassdrive / Q8 / Anicolor tenha estado bem desde início, não conseguiu colocar nenhum dos seus homens nesta escapada, que surgiu quando menos se esperava. 

A fuga, sempre controlada pelo pelotão, acabou a 35 km da meta, pouco depois de uma queda coletiva que reduziu o pelotão a menos de metade e quando faltavam 12 km para o sprint em Lagos, nova queda voltou a acontecer, apanhando Rafael Reis, Javier Moreno e Pedro Silva, os três corredores da equipa que seguiam mais adiantados. 

Ainda assim, Rúben Pereira, diretor desportivo da Glassdrive / Q8 / Anicolor referiu que este “foi um dia salvo. Houve várias quedas, estivemos envolvidos nelas, com a nossa equipa a ficar quase toda retida na penúltima e os três homens da frente na última, contudo, sem nada de grave. Não foi o cenário perfeito para este arranque da prova, mas ainda temos muitos dias pela frente”. 

Amanhã a corrida prossegue com a 2.ª Etapa, para 182,4 km que vão desde Albufeira ao Alto da Fóia (Monchique), uma chegada em montanha que vai fazer a primeira seleção. 


 

 

CLASSIFICAÇÕES: 

48.ª VOLTA AO ALGARVE 

1.ª ETAPA: Portimão – Lagos» 199,1 km

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL INDIVIDUAL – AMARELA (após a 1.ª Etapa)

 

1.º Fabio Jakobsen (Quick-Step Alpha Vinyl Team), 04h56m29s 

2.º Bryan Coquard (Cofidis), mt 

3.º Alexander Krtistoff (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), mt 

70.º Rafael Reis (Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 43s 

98.º Javier Moreno (Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 02m32s 

99.º Pedro Silva (Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor), mt 

112.º Fábio Costa (Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 03m31s 

118.º Afonso Eulálio (Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor), mt 

119.º Frederico Figueiredo (Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor), mt 

147.º Héctor Sáez (Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor), mt 

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL EQUIPAS 

 

1.ª Quick-Step Alpha Vinyl Team, 14h49m27s 

24.ª Glassdrive-Q8-Anicolor, a 05m47s 

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL JUVENTUDE – BRANCA

 

1.º Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl Team), 04h56m29s 

8.º Pedro Silva (Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor), 04h59m01s  

13.º Afonso Eulálio (Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor), 05h00m00s

Fonte: Equipa Profissional de Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor

Ficha Técnica

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