sexta-feira, 3 de abril de 2020

Por: José Carlos Gomes

A Federação Portuguesa de Ciclismo, fortemente empenhada no esforço global para conter a proliferação de COVID-19, prolonga até 31 de maio a suspensão do calendário velocipédico, anteriormente parado até 3 de abril. É uma decisão que decorre das diretrizes das autoridades Estado português e é coerente com a decisão da UCI no que respeita a todo o calendário internacional da modalidade.

São afetadas pela suspensão perto de 200 competições e outros eventos velocipédicos, de âmbito internacional, nacional e regional, de todas as vertentes da modalidade.

“Vivemos um tempo em que temos de manter o rigor, a determinação e a paciência no cumprimento das medidas de combate à pandemia. Mas o que nos move é a paixão pelo ciclismo e trabalhamos diariamente, ouvindo diferentes parceiros, para conseguirmos dar a volta por cima. Queremos que o ciclismo seja um parceiro ativo na recuperação económica do país, contribuindo para devolver a rua e a alegria aos portugueses e para dinamizar economicamente todo o território, assim que seja possível retomar em segurança a atividade”, afirma o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira.

A Federação mantém contactos permanentes com toda a comunidade, ouvindo Associações Regionais, organizadores, clubes e ciclistas, no sentido de avaliar em permanência a situação para que, cumprindo as determinações das autoridades nacionais, seja possível preparar o regresso à atividade.

No âmbito do ciclismo profissional, a Federação Portuguesa de Ciclismo criou um serviço de atendimento, de modo a prestar todas as informações técnicas e legais para ajudar as equipas e os corredores a vencerem as dificuldades colocadas pela paragem da atividade económica.

De momento, o dever geral é de recolhimento e de isolamento social. Há, no entanto, a possibilidade de os ciclistas com contrato profissional e/ou estatuto de alto rendimento treinarem na via pública. Se optarem por este tipo de treino devem fazê-lo sozinhos e nunca em grupo.

Os cidadãos comuns podem fazer pequenas saídas para exercício físico. Também aqui a bicicleta pode ser usada de forma responsável, por curtos períodos e sempre de forma individual.

Por fim, recordamos que a bicicleta é uma alternativa de transporte para aqueles que precisam de deslocar-se para o trabalho.

As apólices de seguros de acidentes pessoais e de responsabilidade civil inerentes à licença da Federação Portuguesa de Ciclismo mantêm-se ativas, desde que a prática seja efetuada dentro do enquadramento legal em vigor.

Fonte: FPC

quinta-feira, 2 de abril de 2020

“Volta a Espanha mantém-se de 14 de agosto a 6 de setembro”

Garantia dada esta quinta-feira por Javier Guillén, diretor da corrida

Por: Lusa

Foto: EPA

A Volta a Espanha em bicicleta vai manter-se nas datas programadas, de 14 de agosto a 6 de setembro, e com as 21 etapas planeadas, face à pandemia de covid-19, disse esta quinta-feira o diretor, Javier Guillén.

Segundo Guillén, as datas não estão a ser reequacionadas, assim como uma possível redução no número de etapas, explicou ao diário desportivo espanhol AS, numa resposta a uma notícia do italiano La Gazzetta dello Sport, que reportava um atraso da Volta a França e da 'Vuelta' em cerca de um mês.

O 'Tour', que arranca antes da prova espanhola, é a prioridade da ASO, que organiza as duas 'grandes Voltas', para que possa "decorrer" e não cancelado, como a generalidade das provas de ciclismo em março e abril.

O avanço da pandemia levou também ao adiamento da primeira 'grande Volta' do calendário, o 'Giro' de Itália, para já sem novas datas, depois de estar marcada para arrancar em 09 de maio, em Budapeste.

"Sabemos a dificuldade de coordenar a realização de eventos que ainda estão marcados [como a 'Vuelta] com outros que terão de ser remarcados, por isso, e no evento de alguma prova mudar de datas, sabemos que temos de ter boa fé", acrescentou Javier Guillén, para quem o 'Tour' é "um evento essencial para o ciclismo".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil. Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, acima de 508 mil infetados e 34.500 mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 209 mortes e 9.034 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

Fonte: Record on-line

“Treino de Natação de Fundo e Águas Abertas”

Formação online nos dias 6, 8 e 9 de abril dirigida a Treinadores de Triatlo e Treinadores de Natação

A formação será ministrada por Ricardo Santos, treinador do Sport Lisboa e Benfica e responsável pelo enquadramento técnico de vários nadadores de Fundo de Águas Abertas.

Neste período de maior contenção e que a maioria dos treinadores se encontra em casa, aproveite para se atualizar com uma formação realizada a partir de casa.

A formação versará sobre a periodização e planeamento de nadadores de fundo e águas abertas; a estrutura da sessão de treino; análise e correções técnicas em fundo e águas abertas e as componentes específicas do treino de fundo e águas abertas (adaptação às condicionantes do plano de água, temperatura, uso fato isotérmico…).

A inscrição, que será ministrada através da plataforma de ensino à distância, tem um valor de 5 euros e destina-se a treinadores que pretendam atualizar-se.

Esta formação tem 1,0 unidades de crédito para a renovação da cédula do título profissional de Treinador de Triatlo e Treinador de Natação.

Algumas formações foram canceladas, mas, dentro do planeamento agendado para este ano e sempre que seja possível, iremos realizar as formações online para treinadores.

Fonte: FTP

Ficha Técnica

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