quinta-feira, 8 de março de 2018

“W52-FC PORTO QUER PROCURAR MANTER A HEGEMONIA EM PORTUGAL”

Equipa foi apresentada esta quinta-feira

Por:

Foto: Pedro Trindade

A equipa de ciclismo profissional da W52-FC Porto, apresentada esta quinta-feira em Sobrado, vai procurar manter a hegemonia da modalidade em Portugal, contando com os últimos três vencedores da Volta, Veloso, Vinhas e Alarcón.

"Sabemos que irá haver um dia em que não iremos ganhar, mas a nossa aposta e o nosso trabalho passam por voltar a vencer, mais focados naturalmente na Volta a Portugal. A equipa é forte e estamos a trabalhar com muita dedicação e redobrada confiança, existindo uma boa expetativa de vitórias", disse Nuno Ribeiro, diretor desportivo da equipa, no final da cerimónia realizada na Casa das Artes de Sobrado.

A W52-FC Porto conta nas fileiras com 12 ciclistas, entre os quais Gustavo Veloso, que será o chefe-de-fila, o sobradense Rui Vinhas e Raul Alarcón, precisamente os três últimos vencedores da Volta a Portugal, embora Nuno Ribeiro arrisque numa decisão entre Veloso e Alarcón.

"Não é fácil ganhar, todos queremos lá chegar, mas só um pode vencer e, para mim, cada ano é mais complicado. Se calhar, sou o chefe-de-fila pelos cabeços brancos [risos]. A nossa responsabilidade é grande e a equipa é a mais forte, mas só os nomes não chegam", disse Gustavo Veloso, líder da equipa e vencedor da Volta em 2014 e 2015.

Com a Volta a Portugal como principal objetivo e sem adversários e formações capazes, até ao momento, de destronar a superioridade da W52-FC Porto, equipa vencedora na prova rainha portuguesa nos últimos anos, Raul Alarcón, vencedor em título da Volta, disse estar tranquilo e não acusar pressão extra.

"Estou tranquilo, a equipa manteve as suas principais unidades e o objetivo é vencer. Não será fácil, cada vez é mais difícil, mas vamos procurar fazer bem o nosso trabalho e entrar na discussão do maior número de provas", disse o corredor de Alicante, atualmente a recuperar de uma queda sofrida na prova de abertura.

Amaro Antunes, agora a correr na Polónia (CCC Sprandi Polkowice), é a principal baixa da W52-FC Porto, que este ano se reforçou com José Neves (ex-Liberty Seguros/Carglass) e César Fonte (ex-LA Alumínios-Metalusa).

Além de marcar presença nas principais provas portuguesas, a equipa nortenha vai voltar a correr no estrangeiro, estando confirmadas presenças em Espanha e França, nomeadamente, existindo a possibilidade de uma participação na China. No imediato, os ciclistas da W52-FC Porto vão participar na Clássica da Arrábida, em Setúbal, no fim-de-semana, seguindo-se a Volta ao Alentejo.

Equipa da W52-FC Porto para 2018: Gustavo Veloso, Rui Vinhas, Raul Alarcón, Ricardo Mestre, José Neves (ex-Liberty Seguros/Carglass), Tiago Ferreira, Daniel Freitas, João Rodrigues, Angel Rebollido, César Fonte (ex-LA Alumínios-Metalusa), António Carvalho e Samuel Caldeira.

Fonte: Record on-line

'PURITO' MULTADO POR FILMAR ENQUANTO CONDUZIA"

Antigo ciclista partilhou coima nas redes sociais

Por: Fábio Lima

Já muitas vezes vimos vídeos a circular pela internet com imagens de ciclistas enquanto passeavam ou faziam os seus treinos de fim de semana, mas saiba que este tipo de comportamentos pode levar a multas. Pelo menos em Espanha. Foi isso que 'experienciou' o antigo ciclista Joaquim Rodríguez, que em dezembro foi multado em 80 euros por ter sido apanhado a filmar enquanto conduzia a sua bicicleta.

A multa (por "conduzir um veículo sem manter atenção permanente à condução. Circulava em bicicleta a filmar-se com o telemóvel) apenas esta semana foi revelada por 'Purito', que nas redes sociais, para lá de mostrar a prova do crime, deixou um pedido de desculpas. "Castigo com mais razão do que um santo. Desde aqui peço desculpa, senhores. Espero que nos sirva de lição (a começar por mim)", podia ler-se no 'tweet'.

Fonte: Record on-line

“SÓ A VITÓRIA INTERESSA À SKY”

Polémicas à parte, equipa britânica e Froome querem provar na estrada que continuam a ser os melhores

Por: Ana Paula Marques

Foto: EPA

Indiferente às polémicas que rodeiam a Sky por suspeitas de recuso a substâncias ilícitas e também aos que criticam o facto de estar a competir quando é investigado pelo controlo positivo na Vuelta, Chris Froome não fugiu a estes assuntos no arranque do Tirreno-Adriático, mas para dizer também que tanto ele como a equipa querem prova na estrada que são os melhores.

"Temos com uma grande equipa aqui e viemos para ganhar a geral", vincou o chefe de fila da mais rica equipa do pelotão mundial, com um orçamento a rondar os 40 milhões de euros.

Quanto ao resto, não passam de meras suspeitas que o parlamento britânico agudizou. "Vi o relatório, é ‘lixo’. Nunca vi o Wiggins a fazer o que dizem. Se não tivesse confiança na equipa, não estaria aqui", frisou ainda Chris Froome, que tem sido visado por alguns adversários pelo facto de teimar em competir enquanto o seu caso não tem uma decisão.

Um deles é o holandês Tom Dumoulin, vencedor do Giro. Esquivou-se aos jornalistas na conferência de imprensa de antevisão do Tirreno-Adriático, quando se apercebeu de que o assunto era Froome. Seja como for, alguém conseguiu ouvir dele que "se fosse o Froome, não estaria aqui".

Arranque em terceiro

O Tirreno-Adriático, em Itália, conhecida como a Corrida dos Dois Mares é a segunda prova de 2018 para Chris Froome, depois da estreia na Volta à Andaluzia. Trata-se também do seu regresso ao território italiano, onde não competia desde o Mundial de Florença, em 2013, ganho por Rui Costa. Alheio não está o facto de este ano apontar baterias para a Volta a Itália, a única prova de três semanas que ainda não ganhou.

O início do Tirreno foi bastante positivo, com o terceiro lugar da Sky no contrarrelógio coletivo, a apenas nove segundos da favorita BMC. "Os rapazes estiveram fortes, estou muito satisfeito com o resultado", sublinhou o diretor desportivo da Sky Matteo Tosatto, destacando o facto de Geraint Thomas e Froome estarem em condições de discutir a corrida, perspetivando que possam andar na frente na terceira e quarta etapas, com montanha.

Entre os portugueses, a Katusha, de José Gonçalves, em sexto, esteve melhor que a Movistar, de Nelson Oliveira, 12ª mais rápida. Referência ainda para a desistência de Mark Cavendish (Dimension), após queda, ele que já tinha abandonado também no primeiro dia e pelas mesmas razões a Volta a Abu Dhabi.

Fonte: Record on-line

Ficha Técnica

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