Por: José Morais
Foto: Eurosport
Lorenzo Finn escreveu uma nova
página na história do ciclismo ao conquistar o Tour de l’Avenir 2026, quebrando
um jejum italiano que durava desde 1973. O jovem de 19 anos, joia da equipa de
desenvolvimento da Red Bull, fechou a prova com uma demonstração de força na
etapa decisiva rumo ao Lago Serrù, onde venceu e selou o título.
A luta pelo pódio foi feroz
até ao último metro. Mateo Ramírez, apontado como principal rival de Finn nas
montanhas, perdeu o terceiro lugar por apenas quatro segundos, enquanto o
brasileiro Henrique Bravo ficou a quinze. Os belgas Niels Driesen (Lotto) e
Matteo Vanhuffel (Picnic) acabaram por ocupar os dois lugares restantes do
pódio, atrás do campeão italiano.
A etapa decisiva no Gran Paradiso
A sétima e última etapa levou
o pelotão ao coração do Parque Nacional do Gran Paradiso, terminando a 2243
metros de altitude após uma longa ascensão de 30 km até ao Lago Serrù, com
média de 5% e rampas superiores a 9% nos dois quilómetros finais.
A fuga
demorou a formar-se, mas acabou por reunir quatro nomes:
Timothée
Coudière-Cantin
Matisse
Van Kerckhove
Ashlin Barry
Victor Loulergue
Van Kerckhove mostrou força
nas rampas finais e tentou resistir ao avanço dos favoritos, mas o ritmo
imposto por Aubin Sparfel, seguido por Finn e Ramírez, acabou por neutralizar a
fuga a quatro quilómetros do topo.
Driesen e Bravo ainda
conseguiram reaproximar-se nos últimos três quilómetros, mas foi aí que Finn
lançou o ataque decisivo um movimento seco, calculado, impossível de
acompanhar.
O
renascimento italiano
A aceleração de Finn não só
lhe deu a etapa como também o título geral. Ramírez tentou responder, mas
voltou a ceder perante a potência do italiano, que se prepara para integrar a
Red Bull–BORA-hansgrohe no World Tour em 2027.
O pódio
final ficou assim:
1.º
Lorenzo Finn (Itália)
2.º
Niels Driesen (Bélgica) – a 2:34
3.º
Matteo Vanhuffel (Bélgica) – a 3:42
Finn tornou-se o primeiro
italiano desde Gian Battista Baronchelli, em 1973, a vencer o Avenir. E mais: é
também o primeiro desde esse ano a conquistar Giro Next Gen + Tour de l’Avenir
na mesma temporada um duplo raríssimo, cada vez mais difícil devido ao
calendário competitivo e à prioridade dada por muitos jovens às corridas World
Tour.

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