sábado, 3 de agosto de 2019

“81ª Volta a Portugal/4ª Etapa”

Partida:

Pampilhosa da Serra

O povoamento do território concelhio remonta a tempos bastante antigos, como evidencia a “Carta Arqueológica do Concelho de Pampilhosa da Serra”, que aponta as primeiras manifestações da presença do Homem nesta área geográfica por volta do 4.º milénio antes de Cristo.

As sucessivas ocupações humanas, desde a Idade do Bronze até à Época Romana, estão identificadas através de vestígios encontrados ao longo das prospeções arqueológicas realizadas.

Já em plena Idade Média, e no seio das políticas de povoamento, D. Dinis terá elevado Pampilhosa à categoria de vila em 1308, segundo a inscrição setecentista colocada na fachada principal do edifício da antiga Casa da Câmara e Cadeia, atual Museu Municipal.

No tempo de D. Fernando a Pampilhosa vira-se integrada no termo da Covilhã. Os homens bons, descontentes com esta decisão, dirigiram-se às Cortes de Coimbra de 1385, dando a conhecer a D. João I os agravos que o concelho sofria.

O monarca acedeu e, em resposta ao pedido da Pampilhosa, emanou a 10 de abril de 1385 uma Carta de Privilégios, pela qual reconhecia a sua autonomia.

Nos séculos XV e XVI os antigos forais foram perdendo a sua importância e ficando desajustados das necessidades dos novos tempos. A reforma destes documentos foi então levada a cabo por D. Manuel I. Pampilhosa recebeu foral antigo das mãos de pessoa particular e foral novo das mãos de D. Manuel I, a 20 de outubro de 1513.

No século XIX Pampilhosa viu acrescentado o vocábulo “da Serra” no sentido de distingui-la de Pampilhosa do Botão (Mealhada).

Originalmente constituído por quatro freguesias (Pampilhosa, Cabril, Pessegueiro e Machio), o concelho foi alargado por força da reforma administrativa de 1855, adquirindo as freguesias de Dornelas, Fajão, Janeiro de Baixo, Unhais-o-Velho e Vidual (do concelho de Fajão) e a de Portela do Fojo (do concelho de Alvares).

No século XXI, pela reorganização administrativa territorial autárquica, implementada em 2013, o concelho viu alterado o seu mapa pela agregação das freguesias de Fajão-Vidual e de Portela do Fojo-Machio.

As sucessivas mudanças no percurso da história deste concelho têm contado com uma população atenta, de homens e mulheres determinados que, com um forte espírito de consciência coletiva, têm feito do seu concelho um território coeso e com identidade!
 

Covilhã (Torre)

A Covilhã é uma das cidades portuguesas com maior tradição empresarial e industrial. Outrora conhecida como a “Manchester portuguesa”, a cidade, o concelho e as suas gentes sempre mantiveram as características únicas que moldam o seu passado, presente e futuro: a força serrana, a tenacidade beirã, um espírito empreendedor e operário. Estas características fizeram deste concelho um dos principais centros europeus de produção de lanifícios e permitiram ultrapassar a crise que o sector viveu nos anos 80 do século passado.

Hoje, a Covilhã forma jovens quadros técnicos de excelência na Universidade da Beira Interior (UBI), aliando essa juventude a uma forte tradição empresarial, bem patente no Parkurbis, o Parque de Ciências e Tecnologia da Covilhã. O concelho possui condições únicas que lhe permitem apostar em novas e diversificadas actividades económicas.

As novas formas do saber contemporâneo aliadas ao “saber fazer” ancestral dos covilhanenses fizeram deste concelho um importante pólo de atração e um dos mais pujantes municípios da Beira Interior.
 

A visitar

A imponente Serra da Estrela; os variados Museus tais como o dos Lanifícios, Arte Sacra, Museu de Queijo ou Centro Interpretativo da Cereja; os espaços verdes, como o Jardim Público, Jardim do Lago e o novíssimo Jardim das Artes; percorrer a cidade pode ser uma experiencia única, quer visite o comércio tradicional e com alma do centro histórico ou se aventure em Rotas como a da Arte Urbana, da Arte Nova ou do Património Industrial, não esquecendo os elevadores e pontes que permitem vencer a orografia e conhecer a Covilhã a pé.


Gastronomia

A gastronomia tem sempre por trás de si uma estrutura histórica, que caracteriza um determinado povo e a sua terra de origem, por isso uma rota gastronómica é sempre de ter em conta.

Na Covilhã tem de provar: o pastel de molho, a cherovia, o pêssego, o queijo da Serra, os enchidos, os míscaros ou o mel.

Fonte: Podium

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