quinta-feira, 3 de setembro de 2026

“Gaspar Gonçalves é o primeiro líder do Grande Prémio TSF/JN”


Fotos: Igor Martins/Jornal de Notícias/TSF

Gaspar Gonçalves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) venceu esta quinta-feira a primeira etapa do Grande Prémio TSF/JN, prova que se estreia esta época no calendário velocipédico nacional.


O corredor natural de Lamego integrou a fuga, na companhia de Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) e Emanuel Duarte (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), segundo e terceiro classificados, terminando os três com o mesmo tempo: 2h48m32s. O pelotão chegaria 45 segundos depois, com Santiago Mesa (Anicolor/Campicarn) a concluir em quarto lugar.


Esta quinta-feira foi para a estrada a primeira edição do Grande Prémio TSF/JN, com a tirada inaugural a ligar Águeda a Ovar, num total de 125,2 quilómetros.

A história da corrida começou a escrever-se aos 32 quilómetros, quando um trio fugiu ao pelotão. Pedro Silva, Gaspar Gonçalves e Emanuel Duarte rolaram com mais de dois minutos de vantagem, diferença que reduziu substancialmente quando a Anicolor/Campicarn assumiu a dianteira. No entanto, o entendimento entre os três escapados levou a que voltassem a aumentar a margem, chegando aos 2m45s, o que trouxe novo ânimo para os derradeiros quilómetros.


O pelotão ainda tentou, mas já não conseguiu alcançar o trio para um final compacto. A discussão da vitória foi feita a três, com Gaspar Gonçalves a garantir a sua primeira vitória da época e a primeira Camisola Amarela da competição.

Quanto à Classificação Geral, o vencedor da tirada e que assume o comando, tem 2 segundos de vantagem para Pedro Silva e Emanuel Duarte. Os corredores que se seguem apresentam 57 segundos de diferença para a liderança.


Nas restantes classificações, Gaspar Gonçalves lidera também a Geral por Pontos e as Metas Volantes, Pedro Silva comanda a Montanha, Emanuel Duarte os Pontos Quentes e João Martins (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) é o melhor jovem da prova, estando na frente da Geral da Juventude. Coletivamente, a Credibom-LA Alumínios-Marcos Car está na frente e nas Equipas de Clube lidera a Technosylva Rower Bembibre Cycling Team.

Gaspar Gonçalves confessou que esta foi uma vitória “sofrida, senti que era o mais fraco dos três. Iam muito fortes, tentei aproveitar isso a meu favor e quando chego ao risco e percebo que poso ganhar, fiquei muito feliz. Já ganhei aqui, no Furadouro, parece que é um sítio de sorte para mim. Acho que nenhum dos três guardou energia, vim sempre no limite, até para conseguir render com os dois. Deu para a fuga chegar, estou feliz e agora vou desfrutar”.

O Grande Prémio TSF/JN prossegue esta sexta-feira. A caravana viaja até Terras de Sicó, para uma tirada entre Pombal (12h30) e Condeixa-a-Nova (16h25), percorrendo um total de 149,7 quilómetros.

O pelotão vai atravessar os concelhos de Ansião, Alvaiázere, Penela e Soure. As subidas de segunda categoria para o Peixeiro e para a Serra de Janeanes, ambas concentradas nos últimos 20 quilómetros, prometem tornar esta a jornada mais exigente da corrida, sendo por isso considerada a etapa-rainha, uma das mais importantes para a definição da Camisola Amarela.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Paratriatlo: Ana Duarte estreia-se em Alhandra para deixar mensagem às mulheres com deficiência”


Ana Lúcia Duarte vai cumprir, no próximo sábado, 5 de setembro, um momento especial no seu percurso desportivo. A paratriatleta portuguesa estreia-se em competições internacionais ao serviço da Seleção Nacional, na Taça do Mundo de Paratriatlo de Alhandra, e quer aproveitar a oportunidade para levar uma mensagem que vai muito além do resultado.

Será uma estreia com o trisuit de Portugal, em casa e perante o público português. Para Ana Lúcia Duarte, a presença na Taça do Mundo de Alhandra representa o culminar de um percurso que começou mais tarde do que é habitual no desporto de alto rendimento e que, em 2026, a leva pela primeira vez a representar Portugal numa competição internacional de paratriatlo.

Mas a atleta quer que a sua presença em Alhandra possa significar também alguma coisa para quem estiver do outro lado.

«Para mim, a participação nesta prova é uma oportunidade de dar visibilidade à modalidade e mostrar, especialmente às mulheres, com qualquer tipo de deficiência, que há lugar no desporto e, em particular, no triatlo», afirma.

Ana Lúcia Duarte compete na categoria PTS5 e tem uma limitação no ombro e braço esquerdo, consequência de uma lesão ocorrida durante o nascimento.

«A minha limitação é no ombro e braço esquerdo, derivada de uma lesão provocada durante o meu nascimento, que provocou danos neurológicos e malformações ósseas que condicionam o movimento e a força do braço», explica.

Do primeiro triatlo aos 35 anos à Seleção Nacional

A chegada ao paratriatlo aconteceu, no entanto, apenas muitos anos depois. Ana Lúcia fez a primeira prova de triatlo aos 35 anos, quando vivia em Inglaterra. O regresso a Portugal acabaria por abrir uma nova etapa no seu percurso na modalidade.

Em 2024 juntou-se à equipa de triatlo do Sporting Clube de Portugal e foi precisamente a observação das suas limitações durante os treinos que abriu a possibilidade de competir no paratriatlo.

«Fiz a minha primeira prova de triatlo aos 35 anos, em Inglaterra, onde morava na altura, mas só quando voltei para Portugal é que me juntei à equipa do Sporting, em 2024. Por indicação do treinador, que, observando as minhas limitações, me sugeriu que iniciasse o processo para ser classificada como paratriatleta na categoria PTS5.»

Seguiram-se as competições nacionais de paratriatlo e, com elas, a possibilidade de chegar à Seleção Nacional. Agora, Alhandra representa o passo seguinte.

«A participação nas provas nacionais de paratriatlo permitiu a possibilidade de representar a Seleção Nacional de Paratriatlo e é com muito orgulho que participarei na prova», sublinha.

Para a estreia internacional, Ana Lúcia Duarte não coloca a fasquia num lugar ou num resultado específico. O objetivo é outro, mais simples de definir e, ao mesmo tempo, exigente de cumprir.

«O meu objetivo é acabar a prova sentindo que dei absolutamente o meu melhor.»

No sábado, em Alhandra, será esse o primeiro desafio internacional de Ana Lúcia Duarte com as cores de Portugal. Uma estreia na Taça do Mundo que representa mais um passo no seu percurso no paratriatlo, mas também uma oportunidade para mostrar que a modalidade pode ter espaço para mais atletas e, em particular, para mais mulheres com deficiência.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua alinha com objetivos para o Grande Prémio TSF/JN, a nova corrida no calendário nacional”


A Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua marca presença na primeira edição do Grande Prémio TSF/JN, nova prova que encerra a época nacional de ciclismo de estrada. A corrida disputa-se de 3 a 6 de setembro, num total de 542 quilómetros repartidos por quatro etapas em linha, com oportunidades para velocistas, trepadores, fugitivos e candidatos à classificação geral.

A prova arranca na quinta-feira, com uma ligação de 146,6 km entre Águeda (partida às 12h50) e Ovar (chegada prevista às 16h29). O perfil favorece os homens rápidos, mas inclui duas contagens de montanha de 3.ª categoria e um circuito final em Ovar, com várias passagens pela Avenida da Régua.

As primeiras diferenças importantes poderão surgir na sexta-feira, na etapa das Terras de Sicó: 147,2 km entre Pombal (12h30) e Condeixa-a-Nova (16h25), atravessando Ansião, Alvaiázere, Penela e Soure. As subidas de 2.ª categoria para o Peixeiro e para a Serra de Janeanes, concentradas nos últimos 20 km, prometem tornar esta a jornada mais exigente e decisiva para a camisola amarela.

No sábado, Castelo Branco recebe na íntegra a terceira etapa: 150,6 km com partida e chegada na Alameda da Liberdade (12h–15h35), percorrendo várias localidades do concelho. Terreno propício a fugas e ataques de longe, com os prémios de montanha de Almaceda e Casal da Serra a acrescentarem dificuldade a uma jornada marcada por sucessivos momentos de desgaste.

A decisão fica reservada para domingo, em Cascais. A quarta e última etapa tem 97,6 km, num circuito com passagens pela zona do Guincho e chegada junto ao Centro de Interpretação da Duna da Cresmina, na subida para a Malveira da Serra (partida às 16h, chegada prevista às 18h20).

Depois de uma ótima prestação no Grande Prémio Douro Internacional, a Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua apresenta um alinhamento que combina juventude e experiência. Simão Lucas, sub-23 de primeiro ano, regressa à estrada, acompanhado pela experiência de Bruno Silva e Gonçalo Carvalho. A velocidade de Leangel Linarez poderá disputar a primeira etapa, com o apoio de César Martingil. Completam o plantel Daniel Dias e Diego Lopez.

A equipa chega a esta nova prova com confiança renovada e o objetivo de estar presente nos momentos decisivos, aproveitando um percurso desenhado para diferentes perfis de corredores.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua

Ficha Técnica

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