sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

“Primoz Roglic, a derrota do Tour foi brutal, devastadora"


O esloveno, que perdeu o Tour na penúltima etapa, foi sincero

 

Foto; EFE

Pela primeira vez, Primoz Roglic lembra que a sua derrota cruel no Tour de França de 2020, onde vestiu a camisa amarela em grande parte na LA Grand Boucle, mas acabou perdendo-a a favor de Tadej Pogacar.

O esloveno olha de volta para e explica como se recuperou muito rapidamente com o sucesso no Liege-Bastogne-Liege e no Returno. Roglic sucumbiu ao seu compatriota, "a derrota foi brutal, devastadora, mas mais para as pessoas ao meu redor do que para mim", reconheceu o esloveno.

"Não foi estranho, foi incrível, ele nunca tinha mostrado por Pogacar que era possível até ao momento em que ele fugiu, em diversos treinos, anteriormente, ele estava no limite, prestes a deixar ir, ninguém poderia imaginar que ele ainda tinha tanto dentro dele", acrescentou.

 

“Ninguém poderia imaginar que Pogarcar ainda tinha tanto dentro dele"

 

Roglic também lamentou não tentar ganhar mais tempo com seus rivais nas fases anteriores. "Eu poderia ter conseguido mais alguns segundos em vários pontos da corrida. Mas nunca teria sido suficiente para levar quase dois minutos com Pogacar, eu prefiro lembrar que lutei cada metro da corrida", assume.

 

“Embora o segundo lugar tenha sido frustrante na época, ainda é um grande resultado"

 

Mas o esloveno prefere olhar para a frente e agora valoriza o segundo lugar no Tour. "Eu sou alguém que gosta de seguir em frente, eu não fico obcecado com um resultado, se eu olhar para trás no Tour, embora o segundo lugar tenha sido frustrante na época, ainda é um grande resultado.

Eu disse aos meus companheiros que nossa vitória mostrou o quantos fortes eramos como a nossa equipa, uma força combinada, e a maneira como controlamos a corrida, isso é o que queríamos fazer antes da partida e foi isso que conseguimos, claro que não ganhei, mas às ganha-se, outras vezes perde-se.

Quando se pensa que faz tudo o que pode, tem-se que aceitá-lo", reconheceu, e não ficar obcecado com os resultados foi fundamental para enfrentar os seus próximos compromissos, Roglic ganhou o seu primeiro monumento em Liege e conquistou sua segunda volta.

Fonte: Marca

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

“II Congresso de Treinadores de Age-Groups: Triatlo para Todos”


Realizou-se em formato online, nos dias 15 e 16 de janeiro de 2021, o II Congresso de Treinadores de Triatlo

 

Na abertura do Congresso foram apresentadas algumas das conclusões preliminares do questionário realizado online, para o qual a FTP obteve, até ao momento, cerca de 700 respostas. O inquérito que, pela sua abrangência demora cerca de 10 a 15 minutos a ser respondido, incidiu sobre quatro temas: a caracterização da população do Triatlo, o atendimento da FTP, os hábitos de treino e o investimento despendido. 84% de respostas pertenceram ao sexo masculino, sendo as restantes 16% do sexo feminino.

Notas importantes acerca deste inquérito: 48% pratica Triatlo há menos de 5 anos, com os grupos de idade 45-49 e 40-44 na frente, sendo o principal objetivo a superação pessoal. Cerca de 69% considera o atendimento da federação adequado às necessidades, com 75% a avaliar a arbitragem de modo adequado e justo.

Nos hábitos de treino, há muitos triatletas que treinam sozinhos e sem acompanhamento técnico, com 37% a treinar entre 9 a 12 horas semanais. Curiosamente, 31% prefere a média distância, o que confirma o interesse dos triatletas pela distância acima da standard, embora seja a sprint a distância mais escolhida para a primeira prova. Concluindo, esta é uma comunidade muito ativa que dedica muitas horas semanais ao Triatlo, sendo um dos principais objetivos na modalidade a superação pessoal e a diversão!

 

Ainda pode responder ao inquérito aqui: https://bit.ly/3hMBFeJ 

O segundo palestrante do primeiro dia foi Henrique Telhado, que veio apresentar o tema da sua dissertação de Mestrado: «Fatores Psicológicos Preditores dos Tempos da Evolução e Desempenho no Triatlo». Os principais preditores são históricos (experiência em provas); fisiológicos (aptidão cardio respiratória, composição corporal e aptidão física) e psicológicos: (força mental e força

Este estudo quantitativo analisou apenas a associação dos fatores psicológicos e a evolução e o desempenho dos triatletas, ao longo do tempo, nas diversas distâncias do Triatlo.  O instrumento de investigação incluiu um questionário que contou com 208 respostas válidas, entre 88,5% de homens e 11,5 de mulheres.

De acordo com o estudo, concluiu-se que o Triatlo é um desporto de grande exigência que requer uma variedade de técnicas e treinos para melhoria do desempenho, mas a evidência científica parece revelar nos que se os triatletas tiverem similares aptidões cardiorrespiratórias, aptidões físicas e número de triatlos realizados, são as características psicológicas dos triatletas que determinam o melhor desempenho.

Os indicadores apontam para uma análise holística do desempenho do Triatlo e sobretudo no que diz respeito aquilo que parecem ser as suas dimensões mais importantes: a aptidão respiratória, a aptidão física, o histórico de provas e os fatores psicológicos. Estes fatores devem ser estudados de forma longitudinal e experimental para melhor compreender a sua influência no desempenho do triatleta.

A terceira apresentação do dia foi realizada por Júlio Amândio, no âmbito do trabalho de investigação do Curso de Treinadores Grau III com o tema: «Poderá o Triatlo ser considerado opção na recuperação de doentes oncológicos?»

Sabemos que a atividade física é um dos pilares de uma vida saudável, e no caso de haver doença não faz sentido abandonar esse pilar que tanto contribui para a saúde e bem-estar, exceto em situações de restrição médica.

Dado que o declínio físico do doente oncológico é grande e as capacidades física diminuem drasticamente, a prática de atividade física torna-se ainda mais relevante. A revisão bibliográfica parece indicar que o exercício físico é seguro antes, durante e após o tratamento, com exemplos de sucesso em caso de doentes oncológicos, que são frequentemente os primeiros a procurar ativamente aquilo que lhes faz bem, e que pode contribuir para o processo de sobrevivência.

De modo geral, deve realizar-se uma alimentação equilibrada, evitar a inatividade e regressar às rotinas diárias sempre que possível. Dos 18 aos 64 anos deve-se treinar pelo menos 150 minutos por semana, complementando com dois treinos de força.

A partir dos 65 anos estas recomendações continuam válidas, desde que se respeite a individualidade de cada caso. De referir que esta apresentação não tem base científica, trata-se de um estudo de caso com revisão bibliográfica que permite depreender algumas conclusões, mas que necessita de outros estudos complementares que possam ser validados pela ciência.

O segundo dia começou com uma representante da British Triathlon onde foi apresentado o programa de apoio aos Age Groups, incluindo o staff dedicado às suas necessidades específicas. Na equipa de Age Group na Grã-Bretanha existe o sentido de pertença, criando-se laços fortes entre os diferentes membros.

A divulgação da equipa é realizada de modo informal, através das mensagens protagonizadas pelos próprios membros ou pelo equipamento usado pelos triatletas nas provas.

A apresentação incidiu também sobre o programa de autofinanciamento, a seleção e qualificação dos atletas para a participação nas provas e as ações desenvolvidas para atrair novos Triatletas; esta é feita através de uma divulgação informal onde os novos membros são cativados pelo Team Kit e pela ideia de representar o seu país no estrangeiro, tornando-se uma grande honra fazê-lo através da sua federação.

Seguiu-se Joana Reis, professora e investigadora da Faculdade de Motricidade Humana, com o tema «A Manutenção e Declínio das Capacidades Físicas em Desportos de Resistência».

A apresentação versou sobre três temas importantes: as alterações fisiológicas com a idade, o impacto do treino nas alterações fisiológicas e a carga e recuperação. Estes estudos assumem maior importância já que há cada vez mais desportistas e triatletas com idades mais avançadas e, por outro lado, existe uma maior aproximação da carga dos desportistas de elite e de grupos de idade, havendo inevitavelmente um decréscimo da performance que se acentua a partir dos 70 anos.

O declínio pode ser travado através do exercício já que promove o aumento do metabolismo em repouso, o consumo de lípidos e a melhoria cardiovascular e do sistema nervoso. O treino complementar, também chamado treino concorrente, onde se inclui o treino de força, é especialmente importante pois promove o balanço proteico e as bases musculares para conseguir comportar maior carga e mais volume, e diminuir o risco de lesões, risco esse que sabemos aumentar com a idade.

Da parte da tarde, Paulo Martins, da Faculdade de Motricidade Humana, abordou o pertinente tema: «Gestão do Tempo e Carreira Desportiva em Atletas Amadores», onde coexistem três subtemas com os quais o atleta tem de lidar: a família, o trabalho e o treino.

De um modo muito prático, o palestrante explicou algumas das questões que podem comprometer a performance, algumas delas transversais tanto a triatletas em formação como a triatletas veteranos.

De um modo geral, qualquer transição na vida do atleta pode afetar a sua carreira e rendimento desportivo, como uma mudança de escola ou alteração profissional, havendo necessidade de que o treinador esteja atento às questões da vida dos atletas para melhor conseguir orientar o treino.

No caso dos atletas veteranos, o stress pode ser originado pelo excesso de carga de treino, mas também se pode dever à carga emocional. O especialista refere que é entre os 40 e os 55 anos que mentalmente estamos no auge (pensar e sentir), mas a falta de correspondência biológica pode provocar desequilíbrios.

De um modo muito prático, o palestrante falou na carga horária ideal de treino que permita ao atleta usufruir de uma experiência agradável e vontade de continuar, principalmente em idades seniores, em que o objetivo é «apenas» superação pessoal.

O Congresso terminou com uma mesa redonda online que contou com a presença de alguns dos principais organizadores de provas dirigidas a grupos de idade: Bruno Safara, organizador do circuito Swimrun, Hugo Sousa, organizador do Setúbal Triathlon e Jorge Pereira, representante do IRONMAN em Portugal.

Cada um dos organizadores deu o seu contributo partilhando a sua experiência nas provas, de onde se retirou algumas ilações interessantes, entre elas a tendência para o crescimento do gosto pela longa distância em Portugal. Vários temas vieram para a ‘mesa’, como o drafting e nas diferentes maneiras de o reduzir, uma delas através da consciencialização dos atletas veteranos que o objetivo principal da sua participação em provas de longa distância é a superação pessoal, pelo que não adianta facilitar essa meta connosco mesmos/as.

Mas houve levantamento de outras questões como a formação dos árbitros, a preparação adequada dos triatletas, as formas diferentes de penalização e maneiras mais claras de as transmitir aos interessados.

Os organizadores do Swimrun, do Setúbal Triathlon e do IRONMAN concordaram em vários pontos, entre eles que é necessário proporcionar uma experiência agradável aos atletas para que estes façam uma boa divulgação, assegurando o seu regresso à competição, sempre que possível.

Acreditamos que o sucesso deste II Congresso de Treinadores de Triatlo se deve à qualidade dos palestrantes, mas também à participação ativa dos treinadores, que contribuíram para enriquecer as apresentações. A FTP agradece a presença de todos.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“COVID-19: Associação de Ciclismo da Beira Interior promove provas de ciclismo virtuais”


Os eventos estão marcados para 31 de janeiro, 07 e 14 de fevereiro

 

A Associação de Ciclismo da Beira Interior (ACBI) vai promover três eventos virtuais de ciclismo com o objetivo de manter os praticantes ativos durante o período de confinamento por causa da pandemia de COVID-19, foi hoje anunciado.

"Vivemos um tempo em que as saídas de casa devem ser minimizadas, mas todos temos necessidade de atividade física e os treinos não podem ser interrompidos", refere a ACBI, em comunicado enviado à agência Lusa.

Neste âmbito, a associação decidiu avançar com a promoção de eventos virtuais de ciclismo e estabeleceu um calendário que inclui, para já, três eventos de acesso livre e gratuito, a realizar nos dias 31 de janeiro, 07 e 14 de fevereiro, na plataforma RGT cycling (rgtcycling.com).

Esta plataforma é um simulador de ciclismo de realidade virtual.

É usada em conjunto com 'iOS' e 'Android Apps' e ‘hardware' de treino compatível. Os usuários podem conectar-se e treinar juntos, num cenário de realidade virtual que recria a cultura do ciclismo do mundo real.

"Procuramos assim dar o nosso contributo para manter os praticantes de ciclismo ativos sem o risco de contribuírem para o aumento do número de casos desta pandemia que está a assolar Portugal e o Mundo", lê-se na nota.

A ACBI refere que decidiu avançar para a realização destes eventos virtuais, depois de constatar "o crescimento notável que o ciclismo virtual teve no último ano bem como a evolução exponencial das tecnologias a ele associadas".

"Desde o início da pandemia [covid-19], o ciclismo tem sido um exemplo do cumprimento de regras e do esforço pela realização de atividades nas condições mais exigentes, em nome da saúde pública", sustenta.

Fonte: Sapo on-line

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