quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

“Alberto Contador aponta a etapa que pode ser decisiva na Volta a Itália: "É um esforço muito grande"


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Alberto Contador foi um dos convidados da gala de apresentação da Volta a Itália e, depois de se ter desenrascado o melhor que pôde com o italiano no palco, respondeu em espanhol aos seus colegas do Eurosport após o evento. Falou sobre o percurso de 2025, que apresenta algumas montanhas que ele conhece muito bem, porque as fez durante a sua carreira.

O bicampeão do Giro (em 2011 o triunfo foi-lhe retirado) acredita que vamos assistir a uma Corsa Rosa espetacular, com um percurso que considera muito duro e atraente, com um pouco de tudo.

"Gosto sobretudo do facto de que vai ser uma autêntica Volta a Itália, com etapas que permitem jogar tacticamente, partir a corrida e depois uma última semana muito dura, com Mortirolo, com o Colle delle Finestre no penúltimo dia, que me fez sofrer muito em 2015. O Froome conseguiu ganhar lá. Penso que é uma Volta a Itália muito, muito atrativa, também com o Sterrato em Siena, um pouco como a Strade Bianche, 2 contrarrelógios individuais. É um Giro muito bom."

Foi questionado sobre a etapa rainha do Giro 2025 e o espanhol, apesar de ter deixado claro que há várias etapas que podem ser consideradas rainhas, acabou por se decidir pela penúltima etapa, a que antecede a chegada a Roma e que pode causar uma reviravolta na classificação geral se alguém vacilar depois de todos os esforços feitos durante 3 semanas:

"É difícil dizer qual é a etapa rainha porque há várias etapas com cerca de 5.000 metros de desnível acumulado. Penso que, devido à sua localização e à sua dureza, acho que o Colle delle Finestre, que será o Cima Coppi deste ano".

"Porquê? Porque já trazem nas pernas um esforço muito grande e é uma passagem de montanha onde há sempre ciclistas que rebentam por completo. Penso que, pela importância que esse dia pode ter no caso de alguém ter um dia mau, seria a etapa 20, o Colle delle Finestre".

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“Luís Mendonça, Luís Fernandes e Venceslau Fernandes suspensos preventivamente”


Devido a anomalias no passaporte biológico

 

Por: Lusa

Foto: Sabgal

Os ciclistas Luís Mendonça, Luís Fernandes e Venceslau Fernandes estão suspensos preventivamente devido a anomalias no passaporte biológico, confirmou esta quarta-feira à agência Lusa fonte conhecedora do processo.

A mesma fonte disse que os três foram suspensos durante o último trimestre de 2024, sem indicar, contudo, a que anos se referem as anomalias detetadas.

Mendonça, que cumpre 39 anos na sexta-feira, conta no currículo com várias vitórias em provas de relevo do calendário nacional, nomeadamente a Volta ao Alentejo (2018), o Grande Prémio O Jogo (2019), o GP Abimota (2022), o GP Anicolor (2023) ou o GP Douro Internacional (2023).

Nas últimas cinco temporadas, o sprinter esteve na estrutura da Sabgal-Anicolor, depois de ter representado Rádio Popular-Boavista (2019) e a equipa do Louletano.

Já Luís Fernandes, que anunciou o final da carreira em outubro, tem como principal resultado o quarto lugar na Volta a Portugal de 2022, tendo lutado pelo top 10 em outras edições da prova 'rainha' do calendário nacional.

Na sua carreira, o já ex-ciclista de 37 anos representou várias formações lusas, nomeadamente a OFM-Quinta da Lixa (2013-2015), o Sporting-Tavira (2016-2017), o Louletano (2018-2019) e a Rádio Popular-Boavista (2020-2023), antes de alinhar na Credibom-LA Alumínios-Marcos Car.

Venceslau Fernandes, de 28 anos, tem um palmarés mais modesto, após ter vencido a Volta a Portugal do Futuro em 2018. Nas duas temporadas anteriores alinhou na AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense, depois de ter começado a carreira na Liberty Seguros-Carglass e ter passado pela Oliveirense e pelo Feirense.

Em setembro, o presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) tinha revelado à Lusa a existência de cinco processos de passaporte biológico no ciclismo português e, em outubro, fonte da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) confirmou à Lusa que Frederico Figueiredo e Luís Gomes estavam suspensos preventivamente.

O passaporte biológico é um 'mecanismo' que se baseia na monitorização de determinados parâmetros biológicos (através de amostras de sangue e de urina), que, de uma forma indireta, podem revelar os efeitos da utilização de substâncias ou métodos proibidos, em oposição às estratégias tradicionais de deteção direta de substâncias ou métodos proibidos em amostras de sangue e de urina.

A FPC tem em vigor um protocolo com a ADoP que estende o passaporte biológico -- só obrigatório para formações dos dois primeiros escalões mundiais da modalidade - à totalidade dos corredores das equipas continentais portuguesas, incluídas na terceira divisão.

Fonte: Record on-line

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

“Romain Bardet revela o maior arrependimento na sua carreira: "Devia ter-me concentrado no Giro ou na Vuelta mais cedo"


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Em 2025, Romain Bardet inicia os últimos meses da sua carreira de ciclista profissional. Mas antes do final no Criterium du Dauphine 2025, o francês da Team DSM-Firmenich PostNL reflete sobre a sua carreira no pelotão.

Outrora uma das grandes esperanças do ciclismo francês, Bardet parecia ter todas as probabilidades de acabar com a espera de um vencedor da Volta a França em meados da década de 2010, terminando em segundo lugar atrás de Chris Froome na edição de 2016 e acrescentando um 3º lugar na geral ao seu palmarés em 2017. No entanto, a vitória na Grande Volta nunca se concretizou e Bardet admite que se arrepende de se ter concentrado demasiado no Tour durante o pico da sua carreira.

"A minha maior frustração foi não me ter concentrado mais cedo em ganhar outra Grande Volta que não o Tour", explica Bardet em conversa com a Rouleur. "Depois de ter terminado em segundo lugar no Tour de 2016 e em terceiro no Tour de 2017, devia ter-me concentrado no Giro ou na Vuelta. Em 2018 ou 2019, deveria ter reorientado o meu foco para outra Grande Volta, para ganhar ou pelo menos terminar no pódio. Esse é o único arrependimento que tenho, olhando para trás na minha carreira".

Embora Bardet tenha acabado por mudar para as outras Grandes Voltas, ficando no top 10 do Giro em 2021 e 2024, acabou por nunca conseguir vencer uma Grande Volta: "Durante anos fui um ciclista que pedalava com o objetivo de ganhar uma Grande Volta e sei que isso já não é possível. Hoje em dia tenho de fazer ainda mais sacrifícios do que antes e, para ser sincero, acho que nem sequer consigo terminar no pódio de uma Grande Volta", admite explicando a decisão de dar por terminada a carreira profissional. "Penso que 2022 foi praticamente a minha última oportunidade para obter esse resultado. Chega-se a um ponto em que a balança pende para o lado errado e não vale a pena fazer tantos sacrifícios por poucos resultados. Perdi a vontade de dar tudo para terminar apenas entre os dez primeiros. Tenho 33 anos e acho que tive uma carreira muito, muito boa. Por isso, para mim, parar agora é um cenário de sonho".

"Não sei realmente o que vou fazer quando me reformar. Tenho várias ideias, mas, para ser sincero, ainda é muito cedo. O meu grande sonho é criar a minha própria equipa com um modelo diferente e valores diferentes, mas ainda é muito cedo para falar sobre isso. Primeiro, penso que é importante para mim tirar algum tempo e afastar-me um pouco. Uma coisa é certa, vou querer fazê-lo com a mesma energia e vontade que sempre tive ao longo da minha carreira", conclui. "O ciclismo fará sempre parte da minha vida. Não consigo imaginar uma altura em que deixe de andar de bicicleta. Talvez hajam períodos em que não tenha tempo para pedalar muito e tenha de o substituir por corrida, por exemplo, mas o ciclismo fará sempre parte da minha vida."

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