quinta-feira, 10 de agosto de 2023

“Campeonato do Mundo de Ciclismo contrarrelógio de elite”


Vaga olímpica é aliciante para o contrarrelógio de elite

Por: José Carlos Gomes

João Almeida e Nelson Oliveira representam Portugal no contrarrelógio de elite do Campeonato do Mundo de Ciclismo, amanhã, em Stirling, Escócia. Sendo o último Mundial antes dos Jogos Olímpicos, a prova tem o aliciante de alocar dez vagas para o contrarrelógio de Paris 2024.

As dez primeiras nações na classificação do contrarrelógio desta sexta-feira asseguram uma segunda vaga no contrarrelógio dos Jogos Olímpicos. É mais uma motivação para que os dois portugueses se batam por um lugar no top 10.


“É sempre nosso objetivo termos dois contrarrelogistas nos Jogos e é também sempre objetivo ficarmos nos dez primeiros nos Campeonatos do Mundo e da Europa. E é para isso que vamos para a estrada amanhã”, afirma o selecionador nacional, José Poeira.

O responsável técnico esclarece, no entanto, que o percurso não é o mais adequado para os portugueses. “Se pudesse escolher o percurso, escolheria outro. Mas nós temos de fazer aquele que está marcada e é nesse que daremos o máximo. É um traçado muito plano, com longas retas onde os roladores mais possantes ganham vantagem. As ligeiras subidas e falsos planos não compensam. A nosso favor joga a longa distância, que nem todos os mais possantes aguentam ao mesmo nível. A subida final é exigente, mas curta”, descreve José Poeira.


A prova irá iniciar-se às 14h15 – o horário de partida e a lista de corredores inscritos não são ainda conhecidos. Sabe-se, isso sim, que o contrarrelógio começa e acaba em Stirling e que terá 47,8 quilómetros. Os derradeiros mil metros, em subida acentuada e maioritariamente em empedrado dão o toque de dureza final a um exercício em que a distância será a principal dificuldade. As previsões indiciam baixa possibilidade de chuva durante o contrarrelógio, mas alta probabilidade noutras alturas do dia.

Nelson Oliveira, que já fez três reconhecimentos ao percurso para memorizar trajetórias nos locais mais rápidos e perigosos e para escolha dos andamentos adequados, destaca a distância da prova. “Vai ser um contrarrelógio bastante longo com final em subida, que fará uma pequena diferença. Prevê-se vento de frente na primeira parte e de costas no regresso. Será um contrarrelógio duro pela distância e não pelo relevo”, analisa o corredor.

O bairradino, que já conta cinco top 10 em Mundiais e que, em 2022 foi oitavo, mantém a ambição de fazer sempre melhor: “Tenho sempre o objetivo de melhorar a classificação dos anos anteriores. Não é fácil, mas darei o meu melhor, representando Portugal da melhor maneira, esperando que as coisas saiam bem “.

A prova de amanhã será o primeiro contrarrelógio de João Almeida em Mundiais na categoria de elite. “Gosto do percurso do contrarrelógio, porque não é muito técnico. Em contrapartida é muito longo. Acho que nunca fiz um contrarrelógio tão longo, mas agrada-me. Ficaria feliz com um top 10, mas sei que não será fácil, porque os adversários são muito fortes. Ainda não estou totalmente recuperado das lesões da queda de domingo, mas isso não será impeditivo para dar o meu melhor”, salienta João Almeida.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Leangel Linarez e João Matias em bom plano no prólogo inicial desta Volta a Portugal”


Por: Xavier Silva

A Equipa Continental UCI Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua iniciou a sua participação na Volta a Portugal em Bicicleta, com um Prólogo de 3,6 quilómetros na cidade de Viseu.

Esforço individual muito curto e intenso pela cidade de Viseu, que se adaptava às características de um homem rápido, tal como era o caso de João Matias ou Leangel Linarez, os nossos dois sprinters. Ambos acabaram por terminar com desempenhos bastante similares, com Leangel Linarez a fechar na 16ª posição com o tempo de 4m06s e João Matias que gastou mais dois segundos que o seu companheiro de equipa.


A restante equipa cumpriu este Prólogo dentro da normalidade, cumprindo estes primeiros 3,6 quilómetros desta Volta a Portugal. Nota menos positiva para uma queda de Ángel Sanchez, ainda quando reconhecia o percurso. O nosso atleta apresenta algumas escoriações nos joelhos, mas encontra-se já a recuperar e vai necessitar de exames complementares a fim de determinar a sua condição.

No final, Leangel afirmava que “Foi um contrarrelógio muito explosivo, à medida das minhas características. Encontrei-me bem e as perdas acabaram por ser na ordem dos 10 segundos, o que julgamos que ainda possa ser recuperável”.


A primeira etapa em linha corre-se nesta quinta-feira, ligando o Velódromo Nacional, em Sangalhos, Anadia, a Ourém. A viagem tem 188,5 quilómetros, iniciando-se às 12h30 e terminando cerca das 17h30. É uma tirada ao jeito dos velocistas, embora uma subida de terceira categoria, a 13 quilómetros da meta, possa deixar alguns velocistas em apuros.

 

Classificação Etapa

Viseu - Viseu: 3,6 Kms

 

1.º Rafael Reis (Glassdrive/Q8/Anicolor), a 3m58s


16.º Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 30s 19.º João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 10s

59.º Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 19s 62.º António Barbio (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), mt 70.º Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 21s

80.º Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 23s 93.º Rui Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 26s


 

 

Classificação por Equipas

 

1.º Glassdrive-Q8-Anicolor, 12m06s

10.º Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, a 29s

Fonte: Equipa Continental UCI Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua




“Campeonato do Mundo de Ciclismo omnium feminino”


Maria Martins décima classificada no omnium feminino

 

Por: José Carlos Gomes

Maria Martins fechou a participação portuguesa no Campeonato do Mundo de Ciclismo de Pista, no Velódromo Sir Chris Hoy, em Glasgow, Escócia, conseguindo a décima posição na disciplina olímpica de omnium.

A representante da Seleção Nacional começou o concurso com prestações no meio da tabela, sendo a décima classificada no scratch e 13.ª na corrida tempo.

Maria Martins esteve em excelente nível na entrada na segunda metade da competição. Numa corrida de eliminação marcada por várias quedas, a portuguesa manteve-se longe dos acidentes e das eliminações precoces. Terminou a eliminação no quinto lugar, o que lhe permitiu chegar à corrida por pontos no nono lugar da classificação geral.

Numa prova decisiva muito atacada e em que as posições de pódio foram mudando, Maria Martins não somou qualquer ponto, fechando a competição com os mesmos 70 com que iniciara a corrida por pontos.

A portuguesa acabou o omnium com a mesma pontuação de Lara Gillespie, mas o melhor resultado no último sprint desempatou a favor da irlandesa.

No topo da tabela, a estadunidense levou a melhor sobre toda a concorrência, conquistando a medalha de ouro com 145 pontos. A dinamarquesa Amalie Dideriksen amealhou 136 pontos e ficou com a medalha de prata. O bronze foi para a belga Lotte Kopecky, com 133 pontos.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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