domingo, 12 de fevereiro de 2023

“Casper Pedersen vence Figueira Champions Classic / Casino Figueira”


Por: Marta Varandas

Primeira edição da Figueira Champions Classic / Casino Figueira de muito espetáculo. A clássica portuguesa de nível 1.1 UCI contou com alguns dos melhores do mundo, que mostraram estar na Figueira da Foz com intenções de ganhar. Seis equipas World Tour e todas tiveram corredores a disputar o emocionante sprint. A vitória sorriu a Casper Pedersen (Soudal Quick-Step). Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty), quarto classificado, foi o melhor português.


Nos 190 km da corrida, com início e fim na Avenida 25 de Abril, junto à emblemática Torre do Relógio e com passagem por locais de paisagens deslumbrantes da região, as equipas portuguesas foram as primeiras protagonistas. Sete corredores formaram a fuga, que chegou a ter cerca de cinco minutos de vantagem.

Afonso Silva (Kelly-Simoldes-UDO), Alexandre Montez (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), Gaspar Gonçalves (Efapel Cycling), Hugo Nunes (Rádio Popular-Paredes-Boavista), Jesus del Pino (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Miguel Salgueiro (AP Hotels & Resorts-Tavira-SCFarense) e Sergio García (Glassdrive-Q8-Anicolor) estiveram na frente até à entrada do circuito final. Na subida no Parque Florestal, as equipas do World Tour tomaram conta das operações, sendo que a Intermarché-Circus-Wanty, Trek-Segafredo e Soudal Quick-Step já vinham na perseguição.


O circuito de 50 km ganhou então outras figuras, na segunda passagem pela subida do Parque Florestal. Mathias Vacek (Trek-Segafredo), Merhawi Kudus (EF Education-EasyPost), Oscar Onley (DSM), Rémi Cavagna (Soudal Quick-Step), Quinten Hermans (Alpecin-Deceuninck) e Rune Herregodts (Intermarché-Circus-Wanty) tentaram a sua sorte. Ou seja, as seis equipas World Tour presentes na Figueira Champions Classic colocaram um corredor na frente.

Mas não durou muito tempo e a vantagem nunca foi além dos 50 segundos. Cavagna atacou na subida do costume e Herregodts foi o único a acompanhar. Mas o ataque também teve resultado.


Tanto a subida do Parque Florestal (2,1 km com pendente média de 8%), como a de Enforca Cães (3 km, mas os últimos 700 metros a terem pendentes entre 11 e 17%) partiu por completo a corrida e cerca de 15 corredores juntaram-se para discutir a corrida, só com representantes das formações do World Tour, com destaque para o português Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty). A EF Education First-EasyPost foi quem assumiu as despesas no grupo, metendo um ritmo bem elevado.

Dentro dos sete quilómetros finais, na parte final da subida de Enforca Cães, começaram os ataques e contra-ataques, mas acabaram novamente todos juntos na descida e assim foram até à meta. Sprint para a vitória, com Pedersen a ser mais forte, batendo Rune Herregodts e Marijn van den Berg, da Education First-EasyPost, equipa que tanto trabalhou na preparação do sprint.


"Esta vitória é muito importante. A equipa não correu para um corredor específico, fizemos uma corrida aberta. Sabia que tinha de tentar manter-me na frente o máximo possível e tentar 'sobreviver'. Os rapazes deram-me confiança, sabendo que eu seria dos mais rápidos no caso de manter-me no grupo", disse o dinamarquês, de 26 anos, que venceu naquela que foi apenas a sua terceira corrida pela Soudal Quick-Step.

"A EF tinha um 'comboio' muito bem organizado, com homens rápidos. Sabíamos que devíamos estar atentos a eles. Os meus companheiros Rémi [Cavagna] e Ilan [van Wilder] garantiram que ninguém saía do grupo. Eu apenas tinha de apanhar a roda da EF e tentar saltar no sprint e foi isso que sucedeu", acrescentou.

Para Carlos Pereira, diretor da prova, “foi um êxito. Conforme previa, a chegada foi ao sprint, mas com um grupo reduzido. As equipas portuguesas estiveram bem, com o trabalho que fizeram nos primeiros 100 km em fuga e na montanha o World Tour mudou a situação da corrida”, disse, adiantando que nesta estreia houve duas subidas difíceis, “mas vão ser mais nas próximas edições, que esperamos tornem esta clássica ainda mais atrativa”.

Pedersen vestiu a Camisola Amarela Casino Figueira. Rémi Cavagna conquistou a Verde Águas da Figueira (Sprints Especiais). Rune Herregodts subiu ao pódio duas vezes, como melhor jovem, Camisola Branca Turismo do Centro e como vencedor da Camisola Azul Altri (classificação da Montanha). O Prémio Combatividade VIDÓR foi para Hugo Nunes (Rádio Popular-Paredes-Boavista). A Intermarché-Circus-Wanty venceu a Geral por Equipas.

Fonte: Figueira Champions Classic

“CM TV sempre no seu pior”


Por: José Morais

Realizou-se este domingo a primeira edição da “Figueira Champions Classic” uma prova sem dúvida muito importante para o ciclismo nacional, que contou com grande figuras da modalidade, com a importância que a prova tinha, deveria ser transmitida pela estação pública a RTP, porem isso não aconteceu, já que esquecem de que muitos portugueses não possuem televisão por cabo.

Porem, mais uma vez a CM TV se aliou à iniciativa, e fez-se a televisão oficial do evento, e mais uma vez no seu pior, da prova com quase 200 quilómetros, transmitiu cerca das 13.15 h cerca de 4 minutos a 50 quilómetros para a meta, pelas 13:50 h a cerca de 32 quilómetros da meta novamente cerca de 7 minutos, e pelas 14:30 h a 2 quilómetros da linha de chegada já no final novamente cerca de 10 minutos, e mal acabou a prova, nem a cerimónia de entregas dos prémios transmitiu.


Mais uma vez tivemos uma televisão oficial no seu pior, salvou-nos a Eurosport 2 que fez a transmissão muito bem da prova, os parabéns, e o lamentar a falta de apoio à modalidade, a falta de imagens de que os amantes do ciclismo tanto gostam de ver.

Vem ai a Volta ao Algarve, felizmente a RTP reconheceu a prova como importante e vai transmitir, felizmente CM TV não o fará a bem da modalidade, que há muito anda abandonada por parte de muita comunicação social.

“Seleção Nacional Campeonato da Europa de Pista dia 4”


João Matias no top 10 do omnium e Maria Martins sexta nos pontos

Por: Ana Nunes

A seleção nacional voltou a disputar a disciplina olímpica de omnium no Campeonato da Europa de Pista, em Grenchen, na Suíça, desta vez com João Matias, que terminou na nona posição. Maria Martins também esteve em pista, tendo concluído a corrida por pontos no sexto lugar.

Entre os seis corredores portugueses presentes no Campeonato da Europa de Pista, João Matias era o único que ainda não se tinha mostrado na pista do Tissot Velodrome. Foi o dia, com o atleta da seleção nacional a disputar a disciplina olímpica de omnium, uma prova que já permitia somar pontos para a qualificação olímpica.

João Matias começou muito bem na prova de scratch, tendo terminado na quarta posição. Seguiu-se a corrida tempo, na qual oito corredores conseguiram dobrar o pelotão, assegurando assim os oito primeiros lugares. João Matias somou pontos em dois sprints, o que lhe garantiu o nono lugar na corrida. Na classificação geral, este resultado colocou-o na sexta posição, com 58 pontos.

Na corrida de eliminação, João Matias tentou procurar um posicionamento seguro no meio do pelotão, o que permitiu que se conseguisse proteger das primeiras eliminações. No entanto, acabaria por descair para a parte de baixo da pista, uma posição complicada que o poderia colocar em risco de ser eliminado. Matias ainda tentou subir um pouco na pista e sair da zona de risco, mas ficou fechado e não conseguiu impedir uma eliminação um pouco precoce. Este percalço levou a que caísse para nono na geral, com 66 pontos.

As movimentações começaram cedo na corrida por pontos, mas João Matias manteve-se sempre no grupo principal, atento a esses mesmos ataques. Na primeira metade da corrida, o português ainda tentou por algumas vezes sair do pelotão e ganhar vantagem, juntamente com outros corredores, mas sem sucesso, pois a velocidade era muito alta e a resposta por parte dos adversários era quase imediata.

Após várias tentativas, João Matias conseguiu colocar-se na frente do grupo à entrada para o quinto de dez sprints pontuáveis, somando três pontos. Esta iniciativa aproximou-o do oitavo lugar, que viria a alcançar após dobrar o pelotão, inserido num pequeno grupo, somando 20 pontos importantes.

No entanto, nas últimas voltas, o dinamarquês, Niklas Larsen, que estava muito próximo de João Matias na geral, lançou o ataque, colocando em risco o oitavo lugar que há pouco tinha conquistado. Matias ainda tentou responder, mas já não conseguiu alcançar Larsen. Assim, concluiu o seu concurso de omnium na nona posição, com 89 pontos, menos um do que o dinamarquês. O vencedor da prova foi o francês, Benjamin Thomas, com 162 pontos.

O selecionador nacional, Gabriel Mendes, faz um balanço positivo do concurso de omnium de João Matias. “O João começou muito bem o concurso de omnium. Na corrida tempo perdemos algumas posições, mas permanecemos num lugar bastante bom. Na eliminação queríamos tentar consolidar esse lugar, mas um posicionamento menos bom levou a que o João fosse eliminado de forma bastante prematura. Na última corrida tentámos segurar o nono lugar e manter o top 10, tarefa que conseguimos cumprir. O balanço global é positivo, agora é continuar a trabalhar”.

Para fechar a sua participação nestes europeus, Maria Martins subiu à pista para enfrentar a corrida por pontos. A corredora portuguesa colocou-se logo entre as primeiras para tentar somar pontos no primeiro sprint pontuável. No entanto, as suas adversárias anteciparam-se e Maria Martins preferiu guardar as suas forças para o resto da prova.

As movimentações começaram ainda durante a primeira metade da prova, com várias corredoras a tentarem sair. Este aumento de velocidade levou a que o pelotão se dividisse em dois. A atleta lusa estava no segundo grupo, mas acabaria por fazer a ponte e entrar no grupo da frente.

Depois disso, foi altura de se lançar a solo para a frente da corrida na tentativa de dobrar o pelotão e somar 20 pontos. No entanto, as restantes corredoras estavam atentas e rapidamente conseguiram anular esta iniciativa. Foi ao quinto sprint pontuável que Maria Martins conseguiu somar três pontos, que a colocaram imediatamente entre as 10 primeiras.

A segunda metade da corrida foi muito mais movimentada, com o pelotão a partir-se em três quando faltavam ainda cerca de 40 voltas para o final, na sequência do ataque da francesa, Marie Le Net. A 20 voltas do final, o pelotão voltaria a unir-se. Pouco depois, já se via Maria Martins a colocar-se estrategicamente entre as primeiras do grupo, preparando os últimos sprints pontuáveis. Apesar de não ter pontuado na primeira tentativa, a portuguesa deu tudo nas últimas voltas para tentar melhorar o oitavo lugar em que se encontrava na altura.

A iniciativa de Maria Martins foi bem-sucedida, conseguindo somar seis pontos que lhe permitiram subir até ao sexto lugar, com um total de nove pontos. A vencedora da prova foi a norueguesa, Anita Stenberg, que somou um total de 56 pontos.

Relativamente à prestação de Maria Martins, Gabriel Mendes realça o esforço da corredora para conseguir somar pontos e alcançar um lugar entre as melhores. “A Maria esteve muito bem. Na fase intermédia da corrida, quando o pelotão estava já completamente partido, tentámos dar volta, mas a falta de entendimento no grupo onde seguia levou a que esse objetivo não se concretizasse. No final da corrida a Maria esteve bastante bem e abordou o último sprint de forma exemplar. Trabalhou muito bem e conseguiu um bom resultado”.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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