sexta-feira, 5 de agosto de 2022

“Volta a Portugal norte americano mais forte em Elvas, mas Amarela continua portuguesa


No dia mais longo da 83ª Volta a Portugal Continente, Scott McGill (Wildlife Generation) foi o mais forte no sprint que marcou a chegada à cidade fortificada de Elvas, Património da Humanidade declarado pela Unesco.

Uma queda marcou o final da primeira etapa, deixando na frente um grupo reduzido para discutir a etapa. Apesar do "corte" de tempo na meta, Rafael Reis (Glassdrive-Q8- Anicolor) manteve a camisola amarela. A queda envolveu vários ciclistas e aconteceu nos três quilómetros finais, pelo que não houve perda de tempo para quem esteve envolvido. Até aí a etapa tinha decorrido com relativa tranquilidade apesar das habituais fugas sem grandes consequências antes de o grupo ficar compacto para atacar a linha de meta.


 

Calor apertou entre Vila Franca de Xira e Elvas

 

Esta sexta-feira, 5 de agosto, foi o dia mais longo da Volta 2022 com 193,5 quilómetros iniciados em Vila Franca de Xira. A cidade ribatejana provou que não vive só de festa brava e foram uma animação os momentos que antecederam a partida.

Depois de deixado para trás o quilómetro zero, João Macedo (LA Alumínios- Credibom-Marcos Car) não demorou a iniciar a fuga sendo imitado por Fergus Browning (Trinity Racing) e Jose Maria Garcia (Electro Hiper Europa-Caldas), com Viktor Manakov (ABTF Betão-Feirense) a juntar-se pouco depois.


A vantagem do quarteto chegou a ser de quatro minutos. Fergus Browning venceu as metas volante de Vendas Novas e Arraiolos, não permanecendo muito mais na frente da corrida. Manakov também descolaria. Macedo venceu o prémio de montanha de quarta categoria em Montemor e ainda repetir o feito em Vila Boim.

Esteve vários quilómetros a trabalhar com Jose Maria Garcia, mais tarde a solo, mas foi apanhado e Hugo Nunes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) foi o primeiro nessa quarta categoria garantindo que na cerimónia de Elvas subiria ao pódio para vestir a Camisola Bolinha Europcar, símbolo da montanha.

Focado em tentar a primeira vitória na carreira, Scott McGill posicionou-se bem nos últimos instantes da chegada a Elvas e com algum à vontade bateu o britânico Oliver Rees (Trinity Racing) e Mauricio Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor). Na declaração do vencedor, os cerca de 38 graus sentidos em alguns momentos da etapa foram uma nota marcante. "Esteve muito calor todo o dia. Os companheiros mantiveram-me hidratados e só tive de sprintar. Estou muito entusiasmado [por ter ganho]”, afirmou o norte americano, McGill.

A vitória na etapa valeu-lhe a liderança nos pontos, ou seja, envergou a Camisola Verde Rubis Gás. A Branca Jogos Santa Casa continua na posse do britânico Oliver Rees (Trinity Racing), o melhor jovem da Volta a Portugal.


Rafael Reis continuar a liderar a corrida com nove segundos de vantagem sobre o colega de equipa Mauricio Moreira e Oliver Rees (Trinity Racing). "Vamos tentar guardá-la [a camisola] amanhã. Na serra temos outro plano. Sei qual é o meu papel", realçou, referindo-se ao controlo que a equipa fez na etapa. Fábio Costa e Afonso Eulálio mereceram o elogio do Camisola Amarela Continente pelo trabalho feito na tirada.

 

Volta visita Espanha

 

Mais calor, um pouco mais de montanha e uma chegada já bem conhecida da Volta a Portugal, além da partida em Badajoz, é o que está reservado para este sábado na segunda etapa da 83ª Volta a Portugal Continente, que faz a transição entre o Alentejo e a Beira Baixa. A meta de mais um dia longo (181,5 quilómetros) estará em Castelo Branco.

Haverá três contagens de montanha, todas de terceira categoria: Monte Paleiros (91,1 quilómetros), Serra de São Miguel (145,5) e Retaxo (168,3). As metas volantes estarão em Campo Maior (14,3), Portalegre (83,5) e Vila Nova de Ródão (151,7).

Fonte: Podium

“Por onde passa deixa sorrisos: Hugo Vítor visitou a Volta e espalhou boa disposição”


Antigo ciclista afastou-se da modalidade mas nunca perdeu o amor

 

Por: Pedro Filipe Pinto

Não foram 20 dias, foram 20 anos ligado ao ciclismo. O nome de Hugo Vítor não é o primeiro, nem o segundo, nem o terceiro que vem à cabeça do fã de ciclismo quando se fala de Volta a Portugal, mas na caravana quase toda a gente sabe quem é. O antigo corredor natural de Alenquer é uma máquina de fazer sorrisos e, na visita que fez à caravana em Vila Franca de Xira antes da partida da etapa desta sexta-feira, espalhou boa disposição por onde passou.

Para que perceba, do autocarro da LA Alumínios, onde conversámos com Hugo Vítor, até à zona dos cafés eram cerca de 100 metros e demorámos quase 10 minutos a percorrer esta distância, isto porque: 'Olha quem é ele!', 'Hugo Vítor, há quanto tempo!, 'O que é que estás aqui a fazer?' Estas perguntas mostram o carisma e a imagem simpática que o agora diretor de vendas da SF Feeding (rações para animais de estimação), de 45 anos, construiu em cima da bicicleta... e não só!

"É sempre um prazer visitarmos a casa que nos acolheu durante tanto tempo. Foram duas décadas de ciclismo e continuo a ver pessoas que me marcaram. Vê-las novamente é sempre bom para reviver bons tempos. Faz levantar os pelos do braço", começou por dizer a Record, pouco antes de encontrar, sem ter nada combinado, o treinador que o levou para o ciclismo.

Numa carreira que conta com passagens por equipas como Riberalves-Boavista, Cantanhede-Marquês de Marialva ou Aquashow-CA-CC Loulé, os grandes momentos de Hugo Vítor foram a vitória da quarta etapa da Volta a Portugal do Futuro de 1998, da 3.ª tirada da Volta a Trás-os-Montes de 2007 e o triunfo na Clássica do Sotavento (2008). Para além disso, as oito 3ª etapa da Volta a Trás-os-Montes de 2007.

3ª etapa da Volta a Trás-os-Montes de 2007participações na Volta a Portugal mostram como era um corredor fiável. Desses tempos, poucos continuam a correr, mas outros como Hernâni Broco e Gustavo Veloso, que passaram da bicicleta para o carro, deixam o bichinho de, um dia, voltar ao ciclismo.

"Agora começa a bater a saudade, no início não batia, era indiferente. Agora com o tempo, vemos a idade a passar, ver colegas meus nos carros mexe. Faz com que também queiramos o mesmo. Mas as vidas tomam outros caminhos. Ver que há ciclistas que estão a enveredar como diretores desportivos é bom, dá um sangue novo à modalidade", atirou.

Hugo Vítor é de Alenquer, mas reside há muitos anos no Bombarral, por isso perguntámos se estava a torcer por Tiago Antunes (Efapel). "Ele é bombarralense, é um miúdo que está a aparecer. Está a afirmar-se numa equipa que tem lá um grande amigo meu, o Hélder Miranda. Estou a torcer por ele, mas não só, porque seria injusto para os outros. Mas sim, é um ciclista por quem tenho apreço", atirou antes de fazer as suas apostas para a geral final: "Vejo o Frederico Figueiredo e o Mauricio Moreira, da Glassdrive, como os principais favoritos".

Fonte: Record on-line

“Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados João Matias entre os melhores no Prólogo inaugural da Volta”


Por: Xavier Silva

A Equipa Continental UCI Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados completou a sua participação no Prólogo da Volta a Portugal, uma curta ligação de 5,4 quilómetros com partida e chegada a Lisboa.

Os nossos corredores tiveram uma participação dentro do expectável, onde João Matias derivado da sua experiência no ciclismo de pista, era o corredor mais talhado para este dia. Acabou por fazer uma muito boa exibição e registou um tempo final de 6m33s, ficando a 22 segundos do vencedor do dia Rafael Reis (Glassdrive/Q8/Anicolor).


Todos os restantes corredores cumpriram este primeiro dia sem percalços, mantendo assim intactas todas as aspirações em termos de classificação geral.

A primeira etapa em linha, a disputar nesta sexta-feira, é a mais longa de toda a prova. A partida será dada às 12h25, em Vila Franca de Xira, estando a chegada a Elvas prevista para as 17h30, depois de percorridos 193,5 quilómetros. Haverá uma primeira passagem pela meta, a 10,1 quilómetros do final. O traçado, em pleno Alentejo, é essencialmente plano, embora incorpore duas montanhas de quarta categoria.


 

Classificação Etapa

Lisboa - Lisboa: 5,4 Kms

 

1.º Rafael Reis (Glassdrive/Q8/Anicolor), 6m11s

24.º João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 22s 56.º António Barbio (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 32s 61.º Gonçalo Amado (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 34s

62.º Gonçalo Carvalho (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 35s 76.º Rui Carvalho (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 42s

92.º Ángel Sanchez (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 43s


 

Classificação por Equipas

 

1.º Glassdrive/Q8/Anicolor, 18m59s

11.º Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados, a 1m02

Fonte: Equipa Continental UCI Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados





Ficha Técnica

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