sábado, 19 de março de 2022

“Ataque na última descida vale a Matej Mohoric a vitória na Milão-Sanremo”


A chave do sucesso do antigo campeão do mundo de juniores e sub-23 foi um ataque na descida do Poggio, a pouco mais de quatro quilómetros da meta

 

Foto: EPA/CHRISTOPHE PETIT-TESSON

Um ataque na última descida da 113.ª edição da Milão-Sanremo, o primeiro ‘Monumento’ da época de ciclismo de estrada, valeu a vitória ao esloveno Matej Mohoric (Bahrain-Victorious), dois segundos mais rápido do que uma ‘constelação’ de favoritos.

Mohoric, de 27 anos, cumpriu os 293 quilómetros entre Milão e Sanremo em 6:27.49 horas, dois segundos mais rápido do que o francês Anthony Turgis (TotalEnergies), segundo, e do que o neerlandês Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix), terceiro.

A chave do sucesso do antigo campeão do mundo de juniores e sub-23 foi um ataque na descida do Poggio, a pouco mais de quatro quilómetros da meta, contrariando as expectativas antes da prova, que apontavam a subida como decisiva.

Seria antes, no Cipressa, que alguns velocistas ficariam distanciados do grupo principal, no qual aumentava a expectativa para ver outros eslovenos, no caso Tadej Pogacar (UAE Emirates) ou Primoz Roglic (Jumbo-Visma), tentarem sair.

Ambos o fizeram, mais o primeiro do que o segundo, ‘esticando’ o grupo de favoritos e abrindo alguns espaços, mas sem ‘abanar’ o belga Wout van Aert (Jumbo-Visma) ou Van Der Poel, de regresso à competição.

O ataque de Mohoric, campeão de fundo da Eslovénia e com etapas nas três grandes Voltas no palmarés, levou-o a um triunfo por que arriscou tudo, até ‘galgar’ bermas e aproveitar cada centímetro da descida.

Nos últimos 4.000 metros, quase caiu e a corrente saltou já na parte final, mas a ‘Classicissima’ seria mesmo para ele, o ‘outro’ esloveno, primeiro do seu país a ganhar, à frente de Turgis e do ‘sprint’ que deu o último lugar do pódio ao regressado Mathieu van der Poel.

No final, os quatro ataques no Poggio não valeram a Pogacar, que tinha vencido todas as corridas até aqui e hoje foi quinto, com Van Aert no oitavo lugar, num dia marcado pelo bom tempo e vento de feição.

Apesar de ser a primeira clássica do palmarés, Mohoric admitiu que tinha pensado na corrida “o inverno inteiro”.

“Sabia que esta corrida era ao meu jeito e que seria o meu dia. Arrisquei na descida, mas foi o que me permitiu vencer. Seria a única hipótese, desde que não cometesse erros”, resumiu o sucessor do belga Jasper Stuyven.

Fonte: Sapo on-line

“Chris Froome regressa à competição na Semana Internacional Coppi e Bartali”


O ciclista de 36 anos tem ainda um programa por definir para lá da Coppi e Bartali, num regresso a Itália, em que venceu o Giro em 2018, dada a ‘fragilidade’ da sua condição física

 

O ciclista britânico Chris Froome, quatro vezes vencedor da Volta a França, vai voltar à competição na terça-feira na Semana Internacional Coppi e Bartali, anunciou hoje a sua equipa, a Israel-Premier Tech, em comunicado.

“Não tem sido o arranque ideal do ano, com as lesões, mas trabalhei no duro para recuperar a forma”, pode ler-se numa declaração escrita de ‘Froomey’, afetado por dores num joelho.

O ciclista de 36 anos tem ainda um programa por definir para lá da Coppi e Bartali, num regresso a Itália, em que venceu o Giro em 2018, dada a ‘fragilidade’ da sua condição física.

Em junho de 2019, então ao serviço da Sky, um acidente grave fê-lo parar e desde que voltou não conseguiu chegar aos mesmos níveis que já atingiu na carreira, em que venceu as três grandes Voltas, o Tour em 2013, 2015, 2016 e 2017.

Froome regressa, assim, à estrada pela primeira vez desde 11 de outubro de 2021, então na Coppa Agostoni, para uma prova que arranca na terça-feira na costa do Adriático e se prolonga até ao sábado seguinte.

Fonte: Sapo on-line

“Pascal Ackermann vence Clássica Bredene Koksijde ao sprint”


É o primeiro triunfo do velocista esta época

 

O ciclista alemão Pascal Ackermann (UAE Emirates) venceu a Clássica Bredene Koksijde ao sprint, à frente do francês Hugo Hofstetter (Arkéa Samsic), segundo, e do belga Tim Merlier (Alpecin-Fenix), terceiro.

Ackermann, de 28 anos, cumpriu os 200,9 quilómetros entre Bredene e Koksijde em 04:29.30 horas, o mesmo tempo do pelotão, que disputou ao sprint o triunfo da 20.ª edição da corrida belga.


É o primeiro triunfo do velocista esta época, a caminho das clássicas de primavera mais importantes, da Gent-Wevelgem ao Paris-Roubaix, num ano em que está escalado para competir na Volta a Espanha, em agosto.

Rui Oliveira foi 37.º, tendo contribuído para a vitória do colega de equipa na UAE Emirates, com o mesmo tempo de Ackermann, enquanto André Carvalho (Cofidis) abandonou.

Fonte: Record on-line

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