quarta-feira, 18 de agosto de 2021

“Antarte-Feirense/Bruno Silva reias da Montanha na 82ª Volta a Portugal em Bicicleta”


Bruno Silva o Rei da Montanha da 82ª Volta a Portugal em Bicicleta; Foto: João Fonseca

Fotos: João Fonseca

Numa edição considerada por muitos como das mais duras, espetaculares e imprevisíveis dos últimos anos, a Antarte-Feirense finalizou a 82ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta, com a extraordinária conquista da camisola da montanha por Bruno Silva.

A equipa foi protagonistas sempre na busca dos seus objetivos que soube redefinir a cada etapa, e esteve na luta direta pela vitória de 3 etapas, na 1ª (Rafael Silva), 6ª (Bruno Silva) e 7ª (De Mateos), assim como na busca dos primeiros lugares na classificação geral.

No entanto o objetivo da classificação geral sofreria um primeiro desaire na 3ª etapa na subida para a Torre, com o chefe de fila Vicente Garcia De Mateos a ceder tempo importante, que viria a ser corrigido no final da 7ª etapa, mercê do excelente trabalho coletivo, tendo a equipa colocado 4 ciclistas numa fuga que levaria De Mateos a entrar de novo pela luta dos lugares do pódio, já que no final do dia e a faltarem apenas 3 etapas estava na 8ª posição a 1m 18s da camisola amarela. No entanto, no dia seguinte acabaria por perder tempo precioso e hipotecar definitivamente um lugar de destaque na classificação final. Assim sendo, na chegada à Senhora da Graça toda a equipa esteve ao serviço de Bruno Silva numa ajuda que se viria a revelar vital para a conquista da camisola da montanha.



Diário da Volta: Antarte - Feirense

4 agosto: Prólogo; 5,4 km, Lisboa > Lisboa: 45º Bruno Silva


A entrada na Volta seria o dia menos positivo da equipa, embora as diferenças de tempo para os principais favoritos tenham sido mínimas. O vencedor foi Rafael Reis (Efapel), que envergava assim a camisola amarela.


Classificação Prólogo:

1º Rafael Reis (Efapel) 0:06:10

…

45º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +32

52º Vicente De Mateos (Antarte-Feirense) +33 70º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +38

77º Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) +40 111º António Ferreira (Antarte-Feirense) +55

113º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +56 115º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +57


5 agosto: 1ª etapa; 175,8 km, Torres Vedras > Setúbal: 6º Rafael Silva


Etapa marcada por um trio em fuga, que conseguiu manter-se na frente até à subida de 2ª categoria da Arrábida, localizada a 13 km da chegada, onde terminou a aventura, após o ritmo imposto no pelotão pela equipa do camisola amarela e também pelos corredores da Antarte-Feirense apostados em colocar Rafael Silva na posição ideal para disputar a vitória. A falta de 7 km para a meta, o líder da geral Rafael Reis (Efapel) atacou e conseguiu vencer a etapa com 2 segundos de vantagem para o pelotão, onde Rafael Silva finalizaria em 6º.


Classificação 1ª Etapa:

1º Rafael Reis (Efapel) 4:12:23

…

6º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +2

27º Vicente De Mateos (Antarte-Feirense) +2 47º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +2 51º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +2

64º Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) +1:34 77º António Ferreira (Antarte-Feirense) +3:23 88º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +9:34


6 agosto, 2ª etapa; 162,1 km, Ponte de Sôr > Castelo Branco: Rafael Silva 13º

Com um trio a fugir ao pelotão logo aos primeiros quilómetros e com um dos fugitivos a lograr a vitória da jornada, o norte-americano Kyle Murphy (Rally Cycling). O pelotão chegou a 17 segundos do vencedor, com seis dos nossos corredores integrados no grande grupo e onde Rafael Silva se destacou no 13º lugar.



Classificação 2ª Etapa:

1º Kyle Murphy (Rally Cycling) 3:57:49

…

13º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +17

20º Vicente De Mateos (Antarte-Feirense) +17 32º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +17 36º Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) +17

71º António Ferreira (Antarte-Feirense) +17 84º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +17

114º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +7:11

 

7 agosto, 3ª etapa; 170,3 km, Sertã > Covilhã: 29º Vicente De Mateos

Bruno Silva e Rafael Silva, integraram a fuga do dia num grupo de 11 corredores, sendo que aqui começou a nascer a conquista da camisola da montanha, com o amealhar de pontos por Bruno Silva que passou em primeiro na meta de montanha de 3ª categoria, localizada ao km 45,8, e bem mais à frente, após fazer 3º na subida de 3ª categoria de Erada, tentando de seguida a sua sorte já que deixou os companheiros de fuga para trás, pedalando isolado na frente até aos km iniciais da temível subida à Torre.

1º Alejandro Marque (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) 4:59:10

…

29º Vicente De Mateos (Antarte-Feirense) +3:52 56º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +13:04

66º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +16:21 71º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +17:46

74º Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) +18:48 76º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +19:30

82º António Ferreira (Antarte-Feirense) +20:13


8 agosto, 4ª etapa; 181,6 km, Belmonte > Guarda: 13º Vicente De Mateos

Etapa bastante agitada desde o início, com o pelotão a ficar dividido em três grupos: uma fuga de seis corredores, seguida do grupo do camisola amarela e, mais distante, um terceiro grupo. A Antarte-Feirense manteve-se com três corredores no grupo principal, vitória da etapa para Frederico Figueiredo (Efapel).

 

Classificação 4ª Etapa:

1º Frederico Figueiredo (Efapel) 4:28:25

…

13º Vicente De Mateos (Antarte-Feirense) +1:18 22º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +1:41

32º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +2:58

66º Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) +34:54 68º António Ferreira (Antarte-Feirense) +34:54 71º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +34:54

83º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +34:54


10 agosto, 5ª etapa; 171,3 km, Águeda > Santo Tirso: 28º Rafael Silva

Com a meta final na difícil subida ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção, numa etapa marcada pela passagem no estádio do Clube Desportivo Feirense, Marcolino de Castro, e em Rebordosa, casa mãe da Antarte, e onde em ambos os locais o pelotão foi recebido por um caloroso “mar de gente”. Um total de 17 corredores encetou uma fuga, que chegou a rondar os 10 minutos de vantagem. A distância começou a cair já perto do final, mas ainda assim o jovem britânico Mason Hollyman (Israel Cycling Academy) venceu isolado na meta, com mudança de camisola amarela no final para Daniel Freitas (RP Boavista).

1º Mason Hollyman (Israel Cycling Academy) 4:11:48

…

28º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +5:18

29º Vicente De Mateos (Antarte-Feirense) +5:18 32º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +5:40

53º Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) +8:04 74º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +12:37

81º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +12:46 92º António Ferreira (Antarte-Feirense) +15:27


11 agosto, 6ª etapa; 182,4 km, Viana do Castelo > Fafe: 5º Bruno Silva!


A jornada teve como grande protagonista uma fuga de 11 corredores, com a Antarte-Feirense a estar representada na frente com Bruno Silva. A equipa tinha por objetivo chegar ao comando da classificação da montanha e Bruno Silva cumpriu primorosamente essa meta, conseguindo a máxima pontuação em três dos quatro prémios de montanha do dia, nomeadamente em Extremo (km 80), Portela do Vade (km 113,1) e Geraz do Minho (km 147,3). Desta forma, subiu à liderança da camisola da montanha, com os mesmos 29 pontos do anterior líder Amaro Antunes (W52-FC Porto).

Com a fuga a chegar aos 10 minutos de vantagem para o pelotão e a etapa cada vez mais perto do final, os ataques começaram a surgir entre os fugitivos, com Bruno Silva a ser um dos protagonistas dessas movimentações, no entanto, a marcação de um dos principais rivais de Bruno Silva na conquista da camisola da montanha, o venezuelano Roniel Campos (Louletano) condicionaria a sua corrida, sendo o norte-americano Ben King (Rally Cycling) a vencer isolado em Fafe, seguindo-se no 5º lugar Bruno Silva, a 24 segundos e que após se desembaraçar do corredor venezuelano encetou uma perseguição feroz ganhando segundos a cada metro-mas que se revelaria tardia.


Classificação 6ª Etapa:

1º Ben King (Rally Cycling) 4:22:00

…

5º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +24

19º Vicente De Mateos (Antarte-Feirense) +8:13 34º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +8:18

44º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +9:30 51º Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) +9:33

57º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +11:29 82º António Ferreira (Antarte-Feirense) +14:24


12 agosto, 7ª etapa; 193,2 km, Felgueiras > Bragança: 10º Vicente De Mateos!

A jornada mais longa da 82ª Volta a Portugal contou com quatro homens da Antarte-Feirense na numerosa fuga do dia. António Ferreira, Gonçalo Amado, Rafael Silva e Vicente De Mateos pedalaram a 7ª etapa na frente da corrida, sendo dos principais impulsionadores em conjunto com a W52-FC Porto para a vantagem alcançada.

Rafael Silva manteve-se atento na fuga, pontuando nos prémios de montanha em defesa da camisola do companheiro de equipa.

Rafael Reis (Efapel) venceu a etapa e subiu de novo à liderança da classificação geral. A 16 segundos chegaram os primeiros companheiros de fuga, com Vicente De Mateos a cruzar a meta no 10º lugar, o que lhe valeu a entrada direta para o 8º lugar, a 1m18s da camisola amarela. Bruno Silva manteve os mesmos 29 pontos na classificação da montanha, permanecendo na liderança da camisola das Bolinhas.


Classificação 7ª Etapa:

1º Rafael Reis (Efapel) 4:35:30

…

10º Vicente De Mateos (Antarte-Feirense) +16 18º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +46

40º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +3:33 48º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +3:45

54º Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) +5:05 68º António Ferreira (Antarte-Feirense) +22:57 83º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +36:33


13 agosto, 8ª etapa; 160,7 km, Bragança > Serra do Larouco, Montalegre: 24º Vicente De Mateos

A equipa Antarte-Feirense esteve representada na fuga do dia pelo líder da classificação da montanha Bruno Silva e Rafael Silva. Com três prémios de montanha ao longo do dia, esta era uma fuga importante para estar presente na defesa da camisola das bolinhas, sendo que Bruno Silva conseguiu consolidar a liderança da camisola ao pontuar nos dois primeiros prémios de montanha, em Bolideira (km 74,3) e em Torneiros (km 119,3), começando nesta segunda subida os ataques no grupo da fuga. 

O grande desgaste, consequente do trabalho em defesa da camisola da montanha, levou os dois corredores da Antarte-Feirense a perderem o contacto com a fuga. Mais atrás, o pelotão também sofreu na subida de Torneiros com as movimentações dos favoritos à geral. Vicente De Mateos lutou para se manter no grupo restrito, mas o ritmo imposto pela W52-FC Porto acabou por ditar a perda de contacto de vários homens, entre eles De Mateos, que ficou num terceiro grupo, onde pedalava o camisola amarela Rafael Reis (Efapel) o que se viria a revelar fatal já que não houve colaboração na perseguição ao grupo dos principais favoritos, Rafael Silva e momentaneamente Bruno Silva ainda deram, uma ajuda preciosa na perseguição mas o desgaste da fuga e da defesa da camisola da montanha não permitiram mais. O norte-americano Kyle Murphy (Rally Cycling), foi o vencedor e a camisola amarela mudou de dono, ficando nas mãos de Amaro Antunes (W52-FC Porto).

 

Classificação 8ª Etapa:

1º Kyle Murphy (Rally Cycling) 4:12:06

…

24º Vicente De Mateos (Antarte-Feirense) +6:34 39º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +12:45

43º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +20:55

44º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +20:55 56º Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) +24:25

63º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +26:45 69º António Ferreira (Antarte-Feirense) +26:45


14 agosto, 9ª etapa; 145,5 km, Boticas > Senhora da Graça – Mondim de Basto: 32º Rafael Silva

Para a nona e penúltima etapa da 82ª Volta a Portugal, a Antarte-Feirense tinha como objetivo a defesa da camisola da montanha de Bruno Silva. Para tal, era fundamental estar presente na fuga da última etapa em linha, tendo esta cinco prémios de montanha ao longo dos 145,5 km, que ligaram Boticas ao alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto.

Momentos após a partida, Vicente de Mateos deu o mote para se formar a fuga, que acabou por ser constituída por sete corredores, incluindo o companheiro Bruno Silva. O nosso líder da camisola das bolinhas passou em primeiro nos altos de Sabroso de Aguiar (km 21,1), Torgueda (km 70,8) e Velão (km 80,5), amealhando a pontuação máxima, que no final do dia lhe valeria a conquista da camisola da montanha.

 

Classificação 9ª Etapa:

1º Mauricio Moreira (Efapel) 3:47:36

…

32º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +11:30

33º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +11:30 42º Vicente De Mateos (Antarte-Feirense) +19:34 48º Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) +23:02

53º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +29:29

54º António Ferreira (Antarte-Feirense) +29:29 58º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +29:29


15 agosto, 10ª etapa; 20,3 km CRI, Viseu > Viseu: 20º Vicente De Mateos

A 10ª e última etapa da 82ª Volta a Portugal celebrou-se em Viseu, com um contrarrelógio individual de 20,3 km, que marcou os tempos finais da prova rainha nacional. Vicente De Mateos pedalou o melhor tempo entre os corredores da Antarte-Feirense, fechando o dia no 20º lugar, a 1m36s do vencedor Rafael Reis (Efapel).

Na classificação geral, De Mateos foi o nosso corredor mais bem posicionado, em 23º lugar, com a camisola amarela final a ser conquistada por Amaro Antunes (W52-FC Porto).


Classificação 10ª Etapa:

1º Rafael Reis (Efapel) 0:25:24

…

20º Vicente De Mateos (Antarte-Feirense) +1:36 33º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +2:16

59º António Ferreira (Antarte-Feirense) +3:38 62º Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) +3:43

66º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +3:50 74º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +4:10

80º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +4:26

Classificação Geral Final 82ª Volta a Portugal em Bicicleta:

1º Amaro Antunes (W52-FC Porto) 39:39:33 2º Mauricio Moreira (Efapel) +10

3º Alejandro Marque (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) +1:23

…

23º Vicente De Mateos (Antarte-Feirense) +26:21 27º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +43:59

32º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +58:09

46º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +1:33:22 52º Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) +1:48:53

74º António Ferreira (Antarte-Feirense) +2:31:10 80º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +2:50:13


Geral Montanha:

1º Bruno Silva (Antarte-Feirense) 57

…

9º Rafael Silva (Antarte-Feirense) 30


Geral Pontos:

1º Rafael Reis (Efapel) 138

…

14º Bruno Silva (Antarte-Feirense) 29


Geral Juventude:

1º Abner González (Movistar Team)

13º António Ferreira (Antarte-Feirense)


Geral Equipas:

1ª Efapel

…

10ª Antarte-Feirense


Balanço do diretor desportivo Joaquim Andrade:

“Saímos desta Volta a Portugal com um balanço positivo. Vínhamos com o objetivo principal de disputar os lugares cimeiros com o Vicente De Mateos. Na etapa da Torre perdemos tempo precioso, mas não deixamos de acreditar e no final da etapa para Bragança e a apenas 3 dias do final, ele voltou a estar colocado entre os melhores e a apenas 1m18s da amarela, fruto de um magnífico trabalho coletivo. No entanto no dia seguinte perderia tempo precioso ao ceder na subida de Torneiros ficando num grupo onde não havia colaboração o que aliado à longa distância para a meta, fez com que a diferença no final do dia fosse irrecuperável.

Lutamos por uma vitória de etapa, primeiro com a ponta final do Rafael Silva, e depois em Fafe com o Bruno na fuga, no entanto nesse dia as marcações das equipas portuguesas facilitaram a vida às estrangeiras, o Bruno era o mais forte da fuga, mas apesar do seu excelente 5º lugar poderia ter tido melhor sorte. Na etapa para Bragança trabalhamos para o Vicente subir na geral, mas também para a vitória de etapa, no entanto o ataque dos 2 homens da Efapel na descida final foi fatal, já numa última tentativa ainda arrancou de longe o que faria com que fosse ultrapassado no final e terminasse apenas em 10º, estes são os riscos de quem corre para ganhar, mas é assim que gostamos de estar.

Quanto à camisola da montanha, começou a tomar forma na etapa da Torre, nesse dia o Bruno conquistou os primeiros pontos e a partir daí teve sempre essa camisola no horizonte procurando pontuar sempre que possível. Nas etapas do Larouco e Srª Da Graça sabíamos que era primordial aproveitar cada ponto e toda a equipa se empenhou a fundo para concretizar esse objetivo. Estou muito orgulhoso de todos eles sem exceção, correram como se fossem um só e a equipa funcionou sempre como uma única entidade, por isso a vitória é de todos eles. Deixa-me orgulhoso a mim e deixaria a qualquer outro diretor desportivo, por isso, missão cumprida!”.

 

Declarações de Bruno Silva:

“Por muito que possa escrever ou dizer, não chegará para descrever o que me vai na alma. Quando venci a montanha em 2015 foi um sonho tornado realidade, mas 2021 foi com sabor especial e o recordar desse sonho, quanto mais difícil é a batalha, mais sabor tem a Vitória! Está Camisola é de todos nós equipa, de todos vós que me apoiam e que apoiam esta equipa! Obrigado, amigos, apoiantes, Família, sem todos vós não seria possível!”.


Declarações de Vicente De Mateos:

“Quero pedir desculpas à equipa por não ter conseguido atingir os objetivos, trabalhei todo o ano com o pensamento nesta corrida, mas não consegui estar ao nível que queria”.


Próxima competição:

22 agosto > Circuito da Malveira

Fonte: Antarte-Feirense


terça-feira, 17 de agosto de 2021

“Vuelta: Um ano depois, Fabio Jakobsen parece totalmente recuperado”


Por: FB // VR

Um ano depois de um gravíssimo acidente, com fratura de crânio, o neerlandês Fabio Jakobsen (Deceuninck-QuickStep) mostra estar totalmente recuperado e hoje ganhou ao 'sprint' a quarta etapa da Volta à Espanha em bicicleta.

Em Molina de Aragón, Jakobsen 'sprintou' sem medo, numa chegada em pelotão compacto, superando na linha da meta o francês Arnaud Démare (Groupama-FDJ) e o dinamarquês Magnus Cort (EF Education-Nippo), segundo e terceiro, respetivamente, nesta etapa de 163,9 quilómetros iniciada em Burgo de Osma.

O estónio Rein Taaramae (Intermarché-Wanty-Gobert) caiu a menos de três quilómetros, mas não foi penalizado por isso, pelo que mantém a liderança individual, com os mesmos 25 segundos de avanço sobre o francês Kenny Elissonde (Trek-Segafredo) e 30 sobre o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), vencedor das últimas duas edições da Vuelta.

A história de Jakobsen, 24 anos, é singular e espelha uma rápida recuperação incrível, de quem nem se sabia se ia regressar à modalidade. Há um ano, na primeira etapa da Volta à Polónia, Jakobsen foi, no 'sprint', atirado para as barreiras laterais por Dylan Groenewegen e fraturou o crânio, com gravidade, e o palato também.

O regresso do 'sprinter' da Deceuninck-QuickStep foi-se fazendo aos poucos, a partir de abril na Volta a Turquia. Em julho, já demonstrava que não ficou com medo e ganhou duas etapas da Volta à Valónia.

"É um sonho tornado realidade. Depois da queda, foi um caminho complicado para regressar. Mas muita gente acreditou em mim, é um bocado a vitória deles", disse, no final da tirada, o vencedor, emocionado.

Jakobsen demonstrou muita força no final, sobretudo nos últimos 50 metros, a responder ao primeiro ataque de Arnaud Démare, superiormente bem lançado por Jacopo Guarnieri.

Com o sucesso de hoje Jakobsen arrebata a camisola verde, dos pontos, enquanto a vermelha, da liderança geral, continua com Taaramae.

O estónio teve um dia tranquilo, só sobressaltado pela queda, sem consequências físicas, já em Molina de Aragón.

A 11 quilómetros da meta 'morria' a fuga de um trio de segundas linhas, composto pelos espanhóis Joan Bou, da Euskatel Euskadi, e Carlos Canal e Angel Madrazo, ambos da Burgos BH. O mais bem posicionado estava a 7.25 minutos do líder, pelo que nunca houve perigo real para Taaramae.

Com a aceleração da parte final, Taaramae foi numa das 'ondas' de queda coletiva. Em poucos segundos reergueu-se e fez-se ao caminho, 'confortado' por saber que ia ser creditado com o tempo do vencedor do dia.

No pelotão chegaram os portugueses Rui Oliveira (AE-Team Emirates), em 15.º, e Nélson Oliveira (Movistar), em 154.º.

Na geral, Rui Oliveira sobe dois lugares, para 107.º, a 13.10, e Nélson Oliveira mantém o 124.º, a 14.52.

Na quarta-feira, a etapa tem 184,4 km e liga Tarancon a Albacete, sem qualquer subida para o prémio da montanha.

Fonte: Lusa

“Na 82.ª edição da Volta a Portugal, a iniciativa solidária “Pedalar por uma Causa” bateu o seu recorde”


Portugal pedalou 3906,3 km por uma causa - Rubis Gás vai doar 19.531 euros


Por: Joana Cortez Pinto

O projeto de responsabilidade social “Pedalar por uma Causa”, uma iniciativa da Rubis Gás cofinanciada pela Rubis França, que visa a angariação de fundos para apoiar instituições de solidariedade social, e que se realizou pelo quarto ano, no âmbito do patrocínio da Camisola Verde da Volta a Portugal em Bicicleta, foi uma vez mais um sucesso.  

Portugal pedalou 3906,3 quilómetros conseguindo, assim, um total de 19.531 euros. Este valor será agora repartido por três instituições de solidariedade social: o Grupo Dançando com a Diferença, o Centro Comunitário Bento XVI e a Associação das Aldeias de Crianças SOS Portugal. 

O Dançando com a Diferença surgiu como um projeto piloto no ano de 2001 na Região Autónoma da Madeira, com o objetivo de implementar atividades de Dança Inclusiva, inexistentes na Madeira naquela altura. Anos depois constituiu-se como uma companhia profissional que, atualmente, tem vários objetivos destacando-se, entre eles a possibilidade de juntar em palco pessoas com e sem deficiências por uma só causa: Dançar.

Sob Direção Artística de Henrique Amoedo, em mais de 15 anos de atividade, tornou-se uma referência nacional e internacional dentro das artes contemporâneas, ocupando um patamar de referência dentro do panorama artístico europeu quando falamos de Arte Inclusiva.

O Centro Comunitário Bento XVI é uma IPSS em funcionamento desde 2010, sediada na freguesia de Borba da Montanha, no concelho de Celorico de Basto, vocacionada essencialmente para apoiar crianças e pessoas Idosas. Trata-se de um equipamento construído de raiz, que possui gabinetes para atendimento e apoio logístico, gabinetes de saúde, quartos, instalações sanitárias, salas de convívio/atividades, arrecadações, cozinha/despensa, refeitório, lavandaria, rouparia e espaços verdes exteriores. Desenvolve três respostas sociais: Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), com capacidade para 53 utentes, Serviço de apoio Domiciliário (SAD), para 73 utentes e ainda Creche, para 33 utentes. 


As Aldeias de Crianças SOS de Portugal pertencem a uma federação mundial (SOS Kinderdorf International) que trabalha para proteger e cuidar de crianças que perderam os cuidados parentais ou que correm o risco de perdê-los. Acolhe crianças e jovens num modelo familiar de cuidados alternativos diferenciado em que as crianças vivem numa casa, com um/a cuidador/a de referência, permanecendo junto dos seus irmãos biológicos no ambiente protetor da Aldeia e fazendo parte ativa e integrante da comunidade.

Na área da prevenção, realizam o Programa de Fortalecimento Familiar, que intervém junto das famílias biológicas capacitando-as para um cuidado protetor do bem-estar das suas crianças, prevenindo a institucionalização. Em Portugal, as Aldeias SOS acolheram já 696 crianças nas Aldeias SOS de Bicesse, Gulpilhares e Guarda e apoiaram 481 crianças e jovens através do Programa de Fortalecimento Familiar.

A maior prova do ciclismo português decorreu entre os dias 4 e 15 de agosto. Contou com 130 atletas de 19 equipas numa competição em que foram percorridos mais de 1.568 quilómetros. O vencedor da 82.ª Volta a Portugal foi o ciclista Amaro Antunes da W52 e a Camisola Verde Rubis Gás foi entregue a Rafael Reis, da Efapel, vencedor da última etapa contrarrelógio em Viseu.


Sobre a Rubis

 

A Rubis (Rubis Energia Portugal S.A) pertence a um grupo internacional francês que opera há mais de 25 anos no setor da energia e está presente na Europa, África e nas Caraíbas. Surge em Portugal em 2014 com o negócio da distribuição de GPL propano e butano, fornecendo milhares de clientes dos mais diversos setores de atividade: hotelaria, restauração, saúde, indústria, agricultura, comércio e consumo doméstico.

A sede da Rubis Energia Portugal S.A situa-se em Lisboa, sendo que também tem uma delegação no Porto e instalações em Faro, Viseu, Cantanhede e Vila do Conde. A Rubis Energia Portugal S.A. detêm ainda participação na CLC - Companhia Logística de Combustíveis, S.A. (Aveiras); na Pergás - Armazenagem de Gás, A.C.E. (Perafita); na Sigás - Armazenagem de Gás, A.C.E. (Sines, complexo de armazenagem de GPL em caverna) e ainda SAAGA (Açores).

A Rubis Gás é a marca comercial da Rubis Energia Portugal. Em 2020 a Rubis Gás foi, uma vez mais, a empresa líder no setor do “gás em garrafa”, de acordo com o ECSI - Portugal, o Índice Nacional de Satisfação do cliente. Em 2021 foi lançada a APP Rubis Gás, uma aplicação para encomenda de gás em garrafa.  Mais em www.rubisgas.pt.

Fonte: THE PRCOLLECTIVE


Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
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