quinta-feira, 3 de setembro de 2026

“Jakob Omrzel faz história na Volta a Espanha em Calar Alto; João Almeida e Ivo Oliveira brilham na fuga e Enric Mas reforça liderança”


Por: José Morais

O jovem esloveno Jakob Omrzel assinou a maior vitória da sua carreira ao conquistar a 12.ª etapa da Volta a Espanha, numa jornada de montanha entre Vera e o exigente final em Calar Alto. Na luta pela classificação geral, Enric Mas voltou a mostrar-se o mais forte entre os candidatos à camisola vermelha, embora tenha somado apenas alguns segundos aos seus principais adversários.


A etapa de 166,6 quilómetros começou a alta velocidade e os primeiros ataques surgiram ainda antes das principais dificuldades montanhosas do dia. No Alto del Cabecico, Wout van Aert e Santiago Buitrago destacaram-se momentaneamente, mas acabaram por ser neutralizados, numa fase inicial marcada por constantes mudanças no grupo da frente.

Pouco depois, surgiu uma das notícias do dia: Oscar Onley caiu numa rotunda quando ainda faltavam mais de 130 quilómetros para a meta. O britânico conseguiu regressar à bicicleta, mas teve dificuldades em reintegrar o pelotão.


À medida que a corrida se aproximava do Alto de Cóbdar, formou-se uma numerosa fuga com vários nomes de destaque. Entre eles estavam João Almeida e Ivo Oliveira, acompanhados por corredores como Wout van Aert, Santiago Buitrago, Chris Harper, Andreas Leknessund, Jørgen Nordhagen Tuckwell e Jakob Omrzel, que começou a etapa entre os dez primeiros da geral.

A Movistar manteve o controlo da corrida e permitiu que a vantagem dos fugitivos crescesse progressivamente. No topo das subidas intermédias, Van Aert voltou a evidenciar-se nas metas de montanha, enquanto a margem da fuga ultrapassava os sete minutos a cerca de 50 quilómetros do final.

A entrada no temível Alto del Velefique marcou uma fase decisiva. Na frente, João Almeida assumiu um papel ativo para endurecer o ritmo e selecionar o grupo dos fugitivos. Atrás, os candidatos à geral começaram finalmente a movimentar-se, com Richard Carapaz a lançar um ataque ainda durante a subida.

Apesar das tentativas do equatoriano, o grupo dos favoritos voltou a reagrupar-se antes da aproximação a Calar Alto. Já na frente da corrida, Buitrago acelerou e apenas alguns corredores conseguiram responder. Omrzel mostrou-se particularmente forte e rapidamente se destacou dos restantes companheiros de fuga.

A cerca de 11 quilómetros da meta, Enric Mas lançou o ataque mais contundente entre os homens da geral. O líder da Movistar acelerou de forma decisiva e conseguiu abrir diferenças importantes, enquanto Primož Roglič hesitava na resposta. Durante vários quilómetros, o espanhol deu a sensação de poder ampliar de forma significativa a sua vantagem.

Contudo, na fase final da subida, os seus rivais limitaram os danos. Enquanto Omrzel seguia isolado rumo ao triunfo, Mas viu a sua vantagem estabilizar.

O jovem corredor da Bahrain confirmou a vitória com uma exibição memorável, conquistando o seu primeiro triunfo numa Grande Volta e reforçando o estatuto de uma das maiores revelações desta Vuelta. Urko Berrade e Santiago Buitrago completaram o pódio da etapa.

Na luta pela classificação geral, Felix Gall voltou a atacar nos quilómetros finais, mas não conseguiu deixar para trás Roglič. O austríaco, o esloveno e Richard Carapaz acabaram por discutir entre si os segundos disponíveis na chegada.

No balanço do dia, Enric Mas ganhou 27 segundos a Gall, Roglič e Carapaz, consolidando a liderança da corrida. Já Oscar Onley, ainda condicionado pela queda sofrida durante a etapa, perdeu cerca de um minuto e meio e caiu para o quarto lugar da classificação geral.

À entrada para as etapas decisivas da Vuelta, Mas reforça a camisola vermelha e amplia a vantagem sobre Roglič para 1m45s, enquanto Gall permanece como um dos adversários mais próximos, a pouco mais de dois minutos do líder. Entretanto, a vitória de Jakob Omrzel confirmou o aparecimento de uma nova estrela no pelotão internacional.

“Gaspar Gonçalves é o primeiro líder do Grande Prémio TSF/JN”


Fotos: Igor Martins/Jornal de Notícias/TSF

Gaspar Gonçalves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) venceu esta quinta-feira a primeira etapa do Grande Prémio TSF/JN, prova que se estreia esta época no calendário velocipédico nacional.


O corredor natural de Lamego integrou a fuga, na companhia de Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) e Emanuel Duarte (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), segundo e terceiro classificados, terminando os três com o mesmo tempo: 2h48m32s. O pelotão chegaria 45 segundos depois, com Santiago Mesa (Anicolor/Campicarn) a concluir em quarto lugar.


Esta quinta-feira foi para a estrada a primeira edição do Grande Prémio TSF/JN, com a tirada inaugural a ligar Águeda a Ovar, num total de 125,2 quilómetros.

A história da corrida começou a escrever-se aos 32 quilómetros, quando um trio fugiu ao pelotão. Pedro Silva, Gaspar Gonçalves e Emanuel Duarte rolaram com mais de dois minutos de vantagem, diferença que reduziu substancialmente quando a Anicolor/Campicarn assumiu a dianteira. No entanto, o entendimento entre os três escapados levou a que voltassem a aumentar a margem, chegando aos 2m45s, o que trouxe novo ânimo para os derradeiros quilómetros.


O pelotão ainda tentou, mas já não conseguiu alcançar o trio para um final compacto. A discussão da vitória foi feita a três, com Gaspar Gonçalves a garantir a sua primeira vitória da época e a primeira Camisola Amarela da competição.

Quanto à Classificação Geral, o vencedor da tirada e que assume o comando, tem 2 segundos de vantagem para Pedro Silva e Emanuel Duarte. Os corredores que se seguem apresentam 57 segundos de diferença para a liderança.


Nas restantes classificações, Gaspar Gonçalves lidera também a Geral por Pontos e as Metas Volantes, Pedro Silva comanda a Montanha, Emanuel Duarte os Pontos Quentes e João Martins (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) é o melhor jovem da prova, estando na frente da Geral da Juventude. Coletivamente, a Credibom-LA Alumínios-Marcos Car está na frente e nas Equipas de Clube lidera a Technosylva Rower Bembibre Cycling Team.

Gaspar Gonçalves confessou que esta foi uma vitória “sofrida, senti que era o mais fraco dos três. Iam muito fortes, tentei aproveitar isso a meu favor e quando chego ao risco e percebo que poso ganhar, fiquei muito feliz. Já ganhei aqui, no Furadouro, parece que é um sítio de sorte para mim. Acho que nenhum dos três guardou energia, vim sempre no limite, até para conseguir render com os dois. Deu para a fuga chegar, estou feliz e agora vou desfrutar”.

O Grande Prémio TSF/JN prossegue esta sexta-feira. A caravana viaja até Terras de Sicó, para uma tirada entre Pombal (12h30) e Condeixa-a-Nova (16h25), percorrendo um total de 149,7 quilómetros.

O pelotão vai atravessar os concelhos de Ansião, Alvaiázere, Penela e Soure. As subidas de segunda categoria para o Peixeiro e para a Serra de Janeanes, ambas concentradas nos últimos 20 quilómetros, prometem tornar esta a jornada mais exigente da corrida, sendo por isso considerada a etapa-rainha, uma das mais importantes para a definição da Camisola Amarela.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Paratriatlo: Ana Duarte estreia-se em Alhandra para deixar mensagem às mulheres com deficiência”


Ana Lúcia Duarte vai cumprir, no próximo sábado, 5 de setembro, um momento especial no seu percurso desportivo. A paratriatleta portuguesa estreia-se em competições internacionais ao serviço da Seleção Nacional, na Taça do Mundo de Paratriatlo de Alhandra, e quer aproveitar a oportunidade para levar uma mensagem que vai muito além do resultado.

Será uma estreia com o trisuit de Portugal, em casa e perante o público português. Para Ana Lúcia Duarte, a presença na Taça do Mundo de Alhandra representa o culminar de um percurso que começou mais tarde do que é habitual no desporto de alto rendimento e que, em 2026, a leva pela primeira vez a representar Portugal numa competição internacional de paratriatlo.

Mas a atleta quer que a sua presença em Alhandra possa significar também alguma coisa para quem estiver do outro lado.

«Para mim, a participação nesta prova é uma oportunidade de dar visibilidade à modalidade e mostrar, especialmente às mulheres, com qualquer tipo de deficiência, que há lugar no desporto e, em particular, no triatlo», afirma.

Ana Lúcia Duarte compete na categoria PTS5 e tem uma limitação no ombro e braço esquerdo, consequência de uma lesão ocorrida durante o nascimento.

«A minha limitação é no ombro e braço esquerdo, derivada de uma lesão provocada durante o meu nascimento, que provocou danos neurológicos e malformações ósseas que condicionam o movimento e a força do braço», explica.

Do primeiro triatlo aos 35 anos à Seleção Nacional

A chegada ao paratriatlo aconteceu, no entanto, apenas muitos anos depois. Ana Lúcia fez a primeira prova de triatlo aos 35 anos, quando vivia em Inglaterra. O regresso a Portugal acabaria por abrir uma nova etapa no seu percurso na modalidade.

Em 2024 juntou-se à equipa de triatlo do Sporting Clube de Portugal e foi precisamente a observação das suas limitações durante os treinos que abriu a possibilidade de competir no paratriatlo.

«Fiz a minha primeira prova de triatlo aos 35 anos, em Inglaterra, onde morava na altura, mas só quando voltei para Portugal é que me juntei à equipa do Sporting, em 2024. Por indicação do treinador, que, observando as minhas limitações, me sugeriu que iniciasse o processo para ser classificada como paratriatleta na categoria PTS5.»

Seguiram-se as competições nacionais de paratriatlo e, com elas, a possibilidade de chegar à Seleção Nacional. Agora, Alhandra representa o passo seguinte.

«A participação nas provas nacionais de paratriatlo permitiu a possibilidade de representar a Seleção Nacional de Paratriatlo e é com muito orgulho que participarei na prova», sublinha.

Para a estreia internacional, Ana Lúcia Duarte não coloca a fasquia num lugar ou num resultado específico. O objetivo é outro, mais simples de definir e, ao mesmo tempo, exigente de cumprir.

«O meu objetivo é acabar a prova sentindo que dei absolutamente o meu melhor.»

No sábado, em Alhandra, será esse o primeiro desafio internacional de Ana Lúcia Duarte com as cores de Portugal. Uma estreia na Taça do Mundo que representa mais um passo no seu percurso no paratriatlo, mas também uma oportunidade para mostrar que a modalidade pode ter espaço para mais atletas e, em particular, para mais mulheres com deficiência.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua alinha com objetivos para o Grande Prémio TSF/JN, a nova corrida no calendário nacional”


A Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua marca presença na primeira edição do Grande Prémio TSF/JN, nova prova que encerra a época nacional de ciclismo de estrada. A corrida disputa-se de 3 a 6 de setembro, num total de 542 quilómetros repartidos por quatro etapas em linha, com oportunidades para velocistas, trepadores, fugitivos e candidatos à classificação geral.

A prova arranca na quinta-feira, com uma ligação de 146,6 km entre Águeda (partida às 12h50) e Ovar (chegada prevista às 16h29). O perfil favorece os homens rápidos, mas inclui duas contagens de montanha de 3.ª categoria e um circuito final em Ovar, com várias passagens pela Avenida da Régua.

As primeiras diferenças importantes poderão surgir na sexta-feira, na etapa das Terras de Sicó: 147,2 km entre Pombal (12h30) e Condeixa-a-Nova (16h25), atravessando Ansião, Alvaiázere, Penela e Soure. As subidas de 2.ª categoria para o Peixeiro e para a Serra de Janeanes, concentradas nos últimos 20 km, prometem tornar esta a jornada mais exigente e decisiva para a camisola amarela.

No sábado, Castelo Branco recebe na íntegra a terceira etapa: 150,6 km com partida e chegada na Alameda da Liberdade (12h–15h35), percorrendo várias localidades do concelho. Terreno propício a fugas e ataques de longe, com os prémios de montanha de Almaceda e Casal da Serra a acrescentarem dificuldade a uma jornada marcada por sucessivos momentos de desgaste.

A decisão fica reservada para domingo, em Cascais. A quarta e última etapa tem 97,6 km, num circuito com passagens pela zona do Guincho e chegada junto ao Centro de Interpretação da Duna da Cresmina, na subida para a Malveira da Serra (partida às 16h, chegada prevista às 18h20).

Depois de uma ótima prestação no Grande Prémio Douro Internacional, a Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua apresenta um alinhamento que combina juventude e experiência. Simão Lucas, sub-23 de primeiro ano, regressa à estrada, acompanhado pela experiência de Bruno Silva e Gonçalo Carvalho. A velocidade de Leangel Linarez poderá disputar a primeira etapa, com o apoio de César Martingil. Completam o plantel Daniel Dias e Diego Lopez.

A equipa chega a esta nova prova com confiança renovada e o objetivo de estar presente nos momentos decisivos, aproveitando um percurso desenhado para diferentes perfis de corredores.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

“Alta Relâmpago: Tadej Pogacar deixa Barcelona e inicia recuperação em casa”


Por: José Morais

Tadej Pogacar já está fora do Hospital Universitário Dexeus, em Barcelona, e regressa ao lar para continuar a recuperação após a cirurgia realizada na segundafeira. A informação, avançada pelo jornalista Ciro Scognamiglio, da La Gazzetta dello Sport, confirma que o esloveno recebeu alta esta quartafeira, encerrando um período de vigilância médica na capital catalã.

O abandono do hospital representa um passo decisivo na reabilitação do líder da EmiratesXRG, cuja temporada ficou profundamente marcada pelo acidente sofrido na La Vuelta. Pogacar permaneceu internado desde o início da semana, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica considerada essencial para estabilizar o quadro clínico e permitir o início de um processo de recuperação mais estruturado.

Sem prazos definidos para o regresso aos treinos, o foco imediato passa por garantir uma evolução calma e controlada. A alta hospitalar surge como o primeiro sinal positivo após dias de incerteza, embora as próximas avaliações médicas sejam determinantes para perceber quando o esloveno poderá voltar a montar a bicicleta.

A equipa técnica e médica mantém atenção redobrada ao estado do ciclista, cuja recuperação será acompanhada de perto nas próximas semanas. Por agora, Pogacar inicia uma nova fase: menos máquinas, menos hospital, mais silêncio e tempo ingredientes essenciais para que o campeão volte a encontrar o ritmo que o tornou uma das figuras mais dominantes do pelotão mundial.

“Explosão de força britânica na Volta Espanha: Matthew Brennan e Van Aert transformam a etapa 11 numa demonstração de autoridade da Visma”


Por José Morais

A Visma voltou a alinhar as peças e assinou uma exibição de luxo na etapa 11 da Volta a Espanha, entre Cartagena e Lorca (153,8 km). Matthew Brennan, o prodígio britânico que já não surpreende ninguém, disparou para a sua terceira vitória nesta edição depois de um lançamento perfeito de Wout van Aert uma dupla que, quando engrena, parece impossível de travar.

 

A fuga que nunca acreditou no próprio destino

 

Logo nos primeiros quilómetros, formou-se a escapada do dia com Domen Novak, Alessandro Covi, Ethan Hayter e Sinhué Fernández. A Cofidis e a Visma assumiram o controlo desde cedo, mantendo a diferença curta, sempre perto dos dois minutos um sinal claro de que ninguém estava disposto a oferecer liberdade excessiva.

Com o terreno plano e o vento a soprar de lado, o pelotão acelerou como se estivesse numa prova de pista. A fuga implodiu antes de sonhar com o impossível, enquanto EF e Lidl-Trek tentavam reorganizar o caos e abriram meio minuto de vantagem num dos momentos mais tensos da jornada.

 

Ataques, contra-ataques e a sombra de Van Aert

 

A 72 km da meta, Larry Warbasse e Hayter tentaram reacender a chama da aventura. Ganharam meio minuto, suficiente para obrigar o pelotão a vigiar, mas insuficiente para ameaçar verdadeiramente. Van Aert, sempre atento, garantiu pontos importantes ao fechar em terceiro no sprint intermédio a camisa verde continua a ser um objetivo real.


Na subida de 7,8 km a 4,5%, a Pinarello mexeu com Dunbar, mas Van Aert respondeu de imediato. A seleção foi dura, deixando o grupo reduzido e sem margem para improvisos.

 

Velocidade de loucos e um comboio sem concorrência

 

Nos últimos 20 km, o ritmo atingiu os 60 km/h. As equipas começaram a montar os seus trens, mas nenhuma conseguiu igualar a precisão cirúrgica da Visma. A Netcompany tentou, os britânicos da formação de Brennan endureceram o ritmo, mas o último quilómetro foi uma aula de coordenação.

O trio Laporte–Van Aert–Brennan lançou-se como se estivesse a seguir um guião perfeito. Brennan saltou no timing exato e deixou Bryan Coquard e Jordi Meeus sem resposta. Van Aert ainda fechou em quinto, somando pontos valiosos para a classificação por pontos.

 

O domínio que muda o tom da corrida

 

A etapa 11 não foi apenas uma vitória. Foi uma mensagem. A Visma, depois de um dia anterior mais arriscado, voltou ao pragmatismo e colheu os frutos: controlo absoluto, execução impecável e um Brennan que cresce a olhos vistos.

“Agenda de Ciclismo”


Pelotão nacional encerra época no novo Grande Prémio TSF-JN

 

Fotos: Igor Martins / FPC (Arquivo - Volta a Portugal) e João Calado / FPC (Arquivo)

A estreia do Grande Prémio TSF-JN, última prova nacional de estrada para elites e sub-23 masculinos em 2026, assume o protagonismo na agenda velocipédica desta semana. Entre quinta-feira e domingo, o pelotão enfrenta quatro etapas distintas, entre Águeda e Cascais. A Taça de Portugal de Pista regressa igualmente à competição, no sábado, em Alpiarça.

A época nacional de estrada para elites e sub-23 masculinos chega ao fim com uma novidade. A primeira edição do Grande Prémio TSF-JN disputa-se de 3 a 6 de setembro, num total de 542 quilómetros repartidos por quatro etapas em linha, com oportunidades para velocistas, trepadores, fugitivos e candidatos à conquista da classificação geral.


A corrida arranca na quinta-feira, com uma ligação de 146,6 quilómetros entre Águeda (12h50) e Ovar (16h29). A jornada apresenta um perfil favorável aos homens rápidos, embora inclua duas contagens de montanha de terceira categoria e um circuito final em Ovar, com várias passagens pela Avenida da Régua.

As primeiras diferenças importantes poderão surgir na sexta-feira, na etapa das Terras de Sicó. O pelotão parte de Pombal (12h30) para percorrer 147,2 quilómetros até Condeixa-a-Nova (16h25), atravessando os concelhos de Ansião, Alvaiázere, Penela e Soure. As subidas de segunda categoria para o Peixeiro e para a Serra de Janeanes, ambas concentradas nos últimos 20 quilómetros, prometem tornar esta a jornada mais exigente da corrida e uma das mais importantes para a definição da camisola amarela.

No sábado, Castelo Branco recebe na íntegra a terceira etapa. A tirada de 150,6 quilómetros parte (12h) e termina (15h35) na Alameda da Liberdade, percorrendo várias localidades do concelho e apresentando um terreno propício a fugas e ataques de longe. Os prémios de montanha de Almaceda e Casal da Serra acrescentam dificuldade a uma jornada marcada por sucessivos momentos de desgaste.

A decisão fica reservada para domingo, em Cascais. A quarta e última etapa terá 97,6 quilómetros, disputados num circuito com passagens pela zona do Guincho e chegada junto ao Centro de Interpretação da Duna da Cresmina, na subida para a Malveira da Serra. A partida está agendada para as 16h e a chegada prevista para as 18h20.

 

Taça de Portugal de Pista regressa a Alpiarça

 

Também no sábado, dia 5, disputa-se a quarta prova da Taça de Portugal de Pista, na pista aberta de Alpiarça. A jornada começa às 9h e reúne atletas juvenis, cadetes e juniores, masculinos e femininas, numa nova oportunidade para somar pontos para o ranking do troféu.

O programa competitivo integra provas de quilómetro e scratch para juvenis, enquanto cadetes e juniores terão pela frente provas de scratch, eliminação e corrida por pontos. A ronda marca o regresso da Taça a Alpiarça, depois da terceira prova, realizada no mesmo local a 25 de abril.

 

Mais eventos oficiais

 

5 de setembro: Circuito Sub-19 - São João de Ver 5 de setembro: Circuito Sub-17 - São João de Ver

5 de setembro: Encontro Regional Escolas - Memorial de Ciclismo São João de Ver

5 de setembro: 1.º Encontro de Escolas de São João das Lampas - São João das Lampas

5 de setembro: Maia Urban Race - Maia

6 de setembro: Passeio da Família em Bicicleta TSF-JN - Cascais

6 de setembro: Encontro regional Escolas - Somamaratonas - Verdemilho 6 de setembro: 47.º Circuito em Honra de Nossa Senhora da Guia - Avelar 6 de setembro: Campeonato Regional XCC - Verdemilho

6 de setembro: Campeonato da Madeira de DHI/Mini-DHI - Camacha 2026 - Camanha, Santa Cruz

6 de setembro: 2.ª Resistência ARLU BTT - Leiria

6 de setembro: 2.º BTT Kids ARLU da Associação Recreativa Lugares Unidos – Leiria

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

terça-feira, 1 de setembro de 2026

“Tadej Pogacar entra na fase decisiva da recuperação após cirurgia à clavícula”


Por: José Morais

Tadej Pogacar foi submetido a uma cirurgia bemsucedida à clavícula esquerda e permanecerá internado durante os próximos dias para acompanhamento clínico. O procedimento, realizado na segundafeira, marca o primeiro passo concreto na recuperação do esloveno depois da queda violenta que o obrigou a abandonar a Volta Espanha.

A equipa dos EmiratesXRG confirmou que a intervenção decorreu sem complicações e que o ciclista está estável. Segundo o diretor médico da formação, Dr. Adrian Rotunno, Pogacar só recebeu autorização para operar após uma bateria de exames que garantiu condições seguras para avançar. “A cirurgia correu conforme o previsto e Tadej ficará internado alguns dias para observação pósoperatória”, explicou o médico.

A queda na Volta Espanha deixou um conjunto de lesões significativas: além da fratura deslocada da clavícula, Pogacar sofreu uma concussão, uma fratura estável na vértebra cervical C7 e múltiplas abrasões. A operação, embora esperada, representa um alívio para a equipa e para o próprio atleta, que inicia agora uma fase mais estruturada de recuperação.

Quando receber alta, o esloveno regressará a casa, onde começará um programa de reabilitação acompanhado de perto pelos serviços médicos da EmiratesXRG. “Assim que estiver apto, Tadej continuará a recuperação sob supervisão direta da equipa”, acrescentou Rotunno.

A formação dos Emirados não estabelece ainda qualquer previsão para o regresso à competição. Os primeiros dias após a cirurgia serão determinantes para avaliar a evolução da clavícula e das restantes lesões. Para já, a prioridade é garantir estabilidade clínica e uma recuperação progressiva.

A operação, apesar de surgir num momento difícil para o campeão esloveno, devolve alguma esperança ao seu processo de reabilitação. A corrida contra o calendário começou e Pogacar preparase para enfrentar mais uma etapa decisiva, longe das estradas, mas com a mesma determinação.

“Seleção Nacional preparada para o Mundial de Paraciclismo”


A Seleção Nacional de Paraciclismo está desde domingo em Huntsville, Alabama (Estados Unidos), para disputar, entre 4 e 7 de setembro, o Campeonato do Mundo de Paraciclismo de Estrada. Portugal estará representado por Luís Xavier, na classe C5, e Flávio Pacheco, em H4, ambos nas provas de contrarrelógio individual e de fundo.

A preparação para este Mundial incluiu um estágio em altitude, uma aposta da Federação Portuguesa de Ciclismo numa preparação mais próxima e individualizada, com monitorização dos treinos e acompanhamento médico e nutricional.

“Os atletas demonstraram uma enorme dedicação e profissionalismo. Apesar de ter sido o primeiro estágio em altitude, responderam muito bem e registaram uma evolução de performance muito significativa. Chegamos a este Mundial preparados e conscientes do desafio”, referiu Telmo Pinão, Selecionador Nacional de Paraciclismo.

Até iniciar a competição no dia 4, esta sexta-feira, Luís Xavier e Flávio Pacheco vão realizar treinos. Portugal, que leva dois atletas a Huntsville, no Alabama, tem também duas medalhas de bronze no historial dos Mundiais de Paraciclismo.

Vão marcar presença os melhores do mundo, “atletas que garantiram a sua presença através dos resultados alcançados ao longo da época em provas do calendário UCI e que conquistaram o direito para disputar esta competição. Sabemos o nível que vamos encontrar, mas também sabemos que vamos representar Portugal com toda a ambição, confiança e dando o nosso máximo”, garantiu o Selecionador Nacional.

 

Programa competitivo:

 

Sexta-feira, dia 4 de setembro: Flávio Pacheco - contrarrelógio individual H4, 20h30

Sábado, dia 5 de setembro: Luís Xavier - contrarrelógio individual C5, 20h15

Domingo, dia 6 de setembro: Flávio Pacheco - prova de fundo H4, 21h00

Segunda-feira, dia 7 de setembro: Luís Xavier - prova de fundo C5, 19h47

(Horários apresentados em hora de Portugal)

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Explosão inesperada na Volta Espanha: aposta da Visma falha e Bastien Tronchon dispara para a glória”


Por: José Morais

A 10ª etapa da Volta a Espanha transformou um dia aparentemente controlado numa reviravolta fulminante. Bastien Tronchon, jovem promessa da GroupamaFDJ, arrancou uma vitória explosiva em Elche de la Sierra, deixando a Visma – Lease a Bike a lamentar uma estratégia que apostou todas as fichas em Wout van Aert… e perdeu.

 

A fuga que parecia inofensiva… até deixar de ser

 

Logo nos primeiros quilómetros, um grupo heterogéneo escapou: Enzo Paleni, Michael Gogl, Fredrik Dversnes, Jasha Sütterlin, Fabian Weiss, Sinhué Fernández e Iván Cobo.

O pelotão, comandado por Visma e Cofidis, manteve-os sempre a uma distância calculada, sem sinais de tensão num dia abrasador.


Tudo mudou ao aproximar-se o porto de Socovos, 9,8 km a 3,5% suave no papel, destrutivo na prática. A fuga perdeu coordenação, o pelotão acelerou e os ataques começaram a surgir como faíscas num barril de pólvora. A UAE tentou incendiar a corrida com Vermaeke e Sivakov, enquanto Matthew Brennan era obrigado a fechar sucessivos movimentos.

 

Últimos quilómetros: caos, desgaste e uma decisão errada

 

A resistência final ficou a cargo de Dversnes e Gogl, mas o pelotão vinha em modo predador. A captura aconteceu a 4 km da meta, seguida de novos ataques, incluindo um salto ousado de Walter Calzoni, neutralizado a 2 km do fim.

No quilómetro decisivo, Brennan puxou forte, deixando claro que a Visma queria entregar a etapa a Van Aert. Mas a corrida não leu o guião da equipa.

Após um arranque de Fedorov, Tronchon lançou um sprint feroz, ultrapassando Magnus Cort e Thibau Nys. Van Aert, sem explosão suficiente, fechou apenas em quarto um resultado que expôs a leitura errada da Visma, como se enfrentasse rivais de um Tour da Dinamarca… e não uma Vuelta em ebulição.

 

Tronchon: a maior vitória da carreira

 

Para o francês, esta é a primeira conquista World Tour, superando o triunfo no TroBro Léon em 2025. Um salto monumental na sua trajetória.

 

Classificação geral

 

Nada mudou entre os líderes: Enric Mas mantém a camisola vermelha.

“Portugal com três homens no top-20 mundial do triatlo: o líder, o sonho e a afirmação”


Vasco Vilaça lidera o Campeonato do Mundo e parte para a reta final a sonhar com o título. Ricardo Batista é quinto e mantém-se na luta pelos lugares do pódio. João Nuno Batista, o mais jovem dos três, subiu ao 17.º lugar depois de alcançar na China o melhor resultado da carreira numa etapa do Mundial. Três portugueses, três sonhos e uma temporada que confirma Portugal entre as forças do triatlo mundial.

” A minha esperança é ter o povo português presente em Pontevedra para me ajudar nesta luta e no final, independentemente do resultado, o triatlo português vai ser o vencedor” – Vasco Vilaça

Não é apenas uma fotografia feliz do ranking. Portugal chega ao momento decisivo do Campeonato do Mundo de Triatlo com Vasco Vilaça, Ricardo Batista e João Nuno Batista entre os 20 primeiros classificados, depois de uma temporada em que os três foram deixando marcas diferentes entre a elite mundial. Vasco é primeiro, com 3850 pontos, Ricardo ocupa a quinta posição, com 2470,62, e João Nuno é 17.º, com 1734,41.

A poucas semanas da finalíssima de Pontevedra (24-27 setembro), os três portugueses olham para o fim da temporada com ambições distintas. Vasco luta pelo título mundial, Ricardo está no top-5 e João Nuno tem ao alcance terminar a época entre os 20 melhores do planeta.

Mas a presença portuguesa entre a elite mundial não se esgota nos três primeiros nomes. Miguel Tiago Silva ocupa atualmente a 55.ª posição do ranking mundial, numa temporada em que foi 12.º na etapa de Samarkand do Campeonato do Mundo e 27.º em Quiberon.

No setor feminino, Maria Tomé é 26.ª do mundo e Mariana Vargem ocupa a 42.ª posição, dando também expressão feminina à presença portuguesa nos lugares cimeiros do ranking internacional.

 

Vasco: cinco provas, cinco pódios e um título para perseguir

 

A temporada de Vasco Vilaça tem sido marcada por uma regularidade quase absoluta. O português abriu o Mundial em Samarkand da melhor maneira possível, conquistando a primeira vitória da carreira numa etapa do WTCS e devolvendo Portugal ao lugar mais alto do pódio do circuito mundial pela primeira vez desde 2012.

Não ficou por aí. Depois de não competir em Yokohama, Vasco voltou em Alghero e tornou a vencer, desta vez impondo-se a Miguel Hidalgo. Seguiram-se três segundos lugares consecutivos: Quiberon, Hamburgo e Londres. Cinco participações no Campeonato do Mundo em 2026 e cinco presenças no pódio: duas vitórias e três medalhas de prata. Em Londres, apenas Matthew Hauser conseguiu bater o português num sprint final que confirmou o duelo entre ambos pelo título.

Vasco não esteve em Weihai e viu Hauser aproximar-se, mas o décimo lugar do australiano na China acabou por manter o português numa posição privilegiada. Com 3850 pontos contra 3495,76 do campeão mundial, Vilaça continua a ser o homem que todos perseguem.

Depois do bronze mundial conquistado em 2025, vamos esperar para ver o que nos reserva Pontevedra.

 

Ricardo Batista: dois pódios e o sonho de chegar ao top-3

 

Também Ricardo Batista está a viver uma das melhores temporadas da carreira. Começou o Mundial com um sólido oitavo lugar em Samarkand, mas foi em Alghero que deu um novo passo entre a elite. Num final disputado ao sprint, Ricardo conquistou o bronze, a sua primeira medalha individual numa etapa do WTCS.

Em Quiberon, Ricardo confirmou que Alghero não tinha sido um resultado isolado. Voltou a ser terceiro, atrás de Dorian Coninx e Vasco Vilaça, somando a segunda medalha de bronze consecutiva e chegando então à melhor posição da carreira no ranking do Campeonato do Mundo.

Hamburgo e Londres foram menos favoráveis, com o português a terminar em 23.º e 24.º, respetivamente, mas os dois pódios conquistados mantêm-no bem colocado à entrada para a fase decisiva. Ricardo é atualmente quinto classificado, a escassos dez pontos do quarto lugar e ainda com margem para mexer nas contas dos lugares cimeiros.

 

João Nuno: de promessa a realidade entre os melhores

 

Se Vasco luta pelo título e Ricardo procura chegar ao pódio, a história de João Nuno Batista é a da afirmação definitiva entre a elite.

O mais jovem dos três começou 2026 a dar sinais do que poderia fazer. Ainda antes do arranque do Mundial, foi segundo na Taça da Europa de Quarteira, apenas atrás de Vasco Vilaça.

Em Samarkand, na primeira etapa do Campeonato do Mundo, foi 20.º. Pouco mais de um mês depois, em Alghero, deu um salto enorme: terminou em sétimo lugar, então a melhor classificação da carreira no WTCS, e subiu 25 posições no ranking.

A corrida italiana teve ainda outro dado histórico. Ricardo, terceiro, e João Nuno, sétimo, tornaram-se no primeiro par de irmãos a terminar ambos no top-8 de uma prova WTCS desde os irmãos Brownlee.

Depois dos 34.º e 32.º lugares em Hamburgo e Londres, João Nuno respondeu da melhor forma possível em Weihai. Na China, numa corrida feita de trás para a frente, terminou quarto, a apenas um lugar do primeiro pódio da carreira no Campeonato do Mundo. Foi a sua melhor prestação de sempre na competição e valeu-lhe uma subida de dez posições, até ao atual 17.º lugar do ranking.

Aos 20 anos, o antigo campeão mundial de juniores já não é apenas um nome apontado ao futuro. Está entre os melhores do presente.

 

Três caminhos, a mesma geração

 

Vasco Vilaça procura transformar uma temporada extraordinariamente regular num título mundial. Ricardo Batista tenta levar ainda mais longe um ano em que conquistou as primeiras medalhas individuais no WTCS. João Nuno Batista procura fechar a época de estreia plena entre os grandes do top-20.

Os objetivos são diferentes. A realidade que os une é a mesma: Portugal chega à reta final do Campeonato do Mundo de 2026 com três homens instalados entre a elite mundial do triatlo.

A próxima prova está agendada para Karlovy Vary, na Chéquia, dia 13 de setembro. Será a última antes da finalíssima.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua em destaque nos três dias do Grande Prémio Douro Internacional”


A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua assumiu um papel de destaque ao longo dos três dias do 6.º Grande Prémio Douro Internacional, com Daniel Dias, Simão Lucas, Ángel Sánchez e Bruno Silva a protagonizarem momentos de grande competitividade nas estradas do douro.

A prova arrancou com um prólogo noturno de 2,8 quilómetros, disputado nas ruas de Vila Real. Daniel Dias foi o melhor representante da equipa, terminando na oitava posição e garantindo um lugar no Top 10.

“O oitavo lugar no prólogo inicial do GP Douro Internacional não esconde a ambição que tinha. Preparei-me para vencer, mas não consegui. Resta-me dar os parabéns ao vencedor e continuar a lutar até ao final do Grande Prémio para mostrar as cores da nossa equipa”, afirmou Daniel Dias.

 

Simão Lucas em destaque na etapa rainha

 

No segundo dia de competição, o pelotão enfrentou a etapa rainha, uma ligação de 145,6 quilómetros entre Vila Real e Lamego. A tirada foi disputada a alta intensidade desde os primeiros quilómetros, com várias tentativas de fuga e uma seleção natural provocada pelas duas contagens de montanha de primeira categoria na segunda metade do percurso.


Simão Lucas procurou integrar a fuga inicial e, já na aproximação à primeira subida de maior exigência, conseguiu posicionar-se no segundo grupo. O jovem corredor de 18 anos manteve-se entre os melhores até à meta, terminando na 18.ª posição e em terceiro lugar na classificação da juventude.

“Hoje foi uma etapa muito importante para mim. Estar nesta posição no meu primeiro ano como ciclista profissional é a realização de um sonho. Quero agradecer a toda a equipa, que me ajuda todos os dias a evoluir mais”, declarou Simão Lucas.

 

Daniel Dias conquista a classificação das metas volantes e pontos quentes

 

A última etapa, disputada ao longo de 154,3 quilómetros, teve partida e chegada no Porto e levou o pelotão pelas margens do rio Douro até à zona da Ponte D. Maria Pia.

Daniel Dias voltou a ser protagonista, integrando a fuga do dia e conquistando as classificações das metas volantes e dos pontos quentes. O corredor da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua terminou a prova com duas camisolas de destaque.

“Estou muito feliz por conquistar duas camisolas no GP Douro Internacional, no Porto, com vista para a minha cidade. Não podia pedir melhor. O principal objetivo do dia era tentar vencer a etapa, mas surgiu a oportunidade de conquistar estas classificações secundárias e, felizmente, não falhei”, explicou.

“Depois da desilusão do primeiro dia e de ter vacilado no último prémio de montanha da etapa anterior, queria mostrar que estava forte e que me tinha preparado muito bem, depois de ter falhado o principal objetivo da época”, acrescentou.

Também Ángel Sánchez esteve em evidência na tirada final. O corredor espanhol lançou uma forte ofensiva a solo a cerca de 20 quilómetros da meta, chegando a dispor de uma vantagem de 35 segundos sobre o pelotão. Apesar da resistência, acabou por ser alcançado a dois quilómetros da chegada, numa fase em que várias equipas procuravam discutir a vitória ao sprint.

“Toda a equipa esteve muito bem. O ritmo foi muito elevado e a corrida bastante animada. Estivemos atentos para integrar todos os grupos que se destacavam. Tentei isolar-me e quase consegui, mas havia muito vento de frente e várias equipas tinham ambições de chegar ao sprint. Acabei por ser alcançado a dois quilómetros da meta, mas estou feliz com a minha exibição e com a forma como a equipa se destacou ao longo do Grande Prémio”, afirmou Ángel Sánchez.

Na chegada, Bruno Silva foi o melhor representante da equipa, ao conquistar a sétima posição na chegada ao sprint. Simão Lucas voltou a realizar uma prestação consistente conseguindo chegar integrado no pelotão ao sprint, terminando o prêmio em terceiro lugar na classificação da juventude e na 17.ª posição da classificação geral final. O resultado assume particular significado para o corredor de primeiro ano de Sub-23 e representa mais um motivo de orgulho para toda a estrutura da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

“UMA SEMANA DE GRANDE AÇÃO NO EUROSPORT E NA HBO MAX COM A VUELTA E O US OPEN”


Por: Vasco Simões

Foto: Getty Images

A última semana de agosto e os primeiros dias de setembro prometem muita ação em direto nos canais Eurosport e na HBO Max, com duas das grandes competições do calendário desportivo internacional a dominarem a programação: a Volta a Espanha e o US Open.

Depois de uma primeira semana de La Vuelta marcada pelo domínio de Tadej Pogačar, a corrida espanhola entra numa nova fase após a queda que obrigou o esloveno a abandonar. O líder da UAE Team Emirates-XRG sofreu uma concussão, uma fratura deslocada da clavícula esquerda e uma fratura estável na vértebra C7, estando agora a recuperar em Barcelona, onde deverá ser submetido a cirurgia à clavícula. A saída do grande favorito deixa a classificação completamente em aberto, com Enric Mas a assumir a camisola vermelha e Primož Roglič, Felix Gall, Richard Carapaz e outros candidatos à geral na luta pelo triunfo final.

Depois da etapa de montanha até ao Alto de Aitana, que encerrou a primeira semana, La Vuelta regressa esta terça-feira, 1 de setembro, após o primeiro dia de descanso, e mantém-se em direto no Eurosport e na HBO Max até à chegada a Granada, a 13 de setembro. A segunda semana arranca com a 10.ª etapa, entre Alcaraz e Elche de la Sierra, seguindo-se novas oportunidades para os sprinters e, sobretudo, etapas de montanha como a chegada ao Calar Alto e a subida à Sierra de La Pandera. João Almeida continua a ser a principal referência portuguesa na corrida e ganha agora ainda maior importância no seio da UAE, libertada da obrigação de proteger Pogačar, podendo assumir um papel mais ofensivo na luta pela classificação geral e pelas etapas. Ivo Oliveira é o outro português em prova.

Em Nova Iorque, o US Open já está igualmente a proporcionar grandes momentos, com o último Grand Slam da temporada a trazer diariamente muitas horas de ténis em direto. A representação portuguesa está reduzida a Nuno Borges e Jaime Faria no quadro principal, depois de Henrique Rocha, Frederico Silva e Francisca Jorge terem ficado pelo qualifying. Jaime Faria protagonizou uma excelente entrada no torneio, derrotando o norte-americano Jenson Brooksby em cinco sets e avançando para a segunda ronda, enquanto Nuno Borges, número um português, entra em ação esta segunda-feira, frente ao norte-americano Learner Tien, num encontro marcado para as 21h00 de Portugal. O jovem Faria poderá ainda defrontar Carlos Alcaraz na próxima ronda, caso o espanhol ultrapasse Roman Safiullin.

Ao longo desta semana, a programação conjunta do Eurosport e da HBO Max garante mais de 80 horas de ténis do US Open em direto e cerca de 30 horas de ciclismo em direto com La Vuelta, permitindo acompanhar praticamente toda a ação das duas competições. No Eurosport, o ténis ocupa grande parte da grelha, com sessões desde a tarde até à madrugada, enquanto La Vuelta regressa diariamente com a transmissão integral das etapas, normalmente entre o início da tarde e o final da tarde. Na HBO Max, os fãs podem acompanhar a ação em streaming e escolher entre os diferentes courts do US Open, além de seguir cada quilómetro da Volta a Espanha. É, assim, uma semana particularmente forte para o desporto em direto, com o Eurosport e a HBO Max a reunirem duas das maiores competições do momento num único destino.

Fonte: Eurosport

“Clube de Natação de Torres Novas no Campeonato do Mundo de Triatlo em Wehai (China)”


JOÃO NUNO BATISTA “BRILHOU” no mundial de triatlo

 

Por: Paulo José Catarino Vieira

Ao terminar no 4ºlugar, a 7ªetapa do mundial do triatlo, JOÃO NUNO BATISTA brilhou em Wehai, na China. Foi o melhor resultado de sempre do jovem atleta do Clube de Natação de Torres Novas, em provas do circuito mundial.


“Foi uma prova muito boa para mim e claro que este resultado significa muito, principalmente por ser o meu melhor resultado de sempre numa WTCS. Acho que mostra que o trabalho que temos vindo a fazer está a começar a aparecer e dá-me ainda mais confiança para as próximas provas. Senti-me bem durante a prova e consegui competir de uma forma mais consistente. Claro que há sempre coisas a melhorar, mas no geral estou muito contente com a forma como correu.


Agora o objetivo é continuar a evoluir e tentar manter este nível nas próximas provas. Ainda estou num processo de adaptação a este nível de competição, por isso quero continuar a aprender e a ganhar experiência, mas obviamente que depois deste resultado fico com ainda mais vontade de tentar fazer melhor. O meu principal objetivo é estar nos próximos jogos olímpicos”, disse João Nuno Batista no final da prova em Wehai.


O triatleta torrejano, de apenas 20 anos, completou a prova disputada em distância olímpica (1,5km/natação, 40km/ciclismo e 10km/corrida) em 1h41m41s, ficando a apenas 16 segundos do pódio e a 33 segundos do vencedor, o suíço Max Studer. Este resultado que permitiu-lhe subir 10 posições na classificação do mundial, para o 17ºposto, e assumir a 16ªentrada do ranking olímpico, rumo a Los Angeles 2028.


Relativamente à prova, João Nuno Batista manteve-se sempre integrado no numeroso grupo da frente durante o segmento de ciclismo, e foi crescendo ao longo dos 10 quilómetros de corrida, começando a ganhar posições numa fase em que vários dos principais candidatos ao pódio foram perdendo terreno.

João Nuno integrou o grupo perseguidor quando Studer, Cantero e Mislawchuk começaram a destacar-se e, à medida que a corrida avançava, foi deixando para trás alguns dos nomes mais fortes da prova, entre eles o australiano Callum McClusky, que terminaria em sexto, e o campeão mundial Matthew Hauser, que terminou em décimo.


Na última volta, Batista conseguiu mesmo aproximar-se rapidamente de Mislawchuk, entrando diretamente na luta pelo terceiro lugar, mas acabou por cruzar a meta em quarto, a apenas 16 segundos do atleta canadiano.

Nesta etapa do mundial, também esteve presente pela seleção belga, Erwin Vanderplancke, que terminou na 34ªposição. O atleta do Clube de Natação de Torres Novas esperava obter um melhor resultado, mas continuando a trabalhar, vai ter mais oportunidades para mostrar o seu valor.

A próxima etapa do mundial será em Karlovy Vary, na Chéquia, a 13 de setembro, antes da decisão dos títulos mundiais de 2026, a 27 de setembro, na Grande Final de Pontevedra, em Espanha.

 

Clube de Natação de Torres Novas Jogos de Mediterrâneo em Taranto (Itália)

Gustavo do Canto e Inês Rico no TOP 10

 

 

TOP 10 para Gustavo do Canto, e para Inês Rico, nos Jogos do Mediterrâneo, que se realizaram em Taranto, Itália.

Naquela que foi a estreia da modalidade nestes Jogos do Mediterrâneo, foi debaixo de muito calor, que se realizaram no circuito citadino de Taranto, este sábado, 29/agosto, as provas masculina e feminina de triatlo em elites, com os 2 atletas do Clube de Natação de Torres Novas a alcançarem o 10ºlugar, individualmente.

A prova ficou marcada pelas elevadas temperaturas que se fizeram sentir em Taranto e que acabaram por aumentar as dificuldades para os atletas ao longo dos vários segmentos da competição.

Apesar das condições exigentes, Gustavo do Canto e Inês Rico conseguiram manter-se entre os dez primeiros classificados, alcançando uma prestação de destaque entre os participantes.

Os Jogos do Mediterrâneo Taranto 2026 reuniu, entre 21 de agosto e 3 de setembro, 3854 atletas provenientes de 26 países da bacia do Mediterrâneo, naquela que é uma das mais importantes competições multidesportivas do calendário internacional.

Fonte: Clube de Natação de Torres Novas

Ficha Técnica

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