sábado, 21 de junho de 2025

“Esclarecimento da Federação Portuguesa de Ciclismo Bicicletas elétricas NÃO precisam de seguro obrigatório”


Perante a recente confusão gerada em torno da obrigatoriedade de seguro para bicicletas e trotinetas elétricas, a Federação Portuguesa de Ciclismo vem esclarecer:

Apesar da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 26/2025, que transpõe a diretiva europeia relativa ao Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel (SORCA), nada muda para os velocípedes (incluindo bicicletas elétricas com assistência até 25 km/h), desde que estes veículos respeitem os limites de velocidade e potência atualmente permitidos por lei.

A nova legislação (Decreto-Lei n.º 26/2025), que entra em vigor a 21 de junho, obriga a seguro de responsabilidade civil apenas veículos motorizados que:

Ultrapassem os 25 km/h de velocidade máxima; ou

Atingindo mais de 14 km/h, tenham um peso superior a 25 kg.

A ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária) já veio esclarecer que a diretiva europeia transposta se refere a veículos motorizados ligeiros, não aos velocípedes? como é o caso das bicicletas convencionais, das bicicletas elétricas com assistência até 25 km/h e das trotinetas elétricas mais comuns.

Estes continuam a ser considerados velocípedes para efeitos legais, pelo que não precisam de seguro nem de carta de condução.

A Federação Portuguesa de Ciclismo continuará a acompanhar a evolução legislativa nesta matéria, defendendo sempre os direitos dos utilizadores de mobilidade suave e sustentável.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Anicolor / Tien21 regressa às provas internacionais com a Andorra MoraBanc Clássica”


Amanhã, dia 22 de junho, a Equipa Profissional de Ciclismo Anicolor / Tien21 vai disputar a Andorra MoraBanc Clàssica, no Principado de Andorra, Espanha. Esta é a edição de estreia da corrida que se disputa no coração dos Pirenéus, assumindo-se como uma clássica de alta montanha e onde vão estar presentes equipas WorldTour, que assim fazem um último teste antes do Tour de France, com algumas das grandes figuras do ciclismo internacional, num cenário duro, mas de sonho. A estrutura que tem sede em Águeda será a única em representação de Portugal e tudo vai fazer para trazer o melhor resultado. 

Os sete convocados para este domingo são o francês Alexis Guérin – um puro trepador e que já recuperou da queda no Grande Prémio ABIMOTA –, o espanhol Víctor Martínez, o britânico Harrison Wood e os portugueses José Sousa, Gonçalo Oliveira, Paulo Fernandes e André Dutra. 

É já amanhã que vai para a estrada a Andorra MoraBanc Clàssica, primeira corrida de ciclismo profissional organizada neste território, que percorrerá a região dos Pirenéus num exigente traçado de 138,5 km e mais de 4.000 metros de desnível acumulado. A clássica tem como embaixador o ciclista profissional da WorlTeam Lidl-Trek, Carlos Verona, residente em Andorra. 


A parida será em Andorra La Vella (11H30 locais, menos 1 hora em Portugal) e o final será em La Massana (no Coll de la Botella), cerca das 16H30 horas locais, onde se espera um desfecho espetacular, sendo que a meta coincide com um Prémio de Montanha de 1.ª categoria. Das cinco subidas do dia, o percurso começa por Envalira (categoria especial) e Ordino (2.ª categoria), uma delas menos exigente, mas depois virá a parte mais dura com a Comella (2.ª categoria) e Beixalís (1.ª categoria). O final no Coll de la Botella, uma subida dura, de 1.ª categoria, vai decidir a corrida. A Andorra MoraBanc Clàssica contará com 21 equipas, incluindo 10 WorldTeams. 

“Vai ser o regresso da nossa equipa às corridas internacionais, depois de um conjunto de provas em Portugal, onde tivemos um desempenho muito positivo, com vitórias não só em etapas, mas também em Gerais finais, provas essas que eram alguns dos nossos objetivos da época e onde estivemos muito bem, o que nos traz ainda mais motivação para continuar a trabalhar e a alcançar os bons resultados que temos tido até agora. Esta presença, em mais uma corrida internacional, irá com certeza dar continuidade ao nosso bom trabalho”, afirmou Paulo Figueiredo, diretor desportivo da Anicolor / Tien21. 

Relativamente à corrida em Andorra, o dirigente lembrou que “antes de mais há que agradecer à organização, por nos ter convidado, visto que é a primeira edição desta clássica e é um motivo de orgulho também para os nossos patrocinadores e parceiros, assim como para os portugueses, visto que somos a única formação lusa em prova. Será certamente uma corrida dura, não só pelo traçado apresentado como pela zona onde se localiza todo o percurso, mas acreditamos que podemos fazer um bom resultado. Temos Alexis Guérin, que é um excelente trepador e poderá estar na frente das principais montanhas e Harrison Wood, que também atravessa um bom momento, pelo que poderá ter uma palavra a dizer. Vamos com a esperança de fazer um bom resultado. Sabemos de antemão que vão estar boas equipas presentes, mas acreditamos no nosso valor, por isso vamos tentar lutar por um bom lugar na Geral final”, rematou Paulo Figueiredo.

Fonte: Clube Desportivo Fullracing

sexta-feira, 20 de junho de 2025

“Antevisão - 7ª etapa da Volta à Suíça 2025: João Almeida chegará à amarela num dia brutal?”


Por: Carlos Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Entre 15 e 22 de junho, o pelotão do World Tour enfrenta uma das provas mais exigentes do calendário internacional: a Volta à Suíça. Última das chamadas “sete grandes” corridas por etapas de uma semana, a prova helvética apresenta, como habitualmente, um traçado desafiante, com perfis irregulares, subidas íngremes e oportunidades tanto para trepadores puros como para ciclistas ofensivos e versáteis. A sexta etapa da corrida começa em Neuhausen am Rheinfall e termina 207,3 kms depois em Emmetten.



Antevisão da sexta etapa


Mais um dia difícil marcado pelas subidas íngremes e onde a maior parte da ação deverá acontecer nos quilometros finais do dia. A chegada em alto em Emmetten é muito dura e será palco da última batalha pela classificação geral antes do CRI de domingo.

O início do dia é montanhoso e explosivo e poderemos ter ciclistas a atacar desde cedo para constituírem uma fuga. O percurso na sua globalidade é difícil e o facto de ter 207 quilómetros de extensão pesará nas pernas dos ciclistas no final do dia.


 

Subidas do dia

 

Subida       Extensão   Pendente média

Steg 3.8 kms      4.2 %

Schwändi  3 kms         8.8 %

Bürgenstock       5.5 kms     7.9 %

Emmetten 3.9 kms      8.1 %

Toda a ação deverá estar guardada para a combinação de subidas final: Bürgenstock com 5,5 quilómetros a 7,9% de inclinação média - terminando a 18 quilómetros da meta. Segue-se uma descida incrivelmente rápida e num instante os ciclistas estarão na base da subida final.

A subida para Emmetten terá uma extensão de 3,9 quilómetros a 8,1%. É um esforço bastante curto, mas íngreme, no qual podem ser criadas diferenças entre os ciclistas que sobrevivam.

 

Previsão da 7ª etapa da Volta à Suíça:

 

*** João Almeida

** Oscar Onley, Julian Alaphilippe, Kevin Vauquelin

* Quinn Simmons, Lennard Kamna, Ben O'Connor, Marc Hirschi

Escolha: João Almeida

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/antevisao-7a-etapa-da-volta-a-suica-2025-joao-almeida-chegara-a-amarela-num-dia-brutal

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