sábado, 4 de abril de 2020

“Covid-19: Amantes do ciclismo ansiosos pelo regresso dos ‘granfondos’”

‘Granfondos’ são provas amadoras de longa distância de estrada.

Os entusiastas do ciclismo aguardam com “expetativa” pelo arranque da época de ‘granfondos’, provas amadoras de longa distância de estrada, em plena interrupção competitiva motivada pela pandemia da covid-19.

“Ansiamos que isto passe rapidamente, porque esta variante do ciclismo é aberta a todos, está muito enquadrada no turismo desportivo e de lazer e pode trazer uma grande perda. Da organização aos participantes, passando pela restauração e pelo comércio local, todos sofremos com esta tragédia”, reconheceu à agência Lusa Manuel Zeferino, antigo ciclista de FC Porto, Sporting ou Boavista e responsável pela Bikeservice.

Sediada na Póvoa de Varzim, onde nasceu um dos mais vitoriosos diretores desportivos do ciclismo profissional luso, a empresa promove os cinco granfondos “mais participativos do país”, repartidos por Douro, Gerês, Bragança, Montemuro e Monção e Melgaço.

 “Neste momento, ainda não cancelámos nada. Adiámos o Montemuro Granfondo para 04 de outubro [seria realizado no domingo] e o Douro Granfondo para 18 do mesmo mês [estava previsto para 03 de maio], esperando que nessa altura a situação esteja normalizada”, indicou o vencedor a Volta a Portugal em 1981.

A prorrogação das duas provas de abertura da época de ‘endurance’, com partida e chegada em Cinfães e no Peso da Régua, respetivamente, encaixam na suspensão global até 31 de maio decretada pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

“Vivemos das inscrições dos participantes e temos apoios de algumas cidades por onde passamos, o que nos leva a controlar um pouco as despesas para que haja dinheiro para gastar. Basta dizer que um evento como o Douro Granfondo custa mais de 100.000 euros para um único dia de competição”, ilustrou.

Apelidado de “joia da coroa” e com passagens pelos concelhos de Mesão Frio, Resende, Armamar, Tabuaço, Alijó e Sabrosa, a prova nortenha caminhava para a repetição da fasquia máxima de 3.000 participantes, com 600 atletas provenientes de 20 países.

“A Europa traz muita gente pelo nome e pelo turismo ativo da região do Douro. Temos 2.200 inscritos e cancelámos as inscrições há três semanas, para respeitar o estado de emergência e dar tempo às pessoas de se adaptarem à nova data. Reabriremos dentro de 15 dias, na expectativa de atingir a marca dos 3.000 como é costume”, apontou.

A organização logística da Bikeservice comporta uma estrutura fixa de 150 pessoas e lida com 400 a 500 voluntários oriundos das cidades associadas a cada evento, prevendo impactos financeiros “enormes e transversais” com a propagação do novo coronavírus.

“Na prova do Douro, por exemplo, há pessoas que vêm do sul do país ou do estrangeiro e ficam a dormir a 50 ou 60 quilómetros da Régua, porque o alojamento naquela região é meramente insuficiente. No ano passado, já tinham reservado as datas para este ano, mas acabaram por cancelar todos os hotéis com este adiamento”, explicou.

Intactos permanecem os trilhos em Monção e Melgaço, em 20 de setembro, bem como a derradeira etapa em Bragança, em 08 de novembro, ao invés do certame no Gerês, cuja calendarização programada para 07 de junho está “no fio da navalha”.

“Os ‘granfondos’ não fogem à regra do adiamento das grandes competições internacionais e não podemos tomar grandes medidas. Muito poucos podem treinar na rua e alguns limitam-se a fazer rolos em casa. Resta-nos esperar que todos se libertem de casa para andar de bicicleta e participar nestes eventos acompanhados da família”, projetou.

O negócio de Manuel Zeferino, de 59 anos, reúne ainda a gestão de duas provas de atletismo e outras tantas de ciclismo de montanha, sendo que a Corrida dos Reis (04 de janeiro) e o Raid das Masseiras (02 de fevereiro) já foram concretizados em 2020.

“Precisamos de responder aos participantes, que ficam nervosos com o adiamento de datas, mas mantendo a serenidade. Os apoios não existem em lado nenhum e esta fase custa muito mais às equipas profissionais. Quanto a nós, mais cedo ou mais tarde acabaremos por organizar estes eventos”, afiançou.

Fonte: Sapo on-line

“Coronavírus: Volta ao Utah é a primeira prova a ser cancelada no mês de agosto”

Devido ao elevado número de mortes relacionadas com o novo coronavírus nos Estados Unidos

Por: Lusa

Foto: arquivo

A Volta ao Utah, cuja 16.ª edição deveria realizar-se entre 3 e 9 de agosto, foi cancelada devido à pandemia da covid-19, anunciou este sábado a organização, que espera retomar a prova no próximo ano.

O elevado número de mortes relacionadas com o novo coronavírus nos Estados Unidos obrigou ao cancelamento da prova, justificou a organização, que preferiu salvaguardar "a saúde e a segurança de todos os participantes".

A Volta ao Utah é a primeira 'baixa' do calendário velocipédico no mês de agosto. A competição norte-americana, na qual o português João Almeida foi quarto classificado em 2019, iria disputar-se nas mesmas datas da Volta a Portugal, que está agendada entre 29 de julho e 09 de agosto.

A União Ciclista Internacional decidiu esta semana prolongar a suspensão do calendário velocipédico até 01 de junho, dada "a gravidade da situação sanitária em todo o mundo", e admitiu a possibilidade de adiar o final da época.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 57 mil. Dos casos de infeção, mais de 205 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Os Estados Unidos, com 6.699 mortos, são o país que contabiliza mais infetados (261.438).

Fonte: Record on-line

“Cortes salariais "significativos" e suspensão de contratos na CCC”

Equipa polaca justifica medidas por dificuldades financeiras do patrocinador

Por: Lusa

Foto: Facebook CCC

As dificuldades trazidas pela pandemia de covid-19 levaram a equipa polaca de ciclismo CCC a anunciar esta sexta-feira cortes salariais "significativos" para os ciclistas e a "suspensão da maioria dos contratos" da equipa técnica e de apoio.

Em comunicado, a formação liderada pelo campeão olímpico nos Jogos do Rio'2016, o belga Greg Van Avermaet, e o italiano Matteo Trentin, vice-campeão mundial, explica que as dificuldades financeiras do patrocinador, a empresa de sapatos polaca CCC, levaram à adoção destas medidas.

Esta equipa, que abrange 28 corredores, junta-se à belga Lotto-Soudal, à cazaque Astana e também à Bahrain-McLaren entre as equipas do pelotão WorldTour a terem já anunciados cortes salariais durante o período de inatividade.

"Para termos orçamento para correr, quando, e se, a temporada recomeçar, teremos de suspender tudo temporariamente, excetuando um punhado de elementos do 'staff', e reduzir grandemente os salários. Quando pudermos voltar a correr, esperamos retomar todos os contratos e reavaliar o orçamento", pode ler-se na nota da CCC.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil. Dos casos de infeção, cerca de 200.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, com cerca de 560 mil infetados e perto de 39 mil mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 246 mortes e 9.886 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Fonte: Record on-line

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