quinta-feira, 8 de maio de 2025

“Lewis Askey vence com ataque decisivo na Boucles de l’Aulne e dá triunfo à Groupama – FDJ”


Por: Carlos Silva

A Boucles de l’Aulne 2025, disputada esta quinta-feira, 8 de maio, marcou o arranque das quatro clássicas francesas que antecedem o grande bloco de corridas por etapas do mês de maio. Na última corrida antes do arranque da Volta à Itália, o destaque foi todo para Lewis Askey, que ofereceu à Groupama - FDJ uma vitória de grande classe em solo francês.

O britânico, que representava a equipa mais popular de francesa, fez jus ao estatuto da formação ao lançar um ataque demolidor na última subida do circuito final, destacando-se do pelotão e anulando qualquer hipótese de se disputar a vitória na corrida ao sprint.

O seu movimento foi perfeitamente cronometrado e ninguém conseguiu responder ao ritmo que o ciclista britânico impôs nos metros finais, permitindo-lhe cortar a meta isolado.

Atrás, o francês Benoît Cosnefroy (Decathlon AG2R La Mondiale Team) e Clément Venturini (Arkéa - B&B Hotels) completaram o pódio.

 

Top 10 Boucles de l'Aulne

 

1º Askey Lewis - Groupama-FDJ

2º Cosnefroy Benoît - Decathlon AG2R La Mondiale

3º Venturini Clément - ARKEA-B&B HOTELS

4º Dujardin Sandy - Team TotalEnergies

5º Miquel Delgado - Pau Equipo Kern Pharma

6º Silva Thomas - Caja Rural-Seguros RGA

7º Kubis Lukas - Unibet Tietema Rockets

8º Peñuela Francisco - Caja Rural-Seguros RGA

9º Serrano Gonzalo - Movistar Team

10º Meens Johan - Wagner Bazin WB

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/lewis-askey-vence-com-ataque-decisivo-na-boucles-de-laulne-e-da-triunfo-a-groupama-fdj

“Demi Vollering conquista as Lagunas de Neila e assume a liderança da Volta a Espanha Feminina”


Por: Carlos Silva

Demi Vollering, da FDJ-Suez, venceu com autoridade a 5.ª etapa da Volta a Espanha Feminina 2025, num dia marcado por ataques tácticos, quedas e uma subida final devastadora para as Lagunas de Neila, em Quintanar de la Sierra. A neerlandesa coroou um desempenho de classe com a vitória na etapa e a conquista da camisola vermelha.

Antes do início da etapa, a corrida já estava envolta em tensão com o abandono de Pauline Ferrand-Prevot, vencedora da Paris-Roubaix, após um dia difícil na véspera. Juntaram-se a ela na lista de desistências Audrey De Keersmaeker e Spela Kern, baixas sentidas num pelotão cada vez mais castigado.

A chuva voltou a marcar presença durante a etapa, tornando o piso traiçoeiro e aumentando o risco de quedas. Uma fuga estabeleceu-se a 79 km da meta, com Maike van der Duin, Julia Borgström, Arianna Fidanza e Lea Lin Teutenberg, mas a vantagem nunca superou os dois minutos.

A 38 km do fim, a corrida sofreu novo momento de tensão com a queda de Esmee Gielkens, forçada a abandonar após um possível traumatismo craniano. Pouco depois, na primeira subida categorizada, a FDJ - Suez aumentou o ritmo e anulou completamente a fuga.

O golpe mais duro, porém, aconteceu a 24 km da meta, com a queda da camisola vermelha Femke Gerritse. Embora tenha regressado à bicicleta, foi um golpe cruel para a ciclista da SD Worx.

No topo da subida, um grupo de 14 favoritas impôs-se, com representantes de 10 equipas diferentes. Vollering, Van der Breggen, Fisher-Black, Niewiadoma, Labous e outras entraram na descida antes da mítica subida final com todo o cuidado, sabendo que o verdadeiro teste ainda estava por vir: 6,5 km a 9,1% de média nas Lagunas de Neila.

Antes da subida, Mischa Bredewold acelerou o ritmo, lançando ataques sucessivos que forçaram as adversárias a responderem. Mais à frente, Mareille Meijering seguia isolada com 30 segundos de vantagem.

À medida que o grupo das favoritas apertava o ritmo, Bredewold foi apanhada, seguida por Meijering, enquanto o pelotão ficava cada vez mais reduzido. Juliette Labous foi a primeira a mexer, obrigando Van der Breggen a reagir com força. A frente da corrida reduzia-se a apenas seis ciclistas: Vollering, Van der Breggen, Fisher-Black, Kerbaol, Rooijakkers e Reusser.

A menos de 3 km do topo, Vollering lançou o ataque decisivo. Van der Breggen hesitou, e Reusser tentou organizar a perseguição, mas era tarde demais. Vollering cavava um fosso com potência e precisão. A 2 km da meta já tinha 20 segundos de vantagem que continuava a crescer.

Sem resposta à altura, Demi Vollering cortou a meta isolada, arrebatando não só a etapa, mas também a camisola vermelha, num dos desempenho completamente dominador. Numa jornada marcada pela dureza da montanha e pela chuva, Vollering saiu como a grande vencedora e a mulher a bater nas etapas decisivas que se seguem.

 

Top 10 Vuelta España Femenina

 

1ª Vollering Demi - FDJ-SUEZ

2ª Reusser Marlen - Movistar Team

3ª Van der Breggen Anna - Team SD Worx-Protime

4ª Rooijakkers Pauliena - Fenix-Deceuninck

5ª Ostolaza Usoa Laboral - Kutxa-Fundacion Euskadi

6ª Kerbaol Cédrine - EF Education-Oatly

7ª Bunel Marion - Team Visma | Lease a Bike

8ª Labous Juliette - FDJ-SUEZ

9ª Markus Riejanne - Lidl-Trek

10ª Cavallar Valentina - ARKEA-B&B HOTELS

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quarta-feira, 7 de maio de 2025

“Treinador de Primoz Roglic: "Ele não quer saber se vai ganhar mais uma Vuelta ou um Giro. A Volta a França continua a ser o seu principal objetivo"


Por: Carlos Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Cinco vezes vencedor de Grandes Voltas, poucos ciclistas na geração actual se aproximam do sucesso de Primoz Roglic em corridas de três semanas. Ainda assim, a Volta a França continua a ser a grande lacuna no palmarés do esloveno. Em 2025, Roglic decidiu arriscar, apostando numa desafiante combinação: disputar a Volta à Itália antes de rumar a Paris.

"Na sua cabeça, a Volta a França continua a ser o grande objetivo. É a única que ainda não conquistou", afirma Marc Lamberts, treinador de Roglic na Red Bull - BORA - hansgrohe, em entrevista à WielerFlits. Ainda que a ambição esteja clara, Lamberts admite que o plano não foi unânime. "A equipa apoiou a decisão de fazer o Giro. O Primoz foi quem decidiu alinhar no Giro e no Tour. Conversámos muito sobre isso, mas, para ser honesto, eu não era a favor."

O técnico explica que, teoricamente, a Volta a Espanha sempre foi o terreno mais favorável para Roglic: "Ele apresenta sempre os seus melhores números na Vuelta e venceu-a quatro vezes por uma razão. As subidas são mais curtas e íngremes, de 20 a 30 minutos, o que se adapta muito melhor ao seu perfil do que as subidas longas e sustentadas do Giro ou do Tour, que podem durar até uma hora."


Mesmo com a possibilidade de conquistar uma quinta vitória em Espanha e estabelecer um novo recorde, Roglic preferiu focar-se no que ainda lhe falta. "Quando se ganha a Vuelta quatro vezes e o Giro uma, e resta apenas uma corrida por conquistar, faz sentido persegui-la enquanto ainda é possível. Talvez até contra o bom senso", reconhece Lamberts. "Mas eu compreendo e apoio-o."

O treinador destaca ainda uma mudança na mentalidade do seu atleta: "O Primoz já não corre atrás de recordes. Claro que quer ganhar todas as corridas onde alinha, continua a ser um competidor feroz, mas já não sente que precisa de vencer. A pressão diminuiu bastante em comparação com anos anteriores."

Roglic parte para a Volta à Itália com muito menos pressão, mas com ambição intacta. "Para ser franco, ele não está preocupado em adicionar mais uma Vuelta, outro Giro ou até uma vitória na Catalunha ao seu palmarés. Chegou a um ponto da carreira onde coloca tudo em perspetiva. Encontra-se em paz consigo próprio, muito mais do que há uns anos. Já não precisa de provar nada a ninguém. Mas quando corre, dá tudo. A Volta a França, essa, ainda lhe vai trazer algum stress."

Apesar disso, Roglic mantém vivo o desejo de vencer novamente em Itália e Lamberts analisou o que será necessário para conquistar uma segunda Maglia Rosa: "A última semana será decisiva. Temos também a etapa de gravilha e dois contrarrelógios. Ele precisa de estar no seu melhor nesse momento." O treinador admite que o nível atual de Roglic está próximo do que apresentou na última Vuelta, mas considera o percurso do Giro menos favorável. "Ainda assim, acredito que é claramente candidato ao pódio. Pode vencer, mas tudo tem de correr bem. O tempo e sobretudo uma corrida limpa na etapa de gravilha."

 

E quanto à tão desejada Volta a França?

 

"Continua a ser um dos melhores ciclistas de Grandes Voltas. Mas sejamos realistas, o Tadej Pogacar e o Jonas Vingegaard ainda estão num patamar acima. Remco Evenepoel é outro candidato de topo e o Primoz terá de disputar com ele o terceiro lugar no Tour", avalia Lamberts. "Mas no Giro, com os dois primeiros ausentes, tudo dependerá da força de Juan Ayuso. Provavelmente será o seu principal adversário. No entanto, com a experiência e a força do Primoz, nunca se pode descartá-lo."

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