quarta-feira, 7 de agosto de 2019

“81ª Volta a Portugal/7ª Etapa”

Partida:

Bragança

Bragança conserva um património ímpar num centro histórico compacto, que facilmente se percorre a pé. As suas pedras gastas são testemunhas de uma História atribulada, que remonta à Idade do Bronze, conta com a presença de romanos, suevos e visigodos, prosseguindo com combates que ajudaram a estabelecer as linhas de fronteira e a importância estratégica do burgo.

A Torre de Menagem quatrocentista destaca-se num dos mais harmoniosos e bem preservados castelos do país, que abriga um conjunto monumental digno de nota pela sua originalidade. É o caso da enigmática Domus Municipalis, edifício que se acredita ter acumulado as funções de cisterna com a de local de reunião dos “homens bons” do concelho. A seu lado ergue-se a elegante Igreja de Santa Maria, cuja frontaria barroca, de tipo retabular, traduz no granito a talha dourada dos altares. Formando uma união singular entre épocas bem distintas, o pelourinho medieval está incrustado num berrão, estátua zoomórfica com origem em povos castrejos da proto-história.

Para lá das muralhas, as ruas empedradas guiam o viajante por um rosário de templos, em que se destacam o Convento de S. Francisco, as igrejas de S. Vicente e da Misericórdia, e a Sé, com um claustro renascentista e sacristia merecedores de visita atenta. O mesmo percurso está recheado de magníficos solares, edificados entre os séculos XVI e XVII, que hoje albergam instituições públicas.

Mas os tesouros monumentais não se limitam ao coração da cidade. Nas redondezas encontram-se joias como o Mosteiro de Castro de Avelãs, cuja cabeceira de planta circular revestida a tijolo é exemplar único em Portugal do estilo românico-mudéjar, ou a majestosa Igreja de Santo Cristo do Outeiro, com um esplêndido interior em talha barroca e assinalável pintura sacra.

Igualmente importante é o património cultural preservado nas aldeias do concelho, onde perduram tradições ancestrais, numa ruralidade tranquila feita de hábitos comunitários. É assim em Montesinho, aldeia aprazível de casas de pedra aninhadas num vale frondoso, em Rio de Onor, invulgar povoação pousada sobre a fronteira, e em todos os lugares onde há sempre a porta aberta de um sorriso para o receber.


Chegada:

Montalegre (Serra do Larouco)

Montalegre é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, à Região Norte, à sub-região do Alto Trás-os-Montes e à antiga província de Trás-os-Montes e Alto Douro, com cerca de 1.800 habitantes (2011).

É sede de um município raiano com 805,46 km² de área e 10.537 habitantes (2011), subdividido em 25 freguesias. O município é limitado a norte pela Espanha (municípios de Lobios, Muíños, Calvos de Randín, Baltar, Cualedro e Oímbra), a leste por Chaves, a sueste por Boticas, a sul por Cabeceiras de Basto, a sudoeste por Vieira do Minho e a oeste pelas Terras de Bouro.

O concelho de Montalegre é, com Boticas, um dos dois concelhos do Barroso. Um pouco mais de 26,25% da superfície do concelho faz parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês, sendo dos concelhos que o integram aquele que contribui com maior área para o Parque (21.174 ha).

Fonte: Podium

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