quinta-feira, 30 de junho de 2016

“O sabor especial da terceira participação de Nelson Oliveira/Vai representar a Movistar”

Por: Lusa

Foto: DR

Nelson Oliveira (Movistar) assumiu à Lusa que a sua terceira participação consecutiva na Volta a França tem um sabor especial, por ter a missão de ajudar Nairo Quintana a conquistar a camisola amarela.
A estreia de Nelson Oliveira com as cores da Movistar no Tour esteve presa por arames, devido a uma queda no Paris-Roubaix e à consequente fratura de clavícula, que o manteve afastado da competição até ao Critério do Dauphiné.
"Cheguei a pensar que não estaria. No final de contas, a queda atrasou-me a preparação. Tive praticamente de começar do zero para voltar à forma que tinha antes e não foi fácil. Felizmente, as coisas correram bem e com o estágio em altitude e com o Dauphiné a forma voltou ao que era e as coisas agora estão bem", congratulou-se o ciclista, que na sexta-feira se sagrou, pela terceira vez consecutiva, campeão nacional de contrarrelógio.
O corredor de Vilarinho do Bairro (Anadia) nunca escondeu que o seu desejo para esta época era integrar o restrito e coeso grupo que escoltará o colombiano Nairo Quintana no assalto à amarela final, nem como seria complicado ser eleito para estar entre os nove da melhor equipa do mundo na prova rainha do calendário velocipédico internacional.
"Sabia que era difícil, por causa da equipa que temos. Normalmente levamos uma equipa muito forte e este ano, muito provavelmente, vamos estar não na discussão pelo pódio, mas pela amarela. Por isso, esta presença tem um sabor especial e vou mais motivado do que em anos anteriores, porque posso estar numa equipa que vai ganhar o Tour", confessou, visivelmente animado.
A boa-nova, garante, só lhe foi comunicada na terça-feira, ao mesmo tempo que era anunciada ao mundo - "O senhor Eusebio [Unzué] mandou uma mensagem a dizer "estás no Tour" -, não lhe deixando tempo para ter uma resposta certeira à questão "a que se deve este voto de confiança?".
"Boa pergunta. Não sei. Eles sabem que o meu momento de forma é bom e que, normalmente, na terceira semana, se tudo correr como em anos anteriores, estarei em melhor forma do que no início. Assim esperam eles e eu também", explicou.
Feliz com esta oportunidade, Oliveira, que nas duas edições anteriores representou a Lampre-Merida, nem vai pensar em objetivos pessoais, ciente de que tem de dar 100 por cento pela equipa.
"Vou-me esquecer um bocado de mim. É óbvio que se a equipa permitir e se houver essa possibilidade [lutar por uma etapa], eu gostaria [de tentar]. Quem não gostaria? Agora, não vou pensar nisso. Estou concentrado em ajudar o Nairo para que o objetivo dele seja cumprido", completou.
A dedicação ao propósito da Movistar, que este ano apontou todas as armas à amarela que será vestida no pódio final em Paris, é tal que o talentoso contrarrelogista português, de 27 anos, poderá até sair 'prejudicado' naquela que é a sua grande meta esta temporada: o contrarrelógio dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
"Eu já sabia que se fosse ao Tour as coisas seriam diferentes. Se for aos Jogos, não sei como vou chegar, porque são três semanas bastante duras. Costumo estar bem na terceira semana, mas não quer dizer que seja assim. Quando chegar a casa vejo como estou. Depois tenho 14 dias até ao contrarrelógio, que é o meu objetivo. Claro que se puder fazer bem na estrada, ótimo, se não...", defendeu.

Fonte: Record on-line

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