terça-feira, 29 de setembro de 2026

“Tadej Pogacar travado pela UAE: Campeão esloveno falha europeu em casa”


Por: José Morais

A presença de Tadej Pogacar no Campeonato da Europa de estrada, agendado para este domingo na Eslovénia, praticamente caiu por terra. Apesar da vontade expressa do campeão esloveno em competir perante os seus adeptos, a UAE Emirates decidiu não dar luz verde ao regresso do ciclista à competição, privilegiando a sua recuperação física.

Mauro Gianetti, diretor-geral da formação dos Emirados Árabes Unidos, foi perentório ao afastar a hipótese de Pogacar alinhar na prova continental. Segundo o responsável, qualquer regresso antecipado representaria um risco desnecessário numa fase em que a recuperação do corredor continua a ser a prioridade absoluta.

Embora a realização do Europeu em solo esloveno represente uma ocasião especial para Pogacar, a equipa acredita que não existem razões para acelerar o processo de regresso. Gianetti sublinhou que a seleção anfitriã mantém argumentos sólidos para lutar por um resultado de destaque, apontando Primoz Roglic como a principal referência da formação nacional após a prestação convincente no recente Mundial de Montreal.

O vencedor de grandes voltas já retomou os treinos em estrada e procurava regressar à competição apenas 37 dias depois do grave acidente sofrido na Volta a Espanha. A queda provocou uma concussão, além de fraturas na clavícula e numa vértebra cervical. Apesar de ter recebido parecer favorável do cirurgião espanhol Xavier Mir, que o operou em Barcelona e é reconhecido por recuperações rápidas de atletas de elite, a UAE Emirates optou por adotar uma postura mais cautelosa.

“Wout Van Aert rende-se à dureza do Mundial e lança piada sobre Van der Poel: “No ciclocrosse, pelo menos, acaba depressa”


Por: José Morais

A ambição de conquistar a cobiçada camisola arco-íris terminou longe dos lugares cimeiros para Wout van Aert. Numa das edições mais exigentes dos Campeonatos do Mundo dos últimos anos, o belga apostou tudo numa estratégia agressiva, mas acabou por pagar o esforço e cruzou a linha de meta apenas na 28.ª posição, a mais de cinco minutos do novo campeão mundial, Brandon McNulty.

Longe de optar por uma abordagem conservadora, Van Aert decidiu incendiar a corrida ainda a grande distância da chegada. Quando faltavam cerca de 90 quilómetros para o final, integrou um grupo ofensivo que reunia alguns dos nomes mais fortes do pelotão, entre eles Mathieu van der Poel, Primoz Roglic e Quinn Simmons. Pouco depois, voltou a assumir riscos, acelerando novamente para aumentar a seleção e endurecer ainda mais a prova.

A aposta refletiu a dureza imposta durante toda a jornada e a convicção de que permanecer à espera dos derradeiros quilómetros poderia significar, ou seja, ficar sem capacidade para disputar o resultado. No final, contudo, o corredor da Bélgica admitiu que a intensidade da corrida acabou por superar os seus limites físicos.

Van Aert reconheceu que começou a perder rendimento várias voltas antes do desfecho e confessou a frustração por não conseguir responder quando a corrida entrou na sua fase decisiva. Ainda assim, acredita que tomou as decisões certas perante o cenário apresentado pelas seleções e pelo ritmo elevado que dominou a competição desde cedo.

A presença de Van der Poel nos movimentos ofensivos reforçou igualmente a confiança do belga. Conhecedor da capacidade do neerlandês para desequilibrar qualquer corrida, Van Aert viu no rival um aliado natural para provocar uma seleção precoce e tentar desorganizar o pelotão.

O momento decisivo surgiu, porém, nas rampas da Côte de la Polytechnique. Foi aí que uma nova investida de Van der Poel deixou definitivamente para trás vários adversários, incluindo Van Aert, que não conseguiu responder ao aumento de velocidade e viu escapar o grupo que viria a discutir as posições mais importantes.

Sem condições para lutar por um lugar de destaque, o belga assumiu uma nova função dentro da seleção nacional, colocando-se ao serviço de Remco Evenepoel. O objetivo passou por ajudar o compatriota a regressar à frente da corrida e manter vivas as esperanças da Bélgica na luta pelo título mundial.

Apesar desse esforço coletivo, a corrida acabaria por sorrir a Brandon McNulty. O norte-americano aproveitou indecisões e falta de entendimento entre os perseguidores para lançar um ataque solitário que se revelou irresistível, conquistando assim a maior vitória da sua carreira. Para Van Aert, o triunfo foi merecido e prova o valor de um corredor respeitado dentro do pelotão internacional, mesmo que não figurasse entre os favoritos mais apontados.

Já após a meta, e depois de um dia particularmente desgastante, houve ainda espaço para uma nota de humor. Questionado sobre as constantes batalhas com Van der Poel e se estas recordavam os lendários confrontos de inverno no ciclocrosse, Van Aert respondeu de forma descontraída: no ciclocrosse, pelo menos, tudo termina ao fim de uma hora.

Com a época de estrada concluída, o belga prepara agora uma mudança de cenário. O regresso ao ciclocrosse já está traçado nos planos, embora, para já, a prioridade seja descansar e recuperar de uma campanha longa e exigente antes de voltar aos circuitos de inverno.

“Tadej Pogacar força regresso inesperado e sonha competir em casa no Europeu”


Por: José Morais

O regresso de Tadej Pogacar à competição poderá acontecer mais cedo do que o previsto. Apesar das graves lesões sofridas na Volta a Espanha, o campeão esloveno está determinado em marcar presença no Campeonato da Europa de estrada, que se disputa no próximo domingo em território esloveno.

Depois de ter sido submetido a cirurgia após a queda que interrompeu a sua participação na Vuelta, Pogacar procurou esclarecimentos junto da equipa médica responsável pela sua recuperação. Segundo informações divulgadas pela imprensa espanhola, o parecer clínico foi positivo, indicando que a evolução do ciclista decorre dentro do esperado e sem impedimentos médicos para um eventual regresso à competição.

No entanto, a decisão final continua longe de estar garantida. A UAE Emirates mantém uma postura cautelosa e não vê com entusiasmo uma participação antecipada do seu principal líder. A estrutura da equipa considera que ainda é cedo para assumir riscos, sobretudo depois de já ter dado por encerrada a temporada do esloveno.

A vontade do corredor, porém, parece falar mais alto. O percurso do Europeu passa por zonas muito próximas das suas origens, incluindo a região onde nasceu e cresceu, um fator que aumenta significativamente a sua motivação para voltar a vestir um dorsal. Mais do que defender o título continental, Pogacar pretende viver uma corrida especial perante os seus conterrâneos e avaliar a sua condição física para objetivos futuros.

Caso receba luz verde definitiva, o esloveno regressará à competição apenas 37 dias após um acidente que lhe provocou uma concussão cerebral, uma fratura da clavícula esquerda e uma lesão numa vértebra cervical.

 

Primeiros quilómetros alimentam esperança de regresso

 

Enquanto aguarda uma decisão da equipa, Pogacar já voltou aos treinos em estrada. No último fim de semana, o campeão esloveno realizou as primeiras sessões ao ar livre desde o acidente, pedalando na companhia da sua parceira, Urska Zigart, e de alguns amigos.

O próprio corredor assinalou o momento nas redes sociais através de imagens e vídeos que testemunham o seu regresso às estradas. Numa publicação breve, mas carregada de significado, destacou que aquele representava o seu primeiro dia de regresso aos treinos e igualmente o último fim de semana em que ostentaria a camisola de campeão do mundo.

Recorde-se que o vencedor de cinco Voltas a França sofreu uma violenta queda a 29 de agosto, quando liderava de forma confortável a Volta a Espanha. O acidente obrigou ao abandono imediato da corrida e provocou múltiplas lesões, incluindo fraturas na clavícula e na vértebra cervical C7, além de uma concussão cerebral e várias escoriações.

Agora, com a recuperação a avançar mais depressa do que o esperado, cresce a expectativa em torno da possibilidade de Pogacar protagonizar um regresso surpreendente diante do público esloveno e, quem sabe, relançar ainda esta temporada.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
  • Morada: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
  • Assistência direção, área informática: Hugo Morais
  • Sede de Redacção: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Contactos: Telefone / Fax: 219525458 - Email: josemanuelmorais@sapo.pt noticiasdopedal@gmail.com - geral.revistanoticiasdopedal.com