Por: Miguel Marques
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A etapa final da Volta ao
Algarve trouxe emoção e levou os candidatos à geral ao limite. João Almeida e
Oscar Onley não conseguiram o resultado desejado no Alto do Malhão, mas ambos
exibiram um nível muito alto, um ótimo sinal para os próximos meses.
“Sim, hoje e nos outros dias
tirei o máximo do que tinha. Senti-me bastante bem na corrida, por isso… sim,
acho que tudo está no caminho certo”, disse Almeida na entrevista pós-corrida,
sem lamentar a falta de uma vitória de etapa em casa.
Na primeira subida ao Alto do
Malhão, 2,6 quilómetros a 9%, o português tentou agitar a corrida. “Esperava um
ritmo um pouco mais alto da INEOS. E quando vi que não era suficiente, fui para
a frente e puxei sozinho. Porque não? Não tinha nada a perder, por isso… acho
que até foi bastante bom”.
Onley
perto da vitória no Malhão
Na última ascensão, Oscar
Onley apostou no seu sprint para tentar a primeira vitória com a INEOS
Grenadiers. Parecia ter feito tudo na perfeição, mas o camisola amarela
seguia-lhe na roda e teve um extra na reta da meta para o ultrapassar.
“Sim, sabia que a aproximação
à meta é bastante estreita. Pode ser difícil passar, por isso tentei abrir
cedo. E senti o Ayuso no meu ombro, na anca, e sim, ele estava simplesmente
mais forte”.
O trepador escocês podia sair
satisfeito com a sua prestação e também com a da equipa. “No geral, estou muito
contente com o dia, com o trabalho da equipa. Fomos muito ativos e, com o Kevin
[Vauquelin], foi um movimento muito bom. Foi exatamente por isto que quis vir
para esta equipa, para jogar assim neste tipo de corridas. Talvez não tenhamos
o mais forte em termos absolutos, mas juntos, com as nossas qualidades,
conseguimos fazer acontecer”.
Onley fechou em quarto na
geral, a mesma posição que obtivera no Alto da Fóia. “Sim, acho que há margem
clara para melhorar. Sei que normalmente evoluo só com mais algumas corridas,
por isso espero já estar melhor para o Paris–Nice dentro de umas semanas, e
sim, as coisas estão a correr bem”.


