sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

“25º Passeio Cicloturismo Associação Recreativa Pescadores Musgueira Norte”


Dia 21 de Julho 2026

 

Vai para a estrada no próximo dia 21 de junho, “25º Passeio Cicloturismo Associação Recreativa Pescadores Musgueira Norte”, em Lisboa.

A concentração será feita a partir das 8 horas, junto às instalações, e a partida dada pelas 9 horas.

Para informações e inscrições telefone: 931 083 428 – 965 083 428 – 962 397 967 – E-mail: associacaopmn@gmail.com

A organização e da Associação Recreativa Pescadores Musgueira Norte

“Tempos difíceis para a Visma que perde terreno para a UAE com abandonos, lesões e pausas na carreira”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Há uma tendência preocupante nos últimos anos: a Team Visma | Lease a Bike está, de facto, a perder terreno para a UAE Team Emirates - XRG. Embora, em certos aspetos, a formação neerlandesa continue a ser a principal rival da equipa dos Emirados, isso pode deixar de ser verdade após a saída de várias figuras chave rumo a 2026.

A notícia da retirada de Simon Yates é um dos momentos mais marcantes do inverno e representa um duro revés para a equipa neerlandesa. Yates tinha contrato até 2025 e revelou-se uma transferência quase perfeita: um ciclista na fase final da carreira, a procurar um novo contexto para perceber se ainda podia evoluir como corredor.

Assim foi, Yates conquistou a vitória na Volta a Itália, com Jonas Vingegaard a vencer a Vuelta, ainda que nenhum dos triunfos tenha sido dominante, a equipa neerlandesa somou duas Grandes Voltas em 2025, superando a UAE, que venceu a Volta a França. Qual dos feitos tem mais peso depende da perspetiva. A Visma venceu ainda a Volta a França Feminina com Pauline Ferrand-Prévot, facto que, no seu todo, valoriza a campanha de 2025. Porém, em 2026, o equilíbrio poderá não ser o mesmo.

Em pontos UCI ou vitórias, não há comparação. Apesar das duas Grandes Voltas, a equipa ficou longe nos monumentos e no rendimento global ao longo do ano. Não surpreende, tendo em conta que a UAE tem Tadej Pogacar, uma figura geracional que quase ganha tudo o que aponta. Seria injusto exigir que a Visma combatesse a UAE de igual para igual quando só há um Pogacar, mas a formação neerlandesa não subiu a nenhum pódio nos monumentos em 2025, enquanto o esloveno terminou todos no pódio.

Em 2026, Jonas Vingegaard deverá apontar à Volta a Itália, mas ganhar a Volta a França perante um Tadej Pogacar fresco parece uma missão com poucas probabilidades de êxito, e deverá falhar a Volta a Espanha, onde a Visma não terá à partida um candidato à vitória. Assim, antevê-se menos equilíbrio entre as duas estruturas.

Além disso, o mercado não favoreceu a Visma. Saíram Olav Kooij, Tiesj Benoot e Cian Uijtdebroeks, três ciclistas de nível World Tour. Mesmo que os resultados desmintam os mais céticos, as nove entradas para 2026 não trazem nenhum nome grande, e apenas quatro dos nove reforços chegam de equipas World Tour.

A UAE perdeu Juan Ayuso e Rafal Majka, mas o impacto é menor. Só contratou três ciclistas para 2026, imagem de estabilidade: quase não perdeu elementos neste inverno e deverá manter um nível muito semelhante ao de 2025.

 

Visma perde dois atletas chave no espaço de um mês

 

O grande problema para a Visma é que, além do mercado, perdeu dois líderes por circunstâncias imprevistas. A saída de Yates deixa o plantel com 28 corredores. Os atletas da equipa de desenvolvimento podem subir, mas fica a sensação de potencial por cumprir. A formação ainda pode inscrever dois ciclistas, mas fazê-lo em janeiro está longe do ideal por várias razões, para lá de que há poucos nomes no mercado capazes de mudar o rumo desportivo da equipa nesta fase.

Além de Simon Yates, a equipa rescindiu por mútuo acordo com a campeã do mundo de ciclocrosse Fem van Empel. A rivalidade entre Visma e UAE Team ADQ não é tão feroz no World Tour feminino, mas este é um golpe na capacidade da Visma de espalhar o sucesso por todas as frentes, tornando a estrutura mais dependente dos resultados da equipa masculina. Ambos deixaram a equipa num intervalo de três semanas, já em pleno inverno, quando substituições são praticamente impossíveis.

Van Empel é tricampeã do mundo de ciclocrosse e muitas vezes apelidada de “a nova Marianne Vos”, rótulo alimentado por serem colegas de equipa e oriundas da mesma cidade nos Países Baixos. A neerlandesa fará uma pausa na carreira e, aos 23 anos, apesar de ser uma das melhores do mundo, não há garantias de que possa regressar.

Isto lança também uma sombra sobre os métodos da equipa. Embora muito bem sucedida, a exigência para integrar a formação é elevadíssima e nem todos a conseguem sustentar. Mesmo os melhores podem não ser capazes de manter, por anos, a resiliência física e mental necessária para competir ao mais alto nível. Não é exclusivo da Visma, mas abre a porta a decisões súbitas de retiradas, como já sucedeu em 2022 com Tom Dumoulin.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/tempos-dificeis-para-a-visma-que-perde-terreno-para-a-uae-com-abandonos-lesoes-e-pausas-na-carreira

“Ruben Guerreiro esclarece polémica, revela lesão e assume pausa na carreira”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

As declarações de Ruben Guerreiro surgem num tom de incredulidade e de defesa pessoal. O ciclista mostrou-se surpreendido com a forma como o seu nome foi associado a uma notícia que considera infundada, rejeitando qualquer irregularidade relacionada com localizações ou controlos.

“Até fui ver ao calendário se era dia das mentiras. Não tenho qualquer problema com as localizações, não cometi nenhuma ilegalidade, nunca sequer recebi um aviso de faltas. É normal, às vezes, um pequeno erro, mas eu nunca tive qualquer problema nem percebo o fundamento da notícia. Nestes 11 anos de profissional as pessoas que me acompanham sabem que sempre fui transparente, leal ao trabalho, com ética.”

 

Não consigo treinar 25-30 horas

 

O corredor explicou em conversa com o Topcycling que a ausência de contactos recentes com equipas tem razões exclusivamente físicas e não disciplinares. Desde novembro, a prioridade passou a ser a recuperação, longe das exigências de carga típicas do ciclismo de alto rendimento.

“Deixámos de falar com as equipas porque não consigo, desde novembro, fazer uma semana de 25-30 horas. O meu foco agora é ginásio e fisioterapia. Um pouco de bicicleta até onde o corpo dá. Não vou enganar ninguém quando não consigo exercer a minha profissão. Nunca vi um ciclista ser notícia por dar uma falta, mas eu não tenho nenhuma notificação. Não tem qualquer fundamento.”

O problema físico que condiciona esta fase já vem de trás e teve origem durante um estágio de preparação para uma Grande Volta, numa altura em que o sofrimento ultrapassou claramente o limiar do aceitável.

“A primeira grande inflamação foi num estágio com a equipa para o Giro de Itália, nem conseguia dormir quanto mais treinar. Tenho sofrido da cervical, onde tenho uma hérnia (…) Em 2024 as coisas não foram bem avaliadas e andei este tempo todo em esforço.”

Apesar do contexto difícil, o ciclista não fecha a porta ao futuro e deixa críticas veladas à forma como o mercado reage a lesões ou épocas menos conseguidas, sobretudo quando se trata de corredores com mais de 30 anos.

“Ainda não me comprometi com ninguém porque não estou apto para competir, mas estou a fazer a minha recuperação. As equipas parece que estão desesperadas para tentar combater os ciclistas da frente e acabam por se baralhar. Um ciclista com 31 anos, que tem um ano menos bom ou uma lesão, acaba por ser metido na prateleira, mas ainda há muitos corredores acima dos 30 que fazem um bom trabalho e que mostram que a idade é só um número.”

Para o corredor, o rendimento continua a ser possível em qualquer fase da carreira, desde que haja alinhamento entre todas as partes envolvidas.

“Tudo é possível atingir em termos de performance, basta as pessoas estarem em conexão e haver vontade de todas as partes.”

Durante este período, contou com apoio médico fora do ciclismo, algo que considera determinante para o processo de recuperação.

“Houve um clube grande de futebol que me ajudou, o médico de um clube grande, que me direcionou para um especialista e estou muito grato por isso. Sou cauteloso e prefiro fazer as coisas bem em silêncio.”

 

Regresso a Portugal?

 

A decisão de não procurar equipa foi consciente e comunicada aos seus representantes, numa lógica de pausa controlada e não de abandono da bicicleta.

“Informei as pessoas que me representam que não procurassem equipa. A competir só no nível WorldTour e neste momento a ideia é fazer uma pausa na carreira, mas com a presença da bicicleta assim que possível. Quero recuperar e ir pouco a pouco, sem desconectar da bicicleta.”

“Em finais de 2024 pedi ao meu agente para sair. Não estávamos a ter a melhor comunicação e desde então tem sido um pouco mais para cumprir calendário e dias. Em junho de 2025 reuni-me com uma equipa WorldTour, as coisas estavam a correr bem, mas não se concretizaram e talvez tenha sido o melhor porque mais tarde percebi que precisava de tempo e espaço para resolver a minha situação.”

O balanço dessa passagem mantém-se positivo do ponto de vista humano e competitivo, apesar de uma incompatibilidade clara com o método de trabalho.

“As análises ficam para mim. Prefiro ficar só com os bons resultados. Tinha tudo para ser um casamento perfeito. Mostrei o meu carácter e a minha maneira de ser: transparente, leal, companheiro. Acabei por ganhar a primeira corrida, sucederam-se bons resultados no Gran Camiño e noutras corridas.”

No entanto, a adaptação ao sistema de treino revelou-se um obstáculo difícil de ultrapassar.

“Eles são muito fiéis a um sistema de treino e eu nunca me habituei, era super sensível à carga física e acabou por ser isso, uma má adaptação aos treinos e à forma deles verem as coisas em termos de rendimento.”

E assim termina a ligação de 3 anos do Cowboy de Pegões à Movistar Team. Sem um post de despedida, de agradecimento. O futuro de Ruben Guerreiro está em suspenso, mas longe do seu final.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/ruben-guerreiro-esclarece-polemica-revela-lesao-e-assume-pausa-na-carreira

Ficha Técnica

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