quinta-feira, 5 de março de 2026

“XX Passeio de Cicloturismo Penteado”


Dia 12 abril 2026

 

Por: José Morais

O Núcleo de Cicloturismo do Penteado tem vindo a afirmar-se como uma referência na promoção do cicloturismo, e da atividade física no concelho da Moita. Integrado no Clube Recreativo do Penteado, o grupo reúne amantes da bicicleta que participam nos seus passeios e eventos dedicados à utilização da bicicleta.

Ao longo dos anos, o núcleo organiza diferentes iniciativas, eventos realizados no concelho, proporcionando aos participantes momentos de convívio, prática desportiva e contacto com a natureza, com o seu passeio anual a juntar algumas centenas de participantes.

Para além da organização de atividades locais, os membros do núcleo também participam em passeios e encontros de cicloturismo noutras regiões do país. Esta presença tem contribuído para divulgar o nome do Penteado e do concelho da Moita no panorama do cicloturismo.

Segundo os organizadores, um dos principais objetivos do grupo é incentivar estilos de vida saudáveis e promover o espírito de equipa entre os participantes. A prática do cicloturismo é vista não apenas como uma atividade desportiva, mas também como uma forma de fortalecer o convívio e a amizade entre pessoas de diferentes idades, e localidades.

Com vários anos na prática da modalidade, o grupo criado pelo saudoso José Manuel, continua a desempenhar um papel importante na dinamização do desporto local e nacional, contribuindo para manter viva a tradição do cicloturismo na região e no país.

E mais um evento cicloturismo que o Núcleo de Cicloturismo do Penteado regressa novamente à estrada no próximo dia 12 de abril, a concentração será feita a partir 8 horas na sede do Clube Recreativo do Penteado, e a partida marcada para as 9 horas.

As Inscrições devem de ser feitas até ao dia 9 de abril de 2026, e trão um valor de:

• 5 Pedais – sem almoço

• 15 Pedais – com almoço

• 10 Pedais – acompanhantes

 

Informações e inscrições:

Telefones:

Carla Fernandes – 914 784 961

Marco Ginó – 966 243 021

Mail: nc.penteado@gmail.com

Será uma manhã de convívio, desporto e boa disposição, aberta a todos os amantes das duas rodas.

A organização conta consigo para celebrar mais uma edição cheia de energia e espírito de grupo.

Marque já na sua agenda, desafie-se a si, os amigos, e vem pedalar neste grande passeio de tradição.

Um passeio que conta com o apoio da Revista Notícias Do Pedal desde o primeiro dia, que marcará presença para reportagem completa, e os tradicionais diretos.

 

“Ainda sabemos pouco sobre muitas coisas”: Demi Vollering sublinha a importância de compreender o ciclo menstrual, a nutrição e a saúde”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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Demi Vollering é um dos rostos de referência do ciclismo feminino. Para lá do rendimento desportivo excecional, a neerlandesa é conhecida pela franqueza nas entrevistas, dizendo muitas vezes mais do que menos. Nem sempre é em vão: a sua abertura ajudou a quebrar barreiras e tabus no ciclismo feminino, sobretudo em temas ligados ao ciclo menstrual, nutrição e saúde nas atletas.

“Ao falar deste tipo de temas, senti sempre uma certa obrigação de ser verdadeira e assumir a minha voz. Também percebo bem que, pelo nível onde estou, tenho uma voz, e quero mesmo usá-la”, disse Vollering durante a sua recente participação no M.Talks, uma série de entrevistas do patrocinador de nutrição Maurten.

No final da Volta a França Feminina 2025, Vollering travou qualquer discussão sobre o seu peso, sublinhando que isso não valoriza a modalidade. “Porque as jovens estão a olhar para nós. Elas reparam no que dizemos, e no que não dizemos”. Foi por isso que a ciclista da FDJ - SUEZ falou.

“Às vezes faço-o sem querer, sou apenas demasiado honesta numa entrevista após a meta, [dizendo] que o período tem de aparecer ou algo do género. Depois penso sempre que é incrível que isto continue a ser tabu e que ainda saibamos tão pouco sobre tantas coisas, e que tantas atletas ainda lutem ou andem à procura do seu caminho em tudo isto”.

 

Ninguém sabe como ajudar

 

Para Vollering, ouvir os desafios de saúde que algumas colegas do pelotão enfrentam tem sido uma aprendizagem exigente: “Desde que falei, ouvi muitas mais raparigas a dizer que não têm período de todo, ou que falham ciclos”, referiu. “Acho que é muitas vezes bastante doloroso para muitas mulheres deixarem de ter período, ou preocupamse e não querem partilhar, porque talvez não queiram que tenham pena delas”.

“Não fazia ideia de que é um tema tão grande, ou um problema tão sério, para muitas atletas, perderem o período e que, por vezes, nunca mais volta. E também que não recebem qualquer ajuda, ou que ninguém sabe como ajudar, que ainda há tanto por esclarecer. Creio que essa é a parte mais preocupante para elas: não terem noção do porquê e do que vem a seguir”.

 

Fazer o básico bem

 

Em vez de perseguir o peso “perfeito” a qualquer custo, Vollering enfatiza a importância de não saltar etapas: na nutrição ou em qualquer outra vertente do processo.

“Primeiro, o mais importante é garantir o básico: comer bem antes do treino, durante o treino e após o treino, assegurar sempre que tens energia para recuperar e estar pronta para o dia seguinte. É isso que as mais jovens às vezes esquecem na sua caminhada, querem evoluir depressa e pensam ‘o que posso fazer melhor? Ah, talvez comer menos na bicicleta ou depois da bicicleta’, mas muitas vezes não é isso”.

“Tenta comer bem antes, durante e depois da saída, concentrate mesmo na recuperação em vez de tentares ser o mais leve possível. Esse é um detalhe que só chega no fim, primeiro tens de garantir que estás sempre com energia para treinar e que podes dar 100 por cento no treino, porque é aí que ficas mais forte”, conclui.

“Os jovens ciclistas não ligam às regras… a tensão é constante” - Ciclista francês lança o alerta após queda que lhe pôs a vida em risco”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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A sensação crescente de perigo no pelotão profissional voltou a ganhar destaque no arranque da época de 2026, com um ciclista francês a alertar que a tensão dentro do grupo atingiu um nível constante e perigoso.

Damien Touzé, que escapou por pouco a uma queda horrível na Volta ao Omã em fevereiro, acredita que o comportamento dos corredores no pelotão mudou de forma drástica. Em declarações ao Le Parisien, o corredor da Cofidis sugeriu que a pressão para manter a posição e obter resultados está a empurrar os ciclistas para situações cada vez mais arriscadas.

“Antes, talvez houvesse mais respeito no pelotão”, explicou Touzé, notando que, noutras épocas, existiam figuras estabelecidas que ajudavam a impor uma ordem não escrita dentro do grupo. “Antes havia líderes no pelotão que ditavam as regras. Agora, muitos jovens chegam a querer conquistar o seu espaço e não ligam às regras. A tensão é constante. Tudo vai mais depressa. Demasiado depressa”.

As declarações ganham peso extra vindo de Touzé. A sua queda em Omã ocorreu a alta velocidade, depois de perder o controlo da bicicleta e embater nas barreiras à beira da estrada. O impacto causou lesões internas graves, incluindo perfuração do intestino e rutura do baço, obrigando a cirurgia de urgência e deixando a sua época praticamente terminada antes de a primavera começar.

Mais tarde, Touzé admitiu que temeu pela vida durante o incidente, tornando difícil descartar os seus alertas sobre a natureza cada vez mais agressiva das corridas como mera frustração do momento.

 

Um início de época perigoso

 

As suas preocupações surgem numa altura em que a temporada europeia já registou uma série de quedas mediáticas.

O Fim de semana de abertura na Bélgica teve corridas caóticas, com a Omloop Het Nieuwsblad a registar, só por si, 39 abandonos após uma edição marcada por quedas. No dia seguinte, a Kuurne - Brussels - Kuurne também teve incidentes pesados, incluindo a queda que acabou com a corrida do homem da UAE Team Emirates - XRG, Tim Wellens, e que viria a exigir cirurgia.

Mesmo os corredores que evitaram lesões graves descreveram um pelotão a roçar o limite, com lutas constantes por posição antes dos setores de empedrado e de outros momentos-chave da corrida.

O diretor da Groupama FDJ, Marc Madiot, acredita que o ciclismo se aproxima de um ponto de rutura perigoso. “Estamos sentados em cima de um barril de pólvora”, alertou numa conversa na RMC, descrevendo o que vê como uma dinâmica cada vez mais volátil dentro do grupo. “É uma guerra por pontos, uma guerra por lugares, uma guerra por posições. A primeira coisa que os corredores dizem depois da corrida, no autocarro, é: ‘Já ninguém trava’”.

Para Madiot, o problema não resulta de um único fator, mas de uma combinação de pressões que moldam o pelotão moderno. Os ciclistas lutam como nunca por pontos UCI, o material permite travar mais tarde e manter mais velocidade, e as margens entre o sucesso e o fracasso continuam a encolher.

O resultado, acredita, são corridas simultaneamente mais rápidas e mais voláteis.

 

Pressão sobre a nova geração

 

Touzé aponta ainda a pressão económica sobre os jovens que entram no profissionalismo. “Antes, subias a profissional e recebias o mínimo”, explicou. “Hoje, com 18 anos, se alguém faz um top 10 ou ganha uma corrida com os pros, dizem que é uma pérola e assina por muito dinheiro”.

Segundo o francês, essa expectativa cria um ambiente em que os corredores sentem que têm de render de imediato, muitas vezes forçando-os a assumir riscos no pelotão. “Quando chegam ao pelotão profissional, sabem que têm de ser bons logo para ganhar dinheiro. Inevitavelmente, isso leva a mais risco”.

Estes alertas surgem precisamente quando a campanha das Clássicas começa a subir de intensidade. Com as provas belgas já a produzir cenas caóticas e a Strade Bianche no horizonte, o terreno mais perigoso da época ainda está por vir.

Para Touzé, a questão deixou de ser teórica. Depois de uma queda que quase lhe custou a vida, a escalada de tensão no pelotão é algo que viveu da forma mais brutal possível.

Ficha Técnica

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