Por: Miguel Marques
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À medida que a carreira
evolui, Tadej Pogacar continua a somar títulos de peso ao seu palmarés. Nesta
primavera venceu pela primeira vez a Milan-Sanremo e a Volta à Romandia.
Enquanto acumula triunfos de qualidade, também pretende diversificar o palmarés
com o maior número possível de voltas por etapas do World Tour, talvez como
nova fonte de motivação.
Pogacar manteve a aposta em
provas como a Strade Bianche, a Volta à Flandres e a Liege-Bastogne-Liege, sem
sacrificar os principais objetivos da primavera. Acrescentou a Romandia ao
calendário e venceu-a este fim de semana, garantindo o primeiro triunfo em
geral do ano, na sua estreia na corrida suíça.
Regressará à Suíça em junho
para competir na Volta à Suiça, uma das duas últimas provas do World Tour entre
as “big 7”. Será o grande favorito à vitória e, se a confirmar, a Volta ao País
Basco será a única que faltará, embora o choque de datas com o Paris–Roubaix
torne a escolha difícil.
Pogacar conquistou no ano
passado o Campeonato da Europa, que se juntou aos seus títulos mundiais; mas o
título olímpico é outro grande objetivo, apenas ao alcance em 2028. Para um
corredor desta qualidade, embora com longevidade ainda incerta no pelotão, é
possível desenhar calendários diferentes ano após ano para ampliar o palmarés.
Novas
corridas podem transformar-se em objetivos para Tadej Pogacar
Depois de vencer a Romandia
este domingo, admitiu que esse é um objetivo. “O WorldTour tem ainda mais
voltas por etapas do que isso”, disse Pogacar ao Het Laatste Nieuws. “Também
venci o UAE Tour, mas ainda há o Tour Down Under, a Volta à Polónia, a Volta a
Guangxi e como é que se chama mesmo? ‘A Corrida do Tim Wellens’ (Renewi Tour,
nota da redação).
Pela lógica, teria capacidade
para vencer todas. Já circulou o rumor de que poderia ter corrido o Down Under
este ano, hipótese que pode regressar em 2027 como arranque de temporada. A
Renewi Tour e a Volta à Polónia realizam-se logo após a Volta a França, o que
dificulta a encaixar se o foco passar pela Volta a Espanha ou pelo Campeonato
do Mundo. Já a Volta a Guangxi é uma opção muito viável, caso o campeão do
mundo esteja disposto a viajar à China em outubro.
Com contrato válido até 2030,
há tempo para o esloveno acrescentar títulos à lista, mas, com o passar dos
anos, surgirão novos rivais. Isso já acontece com Paul Seixas, anunciado para
disputar pela primeira vez a Volta a França neste verão.
“Ainda há caminho a percorrer.
Tal como nas clássicas de um dia e nas Grandes Voltas. Uma a uma. E ver até
onde posso chegar”, concluiu.


