terça-feira, 10 de março de 2026

“Hoje falamos… Associação Desportiva Palmelense e a tradição do cicloturismo em Palmela”


Conheça as atividades de 2026 da Associação

 

Por: José Morais

O cicloturismo em Palmela, no distrito de Setúbal, começou como uma atividade popular e de convívio entre ciclistas locais, muito antes de existirem associações formais, com a tradição desenvolvesse principalmente a partir de passeios organizados por clubes e grupos de amigos da região, que utilizaram a bicicleta para percorrer as freguesias do concelho.

A modalidade começou a ganhar força no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, onde na altura se começava a organizar os passeios anuais abertos a participantes de diversas idades, eram por norma organizados por clubes locais, e juntas de freguesia, onde era promovido o desporto, e o convívio entre as comunidades.

Desses passeios, vem o exemplo do passeio de cicloturismo de Palmela, que já tem mais de trinta anos de existência, e é atualmente uma das grandes tradições desportivas do concelho.

O primeiro passeio foi organizado por ciclistas e voluntários da comunidade local, ligados à Junta de Freguesia de Palmela e a grupos informais de ciclismo da vila.

Entretanto, o Palmelense Futebol Clube decidiu criar uma equipa de cicloturismo e começar a organizar passeios de bicicleta abertos à população, que teve inicialmente o nome “Passeio de Cicloturismo Vinha em Flor” que era realizado em maio, o qual recebeu esse nome porque acontecia na época em que as vinhas da região estavam a florir, e tornou-se um grande passeio anual.

Entretanto a equipa de cicloturismo deste clube terminou, existiu um interregno, e os seus cicloturistas decidiram organizar-se de forma independente para continuar a atividade, e formaram a “Associação Desportiva Palmelense” a qual nasceu em 2017, em Aires, Palmela, fundada por cicloturistas locais que anteriormente integrava a antiga equipa de cicloturismo do Palmelense Futebol Clube, com o objetivo de criar uma associação própria para promover o cicloturismo, e mais tarde o ciclismo e btt, e assim dinamizar as atividades desportivas na comunidade, não deixando morrer a modalidade, e continuar a divulgar e promover o uso da bicicleta. incentivar estilos de vida saudáveis na comunidade, algo muito Importância para o concelho.

A “Associação Desportiva Palmelense” é uma associação desportiva relativamente ainda muito recente do concelho de Palmela, que está sobretudo ligada ao cicloturismo, ciclismo e btt, como ainda na organização de outros eventos comunitários.

Com uma evolução da grande tradição, o que mais marca atualmente a Associação é o seu passeio anual de bicicleta, que passou a designar-se “Passeio de Cicloturismo de Palmela”, e que por questões climatéricas passou a realizar no último domingo do mês de julho, já que em maio muitas vezes chovia.

“Madail Claro”, é o fundador e o presidente da “Associação Desportiva Palmelense”, ele que é um dos grandes impulsionadores deste projeto, tem ao longo dos anos levado o nome da Associação, do concelho de Palmela e do distrito de Setúbal, a diversos pontos de Portugal, onde participa noutros eventos cicloturisticos organizados por clubes, associações, juntas de freguesias ou municípios.

Para “Madail Claro”, atualmente existem muitas dificuldades, para colocar um passeio de cicloturismo na estrada, não só os custos, mas a burocracia, o que implica muitas vezes a desanimar, e às vezes vontade de desistir, mas a sua causa pelo associativismo, tem o mantido ainda firme, e com força para continuar, e vai continuando ainda a realizar outros diversos eventos.

Sobre o cicloturismo, “Madail Claro” afirma que ao realizar um passeio de cicloturismo, o seu pensamento está sempre na segurança de todos os participantes, e para poder conseguir dormir descansado, tem imposto algumas regras, já que só assim fica descansado e poderá dormir descansado se acontecer algum acidente, ou percalço.

O “Passeio de Cicloturismo de Palmela”, que já vai em várias edições, este ano a realizar a sua 36º edição, e reúne várias centenas de participantes de várias regiões do país, com um percurso de cerca de 60 quilómetros, atravessa as freguesias do concelho, e para “Madail Claro”, é um dos passeios mais seguros para todos os participantes, já que apesar da organização se esmerar em manter o passeio sempre controlado com o pelotão junto, uma velocidade moderada como a modalidade deve ter.

Para “Madail Claro”, um evento destes tem uma logística que necessita de ser bem elaborada, independentemente de pontos de abastecimento e banhos no final, durante o passeio faze-se sempre acompanhar por uma ambulância, acompanhamento policial, possui um seguro de responsabilidade civil e acidentes pessoais onde fica assim garantida a segurança de todos, deixando a organização livre de qual quer dissabor que possa surgir, mesmo que o participante diga ter.

Os apoios são as dificuldades maiores, diz “Madail Claro”, alguns da Câmara Municipal e Junta de Freguesia, algum comercio local, e parceiros, mas as despesas são imensas, e por vezes torna-se difícil, o que se muitas vezes não fosse a carolice, a vontade era de desistir.

Mas, para o Presidente da “Associação Desportiva Palmelense”, o mesmo disse, vamos em frente, não paramos, e este ano preparamos-mos para grandes eventos, são cinco organizados pela Associação, e algumas participações noutros eventos.

 

“Agenda 2026”

 

Da sua agenda, o primeiro evento será realizado no dia 25 de abril, será o “Passeio Btt Kids”, no dia 1 de junho, “Dia da Criança”, um evento realizado durante todo o dia, com diversas atividades, com mostra de meios e divulgação institucional, com meios militares, diversos, forças de segurança, proteção civil, entre outros, no dia 27 de junho, mais um “Mercadinho de Rua”,  a 26 de julho será o tradicional “Passeio de Cicloturismo de Palmela” a sua 36º edição, e a 12 e 13 de dezembro a “Festa de Natal”, com a celebração de mais um aniversário.

Esta, um pouco da história do cicloturismo de Palmela e desta Associação que se tem dedicado com alma e coração, tentando fazer que a modalidade que tantos amam e adoram, não morra, se consiga elevar mais alto, e continuar a rolar estrada a fora por esse Portugal maravilhoso.

“Recuso aceitá-lo como normal” - Comentador neerlandês concorda com as críticas de Jonas Vingegaard às normas de segurança do Paris-Nice”


Por: Miguel Marques

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As etapas 1 e 2 do Paris-Nice estiveram menos em foco pelos sprints massivos e mais pelas questões de segurança e pelas declarações de Jonas Vingegaard após a 1ª etapa. Mas o dinamarquês não está sozinho: dentro e fora do pelotão, multiplicam-se as vozes a apontar as zonas perigosas do percurso.

“A ASO, organizadora do Tour, voltou a mandar no Paris-Nice. Foi um dia para sprinters. Ontem, receberam um cartão amarelo do Vingegaard (Zonneveld remete para o cartão amarelo de Victor Campenaerts), que a classificou como ‘indigna do World Tour’. Hoje, sabe-se que um pelotão muito grande entra nos quilómetros finais. Quando se vê o tipo de curvas que fazem…”, lamentou o analista neerlandês Thijs Zonneveld no podcast In de Waaier.

Na etapa 1, Vingegaard criticou com dureza a descida final, a poucos quilómetros da meta e percorrida várias vezes; e na 2ª etapa foi possível ver a equipa neerlandesa longe da dianteira do pelotão e as batalhas perigosas pela colocação. Mas isso não significa que não tenham existido, sobretudo num sprint massivo em terreno plano.

“Aos 200, 250, as barreiras ainda afunilam. Só não houve mais porque o [Luke] Lamperti, de amarelo, travou e não tentou enfiar-se na abertura junto à grade. Mas isto é pedir um grande acidente”, argumenta Zonneveld. “Falámos de segurança nestes sprints há anos, quando Groenewegen e Jakobsen voaram contra as barreiras. E é exatamente isto que estão a provocar ao montar as barreiras assim. Agora correu bem, mas façam isto cem vezes e haverá uma queda grave em cinquenta”.

 

A mesma discussão de sempre

 

Mas este é um tema que nunca desapareceu no ciclismo profissional. Embora algumas corridas adotem medidas mais fortes de segurança, e no próprio Paris-Nice isso foi visível quando Lenny Martínez embateu diretamente numa zona almofadada na curva final da etapa, tal não se aplica em todas as situações necessárias.

Zonneveld sabe que outra queda não mudaria o que continua a ver na estrada. “Depois estaríamos a falar outra vez, ‘não é permitido, blá blá blá’. A UCI está a introduzir airbags e coisas do género, e acho que é um ótimo debate, mas se não conseguimos acertar nestes básicos, fico desanimado. Recuso-me a aceitar isto como normal”, afirma.

Sobretudo por se tratar de uma corrida World Tour e com muitos dos melhores do mundo, Zonneveld não compreende como é que os comissários e a equipa de segurança permitem que um elemento tão perigoso surja num momento-chave da etapa.

“Acho escandaloso para o organizador, mas é igualmente escandaloso para o comissário da UCI que está ali, atrás da meta, e acha que está tudo bem. Fico doido! À primeira vista percebe-se que é um funil”.

“Júri e multas Paris-Nice 2026, 2ª etapa - Phil Bauhaus usou a "sticky bottle" para regressar ao pelotão e levou a talhada dos comissários”


Por: Miguel Marques

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Os comissários desempenham um papel central em moldar cada etapa do Paris-Nice, emitindo decisões formais que podem afetar resultados individuais, estratégias de equipa e a classificação geral. Eis as multas e sanções do painel de comissários da prova.

Este relatório contínuo de decisões e multas compila todos os despachos oficiais publicados durante o Paris-Nice 2026, incluindo penalizações, coimas, advertências e sanções de tempo confirmadas pelo júri após cada etapa. O artigo será atualizado diariamente à medida que surgirem novas decisões, oferecendo um ponto de referência único e fiável para todas as ações do júri tomadas durante a corrida.

 

Júri e Multas - Paris-Nice 2026

 

1ª etapa

Victor Campenaerts (Team Visma | Lease a Bike): Descarte de resíduos de forma descuidada ou perigosa perto da meta. Multa de 500 francos suíços, penalização de 25 pontos UCI, cartão amarelo.

Luke Dubridge (Team Jayco AlUla): Descarte de resíduos fora da zona de lixo. Multa de 500 francos suíços, penalização de 25 pontos UCI.

DD René Mandri (NSN Cycling Team): Condução perigosa. Multa de 500 francos suíços, cartão amarelo.

Mecânico Xabier Remon (Team Jayco AlUla): Inclinar-se para fora de um veículo. Cartão amarelo.

Mecânico Christophe Deligne (EF Education-EasyPost): Inclinar-se para fora de um veículo. Cartão amarelo.

 

2ª etapa

 

Phil Bauhaus e o diretor desportivo Roman Kreuziger (Bahrain - Victorious): "sticky bottle" - multas de 200 e 500 francos suíços, respetivamente.

Timo De Jong (Team Picnic PostNL): Ciclista que descarta lixo ou outros objetos fora das áreas designadas - multa de 500 francos suíços e -25 pontos UCI.

Ficha Técnica

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