Fotos: Igor Martins / FPC
A segunda etapa da Volta a
Portugal Jogos Santa Casa teve de tudo, até para lá da meta, e houve até um
vencedor anunciado que afinal não o era.
Isto porque os sprinters
resistiram às duas pequenas subidas inseridas nos últimos quilómetros e
chegaram juntos à meta. Aí, dois nomes emergiram entre os demais: Daniel Cavia
(Burgos-Burpellet-BH) e Santiago Mesa (Anicolor/Campicarn).
Os dois cruzaram a meta
separados por milímetros, Cavia ergueu os braços, festejou com os colegas e
chorou até de emoção, só que houve um volte-face: no, percebeu-se que Mesa
tinha levado a melhor e era ele o vencedor do dia três da Grandíssima. Festa no
autocarro da Anicolor/Campicarn.
“Foi uma chegada muito dura,
foi difícil gerir o esforço, mas conseguimos disputar o sprint, que era o mais
importante. É o meu primeiro triunfo num nível tão alto, e ser na Volta a
Portugal torna tudo mais bonito”, afirmou o colombiano.
Rota aventurou-se para
cimentar a Camisola Azul Continente… e teve companhia
Mas há mais para contar sobre
a tarde de Volta a Portugal, que começou em Sines e acabou em Albufeira, 180,4
quilómetros depois.
Tal como na véspera, a fuga
não tardou a formar-se: Oscar Rota envergava a Camisola Azul Continente, de
líder da montanha, e foi um dos inscritos nesse grupo: com o ciclista da Feira
dos Sofás-Boavista aventuraram-se também Adam Lewis (APS Pro Cycling by Team
Cadence Cyclery), José Gutierrez (Óbidos Cycling Team) e Bernardo Cambareri
(Meridian Racing p/b De La Uz).
Cambareri venceu as três metas
volantes bonificadas do dia, em Almograve, Zambujeira do Mar e Lagos, enquanto
Oscar Rota cimentou a liderança na montanha, ele que foi também o vencedor do
Prémio da Combatividade de EBRO do dia.
Apesar de ter apenas quatro
elementos, a fuga deu trabalho, especialmente Rota e Adam Lewis, os últimos
dois nomes a serem apanhados pelo pelotão, a seis mil metros da meta.
A partir daí, começou a
habitual guerra por posição no pelotão, sobretudo por parte dos homens rápidos,
e apesar de algumas tentativas nas duas subidas na aproximação à meta, todos
conseguiram chegar ao fim em condições de sprintar.
Na meta, deu-se o volte-face
já conhecido, com Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé) a fechar o pódio.
Xabier Isasa (Euskaltel-Euskadi) foi quarto, Francisco Campos, com a Camisola
Laranja Galp vestida agora a jersey pertence a Cavia, fechou o top-5, ele que
havia vencido na véspera.
Rui
Oliveira manteve a Amarela num dia especial
O ciclista da Tavira-Crédito
Agrícola foi o português mais bem classificado do dia e terminou mesmo à frente
do compatriota Rui Oliveira: o luso da UAE Team Emirates XRG cumpriu o objetivo
de manter a Camisola Amarela Jogos Santa Casa.
“Foi muito especial partir de
Amarelo, só tenho a agradecer o apoio de todos os portugueses que estiveram na
estrada a gritar o meu nome. Foi um dia muito especial. A minha equipa esteve
novamente fenomenal. Senti-me bem na subida final, mas depois no sprint perdi
alguma força”, confessou.
Adrià Pericas, colega de Rui
Oliveira, continua a ser o dono da Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, da
juventude.
A Caravana da Volta a Portugal
ruma agora a Beja: é de lá que parte a terceira etapa, este sábado, com chegada
em Elvas.
PROGRAMA
OFICIAL
8 de agosto | 3.ª etapa
Beja – Elvas
Partida: 12h55
Chegada prevista: 17h20
182,2 km
Fonte: Volta Portugal