segunda-feira, 27 de julho de 2026

“O Ano de Ouro do Super‑Gregário Quinn Simmons”


Por José Morais

A Volta a França voltou a coroar Quinn Simmons como o melhor gregário da competição, distinguindo pela segunda vez consecutiva o norteamericano da LidlTrek. A eleição reforça o estatuto de Simmons como um dos mais fiéis e incansáveis trabalhadores do pelotão, peça-chave na estratégia da equipa ao longo das três semanas de corrida.

 

Um prémio que celebra o esforço invisível

 

O galardão reconhece o contributo decisivo de Simmons no apoio aos líderes Juan Ayuso, Mattias Skjelmose e, sobretudo, Mads Pedersen, que conquistou a camisola verde graças a uma estratégia afinada e ao trabalho de desgaste do norteamericano nas etapas mais exigentes.

 

Repetir o feito de 2025

 

A distinção não é inédita: em 2025, Simmons já tinha sido eleito o melhor gregário da prova, então pelo apoio constante a Jonathan Milan, garantindo-lhe condições ideais para lutar pelas etapas rápidas.

 

Última semana com outro protagonista

 

Na nota final da organização, Mathieu van der Poel foi apontado como o melhor gregário da última semana, destacando-se pela capacidade de controlar o ritmo e proteger os líderes da sua equipa nos momentos decisivos.

“Movistar à Procura de Redenção na Vuelta após um Tour para Esquecer”


Por: José Morais

A Movistar Team encerrou o Tour de France com um balanço cinzento, marcado por azares sucessivos, quedas inesperadas e um plano estratégico que se desfez antes mesmo de ganhar forma. A formação espanhola, historicamente protagonista nas Grandes Voltas, viu-se obrigada a virar a página e a concentrar todas as fichas na próxima La Vuelta, onde espera reencontrar a sua identidade competitiva.

 

Um Tour que Começou Mal e Terminou Pior

 

A preparação já trazia sinais de turbulência. A ausência de Iván Romeo, afastado pela gripe A no Tour de Auvergne-Rhône-Alpes, retirou à equipa o seu melhor trunfo para caçar etapas. O contrarrelógio inaugural em Montjuïc confirmou o mau presságio: Cian Uijtdebroeks, o líder designado, perdeu tempo devido a cólicas, num início que nunca mais recuperaria.

A queda definitiva do castelo deu-se na 6.ª etapa, quando Uijtdebroeks abandonou por um processo febril que o deixou longe do seu nível habitual. A Movistar perdeu ali o seu plano A, tal como já acontecera no Giro, onde Enric Mas viu a classificação geral ruir logo na primeira subida.

 

Fugas, Tentativas e um Quase em Foix

 

Sem líder e sem ambições na geral, a Movistar reinventou-se para tentar salvar o Tour com uma vitória de etapa. Raúl García, incansável, foi quem mais perto esteve do objetivo, terminando em terceiro em Foix. O jovem espanhol acumulou 622 km em fugas, sendo um dos ciclistas mais ativos do pelotão.

Também Pablo Castrillo e Einer Rubio tentaram repetidamente entrar nas escapadas, mas o esforço não se traduziu em resultados. Castrillo acabaria como o melhor classificado da equipa, em 29.º lugar, mais de duas horas atrás de Tadej Pogacar.

A situação agravou-se com a violenta colisão de Einer Rubio com o carro da UAE Team Emirates em Alpe d’Huez, obrigando-o a abandonar e comprometendo a sua participação nas três Grandes Voltas da temporada.

 

La Vuelta: A Última Hipótese para Salvar a Temporada

 

Com o Tour transformado num capítulo a esquecer, a Movistar vira agora todas as atenções para a La Vuelta, onde pretende recuperar prestígio e resultados. A formação espanhola deverá alinhar com um bloco forte: Iván Romeo, Enric Mas, Cian Uijtdebroeks, Nairo Quintana e Einer Rubio, todos determinados a devolver à equipa o brilho perdido.

A última vitória da Movistar numa Grande Volta já tem três anos, e a pressão para inverter o ciclo é real. A Vuelta será, mais do que uma corrida, um teste à capacidade de resiliência de uma equipa que se recusa a desistir.

“Tour: Tadej Pogacar transforma o Tour numa mina de ouro e leva para casa mais de meio milhão de euros”


Por: José Morais

O domínio de Tadej Pogacar no Tour de França não se mediu apenas nas estradas. O esloveno, vencedor absoluto da edição, converteu a sua superioridade em números: acumulou 612 mil euros em prémios, resultado da vitória na geral, das cinco etapas conquistadas e dos 16 dias em que exibiu a mítica camisola amarela.

 

O rei da montanha… e da tesouraria

 

A tradição do pelotão dita que os prémios são repartidos entre ciclistas e staff, um gesto que Tadej Pogacar deverá repetir na UAE Team Emirates. O montante encaixa naturalmente na realidade financeira do líder esloveno, que aufere cerca de oito milhões de euros por ano.

O Tour distribuiu 2,4 milhões de euros em todas as classificações. Pogacar ficou com a maior fatia:

500 mil euros pela vitória na geral;

93 mil euros pelas cinco etapas ganhas e pelos dias consecutivos de liderança.

 

Remco Evenepoel e Isaac Del Toro completam o pódio financeiro

 

O belga Remco Evenepoel, segundo na classificação geral, arrecadou 248.600 euros, enquanto o mexicano Isaac Del Toro fechou o pódio económico com 154.500 euros. Os valores divulgados pelo L’Équipe surgem arredondados para 248 mil e 155 mil euros, respetivamente.

 

Richard Carapaz: o Tour mais rentável da carreira

 

O equatoriano Richard Carapaz transformou a edição num verdadeiro negócio. Somou 103 mil euros, fruto do oitavo lugar na geral, da conquista da camisola das montanhas pela segunda vez, de duas vitórias de etapa e do prémio de supercombatividade. Entre os seus feitos, brilhou no icónico Galibier.

 

O top cinco dos mais bem pagos:

 

Tadej Pogacar 612.000 €

Remco Evenepoel 248.600 €

Isaac Del Toro 154.500 €

Richard Carapaz 103.000 €

Paul Seixas 102.000 €

Tadej Pogacar deixou Paris com o bolso cheio, cinco etapas conquistadas e 16 dias vestido de amarelo um Tour perfeito, tanto na estrada como na contabilidade.

Ficha Técnica

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