Afonso Eulálio aterrou esta
segunda
‑feira no aeroporto Francisco
Sá Carneiro com a serenidade de quem cumpriu uma missão difícil e a exaustão de
quem a superou com brilho. O jovem português da Bahrain Victorious regressou a
casa depois de conquistar a camisola branca de melhor jovem e um impressionante
6.º lugar da classificação geral no Giro d’Itália, feitos que o colocam entre
os nomes mais promissores do ciclismo mundial.
Um
regresso feliz, mas marcado pelo desgaste
Sorriso fácil, mas olhar
cansado. Foi assim que Eulálio surgiu perante os jornalistas.
“Queria chegar e ir direto
para casa descansar. Isto é tudo muito cansativo”, confessou, ainda a tentar
absorver a dimensão do que alcançou.
O ciclista admite que o
impacto da sua prestação ainda não assentou totalmente:
“Sei que fiz algo importante,
mas vai demorar a assentar. Trabalhei sempre bem, as coisas foram acontecendo
naturalmente.”
Oportunidade
inesperada, resposta à altura
A Bahrain perdeu o líder
durante a corrida, abrindo espaço para Eulálio assumir responsabilidades. E ele
não desperdiçou a ocasião.
“Raramente tenho oportunidades
destas. O meu maior receio era ter um dia muito mau e perder 15 ou 20 minutos.
Mas mantive-me sempre bem. Nunca tive um dia realmente mau”, explicou o
ciclista, que chegou a vestir a camisola rosa durante nove dias, um feito
histórico para o ciclismo português.
Pode
lutar por pódios nas grandes Voltas
A pergunta impõe-se, mas
Eulálio prefere manter os pés no chão.
“Gosto mais de clássicas.
Vamos continuar a trabalhar e ver o que o futuro traz. A equipa agora vai pedir
mais e mais”, disse entre risos, pedindo apenas “um pouco de descanso” antes de
preparar a segunda metade da temporada.
Próximo
desafio já está no horizonte
Na agenda surge,
“provavelmente”, a Volta à Suíça, dentro de duas semanas mais uma oportunidade
para confirmar o talento que o Giro revelou ao mundo.