quinta-feira, 3 de setembro de 2026

“Jakob Omrzel faz história na Volta a Espanha em Calar Alto; João Almeida e Ivo Oliveira brilham na fuga e Enric Mas reforça liderança”


Por: José Morais

O jovem esloveno Jakob Omrzel assinou a maior vitória da sua carreira ao conquistar a 12.ª etapa da Volta a Espanha, numa jornada de montanha entre Vera e o exigente final em Calar Alto. Na luta pela classificação geral, Enric Mas voltou a mostrar-se o mais forte entre os candidatos à camisola vermelha, embora tenha somado apenas alguns segundos aos seus principais adversários.


A etapa de 166,6 quilómetros começou a alta velocidade e os primeiros ataques surgiram ainda antes das principais dificuldades montanhosas do dia. No Alto del Cabecico, Wout van Aert e Santiago Buitrago destacaram-se momentaneamente, mas acabaram por ser neutralizados, numa fase inicial marcada por constantes mudanças no grupo da frente.

Pouco depois, surgiu uma das notícias do dia: Oscar Onley caiu numa rotunda quando ainda faltavam mais de 130 quilómetros para a meta. O britânico conseguiu regressar à bicicleta, mas teve dificuldades em reintegrar o pelotão.


À medida que a corrida se aproximava do Alto de Cóbdar, formou-se uma numerosa fuga com vários nomes de destaque. Entre eles estavam João Almeida e Ivo Oliveira, acompanhados por corredores como Wout van Aert, Santiago Buitrago, Chris Harper, Andreas Leknessund, Jørgen Nordhagen Tuckwell e Jakob Omrzel, que começou a etapa entre os dez primeiros da geral.

A Movistar manteve o controlo da corrida e permitiu que a vantagem dos fugitivos crescesse progressivamente. No topo das subidas intermédias, Van Aert voltou a evidenciar-se nas metas de montanha, enquanto a margem da fuga ultrapassava os sete minutos a cerca de 50 quilómetros do final.

A entrada no temível Alto del Velefique marcou uma fase decisiva. Na frente, João Almeida assumiu um papel ativo para endurecer o ritmo e selecionar o grupo dos fugitivos. Atrás, os candidatos à geral começaram finalmente a movimentar-se, com Richard Carapaz a lançar um ataque ainda durante a subida.

Apesar das tentativas do equatoriano, o grupo dos favoritos voltou a reagrupar-se antes da aproximação a Calar Alto. Já na frente da corrida, Buitrago acelerou e apenas alguns corredores conseguiram responder. Omrzel mostrou-se particularmente forte e rapidamente se destacou dos restantes companheiros de fuga.

A cerca de 11 quilómetros da meta, Enric Mas lançou o ataque mais contundente entre os homens da geral. O líder da Movistar acelerou de forma decisiva e conseguiu abrir diferenças importantes, enquanto Primož Roglič hesitava na resposta. Durante vários quilómetros, o espanhol deu a sensação de poder ampliar de forma significativa a sua vantagem.

Contudo, na fase final da subida, os seus rivais limitaram os danos. Enquanto Omrzel seguia isolado rumo ao triunfo, Mas viu a sua vantagem estabilizar.

O jovem corredor da Bahrain confirmou a vitória com uma exibição memorável, conquistando o seu primeiro triunfo numa Grande Volta e reforçando o estatuto de uma das maiores revelações desta Vuelta. Urko Berrade e Santiago Buitrago completaram o pódio da etapa.

Na luta pela classificação geral, Felix Gall voltou a atacar nos quilómetros finais, mas não conseguiu deixar para trás Roglič. O austríaco, o esloveno e Richard Carapaz acabaram por discutir entre si os segundos disponíveis na chegada.

No balanço do dia, Enric Mas ganhou 27 segundos a Gall, Roglič e Carapaz, consolidando a liderança da corrida. Já Oscar Onley, ainda condicionado pela queda sofrida durante a etapa, perdeu cerca de um minuto e meio e caiu para o quarto lugar da classificação geral.

À entrada para as etapas decisivas da Vuelta, Mas reforça a camisola vermelha e amplia a vantagem sobre Roglič para 1m45s, enquanto Gall permanece como um dos adversários mais próximos, a pouco mais de dois minutos do líder. Entretanto, a vitória de Jakob Omrzel confirmou o aparecimento de uma nova estrela no pelotão internacional.

“Gaspar Gonçalves é o primeiro líder do Grande Prémio TSF/JN”


Fotos: Igor Martins/Jornal de Notícias/TSF

Gaspar Gonçalves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) venceu esta quinta-feira a primeira etapa do Grande Prémio TSF/JN, prova que se estreia esta época no calendário velocipédico nacional.


O corredor natural de Lamego integrou a fuga, na companhia de Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) e Emanuel Duarte (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), segundo e terceiro classificados, terminando os três com o mesmo tempo: 2h48m32s. O pelotão chegaria 45 segundos depois, com Santiago Mesa (Anicolor/Campicarn) a concluir em quarto lugar.


Esta quinta-feira foi para a estrada a primeira edição do Grande Prémio TSF/JN, com a tirada inaugural a ligar Águeda a Ovar, num total de 125,2 quilómetros.

A história da corrida começou a escrever-se aos 32 quilómetros, quando um trio fugiu ao pelotão. Pedro Silva, Gaspar Gonçalves e Emanuel Duarte rolaram com mais de dois minutos de vantagem, diferença que reduziu substancialmente quando a Anicolor/Campicarn assumiu a dianteira. No entanto, o entendimento entre os três escapados levou a que voltassem a aumentar a margem, chegando aos 2m45s, o que trouxe novo ânimo para os derradeiros quilómetros.


O pelotão ainda tentou, mas já não conseguiu alcançar o trio para um final compacto. A discussão da vitória foi feita a três, com Gaspar Gonçalves a garantir a sua primeira vitória da época e a primeira Camisola Amarela da competição.

Quanto à Classificação Geral, o vencedor da tirada e que assume o comando, tem 2 segundos de vantagem para Pedro Silva e Emanuel Duarte. Os corredores que se seguem apresentam 57 segundos de diferença para a liderança.


Nas restantes classificações, Gaspar Gonçalves lidera também a Geral por Pontos e as Metas Volantes, Pedro Silva comanda a Montanha, Emanuel Duarte os Pontos Quentes e João Martins (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) é o melhor jovem da prova, estando na frente da Geral da Juventude. Coletivamente, a Credibom-LA Alumínios-Marcos Car está na frente e nas Equipas de Clube lidera a Technosylva Rower Bembibre Cycling Team.

Gaspar Gonçalves confessou que esta foi uma vitória “sofrida, senti que era o mais fraco dos três. Iam muito fortes, tentei aproveitar isso a meu favor e quando chego ao risco e percebo que poso ganhar, fiquei muito feliz. Já ganhei aqui, no Furadouro, parece que é um sítio de sorte para mim. Acho que nenhum dos três guardou energia, vim sempre no limite, até para conseguir render com os dois. Deu para a fuga chegar, estou feliz e agora vou desfrutar”.

O Grande Prémio TSF/JN prossegue esta sexta-feira. A caravana viaja até Terras de Sicó, para uma tirada entre Pombal (12h30) e Condeixa-a-Nova (16h25), percorrendo um total de 149,7 quilómetros.

O pelotão vai atravessar os concelhos de Ansião, Alvaiázere, Penela e Soure. As subidas de segunda categoria para o Peixeiro e para a Serra de Janeanes, ambas concentradas nos últimos 20 quilómetros, prometem tornar esta a jornada mais exigente da corrida, sendo por isso considerada a etapa-rainha, uma das mais importantes para a definição da Camisola Amarela.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Paratriatlo: Ana Duarte estreia-se em Alhandra para deixar mensagem às mulheres com deficiência”


Ana Lúcia Duarte vai cumprir, no próximo sábado, 5 de setembro, um momento especial no seu percurso desportivo. A paratriatleta portuguesa estreia-se em competições internacionais ao serviço da Seleção Nacional, na Taça do Mundo de Paratriatlo de Alhandra, e quer aproveitar a oportunidade para levar uma mensagem que vai muito além do resultado.

Será uma estreia com o trisuit de Portugal, em casa e perante o público português. Para Ana Lúcia Duarte, a presença na Taça do Mundo de Alhandra representa o culminar de um percurso que começou mais tarde do que é habitual no desporto de alto rendimento e que, em 2026, a leva pela primeira vez a representar Portugal numa competição internacional de paratriatlo.

Mas a atleta quer que a sua presença em Alhandra possa significar também alguma coisa para quem estiver do outro lado.

«Para mim, a participação nesta prova é uma oportunidade de dar visibilidade à modalidade e mostrar, especialmente às mulheres, com qualquer tipo de deficiência, que há lugar no desporto e, em particular, no triatlo», afirma.

Ana Lúcia Duarte compete na categoria PTS5 e tem uma limitação no ombro e braço esquerdo, consequência de uma lesão ocorrida durante o nascimento.

«A minha limitação é no ombro e braço esquerdo, derivada de uma lesão provocada durante o meu nascimento, que provocou danos neurológicos e malformações ósseas que condicionam o movimento e a força do braço», explica.

Do primeiro triatlo aos 35 anos à Seleção Nacional

A chegada ao paratriatlo aconteceu, no entanto, apenas muitos anos depois. Ana Lúcia fez a primeira prova de triatlo aos 35 anos, quando vivia em Inglaterra. O regresso a Portugal acabaria por abrir uma nova etapa no seu percurso na modalidade.

Em 2024 juntou-se à equipa de triatlo do Sporting Clube de Portugal e foi precisamente a observação das suas limitações durante os treinos que abriu a possibilidade de competir no paratriatlo.

«Fiz a minha primeira prova de triatlo aos 35 anos, em Inglaterra, onde morava na altura, mas só quando voltei para Portugal é que me juntei à equipa do Sporting, em 2024. Por indicação do treinador, que, observando as minhas limitações, me sugeriu que iniciasse o processo para ser classificada como paratriatleta na categoria PTS5.»

Seguiram-se as competições nacionais de paratriatlo e, com elas, a possibilidade de chegar à Seleção Nacional. Agora, Alhandra representa o passo seguinte.

«A participação nas provas nacionais de paratriatlo permitiu a possibilidade de representar a Seleção Nacional de Paratriatlo e é com muito orgulho que participarei na prova», sublinha.

Para a estreia internacional, Ana Lúcia Duarte não coloca a fasquia num lugar ou num resultado específico. O objetivo é outro, mais simples de definir e, ao mesmo tempo, exigente de cumprir.

«O meu objetivo é acabar a prova sentindo que dei absolutamente o meu melhor.»

No sábado, em Alhandra, será esse o primeiro desafio internacional de Ana Lúcia Duarte com as cores de Portugal. Uma estreia na Taça do Mundo que representa mais um passo no seu percurso no paratriatlo, mas também uma oportunidade para mostrar que a modalidade pode ter espaço para mais atletas e, em particular, para mais mulheres com deficiência.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
  • Morada: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
  • Assistência direção, área informática: Hugo Morais
  • Sede de Redacção: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Contactos: Telefone / Fax: 219525458 - Email: josemanuelmorais@sapo.pt noticiasdopedal@gmail.com - geral.revistanoticiasdopedal.com