Foto: UCI
Pela primeira vez na história,
o Campeonato do Mundo de Gravel da UCI deixa a Europa e ruma ao outro lado do
planeta. Nos dias 10 e 11 de outubro, a pequena localidade de Nannup, no
coração da Austrália Ocidental, transforma-se no centro das atenções da modalidade,
acolhendo os melhores especialistas e centenas de amadores numa luta intensa
pelas prestigiadas camisolas arco-íris.
Com menos de mil participantes
oriundos de diversos países, esta quinta edição do Mundial promete corridas
espetaculares numa região já reconhecida pelos amantes do gravel graças à
tradicional Seven Gravel Race, prova integrada há vários anos na UCI Gravel
World Series.
Florestas,
terra vermelha e milhares de metros de subida
O Vale de Blackwood servirá de
palco a uma competição marcada pela dureza do terreno e pela beleza das
paisagens australianas. Os percursos atravessam extensas florestas, plantações
de pinheiros e zonas agrícolas, combinando estradas de terra, cascalho vermelho,
argila compactada e superfícies técnicas que exigirão máxima concentração dos
atletas.
A prova mais longa estará
reservada aos Elites masculinos e aos escalões masculinos entre os 19 e os 49
anos, que enfrentarão 144 quilómetros e mais de 3.700 metros de desnível
acumulado. Já a corrida feminina de elite decorrerá ao longo de 125,6 quilómetros,
com cerca de 3.180 metros de subida. Os escalões mais veteranos disputarão uma
distância de 90 quilómetros, igualmente marcada por exigentes setores de
gravel.
As sucessivas colinas
espalhadas pelo percurso deverão fragmentar o pelotão desde cedo, preparando um
final seletivo onde apenas os mais fortes terão hipóteses de vestir a camisola
de campeão do mundo.
Campeões
em título sob pressão
A competição feminina surge
recheada de talento internacional. A neerlandesa Marianne Vos, antiga campeã
mundial da disciplina, volta a apresentar-se como uma das grandes favoritas ao
triunfo. Contudo, terá forte oposição por parte da compatriota Wendy Oosterwoud,
que assinou uma temporada consistente na Gravel World Series.
A esperança australiana recai
sobre Nicole Frain e Tiffany Cromwell. Frain destacou-se com várias vitórias ao
longo da época, enquanto Cromwell chega altamente motivada depois de conquistar
a Seven Gravel Race de Nannup por três ocasiões, conhecendo como poucas cada
metro dos trilhos locais.
Entre as principais candidatas
figuram ainda a sul-africana Ashleigh Moolman-Pasio e a argentina Sofía Gómez
Villafañe, ambas habituadas a brilhar nos mais importantes eventos
internacionais de gravel.
Vermeersch
tenta repetir o feito
Na corrida masculina, todas as
atenções estarão voltadas para o belga Florian Vermeersch, campeão mundial em
título e determinado a conservar a coroa conquistada na temporada passada.
Contudo, a concorrência
promete ser feroz. A poderosa seleção belga apresenta várias alternativas de
luxo, entre elas Lukas Malezsewski, Stan De Wulf e Daan Soete. Também o checo
Petr Vakoč, o britânico Connor Swift, o dinamarquês Mads Würtz Schmidt e o norte-americano
Keegan Swenson surgem entre os candidatos aos lugares cimeiros.
Depois de um longo calendário
de qualificação disputado em diferentes continentes, a temporada internacional
de gravel chega agora ao seu momento decisivo. Em Nannup, entre trilhos
poeirentos, subidas implacáveis e paisagens selvagens, serão finalmente conhecidos
os novos campeões do mundo da UCI Gravel para 2026.
Fonte: UCI


