quinta-feira, 9 de julho de 2026

“Tadej Pogacar dispara na montanha e abala o Tour, mas Jonas Vingegaard promete resposta: «Não estou acabado!»”


Por: José Morais

Tadej Pogacar voltou a incendiar o Tour de France com uma demonstração de força na primeira grande etapa de alta montanha, deixando Jonas Vingegaard a 2.42 minutos e assumindo a liderança da geral. O dinamarquês, que chegou à prova embalado pelas vitórias na Vuelta e no Giro, viu o seu plano ruir no icónico Tourmalet mas não a sua ambição.

 

A etapa que virou o Tour de pernas para o ar

 

O ataque explosivo de Pogacar na subida final deixou Vingegaard sem capacidade de resposta. O líder da Visma tentou limitar danos, manteve o seu ritmo e passou o Tourmalet ainda relativamente perto do esloveno, mas a descida técnica e rápida acabou por ampliar o prejuízo.

O dinamarquês reconheceu a dureza do dia, mas recusou qualquer ideia de rendição.

«Foi um dia muito difícil. Não era isto que queria, mas acontece. Pogacar atacou com enorme força e não consegui seguir. Fiz o meu ritmo. A descida não jogou a meu favor.»

 

“Ainda acredito em mim”

 

Apesar do golpe, Vingegaard mantém a confiança que o levou a vencer o Tour em 2022 e 2023.

«Estou desiludido, claro. Não foi a minha melhor exibição. Mas ainda acredito em mim. Sei que as minhas pernas vão melhorar ao longo da corrida.»

 

O que significa esta diferença?

 

Pogacar assume o comando com autoridade.

Vingegaard fica a mais de dois minutos, mas longe de estar fora da luta.

A montanha que vem aí pode reabrir o duelo.

“Queda no Tour força Torstein Traeen a abandonar após sonho breve de liderança”


Por: José Morais

A camisola amarela mudou de dono e, poucas horas depois, o seu antigo portador viu também o Tour de França escaparlhe das mãos. O norueguês Torstein Traeen, da UnoX, decidiu abandonar a corrida após exames confirmarem a fratura de uma costela, consequência direta da queda sofrida na descida do Tourmalet episódio que marcou o fim abrupto de uma liderança tão inesperada quanto histórica para a equipa.

 

Dois dias de glória, seguidos de um golpe duro

 

Traeen tinha surpreendido o pelotão ao vestir a amarela durante duas etapas, resistindo ao assédio dos favoritos. Mas na 6.ª tirada, o ritmo demolidor imposto pela UAE Emirates na subida ao Tourmalet fez ruir a vantagem do norueguês sobre Tadej Pogacar, que recuperou naturalmente o comando da geral.

 

A queda que mudou tudo

 

Com a liderança já perdida, Torstein Traeen tentava minimizar danos na descida, acompanhado pelo colega Ander Halland Johannessen. Uma ligeira distração numa curva resultou no toque entre bicicletas e numa queda violenta do exlíder. Apesar de ter sido autorizado a continuar após avaliação médica inicial, as dores agravaramse ao longo do dia.

O raioX realizado no final da etapa que terminou para Traeen com um atraso superior a meia hora e uma queda para o 28.º lugar da geral confirmou o pior: fratura de costela, lesão incompatível com os esforços extremos das etapas seguintes.

 

Decisão inevitável

 

A UnoX anunciou que o corredor não partirá para a 7.ª etapa, um percurso plano de 175,1 km entre Hagetmau e Bordéus. O diretor da equipa, Thor Hushovd, lamentou o desfecho, sublinhando que Torstein Traeen “proporcionou um momento histórico” ao conjunto norueguês, mas que “se tornou evidente que não poderia continuar”.

“Mühlberger volta a arrasar na Áustria e António Morgado perde terreno na etapa rainha”


Por: José Morais

António Morgado afasta-se da disputa após etapa brutal no Grossglockner 

Gregor Mühlberger está a transformar a Volta à Áustria numa demonstração de força. O austríaco, a correr diante do seu público e envergando as cores nacionais, voltou a dominar a corrida ao vencer pela segunda vez consecutiva, reforçando de forma confortável a liderança da geral.

A dureza extrema da chegada ao mítico Grossglockner fez estragos no pelotão e António Morgado foi uma das vítimas. O corredor da UAE Emirates, único português em prova e recém-coroado campeão nacional de fundo e contrarrelógio, não conseguiu acompanhar o ritmo dos favoritos na longa ascensão alpina. Terminou em 80.º lugar, a 20m55s do vencedor, descendo para a 65.ª posição da classificação geral.

A pergunta que ecoa no pelotão é inevitável: terá a Red Bull subestimado Mühlberger ao deixá-lo fora da seleção para o Tour? O austríaco parece determinado a dar a resposta na estrada e até agora, está a fazê-lo em grande estilo.

Ficha Técnica

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