terça-feira, 23 de junho de 2026

“Paula Blasi, a nova fúria do ciclismo: da timidez ao topo mundial com uma fome que não passa”


Por: José Morais

Paula Blasi já não passa despercebida no pelotão. A jovem ciclista de Esplugues de Llobregat protagonizou, em poucos meses, uma ascensão tão fulgurante que deixou de ser uma promessa discreta para se tornar uma das figuras mais marcantes do ciclismo internacional. A vitória na La Vuelta, o triunfo na Amstel Gold Race, o domínio no Tour dos Pirenéus e a autoridade com que conquistou a Volta a Catalunha transformaram-na numa referência incontornável do World Tour.

A atleta da UAE Team ADQ admite que ainda se surpreende com o novo estatuto. “Ainda me soa estranho quando Vollering me cumprimenta”, confessou à EFE. A frase resume o choque entre o que já alcançou e a forma humilde como continua a ver-se dentro da elite mundial.

“Ataque à Amarelo: Visma leva “super-equipa” para devolver Vingegaard ao trono do Tour”


Por: José Morais

A Visma–Lease a Bike tornouse a primeira formação do pelotão a revelar o lote escolhido para a Volta a França e fêlo com um sinal claro ao resto do pelotão: Jonas Vingegaard vai à procura do terceiro título com um bloco de luxo.

A estrutura neerlandesa mantém praticamente intacto o grupo que brilhou no Giro, apostando na continuidade como arma para recuperar o amarelo em Paris. Jonas Vingegaard volta a liderar a equipa e terá novamente ao lado Victor Campenaerts, Sepp Kuss e Davide Piganzoli, este último chamado à última hora para colmatar a lesão de Wout van Aert.

O reforço mais sonante para o Tour será Matteo Jorgenson, norteamericano que assume o papel de principal escudeiro do dinamarquês. A formação completase com Edoardo Affini, Bruno Armirail e Per Strand Hagenes, garantindo profundidade para todas as fases da corrida.

 

Vingegaard: “Sintome melhor do que antes”

 

O bicampeão do Tour não escondeu a ambição. Depois de dominar o Giro com cinco vitórias em etapas e o triunfo na geral, o dinamarquês garante que a confiança está no auge:

“O Giro deume confiança para o Tour. Ganhar cinco etapas e a geral foi muito bom e mostrounos que podemos ganhar a Volta a França também. Acredito em mim e no plano que temos.”

Aos 29 anos, Vingegaard sublinha que o caminho até aqui não foi simples, mas que chega ao Tour com sensações renovadas:

“Tem havido problemas pelo caminho, mas isso já está para trás. Demorei algum tempo, mas já me sinto novamente eu e sintome ainda melhor do que era antes.”

 

O que esperar da Visma no Tour?

 

Estratégia de continuidade manter o bloco do Giro reforça a química interna e a confiança.

Jorgenson como peçachave o norteamericano pode ser decisivo nas montanhas.

Ausência de Van Aert perda importante, mas Piganzoli chega em boa forma.

Vingegaard em modo reconquista

“Bombarral estreia Prólogo e marca nova era no Troféu Joaquim Agostinho”


Fotos: João Calado

A Quinta da Almiara, em Torres Vedras, recebeu esta segunda-feira a apresentação oficial do 49.º Grande Prémio Internacional de Ciclismo de Torres Vedras Troféu Joaquim Agostinho, que vai para a estrada entre os dias 10 e 12 de julho. Com um pelotão internacional composto por 20 equipas, seis delas estrangeiras onde entre os 140 corredores estarão representadas 18 nacionalidades, a grande novidade desta edição será a mudança do local do Prólogo, que marca o arranque da prova que presta homenagem ao lendário Joaquim Agostinho. Após cerca de uma década de Turcifal, como ponto de partida da competição, no dia 10 de julho começa a escrever-se uma nova história. Bombarral estreia-se como “pedalada de partida” da corrida, com um Prólogo completamente novo.


A competição portuguesa de ciclismo que há mais anos consecutivos integra o calendário mundial da UCI – União Ciclista Internacional e que tem a organização da União Desportiva do Oeste (UDO), em parceria com a Câmara Municipal de Torres Vedras, deu hoje a conhecer a sua edição de 2026.

A corrida que percorre ao longo de três dias o território Oeste de Portugal, este ano com um total de 375 quilómetros, vai ter partidas e chegadas em Bombarral, Lourinhã, Torres Vedras, Atouguia da Baleia e Alto de Montejunto. É nesta mítica montanha da meta final, o ponto mais alto do Oeste, que será consagrado o vencedor da prova.

Antes disso, vai ser no “Coração do Oeste” que os ponteiros do cronómetro começam a funcionar. No dia 10 de julho, Bombarral apresenta-se como a grande novidade da 49ª edição da competição. São 7,9 quilómetros de um novo traçado ao redor da vila, com a partida do primeiro corredor agendado para as 17h00, na Avenida Padre Fernando Diogo e chegada em frente à Câmara Municipal.

Sábado, 11 de julho, os corredores partem da “Capital dos Dinossauros” para a primeira etapa, a mais longa da prova. Com saída da Lourinhã às 12h10, a viagem de 188,6 quilómetros contará com um recorde de 18 metas intermédias. São três montanhas de terceira categoria, dois pontos quentes e 13 metas volantes. Percorridas todas as freguesias do concelho da Lourinhã, o pelotão segue em direção a Torres Vedras, onde depois de uma primeira passagem pela meta, os corredores vão cumprir uma volta ao tradicional Circuito de Torres, antes do esperado sprint final. Esta chegada será na Avenida António Leal de Ascensão, junto ao monumento em tributo a Joaquim Agostinho, cerca das 16h37.


Dia 12 de julho a caravana parte junto à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, às 11h35 e percorre o concelho de Peniche antes de seguir por Óbidos, até à Foz do Arelho, onde está a primeira contagem de montanha. A corrida prossegue pelo litoral, passando por Nazaré e Alcobaça, regressando depois às Caldas da Rainha e seguindo para o interior até ao Cadaval. Após a passagem por Chão de Sapo, inicia-se a fase final, com a exigente subida à Serra de Montejunto, a montanha de todas as decisões. Com um percurso de 178,5 quilómetros, várias metas volantes e de montanha, é no Alto de Montejunto que o vencedor do Troféu Joaquim Agostinho de 2026 será decidido.

Francisco Manuel Fernandes, presidente da organização, explicou o motivo da redução de um dia de prova em 2026: “Com as tempestades que afetaram toda a Região Oeste, levando à declaração do estado de calamidade de vários municípios, após aprovação da UCI, a organização viu-se obrigada a retirar um dia à prova. Vivemos uma situação só comparável às cheias de 1983 e que esperamos possa ser possível reverter no futuro”.


Já Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, destacou o trabalho feito pela organização, “sobretudo todo o caminho de muitos anos para alcançar a internacionalização da prova, por iniciativa própria. Parabéns pela corrida, aquela que está inscrita há mais anos seguidos no calendário da UCI, entre todas as provas portuguesas. Desejamos que sejam reunidas as condições para que esta competição volte ao formato habitual, o que, com o empenho de todos, seguramente vai acontecer”.

Diogo Guia, vice-presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, lembrou as comemorações do cinquentenário da prova no próximo ano, que aguarda “com muitas expectativas” e às quais a autarquia quer estar associada, “pela importância desse momento e dessa celebração”.

 

Transmissão em direto da prova

 

O 49.º Grande Prémio Internacional de Torres Vedras vai ter transmissão em direto, via “Live Streaming”, no Facebook e YouTube da prova (links disponibilizados na última página). Serão transmitidas todas as partidas, as duas últimas horas do Prólogo e das duas etapas e a cerimónia do pódio.

Será possível acompanhar todas as informações, ao longo dos três dias da corrida, nas Redes Sociais (consultar links na última página) e todas as incidências, em tempo real, através do direto em texto que vai realizar-se no site da Federação Portuguesa de Ciclismo.

 

ETAPAS:

 

Dia 10 – Prólogo | 17h00 Bombarral / Bombarral - 7,9 km| Partida 1.º corredor

Dia 11 – 1.ª Etapa| 12h10 Lourinhã / 16h37 Torres Vedras - 188,6 km (1.ª Passagem na Meta às 16h13)

Dia 12 – 2.ª Etapa |11h35 Atouguia da Baleia / 16h00 Alto de Montejunto - 178,5 km

 

Uma edição com um pelotão que reúne corredores de 18 nacionalidades

 

A 49.ª edição da prova vai ter um pelotão composto por 140 ciclistas, distribuídos por 20 equipas, das quais seis são internacionais: duas espanholas, uma turca, uma britânica, uma das Filipinas e uma dos Estados Unidos da América.

 

6 Equipas Internacionais CAJA RURAL ALEA – Espanha MOVISTAR TEAM – Espanha

MUĞLA METROPOLITAN MUNICIPALITY SPORTS CLUB – Turquia INEOS GRENADIERS ACADEMY – Grã-Bretanha

VICTORIA SPORTS PRO CYCLING TEAM – Filipinas MERIDIAN RACING P/B DE LA UZ – EUA

 

10 Equipas Profissionais Continentais Portuguesas

ANICOLOR / CAMPICARN AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ

CREDIBOM - LA ALUMÍNIOS - MARCOS CAR EFAPEL CYCLING

FEIRA DOS SOFÁS - BOAVISTA FEIRENSE - BEECELER

GI GROUP HOLDING - SIMOLDES - UDO ÓBIDOS CYCLING TEAM

TEAM TAVIRA - CRÉDITO AGRÍCOLA TAVFER - OVOS MATINADOS - MORTÁGUA

 

4 Equipas Sub-23 portuguesas

PORMINHO TEAM SUB23

EARTH CONSULTERS / MAIA / FRUTAS MONTE CRISTO INOVOCORTE CYCLING

SANTA MARIA DA FEIRA / MOREIRA / BOLFLEX / E. LECLERC - SUB23

 

O Troféu Joaquim Agostinho tem seis camisolas de liderança:

 

Camisola Amarela | OESTE Comunidade Intermunicipal  - Class. Geral Individual

Camisola Verde  | Transportes Vilas Boas       - Class. Geral por Pontos

Camisola Azul     | Rações Valouro          - Class. Geral da Montanha

Camisola Branca | Colchões Bom Repouso    - Class. Geral Metas Volantes

Camisola Castanha | Junta de Freguesia S. Maria, S. Pedro e Matacães   - Melhor Português

Camisola Laranja | Cartrack - Class. Geral Juventude

Como acompanhar a prova, consultar os locais de passagem e classificações: www.youtube.com/@trofeujoaquimagostinho    www.facebook.com/trofeujoaquimagostinho  

www.instagram.com/trofeu.joaquim.agostinho   

www.fpciclismo.pt   

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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