segunda-feira, 28 de setembro de 2026

“Portugal conclui participação no Campeonato do Mundo de Estrada de Montreal”


A Seleção Nacional encerrou este domingo a participação no Campeonato do Mundo de Estrada, em Montreal, no Canadá, com a prova de fundo de elites masculinos. Nelson Oliveira e Ivo Oliveira foi os únicos portugueses a terminar uma prova dura e extremamente seletiva.

A dureza do percurso foi-se fazendo sentir ao longo das voltas ao circuito de Mont-Royal. Com 273,4 quilómetros, 3803 metros de desnível acumulado e um ritmo elevado imposto na frente da corrida, a prova acabou por ser concluída por apenas 58 dos 184 corredores que alinharam à partida.

Entre os representantes portugueses, Nelson Oliveira terminou na 56.ª posição, a 13m11s do vencedor, enquanto Ivo Oliveira foi 58.º classificado, a 15m35s. Afonso Eulálio viu a participação condicionada por um problema mecânico e não conseguiu concluir a corrida. António Morgado, João Almeida e Tiago Antunes também não terminaram a prova.

“Não foi o resultado que esperávamos. A estratégia passava por resguardar o nosso corredor com melhores referências recentes para tentar igualar ou melhorar a classificação do ano passado, mas uma avaria na entrada do circuito condicionou essa possibilidade. Numa prova desta exigência, com quase 280 quilómetros e grande intensidade, qualquer contratempo ou um dia menos conseguido tem um peso enorme. No balanço global, a prestação coletiva ficou aquém das expectativas”, explica o Selecionador Nacional.

O título mundial foi conquistado pelo estado-unidense Brandon McNulty, que atacou a cerca de 33 quilómetros da meta e resistiu à perseguição dos principais favoritos para cortar a meta isolado, com o tempo de 6h17m04s. O australiano Michael Matthews conquistou a medalha de prata, a 13 segundos, enquanto o neerlandês Mathieu van der Poel completou o pódio.

Com a corrida de elites masculinos, Portugal encerrou a participação nos Campeonatos do Mundo de Estrada de Montreal, que decorreram ao longo da última semana. O melhor resultado português da competição foi alcançado por Daniel Moreira, 14.º classificado na prova de fundo de sub-23 masculinos.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Brandon McNulty desafia os favoritos e conquista o arco-Iris numa corrida histórica em Montreal”


Por: José Morais

Foto: UAE

Contra todas as previsões, Brandon McNulty escreveu uma das páginas mais surpreendentes dos Campeonatos do Mundo de ciclismo ao conquistar a camisola arco-íris em Montreal, no Canadá. O norte-americano da UAE Emirates aproveitou a hesitação dos principais candidatos ao título e lançou um ataque decisivo a cerca de 30 quilómetros da meta, que ninguém conseguiu neutralizar.

Aos 28 anos, McNulty protagonizou a maior vitória da sua carreira e devolveu aos Estados Unidos um título mundial de fundo que escapava ao país há mais de três décadas. A seleção norte-americana exibiu uma estratégia irrepreensível ao longo dos 273,4 quilómetros da prova, controlando os momentos decisivos e criando as condições ideais para que o seu líder pudesse surpreender os favoritos.

No final, emocionado, o novo campeão mundial admitiu a dimensão da proeza alcançada.

"Sabíamos que tínhamos argumentos para lutar pelos primeiros lugares, mas para vencer era preciso que tudo corresse na perfeição. Hoje aconteceu algo especial", confessou.

Apesar de ter sido avistado pelos perseguidores nos quilómetros finais, McNulty nunca perdeu o controlo da corrida. Enquanto atrás se multiplicavam os ataques e marcações entre os grandes nomes do pelotão internacional, o norte-americano manteve a vantagem suficiente para cruzar a meta isolado e festejar uma conquista que poucos ousavam prever.

A luta pelas restantes posições do pódio foi resolvida apenas nos metros finais. O australiano Michael Matthews garantiu a medalha de prata, protagonizando um regresso notável depois das graves lesões sofridas no início da temporada, enquanto Mathieu van der Poel assegurou o bronze e voltou a confirmar a sua impressionante regularidade nas grandes competições internacionais.

A ausência do bicampeão mundial Tadej Pogacar deixou a corrida completamente em aberto e transformou a prova numa batalha táctica permanente. Os ataques sucederam-se durante mais de noventa quilómetros, com Van der Poel, Primoz Roglic, Thomas Pidcock, Ben Healy, Isaac del Toro, Giulio Ciccone e Matteo Jorgenson entre os protagonistas de uma jornada intensa e imprevisível.

O momento decisivo surgiu quando os perseguidores alcançaram o grupo principal numa fase já avançada da corrida. Foi então que McNulty aproveitou um breve momento de indecisão para arrancar sozinho. A vantagem cresceu rapidamente para mais de um minuto e, apesar das várias tentativas de resposta, os favoritos nunca conseguiram organizar uma perseguição eficaz.

A corrida terminou com a consagração de um dos corredores menos apontados à vitória no início do dia, numa edição dos Mundiais marcada pela coragem, inteligência tática e pelo trabalho coletivo da equipa norte-americana.

 

Portugal Sem Impacto na Discussão da Corrida

 

A seleção portuguesa viveu uma jornada particularmente difícil e nunca conseguiu entrar verdadeiramente na luta pelas posições de destaque.

Afonso Eulálio viu a sua corrida comprometida logo na fase inicial, devido a uma avaria mecânica que o deixou afastado do pelotão principal. Impedido de regressar ao grupo da frente, acabaria por abandonar algumas voltas mais tarde.

Também João Almeida perdeu contacto com os melhores quando a corrida entrou na sua fase decisiva, apesar do apoio prestado pelos companheiros de equipa. António Morgado não conseguiu igualmente acompanhar o ritmo imposto pelos favoritos e ficou afastado das contas finais.

No desfecho da prova, apenas Nelson Oliveira e Ivo Oliveira conseguiram concluir a exigente competição. Os dois portugueses terminaram longe dos lugares cimeiros, refletindo uma participação nacional discreta numa corrida dominada pelos ataques, pela seleção natural do percurso e pelo elevado nível competitivo do pelotão internacional.

Enquanto os Estados Unidos celebravam um triunfo histórico com Brandon McNulty, Portugal encerrava os Mundiais sem resultados de relevo numa das provas mais espetaculares e imprevisíveis dos últimos anos.

“Clube de Natação de Torres Novas no Campeonato do Mundo de Triatlo em Pontevedra (Espanha)”


RICARDO BATISTA de BRONZE no mundial de triatlo

Por: Paulo José Catarino Vieira

RICARDO BATISTA conquistou a MEDALHA de BRONZE no Campeonato do Mundo de Triatlo, ao alcançar um fantástico 4.º lugar na finalíssima do mundial, disputada este domingo, 27/setembro, em Pontevedra, na Espanha.

Numa prova muito disputada entre os melhores triatletas mundiais, com Vasco Vilaça (atleta do Benfica) a sagrar-se Campeão do Mundo de Triatlo, Ricardo Batista terminou apenas a cinco segundos atrás do vencedor, o australiano Matthew Hauser, com o tempo de 1h39m36s.


No final da prova em Pontevedra o atleta do Clube de Natação de Torres Novas disse que “ainda não se paga para sonhar, e por isso daqui a dois anos em Los Angeles, tudo é possível. Neste momento, a equipa portuguesa é a das mais competitivas a nível mundial, se não a mais competitiva.”

Para além do Ricardo, o seu irmão JOÃO NUNO também competiu na finalíssima em Pontevedra, alcançando um excelente 11.º lugar, que lhe permitiu subir seis lugares no ranking, terminando no 16ºlugar o mundial de triatlo. O atleta húngaro Márton Kropkó, depois de uma longa ausência por lesão, voltou a competir, e em Pontevedra terminou no 24.º lugar.


Na prova feminina, MARIA TOMÉ terminou no Top 20 a finalíssima em Pontevedra, concluindo o mundial no 28ºlugar, enquanto a atleta húngara, Márta Kropkó, apesar de terminar na 4.ª posição, foi desqualificada por ter montado na sua bicicleta à saída do parque de transição, antes da linha de montagem. 

Nas restantes provas do mundial de triatlo, o Clube de Natação de Torres Novas contou com a presença de mais 4 atletas. Em sub-23, a atleta inglesa Bethany Cook terminou no Top 5, enquanto Cassilda Carvalho alcançou o 26.º lugar, e em masculinos, Gustavo do Canto concluiu no 18.º lugar. Catarina Santos, a primeira atleta do Clube de Natação torrejano a entrar em ação no mundial de Pontevedra, fez Top 30 em juniores.

Fonte: Clube de Natação de Torres Novas







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