quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

“Resultados 3ª etapa do UAE Tour 2026: Antonio Tiberi rei em Jebel Mobrah, Del Toro faz uma "Almeidada" e Remco quebra”


Por: Miguel Marques

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A 3ª etapa do UAE Tour 2026 trouxe um acerto de contas decisivo nas rampas brutais de Jebel Mobrah, redesenhando a geral e virando a corrida do avesso.

Nas pendentes mais íngremes da subida, até agora inédita, o líder Remco Evenepoel quebrou de forma evidente, cedendo tempo significativo, enquanto Isaac Del Toro recuperou de dificuldades iniciais para salvar a sua posição. À frente de todos, Antonio Tiberi destacou-se, lançado para vencer numa das chegadas em alto mais duras que o UAE Tour já viu.

 

Um longo dia converge numa única subida decisiva

 

A etapa ganhou forma cedo com uma fuga a dois de Silvan Dillier e Jonas Rickaert, que passaram mais de 170 quilómetros na dianteira e arrecadaram os pontos das metas intermédias. A vantagem cresceu sempre com tempo contado, porém, com o pelotão focado na ascensão final, onde mais de metade dos 2.617 metros de desnível do dia se concentravam.

À aproximação de Jebel Mobrah, o ritmo subiu de forma constante sob o controlo da Decathlon CMA CGM Team, da UAE Team Emirates - XRG e da Red Bull - BORA - hansgrohe. A fuga foi absorvida exatamente ao sopé da subida, encerrando o prólogo do dia e abrindo o seu verdadeiro exame.

Jebel Mobrah não ofereceu introdução gradual. Após um arranque em falso e breve alívio, a estrada empinou acentuadamente para um setor final com mais de seis quilómetros, média bem nos dois dígitos e rampas a tocar os 17 por cento. A partir daí, a corrida desfez-se rapidamente.

 

Ataques de teste e depois uma seleção implacável

 

As primeiras acelerações surgiram antes das pendentes mais severas, com movimentos de ciclistas como Chris Harper a esticar momentaneamente o grupo. Esses esforços serviram sobretudo para afinar o pelotão. Sprinters e corredores mais pesados cederam de imediato, e o grupo reduziu-se a um lote seletivo de trepadores antes mesmo de chegarem as rampas decisivas.

Com a subida a endurecer, as mudanças de ritmo repetidas produziram finalmente uma seleção clara. Felix Gall, Tiberi e Junior Lecerf fizeram-se notar com a subida do andamento, obrigando os favoritos a responder em vez de ditar.

Evenepoel correspondeu inicialmente a essas acelerações, mas o custo tornou-se visível à medida que a subida avançava. Depois de fechar ele próprio várias movimentações, o líder passou a pedalar no limite, com o gradiente a não dar tréguas.

 

Evenepoel quebra, Del Toro faz uma "Almeidada"

 

Na secção mais íngreme, o elástico partiu de vez. Evenepoel não conseguiu sustentar o ritmo e teve de deixar os outros ir, com o seu atraso a crescer rapidamente à medida que a camisola vermelha saía de cena. Isolado e sem apoio da equipa, cumpriu os quilómetros finais em modo de limitar danos, cedendo perto de um minuto enquanto a subida impunha a sua sentença.

Pouco à frente, o cenário foi muito diferente para Del Toro. Depois de grande parte da subida na parte traseira do grupo e de parecer momentaneamente vulnerável, o mexicano estabilizou o esforço à medida que outros fraquejavam. Apoiado antes por Adam Yates, Del Toro encontrou cadência nas rampas mais duras, regressou ao grupo principal de perseguidores e voltou a acelerar para travar novas perdas.

O que parecia um colapso iminente transformou-se numa recuperação controlada. Del Toro retomou a dianteira sobre Evenepoel na estrada, convertendo o enredo da subida numa história de sobrevivência e resgate, não de derrota.

 

Tiberi assume o comando na frente

 

Enquanto os favoritos se desagregavam atrás, a etapa decidia-se mais acima na montanha. Tiberi insistiu com força sustentada, isolou-se de Gall e dos restantes perseguidores e estabeleceu uma vantagem curta mas estável. O seu esforço foi medido, não explosivo, construído num ritmo implacável que os rivais não conseguiram igualar.

Atrás, a perseguição fraturou-se repetidamente. Gall manteve-se como a ameaça mais próxima, enquanto Luke Plapp, Harold Tejada, Ilan Van Wilder e Lennert Van Eetvelt travavam batalhas individuais contra o gradiente. Evenepoel, em contraste, caía mais para trás, com as perdas a somarem-se à medida que a subida continuava a empinar.

Com os quilómetros finais ainda em média brutalmente ascendente, o desenho da 3ª etapa ficou claro. Tiberi seguia sozinho na frente, rumo a uma vitória marcante na carreira. Del Toro limitara os danos (cedeu 14 segundos) e reafirmara-se na luta pela geral. E Evenepoel, dominante nos primeiros dias, vivia um colapso caro na subida mais dura da corrida. Já agora, o 3º foi Lennert Van Eetvelt, a 29 segundos, que parece ter recuperado a forma com que venceu esta corrida em 2024.

 

Uma etapa que redefine a UAE Tour

 

Mesmo antes da meta, as consequências de Jebel Mobrah eram inequívocas. A etapa deixou de ser apenas sobre quem venceria no dia, para passar a mostrar quão dramaticamente o quadro geral mudara. A camisola vermelha ficou ameaçada, a hierarquia dos candidatos foi reordenada e a UAE Tour inclinou-se decisivamente no seu primeiro verdadeiro teste de montanha.

Uma vez confirmadas as diferenças finais, as implicações para a classificação geral ficarão totalmente nítidas. Mas já agora, a 3ª etapa fica como o dia em que a corrida se abriu: Evenepoel quebrou, Del Toro reagiu e Antonio Tiberi aproveitou o seu momento nas rampas de Jebel Mobrah.

“Resultados 1ª etapa da Volta à Andaluzia 2026: Christophe Laporte tem leitura perfeita e dá vitória à Visma”


Por: Miguel Marques

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A 1ª etapa da Volta à Andaluzia foi um dia caótico, com várias subidas a desfazer o pelotão logo cedo; mais tarde, um segundo pelotão juntou-se à cabeça de corrida. Christophe Laporte venceu o sprint de um grupo reduzido entre os que resistiram às ascensões do dia nas frentes da prova.

Os 150 quilómetros entre Benahavís e Pizarra arrancaram com uma subida de 20 quilómetros logo à partida, uma das mais longas deste início de época e, apesar de pendentes moderadas, suficientemente extensa para causar estragos. Nenhuma equipa forçou inicialmente, mas após a formação da fuga do dia, Victor Campenaerts, da Team Visma | Lease a Bike, atacou e constituiu a nova dianteira da corrida.

Contudo, sozinho, o belga não insistiu e esperou por mais unidades. Mais tarde, formou-se um grupo de cerca de 20 corredores, juntando elementos de uma segunda fuga que nasceu, entretanto, e um lote que se desprendeu do pelotão. A Visma surgiu em força com cinco homens na frente; a Red Bull colocou três e a UAE apresentou Tim Wellens e Jan Christen. Tom Pidcock e Iván Romeo também marcaram presença, pelo que a maioria dos favoritos à geral não ficou fora do movimento.

Sem boa colaboração, porém, este grupo foi alcançado por um pelotão reduzido a 48 quilómetros da meta. Quase em seguida saiu nova movimentação com Campenaerts, Christen e Axel Zingle, entre outros, mas voltou a faltar entendimento e a diferença para o pelotão foi anulada após cerca de 10 quilómetros. Assim, um pelotão com aproximadamente 60 unidades avançou para um desfecho ao sprint entre os que sobreviveram às subidas.

Seguiu-se um sprint desordenado, sem comboios definidos. Christophe Laporte foi o mais forte na arrancada final, a cronometrar na perfeição o seu esforço na ligeira subida até à meta.

“Arranque ao sprint: Magnier conquista Tavira e lidera a Algarvia”


Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Fotos: Rodrigo Rodrigues e Igor Martins / FPC

O coração de Vila Real de Santo António encheu-se de vida esta manhã para ver o arranque oficial da 52.ª edição da Volta ao Algarve em bicicleta, numa etapa inaugural pouco vista nos últimos anos.

A cidade não recebia a primeira tirada da algarvia há algum tempo, mas voltou a ser o palco das primeiras pedaladas em 2026. Foi da Praça Marquês de Pombal que os mais de 150 ciclistas partiram rumo ao final em sprint em Tavira, vencido por Paul Magnier. E se em Vila Real de Santo António houve muita vida, a Avenida Zeca Afonso, em Tavira, encheu-se com uma multidão poucas vezes vista para ver o desfecho emocionante da primeira tirada da prova portuguesa.

 

Contte brilhou na montanha, Hugo Nunes no quilómetro de ouro

 

Os primeiros momentos do dia foram com o pelotão compactado, mas a partir dos dez quilómetros a corrida agitou e formou-se a fuga do dia, com nove ciclistas, todos de equipas portuguesas.


O pelotão, com a Soudal Quick-Step a impor o ritmo, nunca deixou a fuga distanciar-se muito, com cerca de dois minutos a separar os dois grupos. Foi com um pouco menos de vantagem que os nove corredores da frente passaram na primeira contagem de montanha do dia, de terceira categoria, em Mercador: Tomas Contte (Aviludo – Louletano –Loulé) passou na frente, com vantagem para Enzo Leijnse (Anicolor/Campicarn) e João Silva (Feira dos Sofás – Boavista).

A tirada manteve-se estável durante os quilómetros seguintes, e só voltou a agitar já perto da segunda contagem de montanha, em Faz Fato: o pelotão, já com Alpecin-Premier Tech a trabalhar, aproximou-se, e na frente um trio destacou-se dos demais: Tomas Contte, Viacheslav Ivanov (Feirense - Beeceler) e Enzo Leijnse (Anicolor / Campicarn).

Contte voltou a passar à frente e garantiu que fosse ele o primeiro a vestir a Camisola Azul – Save Water, da classificação da montanha. Ivanov foi segundo nessa segunda contagem, Leijnse terceiro.


No pelotão durante grande parte do dia, Hugo Nunes decidiu fazer a ponte para a frente da corrida após a passagem por Faz Fato, ainda bem a tempo de brilhar no quilómetro de ouro. O corredor da Credibom / La AlumÍnios / Marcos Car atacou da fuga e passou à frente nas duas primeiras metas volantes do ponto quente. Jan Tratnik (Red Bull - BORA - hansgrohe) venceu a terceira meta volante.

No entretanto, aproveitou também Juan Ayuso para enviar uma mensagem à concorrência: apontado como um dos grandes favoritos à vitória final, o espanhol que está em estreia pela Lidl-Trek bonificou nas últimas duas metas volantes.

 

Magnier venceu a luta dos homens rápidos

 

A partir daí, foi uma luta por posição até à meta, com os diferentes comboios a tentarem posicionar da melhor maneira os homens rápidos. A Alpecin-Premier Tech aparecia como a grande candidata a triunfar, com Jasper Philipsen, mas foi Paul Magnier, francês da Soudal Quick-Step a roubar as atenções.

Magnier foi o mais rápido na chegada à meta, à frente de Jordi Meeus (Red Bull-BORA-Hansgrohe), ele que havia vencido no mesmo local há um ano, e Pavel Bittner, da Team Picnic PostNL.

"É um bom começo de época. Estou muito feliz com o trabalho da equipa. Amanhã vai ser demasiado difícil para mim, mas darei o meu melhor para ajudar a equipa e depois vou focar no outro sprint, de sábado", afirmou Magnier, após a etapa.

Paul Magnier venceu a primeira etapa e é assim o primeiro Camisola Amarela – Turismo do Algarve da 52.ª Volta ao Algarve. Na geral, o jovem gaulês tem quatro segundos de vantagem face a Meeus, segundo, e Hugo Nunes, cuja prestação forte no ponto quente lhe permite estar no pódio nesta altura.

Magnier é também dono da Camisola Verde – Crédito Agrícola, da classificação dos pontos, e da Camisola Branca – IPDJ, da juventude. Tomas Contte, por sua vez, vai partir para o segundo dia da algarvia com a Camisola Azul – Save Water.

A Volta ao Algarve prossegue esta quinta-feira, com a primeira chegada em alto: a segunda etapa liga Portimão ao Alto da Foia, num percurso de 147.2 quilómetros.

Ficha Técnica

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