segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

"Escorreguei e fiz uma espécie de cambalhota": Puck Pieterse preocupada com lesão após queda nos Campeonatos Nacionais dos Países Baixos”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Puck Pieterse não conseguiu defender a camisola nacional, ao terminar em segundo nos Campeonatos dos Países Baixos de ciclocrosse em Huijbergen, perdendo o título para Ceylin del Carmen Alvarado. Contudo, a perda do título não foi a maior preocupação após a corrida. Pieterse sentia dores depois de uma queda estranha e não sabe se sofreu alguma lesão.

O incidente ocorreu durante a perseguição ao título. Enquanto tentava fechar o espaço para Alvarado, Pieterse perdeu o controlo numa zona técnica. Reconhecida pela sua destreza de condução vinda do BTT, esta queda apanhou-a de surpresa.

“À saída do bosque, passava-se por baixo das escadas pela primeira vez. Numa curva em direção ao prado escorreguei e fiz uma espécie de cambalhota”. explicou Pieterse em declarações recolhidas pelo In de Leiderstrui. Tentou desdramatizar a natureza acrobática da queda. “Nunca consegui fazer um ‘frontflip’, mas desta vez virei por cima na mesma”.

 

Condições difíceis no percurso

 

O circuito em Huijbergen estava traiçoeiro. Neve e gelo tornaram a superfície imprevisível, apesar de a temperatura ter começado a subir no domingo. Outras corredoras, como Lucinda Brand, também tiveram dificuldades com as condições. Ainda assim, Pieterse não quis culpar apenas o tempo. “O grip talvez tivesse mudado um pouco, mas isso já acontecia no meu reconhecimento de sábado. Está a descongelar um pouco”, assinalou.

A principal questão agora são as consequências físicas. Pieterse terminou a corrida, algo assinalável tendo em conta que sentia dores. “Ainda tenho de avaliar os danos. Em corrida vai-se à base da adrenalina, mas não caí bem. Pelo menos, é o que penso”, disse, com cautela. “Tive sorte em não voar contra as barreiras nem cair sobre o ombro, mas sim de costas. Senti de imediato que não estava totalmente bem”.

Com a Taça do Mundo em Benidorm já no próximo fim de semana, a sua participação dependerá da avaliação médica. “É uma questão de esperar. Vou fazer exames e, com sorte, não terei problemas duradouros”.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclocrosse/escorreguei-e-fiz-uma-especie-de-cambalhota-puck-pieterse-preocupada-com-lesao-apos-queda-nos-campeonatos-nacionais-dos-paises-baixos

“Constrói a tua equipa e participa no Fantasy Cycling 2026 (Pelo menos €10.000 em prémios!)”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

A época de 2025 deixou-nos momentos verdadeiramente inesquecíveis no ciclismo. Desde os duelos épicos entre Tadej Pogačar e Mathieu van der Poel na Milan–Sanremo, na Volta à Flandres e na Paris–Roubaix, até ao final emocionante da Volta a Itália, onde Simon Yates acabou por bater Isaac Del Toro e Richard Carapaz. Quem não se lembra do espetacular contrarrelógio do Campeonato do Mundo, no qual Remco Evenepoel conseguiu ultrapassar o seu grande rival Tadej Pogačar, apesar de este ter partido dois minutos e meio à sua frente?

Agora, é tempo de olhar em frente. A nova temporada de ciclismo está a chegar e promete ainda mais emoção, rivalidades e momentos memoráveis.

Como sempre, a Zweeler volta a coloca-lo no centro da ação com o Fantasy Cycling 2026, disponível nos formatos de grupos e orçamento. No jogo por grupos, poderá escolher um número limitado de ciclistas por grupo. No formato orçamento, tem disponível 355 milhões para construir uma equipa de 25 ciclistas. Existe ainda a Major League, um formato premium com maior investimento, mas também com maiores probabilidades de ganhar prémios mais altos.

Há uma opção para cada tipo de jogador. Estratégia, competição e diversão garantidas - e tudo isto acompanhado por prémios monetários atrativos.

 

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“A diferença para o Jonas não é muito grande” João Almeida quer vencer a Volta a Itália inspirado por Tadej Pogacar e Cristiano Ronaldo”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

João Almeida já não fala como quem está só para fazer número. Quando olha para a Volta a Espanha 2025 e para a Volta a Itália 2026, a mensagem é clara. Acredita que a distância até ao topo é pequena, controlável e está a encurtar.

Na Vuelta da última época, Almeida foi segundo na geral atrás de Jonas Vingegaard, a exatamente 1 minuto e 16 segundos após três semanas de corrida. Esse resultado molda agora a forma como vê o seu futuro. O ciclista português não se sente desmotivado por ter sido vice. Vê-o como prova de que vencer uma Grande Volta é realista.

“O objetivo no Giro será vencê-lo e farei tudo o que puder para o concretizar”, disse João Almeida à Gazzetta dello Sport. Ao refletir sobre o duelo com Vingegaard em Espanha, acrescentou: “Na Vuelta, há poucos meses, não houve grande diferença para o Vingegaard. Ele vinha do Tour e provavelmente não estava no topo da forma… Mas eu também não.”

Estas palavras assentam na experiência, pois João Almeida já subiu ao pódio duas Grandes Voltas e passou um largo período com a camisola da liderança. Mas foi a Volta a Itália de 2020 que o convenceu de que pertencia ao mais alto nível. “Sim, foi uma experiência decisiva para mim”, disse sobre essa corrida. “Era jovem, tinha muito para aprender e aquelas três semanas foram uma belíssima viagem de crescimento.”

 

A bitola Vingegaard

 

Vingegaard é agora a referência. Na Volta a Espanha 2025, a rivalidade tornou-se um duelo a dois durante grande parte da prova, com João Almeida suficientemente perto do dinamarquês, para acreditar que o último degrau já não está tão longe de alcançar. “Todos os anos tenho melhorado e sinto que isso pode voltar a acontecer em 2026. Digo-o com realismo.”

Esse realismo é central na forma como fala em vencer uma Grande Volta. Não há fatalismos nem garantias. Só evolução, detalhe e confiança construída em evidências. “Conheço muito bem o meu corpo. Sei ouvi-lo. Tenho uma perceção clara de até onde posso ir”, explicou quando questionado sobre a sua maior força como atleta.

 

Aprender com Pogacar

 

Dentro da UAE Team Emirates - XRG, Almeida tem acesso aos padrões mais elevados da modalidade. Tadej Pogacar, seu colega de equipa, é mais do que um rival em corrida: é uma referência no treino, recuperação e mentalidade. “Antes de mais, simplesmente por… genética, ele é o melhor de todos”, disse Almeida sobre Pogacar. “A isso, junta o facto dele trabalhar imenso.”

A diferença entre ambos, aos olhos do João, não é o talento, é imersão total. “Não acho que tenha uma obsessão com o ciclismo, no sentido em que não é 100 por cento da minha vida”, afirmou. “O Tadej tem isso, para ele é. Continua a ser um tipo normal, mas é como se respirasse ciclismo, que é a sua única verdadeira paixão.”

 

Inspirado por Ronaldo

 

Essa mentalidade não vem só do ciclismo. Uma das maiores inspirações de João Almeida chega de outro ícone para o povo português. “Porque ele veio do nada, trabalhou de forma incrível para lá chegar”, disse sobre Cristiano Ronaldo. “E também representa grandes valores e pode ser considerado o maior futebolista de todos os tempos.”

Para Almeida, Ronaldo simboliza o que a crença a longo prazo e o trabalho duro podem produzir. “Para mim será sempre o número um”, afirmou. “Ainda não o conheci pessoalmente, espero que mais cedo ou mais tarde isso aconteça.”

Essa combinação de referências internas, Pogacar dentro da equipa e Ronaldo no seu país, molda o caminho que Almeida desenha para si.

 

Assente numa obsessão silenciosa

 

A relação de Almeida com o ciclismo sempre foi intensa, mesmo que não lhe chame obsessão. “Sempre fui desportista, desde pequeno”, disse. “Experimentei futebol, natação, mas desde que me lembro… andava de bicicleta. Todos os dias.”

Na adolescência, isso significou treinar até tarde, mesmo com condições longe das ideais. “Aconteceu e com bastante frequência”, disse quando questionado sobre treinar de noite. “Saía às 19h30, comia qualquer coisa rapidamente e depois ia pedalar até às 21h30–22h.”

Por vezes, nem as luzes ajudavam. “Às vezes acontecia, a luz não funcionava e eu vinha para casa às escuras. Perigoso? Sim, mas foi o que me aconteceu.”

Essa persistência continua visível quando fala do seu futuro. Não há dramatização nas suas ambições. Apenas mantem firme a insistência de que o passo final está ao seu alcance. Depois de terminar a 1 minuto e 16 segundos de Jonas Vingegaard na Volta a Espanha de 2025, João Almeida já não corre como quem vai atrás de um milagre. O seu discurso é de alguém que já mediu bem o fosso e acredita que ele é suficientemente pequeno para o fechar.

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