quinta-feira, 14 de maio de 2026

“Estão a pedir sarilhos” - DD da Visma critica organizadores da Volta a Itália por escolherem uma chegada ao sprint em empedrado em Nápoles”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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A 6ª etapa da Volta a Itália oferece nova oportunidade aos sprinters para lutarem pela vitória, enquanto o pelotão segue rumo a norte. Com final plano em Nápoles, espera-se um sprint espetacular. Contudo, há previsão de chuva e, com a meta em paralelos, multiplicam-se as preocupações e as críticas à organização.

A queda na 2ª etapa afetou dezenas de corredores e deixou todas as equipas em alerta máximo. No quinto dia, os ciclistas correram por vezes debaixo de um autêntico dilúvio, aumentando o receio de quedas que podem condicionar a corrida para todos.

Assim, esta quinta-feira o pelotão estará pouco confortável com um final que deverá apresentar paralelos molhados, uma ameaça para os homens da geral, mas sobretudo para os sprinters, obrigados a abordar a zona a alta velocidade para discutirem o resultado.

O traçado da sexta etapa foi alterado recentemente, com a remoção de uma colina tardia, pelo que se espera um sprint massivo puro. A chegada não será junto ao mar, como já aconteceu; desta vez será na Piazza del Piebiscito, um dos pontos centrais de Nápoles. Mas o problema desta escolha é evidente para muitos.

 

Segurança e finais espetaculares raramente combinam

 

“Estão a procurar sarilhos. Já terminámos aqui [em Nápoles] antes e, normalmente, seguia-se em frente. Era sempre um final muito bom para os sprinters”, sublinhou o diretor desportivo da Team Visma | Lease a Bike, Marc Reef, ao In de Leiderstrui. “Agora, primeiro apanhamos paralelos miúdos e depois terminamos em lajes de pedra grandes”.

Está longe de ser um sprint convencional, ainda que a ligeira subida até à meta possa reduzir velocidades e riscos. Mas, dentro do último quilómetro, haverá uma curva de 90 graus e outra de 180 graus, ambas em terreno plano, obrigando os sprinters a arriscar para disputar uma vitória prestigiante.

Embora a meteorologia não possa ser controlada, Reef considera que a mudança do local de chegada era desnecessária. “Para mim, não é preciso estarem sempre à procura disto. Também teriam um grande sprint de outra forma”.

Com a segurança a ser tema central no ciclismo nos últimos anos, é difícil ignorar o final técnico em Nápoles, onde o equilíbrio entre segurança e um cenário fotogénico é ténue. “Acho que querem imagens bonitas da chegada naquela praça. Para mim, não é necessário. Temos é de passar a quinta-feira em segurança, sem correr riscos. Depois olhamos em frente”, concluiu.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

“Daniela Campos sexta no scratch do Grand Prix Zemako 500+1”


Daniela Campos concluiu, esta quarta-feira, a participação na prova de scratch feminino do Grand Prix Zemako 500+1, prova UCI de classe 1 que decorre no Velódromo de Brno, na Chéquia, com o 6.º lugar.

A ciclista portuguesa foi sexta mais rápida numa prova vencida pela polaca Anna Dlugas, seguida da compatriota Maria Klamut, com Urszula Sipko a completar o pódio.

“Foi uma corrida bastante movimentada e com uma forte presença da seleção polaca, o que nos obrigou a uma gestão diferente da prova. Procurámos, sobretudo na fase final, alcançar o melhor resultado possível e somar um bom número de pontos, o que acabámos por conseguir”, analisa Gabriel Mendes, Selecionador Nacional.

A participação portuguesa no Grand Prix Zemako 500+1 termina esta quinta-feira, com Daniela Campos em ação na prova de eliminação.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Afonso Eulálio faz história no Giro e rende-se a João Almeida: “Será difícil repetir o que ele conseguiu”


Aos 24 anos, Afonso Eulálio viveu esta quarta-feira o momento mais marcante da sua ainda jovem carreira ao assumir a liderança da Volta a Itália e vestir a emblemática camisola rosa. O ciclista português da Bahrain mostrou-se emocionado após a etapa e confessou que ainda estava a tentar perceber a dimensão do feito alcançado.

Visivelmente feliz, mas também surpreendido com a própria exibição, o corredor admitiu que só começou verdadeiramente a acreditar na possibilidade de chegar à liderança da geral quando a etapa entrou na fase decisiva, já dentro dos últimos 50 quilómetros.

“Nem consigo explicar o que estou a sentir. Ainda não acredito que isto esteja realmente a acontecer. Vestir a camisola rosa no Giro é algo especial para qualquer ciclista, ainda para mais depois de uma etapa tão exigente e desgastante”, afirmou o português no final da corrida.

Apesar do resultado histórico, Eulálio reconheceu que a jornada esteve longe de ser tranquila. Entre as dificuldades do percurso, as condições atmosféricas e até uma queda perto do final, o jovem português revelou que houve momentos em que duvidou da capacidade para acompanhar os melhores.

“Com tantas subidas e o desgaste acumulado, houve alturas em que senti que não era o mais forte do grupo. Mas isso faz parte do ciclismo. O importante foi nunca desistir e continuar a acreditar”, destacou.

O corredor da Bahrain explicou ainda que decidiu arriscar tudo na subida mais dura do dia, não apenas pela possibilidade de chegar à liderança, mas também porque tinha o objetivo claro de lutar pela vitória na etapa.

Num tom mais descontraído, revelou até uma curiosa aposta feita com o veterano italiano Damiano Caruso: “Temos uma brincadeira entre nós. Se eu ganhar duas etapas neste Giro, ele compromete-se a renovar contrato por mais um ano.”

Eulálio aproveitou também para destacar o trabalho desenvolvido ao longo das últimas temporadas, sublinhando que a consistência tem sido uma das principais metas da sua evolução enquanto ciclista profissional.

“Tenho dias muito bons e outros menos conseguidos. Tenho trabalhado bastante com a equipa para melhorar essa regularidade e acredito que este resultado acaba por ser fruto de muitas horas de esforço e dedicação”.

Questionado sobre a possibilidade de repetir o impacto que João Almeida teve no Giro de 2020, quando liderou a classificação geral durante 15 dias, Afonso Eulálio mostrou admiração pelo compatriota e preferiu manter a prudência.

“Vai ser muito difícil fazer o que o João Almeida conseguiu. Ele é um ciclista extraordinário e mostrou uma enorme consistência. Eu vou simplesmente tentar aproveitar este momento e dar tudo nas próximas etapas”.

Com este resultado, Afonso Eulálio entra para um restrito grupo de portugueses que conseguiram vestir a camisola rosa da prova italiana, reforçando o excelente momento do ciclismo nacional no panorama internacional.

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