Por: José Morais
A Volta a Andaluzia Feminina
não regressará às estradas em 2026. A decisão foi confirmada pela Deporinter,
empresa responsável pela organização da prova, que apontou dificuldades
financeiras e a ausência de apoio institucional como os principais motivos para
o cancelamento da quinta edição da competição.
Apesar dos esforços
desenvolvidos nos últimos meses para manter a corrida no calendário, todas as
tentativas acabaram por se revelar insuficientes. Entre as soluções estudadas
esteve a possibilidade de realizar uma versão reduzida da prova, limitada a uma
única jornada de competição. No entanto, a falta de condições necessárias
acabou por inviabilizar igualmente essa alternativa.
Joaquín Cuevas, diretor-geral
da Deporinter, explicou que a organização procurou diferentes vias para evitar
o desaparecimento temporário do evento, mas reconheceu que não foi possível
encontrar uma solução viável a tempo de salvar a corrida deste ano.
Ainda assim, a entidade
organizadora garante que não desistiu do projeto. O objetivo passa por devolver
a Volta a Andaluzia Feminina ao calendário internacional em 2027, desde que
sejam reunidos os apoios indispensáveis para assegurar a sua sustentabilidade e
continuidade.
A União Ciclista Internacional
(UCI) já reservou datas para uma futura edição, demonstrando que a prova
continua a ter espaço no panorama competitivo. Contudo, o seu regresso
dependerá da capacidade de mobilizar instituições e parceiros que permitam garantir
a realização do evento.
A suspensão representa mais um
revés para o ciclismo feminino espanhol, numa fase em que a modalidade procura
consolidar o seu crescimento e aumentar a visibilidade no panorama
internacional.
Desde a sua estreia, em 2022,
a corrida andaluza acolheu várias vencedoras de renome. A cubana Arlenis Sierra
inaugurou o palmarés, seguida pela norueguesa Katrine Aalerud em 2023. Em 2024,
o triunfo sorriu à espanhola Mavi García, enquanto a britânica Catrin Ferguson
conquistou a última edição disputada, realizada em 2025 sob o formato de etapa
única.
O futuro da competição
permanece, para já, em suspenso, mas a organização mantém a esperança de que a
Andaluzia volte a receber uma das mais importantes provas femininas da
Península Ibérica já em 2027.



