sábado, 17 de outubro de 2026

“Richard Carapaz muda de rumo: Campeão equatoriano deixa a EF e assina contrato milionário de três anos com a NSN”


Por: José Morais

Richard Carapaz vai abandonar a EF Education-EasyPost no final da temporada e prosseguir a carreira na NSN, equipa com a qual assinou um contrato válido por três temporadas, até ao final de 2029. A confirmação põe termo a meses de especulação em torno do futuro do corredor equatoriano, um dos nomes mais influentes do ciclismo internacional.

A transferência surge após uma temporada marcada por resultados de elevado nível e por uma recuperação notável de adversidades pessoais e físicas. Depois de um início de ano difícil, durante o qual enfrentou a perda da mãe e uma intervenção cirúrgica que o afastou dos principais objetivos da primeira metade da época, Carapaz regressou à competição em excelente forma.

O equatoriano reapareceu em junho e rapidamente demonstrou estar de volta ao seu melhor nível. Após se destacar no Tour de Suisse, brilhou no Tour de France, onde conquistou duas vitórias em etapas de montanha, venceu a classificação da montanha e recebeu ainda o prémio da supercombatividade, reforçando o estatuto de um dos atacantes mais espetaculares do pelotão.

A boa forma prolongou-se para além da Grande Boucle. Carapaz terminou em segundo lugar na Clássica de San Sebastián, apenas batido por Remco Evenepoel, e voltou a mostrar consistência na Vuelta a España, onde concluiu a corrida na quarta posição da classificação geral.

 

Adeus após quatro anos na EF

 

A saída representa o fim de uma ligação de quatro temporadas à EF Education-EasyPost. Durante este período, Carapaz viveu momentos memoráveis com a equipa norte-americana, alternando entre contratempos e grandes sucessos.

Depois de ver o Tour de France de 2023 terminar precocemente devido a uma queda, o campeão olímpico regressou em força nas temporadas seguintes. Tornou-se o primeiro ciclista equatoriano a envergar a camisola amarela da prova francesa, conquistou vitórias de etapa em grandes corridas e manteve-se regularmente entre os melhores nas classificações gerais das Grandes Voltas.

O interesse do mercado pelo corredor era significativo. Além da NSN, também a Netcompany INEOS e a Pinarello Q36.5 estudaram a possibilidade de garantir os seus serviços. Contudo, o projeto desportivo apresentado pela equipa suíça acabou por convencer o ciclista, que passará a integrar uma formação ambiciosa que já reforçou o seu bloco para as Grandes Voltas.

 

NSN Reforça Ambições para as Grandes Voltas

 

Com a contratação de Carapaz, a NSN dá mais um passo na construção de uma equipa capaz de lutar pelos maiores objetivos do calendário internacional. O equatoriano junta-se a um conjunto de reforços de peso e deverá assumir um papel de liderança dentro da estrutura.

O diretor-geral da equipa, Kjell Carlström, destacou a importância da chegada do experiente corredor, sublinhando não apenas o seu valor competitivo, mas também a influência que poderá exercer no desenvolvimento dos jovens talentos da formação.

 

Por seu lado, Carapaz mostrou-se entusiasmado com o novo desafio

 

“Acredito muito neste projeto e senti desde as primeiras conversas que era o lugar certo para mim. A equipa tem grandes ambições e eu continuo com a mesma motivação para conquistar resultados ao mais alto nível”, afirmou o corredor equatoriano.

 

Saída Deixa EF Sob Pressão

 

A partida de Carapaz representa um duro golpe para a EF Education-EasyPost. Além de perder o seu principal líder, a equipa vê sair um dos maiores contribuidores para a sua pontuação no ranking UCI, numa altura em que a luta pela permanência entre as formações de topo se torna cada vez mais exigente.

As já confirmadas saídas de vários corredores importantes aumentam a pressão sobre a estrutura norte-americana, que deverá apostar fortemente em nomes como Ben Healy e Neilson Powless, bem como em jovens talentos chamados a assumir maiores responsabilidades nas próximas temporadas.

Com a perda da sua maior estrela, a EF entra numa nova fase de reconstrução. Já a NSN ganha um corredor experiente, vencedor de Grandes Voltas e capaz de sonhar com os maiores triunfos do ciclismo mundial. A mudança promete ser uma das transferências mais impactantes do mercado para as próximas épocas.

“Tour de France em Alerta: Responsável pela Segurança Pede Travão ao Pelotão Face ao Crescente Aumento das Velocidades”


A discussão em torno da segurança no ciclismo profissional voltou a intensificar-se e, desta vez, o alerta surge de um dos principais responsáveis pela organização das maiores corridas do mundo. Thierry Gouvenou, responsável pela segurança do Tour de França, considera que a evolução tecnológica das bicicletas está a levar o desporto para patamares de velocidade que levantam sérias preocupações.

Nos últimos anos, os ciclistas têm exigido percursos mais seguros, melhor sinalização e maiores garantias de proteção. No entanto, Gouvenou acredita que a questão não pode ser analisada apenas do lado da organização. Para o dirigente francês, a velocidade crescente do pelotão é hoje um dos maiores desafios enfrentados pelas entidades responsáveis pelas corridas.

Segundo explicou, as bicicletas atuais atingem ritmos impressionantes, sobretudo nas descidas, tornando cada situação de risco potencialmente mais grave. Gouvenou admite que a modalidade mudou profundamente e que os organizadores enfrentam cada vez mais dificuldades para garantir condições de segurança compatíveis com a evolução do material e da preparação dos atletas.

O dirigente frisou ainda que compreende plenamente as preocupações dos corredores. Nenhum atleta inicia uma prova a pensar na possibilidade de sofrer lesões graves ou consequências irreversíveis. Por isso, defende que a cooperação entre equipas, corredores, organizadores e entidades reguladoras é essencial para encontrar soluções eficazes.

 

Estradas abertas continuam a ser um problema

 

Apesar dos investimentos crescentes em segurança, Gouvenou recorda que o ciclismo de estrada possui características únicas. Ao contrário de modalidades disputadas em circuitos fechados, as corridas decorrem em vias públicas, onde é impossível controlar totalmente todos os fatores de risco.

A presença inesperada de veículos, peões ou espectadores em zonas críticas continua a ser uma preocupação constante. Além disso, o responsável lamenta que exista um crescente desrespeito pelas regras de circulação e pelas restrições temporárias impostas durante as provas.

Para a organização, alcançar um nível absoluto de segurança é uma meta difícil de concretizar. O reforço dos dispositivos de proteção implica custos elevados e coloca desafios financeiros significativos às entidades promotoras das competições.

 

UCI prepara novas medidas

 

Perante esta realidade, a União Ciclista Internacional (UCI) e os organizadores estão a trabalhar em várias iniciativas destinadas a reduzir os riscos no pelotão.

Entre as alterações previstas está a uniformização da sinalização de perigo em todas as provas internacionais. O objetivo passa por garantir que curvas perigosas, descidas técnicas e outros pontos críticos sejam identificados através dos mesmos símbolos e sistemas de aviso, independentemente da corrida em questão.

Paralelamente, continuam a ser avaliadas soluções tecnológicas como sistemas de localização GPS mais avançados, dispositivos de proteção individual, incluindo airbags, e programas específicos de formação para corredores.

Thierry Gouvenou mostrou-se confiante de que algumas destas medidas poderão avançar num futuro próximo, sublinhando que existem vários projetos em desenvolvimento destinados a tornar o ciclismo profissional mais seguro sem comprometer a essência da modalidade.

Com o pelotão cada vez mais rápido e as bicicletas mais evoluídas do que nunca, a segurança voltou ao centro do debate e promete marcar os próximos anos do ciclismo mundial.

“Milan Fretin volta a brilhar no tour de Guangxi após queda de Magnier abalar final dramático”


Por: José Morais

Milan Fretin voltou a impor a sua velocidade no Tour de Guangxi ao conquistar a quinta etapa da corrida chinesa, marcada por um final eletrizante e pela queda de Paul Magnier, líder da classificação e um dos principais favoritos aos sprints.

O corredor da Cofidis foi o mais forte nos derradeiros metros dos 170,1 quilómetros entre Jinchengjiang e Yizhou, somando o segundo triunfo na prova e confirmando o excelente momento de forma que atravessa nesta reta final da temporada.

 

Fuga sem sucesso e tensão crescente rumo à meta

 

A etapa começou com uma tentativa de fuga protagonizada por Patrick Gamper, Jasha Sütterlin, Baptiste Veistroffer, Davide Formolo, Brandon Rivera e Max Walker. Apesar do esforço coletivo, o grupo nunca conseguiu criar uma vantagem suficientemente ameaçadora para preocupar as equipas dos velocistas.

O pelotão manteve a situação sob controlo durante toda a jornada e anulou a escapada a cerca de 14 quilómetros da chegada, preparando um final destinado aos especialistas das chegadas rápidas.

Embora o percurso acumulasse aproximadamente 2.300 metros de desnível positivo, os últimos 50 quilómetros eram praticamente planos, favorecendo naturalmente uma chegada ao sprint. Já nos cinco quilómetros finais, a Visma assumiu a dianteira do grupo para lançar Fabio Jakobsen.

 

Queda de Magnier provoca reviravolta no sprint

 

A aproximação à meta foi marcada por enorme nervosismo. As largas avenidas permitiam constantes mudanças de posição, criando um cenário caótico à medida que as equipas disputavam os melhores lugares.

A 500 metros da meta surgiu o momento decisivo da etapa. Paul Magnier envolveu-se num toque com Max Kanter e acabou por cair, arrastando também Frits Biesterbos para o incidente. O acidente retirou da luta pela vitória um dos nomes mais rápidos do pelotão e alterou por completo a dinâmica do sprint.

 

Fretin aproveita oportunidade e conquista nova vitória

 

Com os principais candidatos a reorganizarem-se após a queda, Arvid de Kleijn lançou o sprint numa fase precoce. Milan Fretin soube escolher o momento certo para acelerar, ultrapassou os rivais e cruzou a meta em primeiro lugar.

Matteo Moschetti terminou na segunda posição, enquanto Erlend Blikra completou o pódio da jornada.

 

Montanha de Nongla promete decidir a geral

 

Apesar da queda, Magnier escapou sem lesões significativas. A sua equipa confirmou que o jovem francês sofreu apenas escoriações ligeiras e deverá alinhar à partida da etapa seguinte.

Ainda assim, tudo indica que a liderança da classificação geral mudará de mãos. O derradeiro desafio da corrida termina na exigente subida de Nongla, uma ascensão de 3,2 quilómetros com uma inclinação média de 7,3%, incluindo um impressionante setor final onde a pendente atinge os 14,8%.

O perfil favorece claramente os trepadores e os corredores explosivos. Nomes como Juan Ayuso, Tom Pidcock, Jhonatan Narváez e Louis Barré surgem entre os principais candidatos a discutir a vitória na etapa decisiva e a conquista final do Tour de Guangxi.

Ficha Técnica

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