Por: José Morais
A 113.ª Volta a França ganhou
vida esta tarde em Barcelona, numa apresentação tão veloz quanto o
contrarrelógio que abrirá a corrida. Sob o olhar monumental da Sagrada Família,
os principais candidatos ao título exibiram confiança, novas imagens e discursos
que deixaram claro: o Tour começa antes da bandeira baixar.
Tadej
Pogacar em modo ataque
Tadej Pogacar surgiu com novo
visual cabelo rapado e descolorado e uma mensagem curta, mas contundente:
“Estamos prontos.” O esloveno, já tetracampeão, encara a etapa inaugural como
um primeiro teste decisivo para a geral. Para ele, o contrarrelógio por equipas
nas ruas de Barcelona não é apenas um início simbólico, mas um momento de
pressão máxima para todos os favoritos.
Jonas
Vingegaard garante estar no auge
Jonas Vingegaard, por sua vez,
não escondeu a ambição. O dinamarquês, campeão do Giro 2026 e da Vuelta 2025,
afirmou sentir-se “melhor do que nunca”, prometendo desafiar Pogacar desde o
primeiro quilómetro. A receção ao líder da Visma-Lease a Bike foi tão calorosa
quanto a dada a Sepp Kuss, o seu fiel escudeiro e vencedor da Vuelta 2023.
Outros
candidatos também marcaram presença
Remco Evenepoel regressa após
meses sem competir, garantindo que não esteve “de férias”.
Florian Lipowitz, terceiro no
Tour 2024, destacou a força da sua Red Bull‑BORA‑hansgrohe.
Paul Seixas, o prodígio
francês de 19 anos, mantém a ambição de devolver a França ao topo, algo que não
acontece desde Hinault em 1985.
Barcelona
vibra com Juan Ayuso
A multidão catalã explodiu
quando Juan Ayuso subiu ao palco. O jovem da Lidl‑Trek, natural da cidade, admitiu sentir pressão
acrescida por liderar pela primeira vez no Tour, mas garantiu estar “num bom
momento”.
Mathieu Van
der Poel e Philipsen prometem espetáculo
Mathieu van der Poel arrancou
aplausos ao reconhecer que a sua Alpecin‑Premier
Tech tem pouca experiência em contrarrelógios coletivos, mas que tentará
surpreender.
O seu colega Jasper Philipsen,
dono de 10 vitórias em etapas, foi direto: “Sinto-me preparado para ganhar.”
Nelson
Oliveira: o resistente português
O único português em prova,
Nelson Oliveira, voltou a ser celebrado. O veterano da Movistar pode tornar-se
recordista absoluto de grandes Voltas completadas sem desistir, caso termine
esta edição em Paris.

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