Por: José Morais
João Almeida voltou finalmente
ao pelotão após mais de dois meses afastado, consequência de um vírus
persistente que o tem debilitado desde março. O regresso está a acontecer no
Tour Auvergne–Rhône-Alpes, antiga Critérium du Dauphiné, onde o português tem
sentido na pele o peso da paragem prolongada. Ainda assim, garante que tudo faz
parte de um processo que está longe de o desmotivar.
O ciclista de 27 anos revelou
que a origem do problema continua envolta em dúvidas. “Encontrámos valores
muito estranhos nas análises ao sangue. Não há muito mais que possa dizer.
Primeiro tentei manter os treinos para perceber se melhorava, mas acabou por
ser impossível continuar. Tive mesmo de parar”, explicou na zona mista antes da
quarta etapa, concluída no 139.º lugar, a mais de quatro minutos do vencedor.
Apesar das dificuldades,
Almeida mantém uma leitura positiva da situação. “Está a ser duro, como já
esperava. Sabia que a minha condição física não seria boa. Sinto-me bem na
bicicleta, só falta mesmo a forma. Mas noto evolução todos os dias, e isso é um
excelente sinal”, sublinhou.
O português destacou ainda o
desempenho no contrarrelógio coletivo, que descreveu como “muito bom”,
reforçando a confiança para o que aí vem. Com o Giro já fora dos planos e o
Tour igualmente descartado, o foco está agora totalmente na Vuelta de 2025, onde
acredita poder lutar pelos primeiros lugares. “Esse é o objetivo, e acredito
que é possível”, afirmou com convicção.

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