Por: Miguel Marques
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Marlen Reusser venceu a Dwars
door Vlaanderen Feminina 2026 após um quilómetro final caótico, em que ela e
Demi Vollering estiveram perto de desperdiçar o triunfo antes de recuperarem
para discutir a vitória ao sprint.
A dupla da frente, que
construíra a vantagem com um movimento decisivo na fase final da corrida,
hesitou já dentro do último quilómetro e permitiu que Lieke Nooijen quase
fizesse a ponte a partir do grupo perseguidor. Só uma aceleração tardia
garantiu que a vitória ficasse entre as duas da dianteira, com Reusser a bater
Vollering num photo finish e Nooijen relegada para o terceiro lugar.
Da fuga
inicial à seleção do pelotão
A corrida ficou inicialmente
marcada por uma fuga de sete ciclistas, que construiu uma vantagem considerável
na fase de abertura enquanto o pelotão se mantinha relativamente passivo. Esse
movimento foi finalmente anulado nos paralelos da Mariaborrestraat,
desencadeando uma segunda metade muito mais agressiva e seletiva. O ritmo
aumentou de forma constante nas subidas, com a FDJ-Suez, a UAE Team ADQ e a SD
Worx a assumirem a dianteira.
A primeira seleção
significativa surgiu no Eikenberg, onde Vollering acelerou e formou por
instantes um grupo com Puck Pieterse, Letizia Borghesi e Fleur Moors. A
tentativa foi neutralizada, mas sinalizou uma clara subida de intensidade.
A partir daí, a corrida
tornou-se uma sequência de ataques e contra-ataques, com ciclistas como Elise
Chabbey e Mischa Bredewold a testarem o grupo, enquanto problemas mecânicos de
Moors e Marta Paternoster reduziram o número de candidatas.
Vollering
e Reusser desferem o movimento vencedor
O ataque
decisivo surgiu longe das subidas.
Reusser atacou primeiro em
terreno plano, antes de Vollering fechar o espaço para formar uma dupla líder
poderosa. Juntas, estabeleceram rapidamente um fosso sobre um grupo perseguidor
reduzido que incluía Lotte Kopecky e Elisa Longo Borghini.
Atrás, a resposta nunca
estabilizou por completo. A UAE Team ADQ assumiu grande parte da perseguição,
enquanto a SD Worx, apesar de ter várias ciclistas presentes, adotou uma
abordagem mais controlada. Essa hesitação permitiu às líderes ampliar a vantagem
nos momentos-chave.
Embora a diferença tenha
encolhido brevemente quando o grupo perseguidor deu sinais de organização, as
líderes responderam elevando novamente o ritmo, estendendo a vantagem para
perto dos 20 segundos à entrada dos quilómetros finais.
Sprint a
duas quase desmorona antes do desfecho decisivo
Dentro do último quilómetro, a
corrida sofreu uma reviravolta súbita e inesperada. Depois de trabalharem
eficazmente para construir a vantagem, Vollering e Reusser começaram a hesitar
na frente, relutantes em assumir por completo o esforço final. Essa curta
desaceleração revelou-se cara. Atrás, Lieke Nooijen aproveitou a oportunidade,
lançando um movimento tardio a partir do grupo perseguidor e fechando
rapidamente o espaço.
Por momentos, a dupla líder
pareceu em risco de deitar a corrida a perder. Nooijen continuou a ganhar
terreno enquanto Vollering e Reusser travavam, com a diferença a diminuir
rapidamente à medida que a meta se aproximava.
A ciclista da Visma chegou à
frente e lançou o sprint como uma bala, Vollering fechou o espaço e arrancou,
mas este esforço foi o "prego do caixão" da campeã da Europa, que viu
Marlen Reusser arrancar pelo lado oposto e carimbar a vitória, por meia roda.
Nooijen chegou instantes
depois para selar o terceiro posto, a sua investida tardia a sublinhar quão
perto as líderes estiveram de perder o controlo da corrida.

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