Por: Miguel Marques
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O Paris-Nice deste ano está a
marcar o calendário profissional pelas más condições meteorológicas. Chuva,
vento e neve não só rebentaram com a corrida além do esperado na 4ª etapa, como
também obrigaram os organizadores a encurtar quase por completo a 7ª etapa, que
seguia para os Alpes. Embora houvesse argumentos para manter a etapa, Jonas
Vingegaard não ficou satisfeito com o local onde terminou.
A razão foi simples: neve. De
camisola amarela e líder da geral, percebeu a posição dos organizadores em
realizar ainda assim uma etapa, apesar do frio intenso, da chuva e do risco de
nevão.
As mesmas condições obrigaram
a cortar a etapa por duas vezes, restando apenas 47 quilómetros de corrida,
viabilizados pelo facto de haver preparação prévia; sem descidas e num traçado
muito simples que, inicialmente, levaria o pelotão até à base da subida para
Auron.
A favor
de correr, mas não na neve
Mas, nos quilómetros finais, o
pelotão entrou na cota de neve. “Nós éramos, e continuamos a ser, muito a favor
da ideia de correr. É preciso perceber que a Paris-Nice é uma das maiores
corridas do mundo; há muitos patrocinadores e querem organizar a sua etapa, por
isso estávamos de acordo. Mas quando a meta é colocada aqui, então talvez não
seja possível”, disse Vingegaard no pós-corrida.
Embora não técnico, o final
não foi neutralizado e viu um pelotão rápido por estradas recentemente limpas,
mas com neve acumulada nas bermas. Para o corredor da Team Visma | Lease a
Bike, a solução era evidente: “Teria sido melhor colocar a meta 10 quilómetros
antes”.
“Para nós, a chuva faz parte
do trabalho, mas quando há neve, é um pouco diferente. Houve algumas quedas no
final, provavelmente porque estava muito escorregadio”, considera. “Nessa
situação, teria sido melhor dizer: ‘Vamos pôr a meta um pouco antes.’ Era isso
que queríamos, na verdade”.
Ainda assim, a etapa terminou
sem grandes sobressaltos para o trepador, não obstante de ter ficado cortado
numa queda no final, na qual não ficou envolvido. Vingegaard tem a geral
praticamente assegurada salvo desastre na etapa de amanhã, em Nice, embora a
previsão aponte novamente para chuva. O trabalho só ficará feito quando cruzar
a meta amanhã.

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