Por: Miguel Marques
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A troca de palavras entre
Jonas Vingegaard e João Almeida voltou a ganhar destaque no pelotão
internacional. O dinamarquês respondeu às críticas anteriormente deixadas pelo
corredor português sobre a forma como a Team Visma | Lease a Bike gere
situações de doença ou quedas na preparação dos seus líderes.
A origem do episódio remonta à
Volta ao Algarve. Na altura, Almeida falou ao site dinamarquês Feltet e
comentou a decisão de Vingegaard de abdicar da participação no UAE Tour para
recuperar de uma queda e de problemas de saúde ocorridos durante a pré-época.
"Tendo a achar que o
Jonas e a sua equipa têm o hábito de exagerar um pouco as coisas", afirmou
Almeida na altura. "Penso que é normal ficar doente ou ter uma pequena
queda, e não creio que isso tenha um grande impacto na preparação".
Entretanto, o rumo dos
acontecimentos acabou por inverter a situação. O próprio ciclista português foi
obrigado a falhar o Paris-Nice devido a doença, circunstância que levou
Vingegaard a reagir às palavras anteriormente proferidas.
"Tenta-se sempre que tudo
seja perfeito. Mas agora acontece o mesmo ao contrário. Por isso, não se deve
atirar pedras quando se tem telhado de vidro", disse o dinamarquês ao
mesmo portal, em declarações citadas pelo Jornal a Bola, assumindo que se
referia diretamente ao abandono do corredor luso da prova francesa: "Sim,
na verdade".
Este não é, contudo, o
primeiro momento de tensão entre os dois corredores. Na última edição da Volta
a Espanha, onde ambos discutiram a classificação geral, Almeida mostrou-se
incomodado com aquilo que considerou ser falta de colaboração por parte de Vingegaard
durante a sétima etapa.
"Ele não tinha realmente
de puxar, por isso eu percebo", disse o português após a etapa. "Mas
é o que é. Acho que ele não puxa muitas vezes, pois não?"
Apesar da troca de críticas,
os dois ciclistas irão voltar a medir forças em breve. Tudo indica que estarão
entre os protagonistas da próxima Volta a Catalunha e, mais tarde, na Volta a
Itália. Para Vingegaard, a corrida italiana representará a estreia numa grande
Volta transalpina, enquanto Almeida tentará melhorar o terceiro lugar alcançado
em 2023, atrás de Primoz Roglic e Geraint Thomas, além de recordar a longa
passagem pela liderança na edição de 2020.

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