Por: José Morais
A atividade do ciclismo
venezuelano sofreu um duro revés após a série de terremotos que atingiu o país
nas últimas horas. A Federação Venezuelana de Ciclismo anunciou a suspensão
imediata do Campeonato Nacional de Estrada e Paraciclismo, previsto para ocorrer
entre 24 e 28 de junho, em Trujillo.
Um país
em emergência, um desporto em pausa
A decisão foi tomada em
conjunto com a Presidência da República Bolivariana da Venezuela e o Ministério
do Poder Popular para o Desporto, no âmbito do Estado de Emergência Nacional
decretado pelo governo.
A prioridade, segundo o
comunicado oficial, é garantir a segurança da população e direcionar todos os
recursos para ações de prevenção, assistência e estabilização após os abalos
sísmicos.
O campeonato reuniria mais de
250 atletas, além de equipas técnicas, árbitros e adeptos um movimento que, por
agora, fica totalmente suspenso. A Federação informou que o calendário será
reorganizado assim que as autoridades confirmarem o fim dos protocolos de
emergência.
Atletas
afetados: Peñuela entre os prejudicados
Entre os ciclistas diretamente
impactados está Francisco Peñuela, que não poderá disputar neste fim de semana
a prova que define a cobiçada camisola de campeão nacional um símbolo que marca
toda a temporada de um atleta.
Para já, porém, não há espaço
para competição. A estrada, tão central na vida dos ciclistas, dá lugar à
urgência humanitária.
Solidariedade
e espera
A Federação expressou
“profunda solidariedade com todo o povo venezuelano”, refletindo o sentimento
de uma comunidade desportiva que, neste momento, deixa de lado cronómetros,
estratégias e ambições para acompanhar um país abalado pela força da natureza.
O ciclismo voltará. Mas só
quando a Venezuela puder, novamente, olhar para o desporto sem a sombra de uma
emergência nacional.

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