sábado, 16 de maio de 2026

“Nunca vão aprender” - Patrick Lefevere critica duramente a organização da Volta a Itália por questões de segurança”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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A Volta a Itália de 2026 tem sido largamente marcada por quedas até agora, sobretudo nas etapas ao sprint, que afetaram muitos dos homens rápidos. Entre os críticos está Patrick Lefevere, que apontou o comportamento repetitivo na incapacidade dos organizadores do Giro em resolver os problemas em mãos.

“Já gritei isto algumas vezes durante este Giro: nunca vão aprender. A negligência italiana é intemporal”, escreveu Lefevere na sua coluna semanal do Het Nieuwsblad. Sendo uma corrida de 21 dias, grandes incidentes são quase inevitáveis, porém há circunstâncias diferentes em cada um deles.

No caso da 1ª etapa, houve um engavetamento massivo dentro do último quilómetro que tirou a oportunidade a muitos sprinters e levou ao abandono de Kaden Groves e Matteo Moschetti. A zona de sprint tinha barreiras regulares com base de pés metálicos, algo que em muitas corridas já não se utiliza, por ter causado grandes quedas no passado e por não proteger os ciclistas que embatem nelas.

 

Falta de ação por parte da Volta a Itália

 

O trabalho da SafeR, na opinião de Lefevere, também não está a ajudar: “Hoje, há mais um comité a garantir que nada acontece. O resultado está à vista de todos, todos os dias, no Giro”.

Na 2ª etapa, uma queda coletiva a caminho do primeiro dia ondulado da corrida não foi causada por decisões dos organizadores, mas sim pelas altas velocidades e pela luta tensa pela posição, embora muitos também defendam que a escolha de pneus da UAE esteve na origem do incidente, mas tem sido um ponto central da prova.

Já na 6ª etapa, rumo a Nápoles, as quedas voltaram aos holofotes. A previsão apontava para chuva, mas não houve neutralização para o “novo” final em Nápoles que os organizadores decidiram este ano, deixando a antiga chegada na avenida à beira-mar para levar o pelotão a uma das praças centrais da cidade.

O último quilómetro incluía piso empedrado e uma inversão total de sentido em paralelos molhados, o que inevitavelmente conduziu a uma queda. Ciclistas como Tobias Lund Andresen, Dylan Groenewegen e Jonathan Milan ficaram privados de lutar por uma vitória importante; até a maglia ciclamino Paul Magnier só conseguiu recuperar até terceiro. Nas redes sociais, a crítica foi intensa, com a grande maioria a apontar para uma queda que “toda a gente viu a chegar”.

Com o tempo chuvoso a continuar a afetar a Corsa Rosa, persistem os receios de que ocorram quedas mais significativas nas próximas semanas.

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