terça-feira, 3 de janeiro de 2023

“Protocolo com a Autoridade Antidopagem de Portugal”


Federação Portuguesa de Ciclismo e ADoP reforçam cooperação antidopagem

 

Por: José Carlos Gomes

A Federação Portuguesa de Ciclismo e a Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) apresentaram, na manhã de hoje, na sede do Comité Olímpico de Portugal, o protocolo de cooperação no domínio da luta antidopagem.

O plano, que estará em vigor durante as épocas desportivas de 2023 e 2024, pressupõe um reforço da luta antidopagem no ciclismo português, no domínio do controlo e da prevenção, mas também da formação e sensibilização dos agentes desportivos.

Uma das medidas mais significativas do protocolo é o alargamento a todos os 92 ciclistas das equipas continentais UCI portuguesas dos controlos no âmbito do passaporte biológico, uma das mais eficazes ferramentas de controlo e prevenção da dopagem.

Esta medida implica um investimento da ADoP nos planos operacional, logístico e financeiro, uma vez que terão de ser realizados centenas de controlos anuais para o passaporte biológico e procedimentos analíticos adicionais, estimados em cerca de 70 mil euros.

A Federação Portuguesa de Ciclismo deverá entregar cerca de 50 mil euros à ADoP para ativação do protocolo. Uma parte desse valor será custeado pelas equipas, enquanto a Federação assumirá os custos com os ciclistas sub-23 das equipas continentais.


O documento prevê ainda a realização de ações de sensibilização e formação de agentes desportivos para a necessidade de prevenção e rejeição de comportamentos violadores das normas antidopagem.

As primeiras ações irão realizar-se nas próximas semanas, antes do arranque competitivo. Serão feitas no imediato duas sessões presenciais, uma para equipas e corredores do Norte e a outra para os corredores e equipas do Sul.

“Hoje damos um passo de gigante na luta antidopagem e no reforço do ciclismo. Pegando no nome da Volta do Futuro, diria que estamos a dar uma volta para o futuro”, afirmou o presente da ADoP, Manuel Brito, durante a cerimónia de assinatura do protocolo, sublinhando que este investimento é possível graças ao aumento do orçamento da ADoP na ordem dos 60 por cento e à reacreditação do Laboratório de Análises de Dopagem.

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, considerou que “estamos perante um momento histórico a nível mundial, porque é a primeira vez que uma das 201 federações filiadas na UCI adota um programa desta dimensão”. O dirigente recordou que o nível de exigência para as equipas continentais portuguesas é semelhante ao que é imposto às World Teams e às ProTeams, destacando os efeitos positivos que o controlo mais apertado teve no pelotão internacional.

“A nível internacional este tipo de medidas teve sucesso. O ciclismo mundial está em crescimento, surgem novos ídolos, o público e o investimento dos patrocinadores tem aumentado. Surgem também novas imposições por parte das marcas, que exigem verdade desportiva. E só com mais investimento é que o ciclismo pode crescer. Não há outro caminho”, resumiu Delmino Pereira.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

“Tom Pidcock não vai defender o título mundial de ciclocrosse”


Por: José Morais

No passado domingo 1 de janeiro no Grande Prémio Sven Nys de ciclocrosse na Bélgica, Tom Pidcock quando liderava a prova, acabou por ter uma queda e sair fora do circuito, o qual terminou em terceiro lugar, numa época onde tem estado abaixo do que era esperado para o campeonato mundial da modalidade.

 

Tom Pidcock não vai defender o título mundial de ciclocrosse


 

A não defesa do título mundial de ciclocrosse, foi confirmada pelo técnico do atleta, com a temporada das clássica de estrada a ser o seu objetivo para 2023, e para quem achava que o desempenho do ciclista na época de ciclocrosse estava muito aquém do esperado, já que era o atual campeão mundial, existe uma explicação para isso, e em início de temporada não seria seu interesse defender o título, onde até agora o ciclista britânico não teve nenhuma vitória nesta edição.


Para o técnico do ciclista Kurt Bogaerts,, confirmou também que Tom Pidcock não irá participar no campeonato mundial de Hoogerheide de coclocrosse realizado nos dias 4 e 5 de fevereiro, sendo já decidido há algum tempo, já que os objetivos é as clássicas da primavera, onde o campeonato mundial de ciclocrosse não ajuda, não com o programa de preparação que deve concluir. 

O técnico do ciclista britânico disse que apenas fará mais uma prova de ciclocrosse este mês, onde o mesmo está focado apenas para a estrada, onde na sua mente estão as clássica da primavera, enquanto Tom Pidcock tem esses objetivos, Mathieu Van der Poel e Wout van Aert continuam-se preparando para um grande confronto pela disputa do título mundial de ciclocrosse, e com a confirmação do ciclista britânico a não participar em Hoogerheide nos dias 4 e 5 de fevereiro, não vai existir uma batalha a três, mas apenas a dois.

“Estreante Q36.5 Pro Cycling Team corre na "Figueira Champions / Casino Figueira"


A nova Q36.5 Pro Cycling Team, equipa suíça que vai estrear-se em 2023, é mais uma presença confirmada no dia 12 de fevereiro na “Figueira Champions / Casino Figueira”, prova classe 1.1 UCI que vai ter lugar na Figueira da Foz.

O sul-africano Douglas Ryder, diretor desportivo da extinta equipa do World Tour Qhubeka, manteve uma estrutura de desenvolvimento no escalão Continental, volta a ambicionar ainda mais com este projeto, que tem licença ProTeam e vai estrear-se em 2023 com a denominação Q36.5 Pro Cycling Team. O patrocinador principal é a Q36.5, empresa que comercializa vestuário e acessórios para ciclismo.

Vincenzo Nibali, que recentemente terminou a sua carreira de ciclista profissional, em outubro no Giro da Lombardia, além de embaixador será também consultor técnico desta equipa estreante, que tem muita ambição de se mostrar. Para isso contratou ciclistas muito experientes como Gianluca Brambilla, Jack Bauer e Tobias Ludvigsson, além do sprinter Matteo Moschetti. No total o seu plantel vai ter 23 corredores.


Neste momento o pelotão da “Figueira Champions / Casino Figueira” ainda não está fechado, mas conta já com 18 conjuntos. Do World Tour são seis (Soudal Quick-Step, Intermarché-Circus-Wanty, Alpecin-Deceuninck, Trek Segafredo, Team DSM e EF Education-Easypost), três ProTeams (Caja Rural-Seguros RGA, Euskaltel-Euskadi e Q36.5 Pro Cycling Team) e as nove equipas continentais portuguesas: Efapel Cycling, Kelly / Simoldes / UDO, Glassdrive / Q8 / Anicolor, Aviludo-Louletano-Loulé Concelho, AP Hotels and Resorts / Tavira, ABTF Betão-Feirense, Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, Rádio Popular-Paredes-Boavista e Credibom-L.A. Alumínios-MarcosCar.

Fonte: Clube Desportivo Fullracing

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