quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

“Bicicletas portuguesas dão a volta à covid-19 e aceleram as exportações para 424 milhões”


Por: Rui Neves

O setor das duas rodas, que em 2019 destronou a Itália e ascendeu ao lugar de campeão europeu na produção de bicicletas, fechou o pandémico ano de 2020 com um crescimento de 5% nas exportações.

Portugal tem a maior fábrica de montagem de bicicletas da Europa (a RTE, em Gaia), a maior produtora europeia de rodas para bicicletas (a Rodi, de Aveiro), a primeira empresa do mundo a soldar quadros em alumínio através de robôs (a Triangle's, de Águeda), assim como a empresa que faz os selins para bicicleta mais leves do mundo, com apenas 24 gramas (a Gelu, em Vila Franca de Xira).

Resultados: em 2019, Portugal destronou a Itália e tornou-se o principal produtor de bicicletas na União Europeia, ao fabricar 2,7 milhões de unidades, praticamente um quarto de toda a produção dos 27 Estados-membros, tendo as exportações nacionais gerado 402 milhões de euros.

Fonte: Jornal Negócios

“Federação Portuguesa de Ciclismo defende incentivos públicos para a retoma da atividade competitiva”


Audição Pública na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto

 

Por: José Carlos Gomes

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, ouvido pela Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto da Assembleia da República, defendeu uma política pública que crie incentivos para a retoma da atividade competitiva em todas as categorias etárias.

Delmino Pereira explicou que o regresso da atividade competitiva é essencial para que os jovens que se afastaram do desporto, devido às medidas de confinamento, regressem à atividade desportiva, com todas as vantagens em termos de saúde pública e de desenvolvimento pessoal e social dos jovens. Quanto mais tempo estiver parado o desporto mais difícil será voltar a atrair os jovens.

“É necessária a concretização, o mais rapidamente possível, de um plano de retoma do desporto. Este plano terá de garantir uma coerência de medidas sanitárias em todo o território, de modo a que não haja decisões sanitárias diferentes em distintos locais.

Além disso, será essencial um fundo de apoio à retoma da atividade competitiva, porque à crise sanitária vem juntar-se uma crise económica que dificultará a realização de eventos. Estas medidas são fundamentais para que o desporto possa avançar e darão um sinal importante para a sociedade.

Até ao momento, a Assembleia da República rejeitou as propostas que o setor do desporto foi apresentando. Essa recusa é profundamente lesiva os interesses do desporto, porque legitima outras entidades, como autarquias ou empresas, a alhear-se do desporto e a não considerarem este setor prioritário”, considera Delmino Pereira.

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo reivindicou medidas de incentivo para os dirigentes desportivos benévolos, pessoas que não são remuneradas pelo trabalho que desenvolvem no desporto de base e que terão um papel de grande importância para fazer regressar os jovens ao desporto, sobretudo num contexto de maior exigência organizativa, também em termos sanitários.

Delmino Pereira apontou duas medidas concretas, com as quais o Estado poderia reconhecer a relevância do esforço dos dirigentes desportivos voluntários e não remunerados: uma bonificação para efeitos de acesso à reforma antecipada e um benefício fiscal, ambos em função do tempo despendido pelos dirigentes.

“Os dirigentes são uma força de trabalho invisível, mas central para o desenvolvimento das modalidades desportivas. A ausência de incentivos concretos afunda a motivação de uma comunidade que trabalha de forma voluntária, constituindo a rede que sustenta o desenvolvimento desportivo de base”, afirma o presidente da Federação.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Segurança, e mais segurança, impõe a UCI”


Por: José Morais

Foto: EFE

Verificar a segurança das provas velocipédicas é a nova regra imposta pela UCI, com a criação de um inspetor de segurança, o qual verificará todas as etapas da prova, antes da passagem do pelotão.

Esta nova regra de um inspetor de segurança obrigatória, o mesmo procederá a uma verificação da etapa, e fará o percurso numa viatura de reconhecimento, antes da mesma se iniciar, verificando se tudo está em conformidade com as novas regras, sendo este novo elemento indicado pela organização, medidas que devem de entrar em abril.  

Mas, alem desta medida, outras foram estabelecidas na seguranças das provas, a UCI impôs a colocação de uma barreira de proteção, no mínimo de 400 metros antes da linha de chegada, e mais de 100 metros após a mesma, porem, se for impossível respeitar estas medidas, a organização pode optar por instalar o maior possível.

Estas barreiras de segurança de 400 metros devem de ser continuas, sem interrupções mesmo na linha de chegada, e devem de estar bem seguras umas às outras, tendo peso suficiente para não cederem e deslocarem, não se movendo assim quando for exercido peso sobre elas, sendo proibido barreiras de plástico durante todo o trajeto.

Porem, afim permitir a passagem da organização, deverá ser instalado um sistema de portas 100 metros após a linha de chegada, não sendo ainda conhecido a questão do desvio de veículos, não sendo especificada no novo regulamento.

Ficha Técnica

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