Naquele que foi o último dia da Taça do Mundo de Paraciclismo, que decorreu em Abruzzo, Itália, desde o dia 7 de maio, a participação da Seleção Nacional não poderia terminar de melhor maneira, com mais uma excelente prestação dos atletas portugueses. Luís Xavier (C5) voltou a estar em destaque, ao terminar a prova de fundo em 11.º lugar, perante um pelotão internacional de enorme qualidade.
Luís Xavier demonstrou, uma
vez mais, toda a evolução e capacidade competitiva que tem conquistado,
impondo-se de novo no meio de alguns dos melhores paraciclistas do mundo. O
atleta português terminou a prova de fundo ao sprint, no grupo que discutia o quarto
lugar, alcançando uma brilhante 11.ª posição, resultado que vem confirmar o seu
lugar num patamar muito próximo dos melhores do mundo na sua classe, C5.
Na mesma corrida, Ricardo Mendes, da mesma classe, terminou na 37.ª posição, depois de ter conseguido integrar o pelotão principal nas primeiras voltas da prova, desempenhando também um importante papel de apoio ao colega, Luís Xavier, numa corrida extremamente exigente e competitiva, que somou 90 quilómetros (dez voltas). Venceu a prova de fundo o neerlandês Martin Van De Pol, a quem foi atribuído o ouro, seguindo-se o compatriota Daniel Abraham Gebru e em terceiro ficou o brasileiro Lauro Cesar Mouro Chaman.
Já no final da tarde deste
domingo, a equipa portuguesa marcou igualmente presença na prova de Team Relay,
composta pelo trio Felismina Gomes, Flávio Pacheco e Miguel Castro, nas classes
WH5, H4 e H2, respetivamente. A Seleção Nacional terminou na 11.ª posição,
resultado que valeu um excelente 9.º lugar no ranking geral da Taça do Mundo
nesta disciplina coletiva.
No cômputo geral e terminada a
última Taça do Mundo da temporada, a Seleção Nacional deixa sinais bem
positivos, não só pelos resultados alcançados, mas também pela evolução
demonstrada pelos atletas portugueses, perante alguns dos melhores
paraciclistas do mundo, conforme refere o Selecionador Nacional de
Paraciclismo, Telmo Pinão: “O balanço desta participação é claramente muito
positivo. Apesar de, à partida, terem existido algumas divergências
relativamente às classificações desportivas dos atletas, todos demonstraram um
enorme caráter, profissionalismo e um espírito de equipa exemplar, do primeiro
ao último dia de competição”.
O responsável máximo pela
Seleção Nacional destaca ainda que “esta Taça do Mundo demonstrou claramente
que o paraciclismo português pode competir ao nível dos melhores do mundo e
conquistar, de forma sustentada, o seu espaço no panorama internacional nos
próximos anos”, apontando já à conquista de importantes vagas de qualificação
para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
Fonte: Federação Portuguesa
Ciclismo


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