Por: Miguel Marques
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A Movistar Team partiu a 4ª
etapa da Volta a Itália 2026, mas Orluis Aular não conseguiu fechar em Cosenza.
Depois de a equipa espanhola
ter desfalcado o pelotão na subida a Cozzo Tunno, afastado a camisola rosa
Thomas Silva, retirado a maioria dos sprinters puros da disputa e montado o que
parecia uma oportunidade de ouro para o seu finalizador venezuelano, Aular teve
de contentar-se com um quase, enquanto Jhonatan Narvaez selava uma vitória
muito necessária para a UAE Team Emirates - XRG.
Aular entrou na última curva
em segunda posição e lançou o sprint, mas a ligeira subida até à meta
revelou-se longa demais. Falando à Cycling Pro Net após a etapa, admitiu que o
desfecho lhe escapou após o enorme trabalho da Movistar.
“Fizemos tudo o que tínhamos
planeado na reunião e a verdade é que, quando trabalhamos assim, nota-se”,
elogiou Aular. “Vamos continuar a tentar”.
Movistar
desmonta o Giro, mas falha a vitória
A etapa esteve indefinida
durante grande parte do dia, com uma fuga de seis elementos - Darren Rafferty,
Warren Barguil, Niklas Larsen, Martin Marcellusi, Johan Jacobs e Mattia Bais -
formada após a corrida entrar em Itália, depois dos três primeiros dias na
Bulgária.
Assim que a corrida alcançou o
Cozzo Tunno, porém, a Movistar assumiu o controlo total. O ritmo mudou de
imediato o figurino do dia. Dylan Groenewegen ficou cedo para trás, Jonathan
Milan seguiu o mesmo caminho, Paul Magnier também cedeu, e Silva entrou rapidamente
em sérios apuros, com o seu período de rosa a desfiar-se.
No topo, o grupo da frente
estava reduzido a cerca de 40 corredores. A Movistar tinha feito estragos e
Aular sobrevivera à seleção, o que o colocava entre os claros favoritos para o
final em Cosenza.
“É pena estes três primeiros
dias, quando não me senti completamente bem”, lamentou Aular. “Mas hoje, a
verdade é que estou contente com as sensações. O Giro é muito longo e espero
continuar a melhorar dia após dia, e que um dia possamos alcançar esse objetivo,
que é vencer uma etapa. E, bem, parabéns à equipa, porque fez um grande
trabalho”.
Ataque de
Christen baralha o final
O plano da Movistar
complicou-se dentro dos últimos dois quilómetros, quando Jan Christen atacou em
vez de esperar pelo sprint reduzido. O suíço já trazia segundos de bonificação
do Quilómetro Red Bull e pareceu por momentos capaz de roubar simultaneamente a
etapa e a liderança da corrida.
Isso obrigou a novo esforço de
caça antes de o sprint se poder organizar. Enric Mas e Matteo Sobrero estiveram
entre os que contribuíram para fechar o movimento, mas a perturbação pareceu
cortar o ímpeto do lançamento final da Movistar.
Aular reconheceu que o ataque
de Christen desestabilizou a equipa num ponto crucial. “Sim, a verdade é que
sim, porque a equipa ficou ali um pouco desorganizada”, analisou. “Mas a equipa
puxou e consegui fazer essa última curva em segunda posição. Achei que era um
dos mais fortes. No fim, lancei o sprint, mas tornou-se muito longo para mim”.
Narvaez apareceu pelo lado
oposto da estrada para vencer a etapa, selando uma resposta dramática da UAE
após as baixas pesadas na queda da 2ª etapa. Giulio Ciccone foi terceiro e
vestiu a maglia rosa, enquanto Aular saiu com provas de forma, mas sem a vitória
que a exibição da Movistar prometera.

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