Por: Letícia Martins
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A par da Tour de l'Avenir, o
Giro Next Gen é uma das maiores corridas por etapas sub-23 do calendário UCI,
apenas atrás do Campeonato do Mundo e do Campeonato da Europa no plano das
clássicas de um dia. Com campeões lendários no palmarés como Marco Pantani,
Francesco Moser, Gilberto Simoni ou Danilo Di Luca, não surpreende que a prova
italiana detenha enorme prestígio no mundo do ciclismo e que todas as formações
de desenvolvimento queiram fazer parte do seu legado.
Com até (e por vezes mais de)
50 candidaturas para um máximo de 30-35 vagas de equipas, os organizadores
deparam-se frequentemente com escolhas difíceis na seleção dos participantes,
ainda que sejam “boas dores de cabeça”. Ou assim parecia, mas a entidade
organizadora - recentemente designada RCS Sport - optou por uma medida radical:
pedir às equipas participantes o pagamento de 10.000 € para integrarem o Giro
Next Gen 2026, avança o Ciclismoweb.
A reação foi imediata; oito
equipas continentais italianas anteriormente convidadas enviaram uma carta
formal à FCI (Federação Italiana de Ciclismo), declarando que, nestas
condições, não tencionam participar na edição de 2026.
Surpreendida, a FCI encaminhou
a comunicação para a UCI, que já tinha sido alertada para a situação através de
queixas apresentadas por equipas de Desenvolvimento de formações WorldTour,
invocando o artigo do regulamento da UCI que estipula que os organizadores não
podem exigir taxas de participação às equipas convidadas.
A resposta da UCI foi, desta
vez, clara e concisa: a RCS Sport não pode solicitar contributos de
participação às equipas convidadas para o Giro d’Italia Sub-23.
Mas de
onde surgiu sequer esta ideia?
A origem está no seu homólogo
Tour de l'Avenir. O “mini-Tour de France” está a transitar da Nations Cup (uma
categoria que deixará de existir em 2026) para uma prova sub-23 regular com
equipas comerciais à partida. E, segundo rumores, a corrida transalpina terá
pedido 10.600 € às equipas para poderem alinhar na edição de 2026.

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