sexta-feira, 20 de março de 2026

“Perfil e Percurso Troféu Internacional da Arrábida 2026”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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Prova de 155,6 quilómetros liga Palmela a Sesimbra e reúne equipas portuguesas e internacionais numa das corridas de um dia mais emblemáticas do calendário nacional

O ciclismo internacional está de regresso às estradas da Serra da Arrábida, que no próximo domingo, dia 22 de março, voltam a ser palco de uma das provas de um dia mais emblemáticas do calendário nacional.

Num percurso marcado por estradas rápidas, subidas curtas, mas exigentes, e por uma paisagem única onde o mar e a serra se cruzam, o Troféu Internacional da Arrábida reafirma a identidade da região e o crescente interesse internacional por uma corrida que se tem consolidado como referência no ciclismo português.

 

A edição de 2026 arranca em Palmela, com partida marcada para as 12h00, e termina em Sesimbra, depois de um trajeto que promete espetáculo desde os primeiros quilómetros.

A organização volta a apostar num percurso que percorre as estradas utilizadas diariamente pelos ciclistas locais, enfrentando algumas das subidas mais emblemáticas da serra e atravessando cenários naturais que melhor representam a singularidade do território da Arrábida.

Ao longo de 155,6 quilómetros, o pelotão terá pela frente uma corrida seletiva, onde o posicionamento e a capacidade de resposta nas zonas mais técnicas poderão fazer a diferença. A fase inicial da prova leva os ciclistas pela planície vinhateira da região, seguindo em direção a Pontes e Pinhal Novo, antes do regresso a Palmela, onde surge o primeiro momento decisivo do dia com o Prémio de Montanha no Alto de São Paulo, situado ao quilómetro 53,9.

Depois desta primeira seleção natural, a corrida encaminha-se para Vale de Rasca e entra na zona mais exigente do percurso, com a longa e conhecida subida da Serra da Arrábida, onde está colocado o segundo Prémio de Montanha, ao quilómetro 86.

Trata-se de um dos pontos mais marcantes da prova, não só pela dureza da ascensão, mas também pelo impacto visual do cenário, que combina falésias, vegetação densa e a proximidade do mar, criando um dos troços mais reconhecíveis do ciclismo nacional.

Superada a principal dificuldade do dia, a corrida dirige-se para Sesimbra, onde será disputado o circuito final. Esta fase decisiva inclui várias passagens por Fornos, Caixas e Aiana, zonas onde as mudanças de ritmo e as pequenas subidas podem provocar cortes no pelotão e favorecer ataques de ciclistas mais explosivos.

Já dentro do circuito final temos a curta e dura rampa de Assenta » 0,5km a 12,4%

Tradicionalmente, é neste circuito que a corrida se decide, seja com um grupo reduzido a discutir a vitória, seja com um ataque solitário capaz de resistir até à meta.

A edição de 2026 contará com um pelotão composto por 18 equipas, reunindo formações continentais portuguesas, equipas internacionais e vários conjuntos de clube, o que garante diversidade tática e um elevado nível competitivo.

Entre as presenças mais aguardadas está a equipa UAE Team Emirates Gen-Z, que regressa à Arrábida para defender o triunfo alcançado em 2025 e volta a apostar nos seus jovens talentos, confirmando a importância crescente da prova no calendário de desenvolvimento internacional.

Também a Movistar Team Academy marcará presença, reforçando o carácter internacional da corrida e aumentando o nível de exigência para as formações nacionais, que terão novamente a oportunidade de medir forças com alguns dos ciclistas mais promissores do pelotão europeu.

 

UAE Team Emirates Gen-Z defende o título, equipas nacionais à espreita

 

No lote das equipas continentais UCI portuguesas estarão presentes a Anicolor/Campicarn, Aviludo-Louletano-Loulé, Credibom/LA Alumínios/Marcos Car, Efapel Cycling, Feira dos Sofás-Boavista, GI Group Holding-Simoldes-UDO, Óbidos Cycling Team, Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, Team Tavira/Crédito Agrícola e a própria UAE Team Emirates Gen-Z, que surge como uma das principais candidatas à vitória.

A estas juntam-se várias equipas de clube, que terão a oportunidade de competir ao mais alto nível num cenário exigente e mediático.

Entre elas estarão a Inovocorte Cycling, Porminho Team Sub-23, Santa Maria da Feira/Moreira/Bolflex/E.Leclerc e Earth Consulters/Maia/Frutas Monte Cristo, representando o ciclismo português, bem como formações espanholas que aumentam o caráter internacional da prova, como a High Level-Gsport-Grupo Tormo, a Cortizo-Club Ciclista Padronés Cortizo e a Caja Rural-Alea.

A presença destas equipas garante uma corrida aberta, com diferentes estratégias possíveis. As formações continentais deverão assumir maior responsabilidade na perseguição às fugas, enquanto as equipas de clube poderão apostar em ataques desde cedo, tentando surpreender num percurso onde a dureza acumulada costuma premiar a iniciativa.

O Troféu Internacional da Arrábida tem vindo a afirmar-se como uma das provas mais importantes do calendário português de um dia, não apenas pela qualidade do percurso, mas também pelo cenário natural onde se disputa.

A Serra da Arrábida oferece um enquadramento raro no ciclismo, combinando estradas técnicas, subidas curtas e explosivas e uma paisagem que se tornou imagem de marca da corrida.

Além do valor desportivo, a prova assume também um papel relevante na promoção da região, levando o nome da Arrábida além fronteiras e mostrando ao público internacional um dos territórios mais emblemáticos do ciclismo nacional.

A ligação entre Palmela e Sesimbra, atravessando vinhas, serra e costa, transforma a corrida numa vitrine natural que atrai equipas estrangeiras e reforça o prestígio da competição.

Com um percurso seletivo, um pelotão competitivo e condições ideais para uma corrida ofensiva, a edição de 2026 promete manter a tradição de espetáculo que tem marcado o Troféu Internacional da Arrábida ao longo dos últimos anos.

Entre ataques na serra, cortes no circuito final e possíveis decisões ao sprint em grupo reduzido, tudo aponta para mais uma jornada intensa nas estradas da Arrábida, onde a resistência, a leitura tática e a capacidade de acelerar nos momentos certos voltarão a ser decisivas.

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