Por: Ivan Silva
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Prova de 155,6 quilómetros
liga Palmela a Sesimbra e reúne equipas portuguesas e internacionais numa das
corridas de um dia mais emblemáticas do calendário nacional
O ciclismo internacional está
de regresso às estradas da Serra da Arrábida, que no próximo domingo, dia 22 de
março, voltam a ser palco de uma das provas de um dia mais emblemáticas do
calendário nacional.
Num percurso marcado por
estradas rápidas, subidas curtas, mas exigentes, e por uma paisagem única onde
o mar e a serra se cruzam, o Troféu Internacional da Arrábida reafirma a
identidade da região e o crescente interesse internacional por uma corrida que
se tem consolidado como referência no ciclismo português.
A edição de 2026 arranca em
Palmela, com partida marcada para as 12h00, e termina em Sesimbra, depois de um
trajeto que promete espetáculo desde os primeiros quilómetros.
A organização volta a apostar
num percurso que percorre as estradas utilizadas diariamente pelos ciclistas
locais, enfrentando algumas das subidas mais emblemáticas da serra e
atravessando cenários naturais que melhor representam a singularidade do território
da Arrábida.
Ao longo de 155,6 quilómetros,
o pelotão terá pela frente uma corrida seletiva, onde o posicionamento e a
capacidade de resposta nas zonas mais técnicas poderão fazer a diferença. A
fase inicial da prova leva os ciclistas pela planície vinhateira da região,
seguindo em direção a Pontes e Pinhal Novo, antes do regresso a Palmela, onde
surge o primeiro momento decisivo do dia com o Prémio de Montanha no Alto de
São Paulo, situado ao quilómetro 53,9.
Depois desta primeira seleção
natural, a corrida encaminha-se para Vale de Rasca e entra na zona mais
exigente do percurso, com a longa e conhecida subida da Serra da Arrábida, onde
está colocado o segundo Prémio de Montanha, ao quilómetro 86.
Trata-se de um dos pontos mais
marcantes da prova, não só pela dureza da ascensão, mas também pelo impacto
visual do cenário, que combina falésias, vegetação densa e a proximidade do
mar, criando um dos troços mais reconhecíveis do ciclismo nacional.
Superada a principal
dificuldade do dia, a corrida dirige-se para Sesimbra, onde será disputado o
circuito final. Esta fase decisiva inclui várias passagens por Fornos, Caixas e
Aiana, zonas onde as mudanças de ritmo e as pequenas subidas podem provocar cortes
no pelotão e favorecer ataques de ciclistas mais explosivos.
Já dentro do circuito final
temos a curta e dura rampa de Assenta » 0,5km a 12,4%
Tradicionalmente, é neste
circuito que a corrida se decide, seja com um grupo reduzido a discutir a
vitória, seja com um ataque solitário capaz de resistir até à meta.
A edição de 2026 contará com
um pelotão composto por 18 equipas, reunindo formações continentais
portuguesas, equipas internacionais e vários conjuntos de clube, o que garante
diversidade tática e um elevado nível competitivo.
Entre as presenças mais
aguardadas está a equipa UAE Team Emirates Gen-Z, que regressa à Arrábida para
defender o triunfo alcançado em 2025 e volta a apostar nos seus jovens
talentos, confirmando a importância crescente da prova no calendário de
desenvolvimento internacional.
Também a Movistar Team Academy
marcará presença, reforçando o carácter internacional da corrida e aumentando o
nível de exigência para as formações nacionais, que terão novamente a
oportunidade de medir forças com alguns dos ciclistas mais promissores do
pelotão europeu.
UAE Team
Emirates Gen-Z defende o título, equipas nacionais à espreita
No lote das equipas
continentais UCI portuguesas estarão presentes a Anicolor/Campicarn,
Aviludo-Louletano-Loulé, Credibom/LA Alumínios/Marcos Car, Efapel Cycling,
Feira dos Sofás-Boavista, GI Group Holding-Simoldes-UDO, Óbidos Cycling Team,
Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, Team Tavira/Crédito Agrícola e a própria UAE
Team Emirates Gen-Z, que surge como uma das principais candidatas à vitória.
A estas juntam-se várias
equipas de clube, que terão a oportunidade de competir ao mais alto nível num
cenário exigente e mediático.
Entre elas estarão a
Inovocorte Cycling, Porminho Team Sub-23, Santa Maria da
Feira/Moreira/Bolflex/E.Leclerc e Earth Consulters/Maia/Frutas Monte Cristo,
representando o ciclismo português, bem como formações espanholas que aumentam
o caráter internacional da prova, como a High Level-Gsport-Grupo Tormo, a
Cortizo-Club Ciclista Padronés Cortizo e a Caja Rural-Alea.
A presença destas equipas
garante uma corrida aberta, com diferentes estratégias possíveis. As formações
continentais deverão assumir maior responsabilidade na perseguição às fugas,
enquanto as equipas de clube poderão apostar em ataques desde cedo, tentando
surpreender num percurso onde a dureza acumulada costuma premiar a iniciativa.
O Troféu Internacional da
Arrábida tem vindo a afirmar-se como uma das provas mais importantes do
calendário português de um dia, não apenas pela qualidade do percurso, mas
também pelo cenário natural onde se disputa.
A Serra da Arrábida oferece um
enquadramento raro no ciclismo, combinando estradas técnicas, subidas curtas e
explosivas e uma paisagem que se tornou imagem de marca da corrida.
Além do valor desportivo, a
prova assume também um papel relevante na promoção da região, levando o nome da
Arrábida além fronteiras e mostrando ao público internacional um dos
territórios mais emblemáticos do ciclismo nacional.
A ligação entre Palmela e
Sesimbra, atravessando vinhas, serra e costa, transforma a corrida numa vitrine
natural que atrai equipas estrangeiras e reforça o prestígio da competição.
Com um percurso seletivo, um
pelotão competitivo e condições ideais para uma corrida ofensiva, a edição de
2026 promete manter a tradição de espetáculo que tem marcado o Troféu
Internacional da Arrábida ao longo dos últimos anos.
Entre ataques na serra, cortes
no circuito final e possíveis decisões ao sprint em grupo reduzido, tudo aponta
para mais uma jornada intensa nas estradas da Arrábida, onde a resistência, a
leitura tática e a capacidade de acelerar nos momentos certos voltarão a ser
decisivas.

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