domingo, 28 de setembro de 2025

“Campeonato do Mundo/Afonso Eulálio 9.º entre a elite no Campeonato do Mundo”


Afonso Eulálio igualou o segundo melhor registo da história da Seleção Nacional em provas de fundo da elite masculina em Campeonatos do Mundo. O jovem português de 23 anos foi nono este domingo, em Kigali, Ruanda.

Esta foi a quinta ocasião em que Portugal conseguiu terminar entre os dez primeiros, depois do título Mundial conquistado por Rui Costa, em 2013, o mesmo protagonista do nono lugar, em 2015, e de dois décimos, em 2018 e 2019, sempre sob a tutela de José Poeira, atual Selecionador Nacional. A lista inclui agora o nome de Afonso Eulálio e logo num dos mundiais mais duros de sempre, com mais de cinco mil metros de desnível acumulado.

“Sabia que vinha bem, mas nunca pensei fechar no top 10. Foi um Mundial super duro, mas consegui gerir a corrida. Quando o Pogacar atacou de longe, não fui ao choque nem ao limite, porque sabia que a perseguição seria feita por um grupo maior. Procurei poupar-me e fazer diferenças onde sabia que podia. Conseguir um top 10 num Mundial é muito motivador. Passei o ano a trabalhar para a equipa e, agora, no final da época, alcançar este resultado muito gratificante”, explica Afonso Eulálio.

A Seleção Nacional entrou em prova com quatro portugueses na prova de fundo: Afonso Eulálio, António Morgado, Ivo Oliveira e Tiago Antunes. Além de Eulálio, Ivo Oliveira esteve em destaque ao entrar na fuga do dia durante 157 quilómetros, tendo sido um dos últimos resistentes. Tanto Ivo Oliveira como António Morgado e Tiago Antunes não terminaram a prova – apenas 30 ciclistas completaram a corrida.

“Foi uma corrida muito difícil, com um acumulado duríssimo, e o Afonso soube gerir muito bem. Mas não basta saber gerir, é preciso ter capacidade, e ele mostrou que a tem. Chegar com os melhores, deixando para trás ciclistas de grande valor, e terminar em nono lugar é espetacular. Não podemos esquecer que o Afonso só tem 23 anos”, destaca José Poeira.

“Já no ano passado esteve no Mundial, mas teve problemas mecânicos e uma queda que o impediram de mostrar todo o potencial. Essa experiência ajudou-o agora e um ano depois está entre os dez primeiros de um Campeonato do Mundo tão duro. É muito

 

positivo ver um corredor tão jovem alcançar este resultado numa prova desta

dimensão”, sublinha o selecionador nacional.

A prova, essa, foi vencida pelo esloveno Tadej Pogačar, que completou os 267,5 quilómetros em 6h21m21s, 66,6 dos quais a solo. O belga Remco Evenepoel e o irlandês Ben Healy completaram o pódio por esta ordem, a 1m28s e 2m16s, respetivamente. Afonso Eulálio manteve-se bem colocado ao longo de toda a corrida e chegou na nona posição, a 7m06s, quase dois minutos a menos que Thomas Pidcock, 10.º.

A Seleção Nacional regressa à entrada já na próxima semana, no Campeonato da Europa, em França, entre 1 e 5 de outubro. Portugal terá uma representação alargada na prova, num total de 24 representantes, entre elite, sub-23 e juniores, tanto masculinos como femininas.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“"Não entrei no top 10, mas atingi um nível de sofrimento - A corrida mais dura da minha vida": Paul Seixas (19!) apresenta desempenho revelação no mundial de estrada”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

A estreia de Paul Seixas no Campeonato do Mundo de Estrada de elites masculinos em Kigali terminou com um 13º lugar, a 9 minutos e 7 segundos do vencedor Tadej Pogacar. Embora o jovem francês não tenha conseguido um lugar no top 10, a sua performance destacou-se como uma corrida revelação, terminando 40 segundos à frente do compatriota Pavel Sivakov e consolidando a sua posição como o melhor ciclista francês.

"Estou muito feliz por ter terminado", disse Seixas à Eurosport após a corrida, visivelmente exausto. "Queria ajudar a equipa o máximo possível, especialmente o Pavel, que era o nosso líder. No final, talvez ele não teve o dia que esperava, e tudo se decidiu nos pedais. Não conseguimos um top 10 ou melhor, mas ganhamos muita experiência. Foi muito duro na chegada, quando não se tem mais nada, tudo é na cabeça. Estou muito satisfeito por ter terminado, e isso servirá como uma experiência de aprendizagem para o futuro".

 

Aprender Através do Sofrimento

 

A corrida de Seixas foi marcada por subidas implacáveis, secções de pavês castigadores e o ritmo de desgaste do pelotão da elite. Apesar de ser um dos ciclistas mais jovens do pelotão, ele conseguiu acompanhar alguns dos melhores do mundo, incluindo Tom Pidcock e Primoz Roglic, mesmo quando a corrida se fragmentou nos circuitos ao redor de Kigali.

"Ainda parece estranho estar a correr com ciclistas como o Pidcock ou o Roglic, especialmente quando se tenta terminar no top 10 de um Campeonato Mundial de elite", continuou Seixas. "É impressionante, e eu dei tudo o que tinha para me aguentar e terminar. Não consegui chegar ao top 10, mas também não estou a competir contra atletas desconhecidos, por isso, não tenho arrependimentos. Alcancei um nível de sofrimento que raramente experimentei, provavelmente a corrida mais dura da minha vida. Acho que isso vai ajudar-me a dar o próximo passo em frente".

Apesar de não ter alcançado o pódio ou um lugar no top 10, a performance de Seixas marca-o como um talento a ter em conta no futuro. A sua capacidade de resistir às exigências extremas do percurso em Kigali, apoiar o seu líder de equipa e manter-se à frente de outros ciclistas estabelecidos destaca uma resistência física e maturidade tática além dos anos.

Para o jovem de 19 anos, a corrida forneceu mais do que apenas resultados, foi uma lição inestimável de perseverança, estratégia e maneio da carga mental e física de uma corrida ao nível do Campeonato Mundial. A experiência adquirida no Ruanda provavelmente será a base para um excitante próximo capítulo na emergente carreira de Seixas.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/nao-entrei-no-top-10-mas-atingi-um-nivel-de-sofrimento-a-corrida-mais-dura-da-minha-vida-paul-seixas-19-apresenta-desempenho-revelacao-no-mundial-de-estrada

“Mundial: João Nuno Batista e Maria Tomé no top-10 em Weihai”


João Nuno Batista e Maria Tomé garantiram dois lugares dentro do top-10 em Weihai, na China, na penúltima prova do campeonato do mundo.

No setor masculino, João Nuno Batista foi oitavo classificado, completando a distância olímpica (1,5km/ 40km/ 10km) em 01:41:17. Para a história fica também a realização do segundo melhor parcial de corrida, superando mesmo o vencedor, o suíço Max Studer.  Miguel Tiago Silva terminou na 34ª posição.

No feminino, Maria Tomé conseguiu um lugar entre as dez melhores, ao terminar em 10.º lugar, em 01:53:52, repetindo o feito que já tinha alcançado em Yokohama. A prova foi ganha pela britânica Beth Potter.

 

Tudo por decidir na Austrália

 

Com apenas mais uma prova por disputar — a grande final em Wollongong (Austrália) — a luta pelo título mundial está ao rubro. Na tabela masculina, Matthew Hauser lidera com vantagem, seguido por Miguel Hidalgo e Vasco Vilaça. Já Ricardo Batista, por motivos de saúde, não participou na prova chinesa, o que lhe valeu a saída do top-10, seguindo agora na 11ª posição.

Entre as mulheres Beth Potter segue na liderança, enquanto Maria Tomé deu um salto para o 14º posto.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

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