quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

“Atletas nacionais no pódio do Powerman Portugal 2020”

Mafra no panorama do duatlo internacional com o primeiro Powerman Portugal

Realizou-se no dia 16 de fevereiro de 2020 a primeira edição do Powerman Portugal, uma prova de duatlo internacional que excedeu as expetativas de participação dos 300 esperados para ultrapassar os mais de 450 inscritos.

Este evento recebeu 16 nacionalidades de toda a europa e, também, atletas do Japão, Austrália ou Canadá. Cada prova incluiu três segmentos com duas distâncias: média distância 10km de corrida – 60km de ciclismo – 10km de corrida e distância sprint com 5km de corrida – 30km de ciclismo – 5km de corrida. O percurso maior tinha duas voltas de corrida e duas de ciclismo, enquanto na prova mais curta percorria-se apenas umavolta de corrida e uma volta de ciclismo.

A corrida foi essencialmente urbana, iniciando junto da belíssima envolvente do imponente Real Edifício de Mafra, continuando depois até ao Parque Desportivo Municipal onde os atletas correram em terra batida praticamente sem zonas planas. O percurso de  ciclismo teve início em frente ao Real Edifício de Mafra, num percurso serpenteante pelas povoações circundantes da Murgueira, Codeçal, Sobral da Abelheira, Picanceira, até chegarem novamente ao Palácio de Mafra onde depois do esforço intenso alcançaram a tão esperada recompensa de chegar à gloriosa meta.

O percurso do primeiro Powerman em Mafra fica ‘famoso’ entre os atletas pela sua intensidade, com subidas muito duras e descidas e curvas muito técnicas onde foi «necessário abordar com cautela principalmente por atletas menos experientes», afirmou José Estrangeiro, triatleta internacional especialista em longa distância, e embaixador do Powerman em Portugal.

O primeiro atleta a chegar à meta e grande vencedor da primeira edição do Powerman Portugal foi o belga Seppe Odeyn, com 02:44:08, seguido de João Ferreira, que completou a prova em 02:44:43 e de José Estrangeiro que fechou o pódio com 02:45:44.


O belga Seppe Odeyn foi o primeiro atleta a chegar à meta, seguido de João Ferreira e de José Estrangeiro que fechou o pódio do Powerman

Seppe Odeyn ficou muito feliz por vencer o primeiro Powerman Portugal: «Eu participei para ir ao pódio, mas era difícil saber porque não conhecia os atletas portugueses!» O atleta da bélgica, 4º do ranking mundial do Powerman, salientou que há atletas portugueses realmente fortes, «mesmo com o percurso muito técnico, com muitas subidas e descidas». Seppe elogiou este primeiro evento do Powerman Portugal. «O ambiente estava fantástico, com uma excelente localização junto do palácio de Mafra e um público caloroso, reforçado pela popularidade do atleta local José Estrangeiro, que entusiasmou ainda mais a assistência».


João Ferreira fez uma excelente prova, acabando a 35” do vencedor

João Ferreira, vice-campeão deste Powerman Portugal, afirmou que foi uma excelente prova, com um percurso muito desafiante embora não à sua medida, já que prefere «percursos com sobe e desce menos acentuados». João Ferreira tentou fazer uma primeira corrida controlada, mas sem perder de vista o primeiro grupo, um ciclismo equilibrado, indo para a segunda corrida com grande desgaste físico, mais ainda do que nos habituais triatlos que incluem três modalidades (natação, ciclismo e corrida), mas onde não existe repetição de segmentos. «Quero também dar os parabéns ao atleta nacional que se classificou na segunda posição que fez uma excelente prova e que é o atleta local», não quis deixar de salientar o vice-campeão do Powerman.

José Estrangeiro, embaixador da prova, e o terceiro atleta masculino a passar a meta afirmou que foi uma prova espetacular e para ele uma excelente oportunidade de voltar a competir neste local. «Em relação à prestação, na primeira corrida não tive as melhores sensações, mas consegui posicionar-me onde pretendia, apesar de saber que não iria provavelmente conseguir correr entre os primeiros, mas fiz uma previsão de chegar entre 1’ e 1’30’’ depois do primeiro.»

Com um rápido início de ciclismo, o atleta da casa saiu forte recuperando algum tempo nas zonas mais técnicas. Na altura em que José Estrangeiro estava a alcançar o primeiro grupo, um problema mecânico fê-lo perder cerca de dois minutos, que o obrigou a um esforço extra para recuperar na segunda volta. «Na segunda corrida estava na disputa pela vitória com o primeiro atleta a 30’’ à minha frente, mas desta vez não consegui recuperar porque estava demasiado cansado» Estrangeiro afirma que foi um 3.º lugar com sabor a vitória, por ter conseguido recuperar tempo perdido e pelo apoio demonstrado pelo público que o acarinhou durante toda a prova. «Foi uma prova mesmo especial», sublinha o atleta.

Na elite feminina, a suíça Nina Zoller, 2º lugar do ranking da Powerman, seguiu isolada durante todo o percurso conquistando a vitória com 03:06:23. A austríaca Sigrid Herndler foi a segunda mulher a passar a meta com 03:09:20 e Ann Schoot Uiterkamp, duatleta da Holanda, fechou o pódio com 03:10:40.

A vencedora desta prova afirmou «que foi a melhor prova do Powerman em que participou», fazendo constantes elogios ao percurso, organização e ambiente.

Na quinta posição da geral e com uma excelente performance ficou a atleta nacional Liliana Veríssimo que começou por dar «os parabéns à Câmara Municipal de Mafra pela excelente organização e segurança no percurso e a todos os que trouxeram esta prova para Mafra.» A atleta afirma que a prova foi desafiante do início ao fim, com ambos os percursos duros e bastante bons. «A primeira corrida fiz sem medo, sabia que o ciclismo iria ser duro e muito técnico, o que me fez perder bastantes lugares. A última corrida era tentar dar o que tinha para lutar por um bom lugar na geral.» Liliana ficou satisfeita com os objetivos alcançados, 5.ª da geral e a primeira atleta nacional a passar a meta, vencendo também a prova integrada do Campeonato Nacional de Clubes.

«O percurso é espetacular, muito bonito, sempre com paisagem verdejante de um lado e de outro», tinha afirmado na véspera da prova Daan de Groot, número 1 do ranking Powerman, e pela primeira vez em Portugal, onde nas duas semanas seguintes à prova estará a treinar na região de Tavira, Algarve. O atleta acabou por cair de bicicleta logo após a primeira transição tendo ainda completado o ciclismo, mas já sem motivação e condições físicas para terminar a competição.


Campeonato Nacional de Clubes de Duatlo Longo

O primeiro Powerman em Portugal incluiu também o Campeonato Nacional de Clubes de Duatlo, que contou com sete equipas femininas e 25 masculinas, numa extraordinária adesão dos clubes.

Equipas fortes e bem representadas caracterizaram esta prova que teve um elevado nível competitivo, tendo em conta o percurso duro, tanto na corrida como no ciclismo, mais ainda pela primeira e segunda corrida terem a mesma distância de 10km.

Na primeira posição da prova feminina ficou o Núcleo do Sporting da Golegã com Liliana Verissimo com 03:28:45, Hanna de Sousa com 03:38:30 e Filipa Gonçalves com 03:45:51.

O segundo lugar coube ao Alhandra Sporting Club, com Pauline Vie que fez o tempo de 03:35:44, Ana Filipa Ferreira com 03:39:28 e Ana Filipa Sampaio com 03:54:34.

O Grupo Desportivo da Goma subiu ao pódio na terceira posição, com Rita Vale com 03:42:05, Marisa João com 03:47:35 e Adriana Gomes com 04:02:50.

Nas equipas masculinas, venceu o CNATRIL, com João Ferreira e José Estrangeiro, elementos muito fortes a fazerem parte do pódio da competição internacional (Ferreira com 02:44:42, apenas mais 35’’ do primeiro classificado Seppe Odeyn) e José Estrangeiro com 02:45:43 e Sérgio Dias, que completou a prova em 02:53:14.

Seguiu-se o OutSystems Olímpico de Oeiras com Rui Narigueta com 02:52:15, Marco Costa com 03:02:01 e André Duarte com 03:02:36.

A equipa do SFRAA fechou o pódio deste nacional de clubes com Nuno Preciado que fez o tempo de 03:00:47, David Coelho com 03:05:22e Claudio Paulinho com 03:07:29.

Na classificação absoluta foi Liliana Verissimo, do Núcleo do Sporting da Golegã, a primeira mulher a chegar à meta com 03:28:45, Isabel Gonçalves, do Vela de Tavira, ficou na segunda posição e Raquel Rocha, do CNATRIL Triatlo, fechou o pódio individual 03:33:09.

O pódio individual da prova masculina do Nacional de Clubes foi semelhante ao da prova internacional do Powerman que teve dois atletas nacionais ambos do CNATRIl: João Ferreira subiu ao primeiro lugar do pódio, José Estrangeiro ficou na segunda posição e António Barata, do Sport Lisboa e Benfica, alcançou o terceiro lugar com 02:50:04.

Da parte da tarde, realizou-se o Powerkids, que contou com cerca de 50 crianças entre os 7 e os 15 anos, que fizeram o percurso de corrida no Jardim do Cerco, ao lado do Real Palácio de Mafra e o ciclismo de BTT na Tapada Militar de Mafra.

O balanço desta primeira prova foi muito positivo, e segundo John Raadschelders, presidente da Internacional Powerman Association, tem «possibilidade de duplicar os participantes já em 2021!» Segundo Vasco Rodrigues, presidente da Federação de Triatlo de Portugal, «esta é uma excelente parceria que promete relançar a modalidade do duatlo no nosso pais e colocar Mafra no mapa internacional do duatlo». Célia Batalha Fernandes, vereadora da Câmara Municipal de Mafra realça: «É um grande satisfação e orgulho ter a primeira prova do Powerman, que traz uma grande mais valia aqui para Mafra em termos desportivos, mas também de visibilidade internacional!».

Fonte: FTP

“Granfondo Raiano”

Entramos no último período da primeira fase das inscrições da segunda edição do “Granfondo Raiano”, que termina a 15 de março. Depois desta data, tem início a segunda fase e os valores das inscrições alteram, conforme consta do regulamento.

Recordamos que o “Granfondo Raiano” faz parte do calendário oficial das provas CPT, da Federação Portuguesa de Ciclismo.

Esperamos que nos presenteie com a sua visita, aproveite e vá até ao Parque Natural do Tejo Internacional, que está, na sua maior parte, localizado neste concelho.

Mesmo que não possa participar pode, sempre, adquirir o jersey alusivo ao evento. Em caso de dúvida peça um tamanho maior.

O regulamento pode ser consultado em http://granfondoraiano.acin.com.pt e também inscrever-se.

Idanha-a-Nova… território UNESCO.

Boas pedaladas

Fonte: ACIN-Associação de Cicloturismo de Idanha-a-Nova

“Volta ao Algarve: Os dois 'focos' de Ivo Oliveira”

O foco do ciclista português, agora centrado na sua estreia na Volta ao Algarve, vai alterar-se já na segunda-feira, quando trocar a estrada pela pista para tentar estar em Tóquio2020.

O foco de Ivo Oliveira, agora centrado na sua estreia na Volta ao Algarve, vai alterar-se já na segunda-feira, quando o ciclista português da UAE Emirates trocar a estrada pela pista para tentar estar em Tóquio2020.

Tem sido assim desde sempre e o antigo campeão mundial e europeu de juniores de perseguição individual (2014) parece viver bem com essa dualidade de funções, uma realidade partilhada com o seu irmão gémeo, Rui.

“Estamos a tentar conciliar as duas coisas e, já agora, no dia a seguir ao final da Volta ao Algarve, vou para o Mundial de pista. Os Jogos Olímpicos também estão perto, esta vai ser a última prova para qualificar. Assim, a Volta ao Algarve vai ser uma boa preparação”, resumiu em declarações à agência Lusa.

Apesar de reconhecer que nem sempre é fácil conciliar as duas vertentes, até porque o treino de pista é, por ser mais específico, completamente distinto do de estrada, o gaiense de 23 anos defendeu que “uma coisa complementa a outra”. “Acho que tem corrido bem até hoje”, realçou.

Estreante na Volta ao Algarve, uma prova à qual começou a assistir ‘in loco’ quando Helder, o irmão mais velho, nela participava, Ivo Oliveira revelou que a ‘Algarvia’ era um dos seus objetivos para o início de uma temporada em que Tóquio2020 se afigura como o desafio mais desejável.

“Antes de pensar nos Jogos Olímpicos, temos de pensar na qualificação. Vamos passo a passo. Agora, penso na Volta ao Algarve, quando sair daqui, na segunda-feira, o meu foco vai centrar-se na pista e na qualificação olímpica”, disse, referindo-se ao Mundial de pista, que vai decorrer em Berlim, entre 26 de fevereiro e 01 de março e que é a última corrida pontuável para o apuramento para Tóquio.

Numa temporada tão peculiar, o único dos gémeos Oliveira presentes na ‘Algarvia’ sabe que dificilmente fará a sua estreia numa das três grandes Voltas, até porque, “em princípio”, não está “de reserva” para nenhuma delas.

“Mas quem sabe? Nunca se sabe o dia de amanhã”, brincou, sorridente.

Ivo está habituado às surpresas do futuro, como aquelas que o colocaram ao lado dos seus antigos ídolos no pelotão, primeiro quando foi ‘recrutado’ pelo ‘viveiro de talentos’ que é a Axeon Hagens Berman, em 2017, e, posteriormente, quando assinou pela equipa dos Emirados Árabes Unidos na temporada passada.

“Passou de fotografia a realidade. Agora, já não fico a olhar para eles como ídolos. Há dois ou três anos, sim, acontecia mais. Agora, vejo-os como colegas de profissão, são iguais a mim, treinam como eu. Claro que olho-os com muito respeito, porque a maior parte deles eram figuras que eu ia seguindo quando era pequeno e ainda agora vejo na televisão, e para mim são sempre figuras especiais. Mas, quando estamos em corrida, olho para eles como ciclistas iguais a mim”, confessou.

Ainda assim, o jovem, que tem vários títulos de campeão nacional na pista e que foi campeão português de contrarrelógio em sub-23 (2018), ainda preserva os seus ídolos de miúdo, elegendo Rui Costa, seu colega na UAE Emirates, como o maior de todos.

“É uma responsabilidade [correr com o Rui], mas tento levar isso de forma natural. Se estiver focado nisso, as coisas não correm bem”, concluiu o ciclista que hoje vai partir para a segunda etapa da 46.ª Volta ao Algarve, uma ligação de 183,9 quilómetros entre Sagres e o alto da Fóia, na 35.ª posição da geral, com o mesmo tempo do camisola amarela, o holandês Fabio Jakobsen (Deceuninck-QuickStep).

Fonte: Sapo on-line

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