terça-feira, 20 de setembro de 2016

“Sérgio Sousa: «Sinto que tenho mais para dar do que para receber no ciclismo»”

Termina a carreira na modalidade aos 32 anos

Por: Lusa

Foto: Nuno André Ferreira

Sérgio Sousa disse esta terça-feira à Agência Lusa que decidiu abandonar o ciclismo no final da temporada, por ter percebido que a modalidade não tinha mais nada para lhe dar enquanto ciclista profissional.
"Ao entrar numa equipa continental estrangeira [a Vorarlberg], apercebi-me que, quase sempre, era dos ciclistas mais velhos a correr e cheguei a um ponto em que senti que tinha mais para dar do que para receber no ciclismo. Há que perceber que, quando se chega a uma certa idade, temos de tomar decisões, porque não podemos ser ciclistas a vida toda", explicou à Agência Lusa.
O clique para trocar a bicicleta pelo escritório surgiu com o convite para o cargo de diretor para as camadas jovens da lista da recandidatura de Delmino Pereira à presidência da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).
"Costumava falar com o sr. Delmino para trocar ideias e, este ano, com a minha ida lá para fora, as conversas foram-se intensificando. Daí apareceu esta proposta de trabalhar com as camadas jovens aqui em Portugal. Vou ser sincero: não demorei muito tempo a tomar a decisão. Sei que esta minha decisão pode chocar muita gente, que pensa que se calhar sou muito novo. Eu seria muito novo se estivesse já noutro nível de ciclismo", disse o corredor de 32 anos.
O tirsense salientou que andou 11 anos em formações continentais, pelo que já não sentia a motivação de continuar mais um ano.
"Sempre tive o sonho de correr lá fora. Mas, quando se pensa em correr lá fora, pensa-se só em correr nas grandes equipas. Os anos foram passando e sentia que já não me identificava com o ciclismo português e tinha cada vez mais a certeza que o ciclismo tinha sido só uma passagem da minha vida. Antes de terminar a minha carreira, apareceu-me uma proposta para correr lá fora. Aceitei o desafio por achar que é uma equipa bem estruturada, com ambições de formar ciclistas jovens, que queria uma pessoa mais experiente, um líder para trabalhar com esses jovens, e que me abria um calendário internacional em vários países", reconheceu.
Cumprido o sonho internacional, que o levou a percorrer 11 países -- "No final de outubro, vou para o 12.º, vou correr à China" -, Sérgio Sousa olha para trás sem arrependimentos, a não ser um.
"Tenho pena de não ter conhecido o resto da Europa há dez anos. Com todo o respeito por Portugal, tenho pena de não ter visto isto há mais tempo", assumiu.
Este verão, pela primeira vez em 11 temporadas, o ainda ciclista da austríaca Vorarlberg viu a Volta a Portugal pela televisão e percebeu, finalmente, qual é o grande mal do ciclismo português.
"Tive a noção de que a Volta é um 'show off' muito grande. Agora entendo o porquê de certos ciclistas e certas equipas só se focarem na Volta a Portugal. O que não se entende e o que me doeu é que, eu estava na Áustria a acompanhar, e ninguém queria saber", disse, indicando que as formações internacionais olham com desconfiança para a prova rainha do calendário nacional por não as conhecerem.
"Comparando com o resto da Europa, [o ciclismo português] não está assim tão mal. O grande mal é as equipas não se mostrarem. E eles [estrangeiros] quando chegam cá veem o ciclista X ou o ciclista Y ganhar e não sabem quem é. Isso é que os assusta. E pela dureza que a Volta tem, ainda dá mais um ar de suspeição. Tem de se tentar mudar isso. Temos de tentar aliciar as equipas nacionais a irem mais lá fora ou a mostrarem-se nas provas internacionais realizadas em Portugal", concluiu.
Sérgio Sousa, de 32 anos, cumpriu quase toda a sua carreira em Portugal: entre 2005 e 2010 representou o Boavista, saindo para a Efapel, na qual esteve até 2014, altura em que assinou pela LA-Antarte.
No ano passado, o corredor de Santo Tirso, que foi vice-campeão de fundo e medalha de bronze no contrarrelógio dos nacionais de estrada de 2014, conseguiu o seu melhor resultado de sempre na Volta a Portugal, ao ser sétimo classificado, emigrando de seguida para a Vorarlberg.

Fonte: Record on-line

“Delmino Pereira recandidata-se à presidência da Federação”

É para já o único candidato assumido ao ato eleitoral de 5 de outubro

Por: Lusa

Foto: Bruno Teixeira Pires

Delmino Pereira apresentou esta terça-feira a recandidatura à presidência da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), antevendo um ciclo ambicioso em que se propõe a trabalhar "mais e melhor", com uma equipa que inclui o ciclista Sérgio Sousa.
"É um novo ciclo ambicioso, em que nos propomos trabalhar mais e melhor, porque percebemos que o desporto é cada vez mais exigente", sublinhou Delmino Pereira, sobre os desafios para o quadriénio 2016-2020 na FPC. As eleições estão marcadas para 5 de outubro.
O atual presidente da FPC apontou quatro eixos principais para um projeto a quatro anos, sendo o primeiro a reorganização administrativa e o desenvolvimento das associações regionais, mantendo as estruturas existentes.
"Estamos com uma crise de dirigentes desportivos. Vamos alavancar este problema defendendo a importância dos dirigentes junto do Governo. Iremos iniciar uma defesa do estatuto de dirigente desportivo", indicou.
O segundo eixo passa pelo desenvolvimento da prática desportiva e da arbitragem e formação, com o objetivo de aumentar a qualidade da prática do ciclismo de formação.
"As seleções nacionais têm vindo a ter uma afirmação interessante. Temos uma postura mundial que nos estimula a fazer mais. O nosso objetivo é criar um centro de treinos e de avaliações de atletas federados no Centro de Alto Rendimento de Anadia, com uma equipa composta por vários especialistas que detetem os atletas ainda mais cedo. É aqui que se vai trabalhar o futuro da seleção", referiu sobre o terceiro vértice.
Delmino Pereira indicou ainda que haverá uma renovação a nível da imagem e uma intensificação da participação em provas internacionais juniores e de sub-23.
O último dos quatro eixos será a iniciativa 'O Ciclismo vai à Escola', um projeto especial que procura responder à realidade nacional.
"Temos consciência do elevado número de jovens que não sabe andar de bicicleta e vamos levar o ciclismo à escola", completou Delmino Pereira, que quer também continuar o projeto Cyclin'Portugal, de ativação do turismo em bicicleta.
O presidente da FPC, único a apresentar lista até ao momento, destacou que houve um reforço com a entrada de três diretores para a área desportiva, incluindo o ciclista Sérgio Sousa, e um novo diretor para as escolas de ciclismo.
"Tem a ver com a necessidade de ter um diretor que interpreta o ciclismo como nós o vemos. Este programa que está aqui é bastante ambicioso e precisamos de pessoas que estão dispostas a ir à luta", explicou sobre a 'aquisição' de Sousa.
Delmino Pereira assumiu ainda que é urgente estabilizar o ciclismo português e acabar com o clima de suspeição que paira sobre o pelotão nacional.
"Vai mesmo ter de acontecer no próximo mandato. Conseguir o rumo certo para a modalidade, com a determinação de políticas que irão contribuir para realinhar o ciclismo português", concluiu.
Como vice-presidentes, Delmino Pereira terá José Calado, que acumulará a função com a de diretor desportivo, e Sandro Araújo, diretor financeiro, com Artur Lopes, antigo presidente da FPC e vice-presidente da União Ciclista Internacional, a presidir à Assembleia-Geral.

Fonte: Record on-line

“Nelson Oliveira em 20.º no contrarrelógio do Eneco Tour”

Cinco dias depois de ter sido quarto no Campeonato da Europa

Por: Lusa

Foto: Filipe Farinha

O ciclista português Nelson Oliveira (Movistar) foi esta terça-feira 20.º classificado no contrarrelógio da segunda etapa do Eneco Tour, no qual o australiano Rohan Dennis (BMC) foi o mais rápido para vestir a camisola de líder.
Cinco dias depois de ter sido quarto no Campeonato da Europa, o atual tricampeão nacional da especialidade voltou a enfrentar o cronómetro nos 9,6 quilómetros do circuito de Breda (Holanda), precisando de mais 22 segundos do que o vencedor, Rohan Dennis, que cumpriu o percurso em 10.48 minutos.
Atrás do australiano da BMC ficou o holandês Jos van Emden (LottoNL-Jumbo), segundo, a cinco segundos, e o alemão Jasha Sütterlin (Movistar), terceiro, a 14.
Mário Costa (Lampre-Merida), o outro português em competição no Eneco Tour, foi 141.º, a 1.17 minutos de Dennis.
Na classificação geral, o australiano lidera com cinco segundos de vantagem sobre Van Emden e 13 sobre o novo campeão europeu e campeão mundial, o eslovaco Peter Sagan (Tinkoff).
Nelson Oliveira é 20.º na geral, a 22 segundos, enquanto Costa é 135.º, a 1.17 minutos.
Na quarta-feira, disputa-se a terceira etapa, uma ligação de 182,3 quilómetros entre as cidades belgas de Blankenberge e Ardooie.

Fonte: Record on-line

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