quarta-feira, 30 de setembro de 2020

“Volta a Portugal Edição Especial Jogos Santa Casa”


Oier Lazkano troca as voltas aos sprinters e ganha em Viseu

Por: José Carlos Gomes

O basco Oier Lazkano (Caja Rural-Seguros RGA) ganhou hoje, isolado, a terceira etapa da Volta a Portugal Edição Especial Jogos Santa Casa, uma ligação de 171,9 quilómetros, entre Felgueiras e Viseu, teoricamente ao jeito dos velocistas. Amaro Antunes (W52-FC Porto) mantém a Camisola Amarela Jogos Santa Casa.

Foi uma etapa espectacular, parecendo uma clássica, com permanentes ataques, sempre com resposta do pelotão até estarem cumpridos dois terços da viagem. Inicialmente, as movimentações visaram as classificações da regularidade e da montanha. Tiveram sucesso a Kelly-Simoldes-UDO, que deixou Luís Gomes com a Camisola Vermelha Cofidis, e a Rádio Popular-Boavista, que reforçou a posição como da Camisola Branca e Vermelha Fidelidade, símbolo de melhor trepador.

Passadas as subidas, com um pelotão já fragmentado pelas ofensivas e movimentações, Oier Lazkano, já envolvido noutras escaramuças nesta jornada, atacou para mais de 40 quilómetros em solitário.


A organização nunca foi muita no pelotão, onde se sucediam as tentativas de fuga, impedindo uma perseguição metódica e elevando a vantagem do corredor da Caja Rural para mais de 3 minutos. Quando as equipas dos sprinters “acordaram” já era tarde e Oier Lazkano pôde celebrar a primeira vitória como profissional, ao cabo de 4h13m15s de etapa. O britânico Daniel McLay (Team Arkéa Samsic) encabeçou o pelotão, a 13 segundos, diante do venezuelano Leangel Linarez (Miranda-Mortágua).

“Foi uma etapa muito dura desde o início, com fugas sempre a serem alcançadas. Estava num grupo em que não havia entendimento e fui sozinho. Era até onde chegasse. E cheguei até à meta”, descreve, com simplicidade, Oier Lazkano, jovem que ainda não completou 21 anos.

Na luta pela classificação geral, apesar de alguns fogachos, acabou por ser uma jornada de transição entre duas etapas decisivas. Amaro Antunes mantém-se no topo da geral, com 13 segundos de vantagem sobre o principal adversário, Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel). O terceiro é Gustavo César Veloso (W52-FC Porto), a 1m13s.

“Conseguimos controlar a etapa na perfeição, chegando aqui com margem para ficarmos tranquilos. Estamos focados num só objetivo, que é a disputa da Volta a Portugal. A próxima etapa é decisiva e poderemos fazer a diferença, comigo ou com outro colega de equipa”, antecipa Amaro Antunes.


Nas restantes classificações, o britânico Simon Carr (Nippo Delko Provence) segue com a Camisola Branca IPDJ, de melhor jovem, apesar de um percalço num momento delicado, um furo a 5 quilómetros do fim. A W52-FC Porto encima a tabela coletiva.

Segue-se, nesta quarta-feira, a etapa em linha mais curta da Volta, 148 quilómetros entre a Guarda e o alto da Torre (Covilhã). A meta coincide com um prémio de montanha de categoria especial, esperando-se temperaturas na ordem dos cinco graus à hora de chegada dos primeiros. Vai ser um desafio para campeões, que pode deixar a classificação ainda mais definida.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Volta a Portugal/José Azevedo regressou a casa com uma equipa que quer levar ao Tour”


Uma década depois, José Azevedo está de volta à principal prova portuguesa de ciclismo

José Azevedo está de regresso à Volta a Portugal em bicicleta, após mais de uma década de ausência, como diretor desportivo da Nippo Delko Provence, uma equipa que o seduziu pelo projeto de chegar ao Tour.

Embora fosse visita habitual da caravana em cada verão, José Azevedo não participava na prova rainha do calendário nacional desde que se despediu do pelotão em 2008, com o 25.º lugar na geral final da Volta a Portugal.

“É uma boa sensação [estar na Volta] No meu caso particular, depois de tantos anos afastado, é especial. Foi 2008 o meu último ano como ciclista, acabei a carreira aqui em Portugal. Depois, vinha ver etapas, vinha visitar a Volta. Estou contente por estar de regresso”, confidenciou à agência Lusa.

O reencontro com conhecidos de sempre, pessoas com quem passou anos da sua carreira e com quem criou relações de amizade, mas que via apenas na Volta ao Algarve de ano a ano, é outro dos aliciantes deste regresso a casa do quinto classificado do Tour2004 e do Giro2001, que só lamenta que este aconteça num contexto de restrições motivadas pela pandemia de covid-19.

Nos últimos anos, o antigo ciclista, de 47 anos, foi, primeiro, diretor desportivo e, depois, ‘manager’ da Katusha, que tinha outro programa e um calendário diferente, não compatível com a corrida portuguesa, mas, agora, a Volta a Portugal insere-se na perfeição no ‘target’ da Nippo Delko Provence .

“Esta é uma prova que nos permite fazer nove dias de competição, e, ao mesmo tempo, pela qualidade que a prova tem e também por dar na televisão, tem muita projeção internacional, o que é bom para os patrocinadores. Também para os corredores jovens que temos na nossa equipa é uma oportunidade para evoluir”, notou o diretor desportivo da formação francesa, que tem o britânico Simon Carr como líder da juventude.

Depois do conturbado final da Katusha, José Azevedo pensou que iria ficar uma temporada fora do ciclismo, antes de assumir, novamente, o papel de diretor desportivo de uma qualquer equipa do WorldTour, contudo, o projeto apresentado pelo novo dono da Nippo Delko Provence convenceu-o e o regresso aconteceu antes do esperado.

“Acho que no nosso trabalho de diretor desportivo, o que conta são os projetos, pelo menos no meu caso. Esta equipa foi adquirida por um novo proprietário, ele explicou-me o projeto que tinha em mente. O objetivo é consolidar esta equipa no escalão Pro Continental e chegar à Volta a França. E foi esse projeto de construir algo, a confiança que teve em mim para ajudá-lo, que me fez aceitar o convite que ele me fez”, justificou.

Apesar de ser “algo diferente, numa dimensão diferente”, Azevedo não considera que ter ‘baixado’ uma divisão seja um retrocesso na sua já longa e conceituada carreira enquanto diretor desportivo, até ao ano passado construída sempre em equipas do WorldTour.

“Nós como diretores, movemo-nos por objetivos. Temos de estar motivados para o trabalho. E foi isso que me seduziu. Se conseguirmos que esta equipa vá evoluindo, ganhe uma imagem boa e comece a ter entrada em corridas mais importantes, e, finalmente, conseguirmos chegar ao Tour, para mim é positivo. Não sinto que seja um passo atras, é uma coisa diferente. Se estivermos a falar de divisão, é um passo atrás, mas o facto de poder ajudar a construir algo, se conseguirmos algo, é uma vitória”, sublinhou.

Satisfeito por ter “uma equipa competitiva, independentemente de ganhar ou não”, o poveiro defende que, se houver uma mudança de mentalidade, que faça com que os seus ciclistas estejam sempre na discussão das provas, o futuro da Nippo Delko Provence será risonho.

“Nesta corrida, a filosofia é a mesma. O nosso objetivo é ter, no final, um corredor nos 10 primeiros, acho que temos legitimidade para isso. E, nas etapas que encaixam nas características dos nossos corredores, vamos tentar assumir”, revelou à Lusa.

Fonte: Sapo on-line

“Volta a Portugal/Motard já teve alta hospitalar”


Bandeira amarela sofreu traumatismo cranioencefálico durante a segunda etapa

Por: Pedro Filipe Pinto

Foto: Lusa

O motard que sofreu um grave acidente durante a segunda etapa da Edição Especial da Volta a Portugal já teve alta hospitalar e já se encontra em casa.

O bandeira amarela sofreu um traumatismo cranioencefálico depois de Nigel Elssay, ciclista da Rally Cycling, ter embatido contra si.

Por sua vez, o corredor canadiano continua internado no hospital Padre Américo, em Penafiel, e vai ser submetido a cirurgia nesta quinta-feira.

Fonte: Record on-line

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