Flávio Pacheco foi esta quinta feira o 10.º classificado, na categoria H4, na prova de fundo da Taça do Mundo de Paraciclismo, que está a decorrer em Gistel, na Bélgica. O dia voltou a ficar marcado por uma prestação de elevado nível do atleta português, que mais uma vez surpreendeu com uma exibição exemplar. O paraciclista luso esteve na luta direta pelo 5.º lugar até à quarta volta de um total de seis, algo inédito no seu percurso competitivo a este nível.
A prova realizou-se num percurso com 61,2 quilómetros (seis voltas a um circuito de 10,2 quilómetros) e revelou-se extremamente exigente desde o início. Com um ritmo elevado e marcada por uma forte exposição ao vento, criou-se um cenário seletivo onde apenas os atletas mais fortes e bem preparados conseguiram resistir. Integrado num segundo grupo composto por corredores de elite, Flávio Pacheco demonstrou grande maturidade tática, mantendo-se sempre atento às movimentações e evidenciando uma excelente disponibilidade física.
Apesar de uma ligeira quebra à
entrada para a quinta volta, o atleta português conseguiu reagir com
inteligência, gerindo o esforço e mantendo sob controlo os adversários que
seguiam no seu encalço, assegurando assim uma prestação sólida até ao final.
A medalha de ouro foi para o francês Joseph Fritsch também vencedor do contrarrelógio individual, que concluiu o percurso em 1h27m22s, seguindo-se a prata para o suíço Fabian Recher e o bronze ficou com o austríaco Thomas Fruhwirth. Flávio Pacheco gastou mais 11m53s que o vencedor para concluir a prova.
Flávio Pacheco destacou o seu
atual estado de forma e “a qualidade do trabalho desenvolvido nas últimas
semanas”, sublinhando que “a especificidade do treino tem sido determinante
para responder às constantes mudanças de ritmo e ataques no pelotão”.
Por sua vez, o Selecionador
Nacional de Paraciclismo, Telmo Pinão, reforçou “a confiança na evolução do
atleta”, afirmando que, “com a continuidade deste trabalho, Flávio poderá, nos
próximos anos, posicionar-se entre a elite mundial e lutar de forma consistente
por lugares de top-5 em Taças do Mundo e Campeonatos do Mundo, evidenciando
novamente a sua resiliência e serenidade em contexto competitivo”.
Fonte: Federação Portugal
Ciclismo



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