domingo, 13 de julho de 2025

“Tadej Pogacar: "Quero ganhar esta Volta a França pelo João"


Por: Carlos Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Tadej Pogacar sofreu um duro revés na 9ª etapa da Volta a França 2025 com a perda do seu principal apoio na montanha, João Almeida. O português, peça chave da UAE Team Emirates – XRG no apoio ao líder da classificação geral, foi forçado a abandonar devido às consequências de uma queda violenta sofrida nos derradeiros seis quilómetros da 7ª etapa. Com uma costela fracturada, múltiplas escoriações e problemas numa mão, Almeida completou a 8ª etapa em sofrimento, mas hoje meteu o pé no chão.

"Foi incrível a forma como o João lidou com as lesões nos últimos dias", afirmou Pogacar após a chegada a Châteauroux. "Se eu estive a sofrer durante toda a etapa de hoje, nem consigo imaginar o que ele sentiu. Tenho o maior respeito por ele e estou profundamente triste por tê-lo perdido."

A ausência de João Almeida terá impacto directo na forma como a UAE gere as etapas decisivas nas montanhas. "Tê-lo a disputar a geral connosco era um luxo. Agora temos de repensar a nossa estratégia para que a sua ausência pese o menos possível. Estava em excelente forma e estou ansioso pela sua recuperação e pelo seu regresso às corridas. E, claro, agora quero vencer esta Volta a França por ele", reforçou o líder da UAE.

Na 9ª etapa, Pogacar esteve constantemente sob pressão da Team Visma | Lease a Bike, que voltou a apostar nos ventos cruzados para tentar criar cortes no grupo dos favoritos. Apesar do calor intenso e da presença incomodativa de Van der Poel na fuga, o esloveno manteve-se atento e defendeu-se bem das movimentações.

"Foi mais duro do que o perfil indicava. O calor tornou tudo mais exigente e o facto de o Mathieu estar na frente também dificultou o controlo do pelotão", comentou Pogacar. "Acabou por ser super difícil para uma etapa plana."

A 10ª etapa levará o pelotão às montanhas pela primeira vez nesta edição da Volta e a UAE terá de lidar com a ausência de Almeida já no primeiro grande teste em terreno inclinado. Pogacar antecipa uma jornada agressiva, no dia da Bastilha, feriado nacional francês.

"Esperamos muito calor e uma etapa difícil. Vai haver uma luta intensa pela fuga, porque é o Dia da Bastilha e todos os franceses vão querer brilhar. Vai ser uma jornada complicada de controlar, mas estaremos atentos às movimentações das equipas rivais", explicou o esloveno. "O percurso não é o mais duro da prova, mas oferece muitas oportunidades, mesmo em termos de classificação geral."

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“Antevisão da 10ª etapa da Volta a França 2025: Primeiro braço de ferro entre UAE e Visma sem Almeida”


Por: Carlos Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

A Volta a França de 2025 é a maior e mais mediática corrida da época e é o ponto alto da época velocipédica e todos os anos proporciona-nos etapas memoráveis.


Antevisão da 10ª etapa

No dia da Bastilha temos uma etapa com 4400 metros de acumulado, com sete subidas categorizadas e uma constante montanha-russa. Um dia para os ciclistas das clássicas (se uma fuga for bem-sucedida), mas provavelmente também uma luta pela classificação geral. Muito poderá acontecer neste dia, pois o percurso é armadilhado. Mesmo que os ciclistas da geral consigam passar as dificuldades, os últimos 3,3 quilómetros têm uma média de 8% e deverão ver os candidatos à vitória na geral rebentarem com a corrida.


Este tem tudo para ser um dia caótico, mas, com ciclistas tão fortes na lista de partida, a luta pela Camisola Amarela provavelmente não sofrerá alterações significativas, a menos que alguns dos favoritos consigam isolar-se na frente. O percurso está repleto de subidas, nenhuma delas particularmente longa ou exigente, mas o desgaste vai-se acumulando gradualmente ao longo das horas até à subida final.


A penúltima subida do dia tem cerca de 5 quilómetros a pouco mais de 6% de inclinação média e termina a 10 quilómetros da meta. É uma subida exigente e a luta pelo posicionamento no topo será certamente intensa, já que a descida seguinte é técnica e leva os ciclistas directamente para o início da ascensão final. A última subida não é explosiva, desenvolve-se num vale em linha reta, mas os 3,3 quilómetros a 8% podem provocar diferenças se houver ataques desde o início e é bastante provável que isso aconteça.

 


O Tempo

 

Temperaturas muito mais baixas, mas o vento continuará a soprar, vindo de oeste com intensidade moderada. Os ciclistas apanharão vento de frente na maioria das subidas. Na subida final, se o vento se fizer sentir, será vento lateral.

 

Os Favoritos

 

Visma – A grande incógnita do dia é perceber como irá a Visma correr. Em breve entramos na alta montanha, onde a equipa deixará de poder usar Matteo Jorgenson para pressionar Pogacar, o que torna esta etapa uma oportunidade crucial. Na sexta etapa, a equipa holandesa venceu um confronto directo ao conseguir colocar homens na fuga e alimentar o caos que a UAe procurava controlar. Amanhã é provável que tentem repetir a fórmula, colocando vários ciclistas na frente, como Van Aert ou Benoot. Devem também procurar explorar Jorgenson do ponto de vista táctico, pois este é um terreno que lhe assenta bem e a equipa pode beneficiar de um grupo forte na frente da corrida para abrir uma vantagem significativa em relação ao pelotão.

Jonas Vingegaard deverá permanecer no pelotão com a missão clara de seguir Pogacar na subida final, enquanto o restante da equipa tentará criar dificuldades a uma UAE fragilizada pela perda de João Almeida. A Visma precisa de aproveitar todas as oportunidades enquanto ainda pode e poderá tirar partido do terreno ondulante, bem como da presença de muitos ciclistas ofensivos que procurarão integrar a fuga do dia, para formar alianças circunstanciais que desestabilizem o controlo da corrida.

Tadej Pogacar - A UAE Team Emirates - XRG, por seu lado, terá de manter coesão na primeira hora de corrida e garantir que os seus homens permanecem com Pogacar. Estão conscientes de que a Visma vai atacar, mas desde que consigam impedir Matteo Jorgenson de integrar a fuga, terão condições para controlar a corrida ao seu ritmo. A equipa dos Emirados não está habituada a passar longos períodos a liderar o pelotão, o que tornará o dia exigente, mas ainda assim controlável. Se conseguirem levar Pogacar em segurança até à subida final, o que é algo perfeitamente plausível, poderão até ganhar tempo aos rivais.

Luta pela classificação geral – Os restantes candidatos à geral tentarão limitar perdas num dia duro, após uma semana exigente de competição e naquele que marca o primeiro verdadeiro teste com subidas sérias (ainda que não se trate de alta montanha). É plausível que ciclistas como Ben Healy, Aurélien Paret-Peintre ou Guillaume Martin procurem integrar a fuga, tanto para subir posições na geral como, no caso do irlandês, até sonhar com a Camisola Amarela. Para além destes perfis ofensivos, a maioria dos homens da geral deverá resguardar-se nas rodas da Visma e da UAE, aguardando pela subida final para medir forças entre si.

Se não houver grande acção entre Pogacar e Vingegaard na subida final, não seria surpreendente ver alguém como Florian Lipowitz ou Felix Gall na dianteira. Ambos têm-se mostrado incrivelmente fortes até agora e as suas posições actuais na geral, 8.º e 14.º, não reflectem de forma alguma o real potencial que têm vindo a demonstrar neste Tour. Remco Evenepoel, Kévin Vauquelin e Oscar Onley serão ciclistas que estão satisfeitos com as suas posições actuais, Primoz Roglic dificilmente estará a rodar com os melhores neste momento, mas Mattias Skjelmose, Tobias Johannessen e Enric Mas também são capazes de estar na ultima subida com os melhores até ao fim.

Fuga do dia – Este é um terreno para trepadores, mesmo sem estarmos propriamente em alta montanha. Independentemente do desenrolar da corrida, para que um grupo consiga vingar na frente até à meta, será necessário ter ciclistas com grande resistência e capacidades de escalada, pois os últimos quilómetros surgirão num momento de elevado desgaste. A subida final não é explosiva, mas exigirá pernas frescas e perfil de trepador para resistir à selecção natural que se fará nessa fase.

Romain Grégoire, Ben O'Connor, Neilson Powless, Valentin Madouas, Steff Cras, Alex Baudin, Quinn Simmons, Michael Storer, Alexey Lutsenko, Lenny Martínez e Harold Tejada são alguns dos ciclistas que poderão ter hipóteses de vencer a jornada.

 

Previsão da 10ª etapa da Volta a França 2025

 

*** Tadej Pogacar, Ben Healy

** Jonas Vingegaard, Romain Grégoire, Neilson Powless, Michael Storer

* Matteo Jorgenson, Remco Evenepoel, Kévin Vauquelin, Oscar Onley, Florian Lipowitz, Mattias Skjelmose, Felix Gall, Enric Mas, Aurélien Paret-Peintre, Alex Baudin, Lenny Martínez, Quinn Simmons, Alexey Lutsenko

Escolha: Ben Healy

Como: Vitória da fuga.

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“Tadej Pogacar lamenta abandono de João Almeida: «Era um luxo tê-lo connosco»”


Líder do Tour diz que a equipa vai ter de se reorganizar sem o português

 

Por: Marco Martins

Foto: UAE Emirates XRG-ph sprint

Tadej Pogacar sabe que perdeu um colega importante para defender a camisola amarela no Tour. "É uma pena perder o João. Estava numa boa forma física", começou por dizer o ciclista da Emirates após o final da nona etapa, referindo depois compreender as razões que levaram ao abandono do ciclista de A dos Francos.

"É um colega importante. É pena vê-lo desistir, mas podemos entender. Esta etapa até para mim foi complicada, nem quero imaginar para ele com as lesões que tinha".

Os elogios a João Almeida são reais por parte de Pogacar, admitindo que a Emirates vai ter de se reorganizar a partir de agora. "Era um luxo tê-lo, tínhamos um dos melhores trepadores do mundo connosco. Mas vamos ter de fazer as coisas sem ele, vamos ter de nos organizar e que esta perda não nos afete muito.

João Almeida, recorde-se, abandono no decorrer da etapa deste domingo devido às consequências físicas que resultaram da queda que sofreu na 7.ª etapa.

Fonte: Record on-line

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