domingo, 26 de maio de 2024
“Tadej Pogacar transformou-se em ‘bom gigante’ na estreia no Giro”
A história, para o rapaz nascido em 21 de setembro de 1998, começou noutra modalidade, outro amor, o futebol, mas o irmão, Tilen, inscreveu-o no clube de ciclismo de Ljubljana, dando início à lenda do mais jovem bicampeão do Tour de sempre.
O esloveno Tadej Pogacar
estreou-se na Volta a Itália em bicicleta, um sonho que tinha na carreira, com
uma vitória dominadora, em que exibiu a faceta de ‘bom gigante’, acumulando vitórias enfáticas com gestos
de camaradagem.
“Acredito
que venho de uma boa família e que fui educado para ser um bom rapaz”,
confessou, depois de ver os pais e a namorada, a também ciclista profissional
Urska Zigart, a apoiá-lo na estrada numa etapa do Tour em 2021.
O “bom rapaz” cresceu
e, aos 25 anos, assemelha-se agora a um ‘bom
gigante’, dado que vence quase tudo por onde passa e com uma
atitude em cima da bicicleta que ‘trai’ a simpatia e bondade que parece transbordar fora
dela.
Foi granjeando simpatia pouco
comum para alguém tão dominador sobre o pelotão, a vencer mesmo quando admitia
que não tinha planeado discutir o triunfo, de forma ‘autoritária’ e
sem qualquer margem para dúvidas, de tal forma que se dizia entre os fãs da
modalidade, ao final da primeira semana, que o título estava ‘entregue’.
Ainda assim, foi mostrando um
lado magnânimo, fosse a entregar a Giulio Pellizzari a camisola rosa que
envergou quando negou a vitória na 16.ª etapa ao jovem italiano, um dia um fã
que tirou uma foto com ele e hoje um ciclista de 20 anos a tentar vencer uma
tirada, ou a tentar ‘oferecer’ um triunfo ao polaco Rafal Majka, seu ‘general’
nesta edição.
Ajudou o português Rui
Oliveira, seu companheiro na UAE Emirates, a lançar um sprint do colombiano
Juan Sebastián Molano, acumulou referências a pizza e outros ícones italianos,
correu como um campeão e recusou esconder-se ou deixar de tratar cada corrida
como isso mesmo, uma corrida para vencer.
A caminho de tentar o raro
feito de acumular Giro e Tour no mesmo ano, e com Itália rendida ao seu
carisma, ‘Pogi’ prolongou um ‘rasto’ praticamente imaculado em 2024 venceu todas as
provas em que participou, ou seja, a Strade Bianche, a Volta à Catalunha e a
Liège-Bastogne-Liège, sendo a exceção a Milão-Sanremo, em que foi terceiro.
Mais do que as vitórias,
esperadas de alguém que Eddy Merckx já profetizou como podendo ser “o novo ‘Canibal’”, destaca-se a maneira
como as conquista, com um pendor ofensivo que lhe dá já 11 etapas no Tour, três
Voltas à Lombardia, uma Volta a Flandres ou a Flèche Wallonne, destaques entre
77 vitórias como profissional.
A abrir essa conta
‘astronómica’, e que só crescerá em anos vindouros, está o Alto da Fóia, no sul
de Portugal, e uma Volta ao Algarve de 2019, em que aproveitou a queda do chefe
de fila Fabio Aru para brilhar ao mais alto nível, na segunda etapa.
Aí, as borbulhas na cara e a
inexperiência no trato com jornalistas denotavam uma impreparação que ‘traiu’, primeiro ao arrebatar a geral
final, depois, mais para o fim do ano, ao ir à Volta a Espanha mostrar ao que
vinha terceiro lugar final na grande Volta de estreia, três etapas
conquistadas, a anunciar ao mundo que tinha nascido uma estrela.
Em 2020, ‘arrasou’ no
Tour, repetiu a dose em 2021, perfilando-se como um bicampeão consagrado e
aparentemente imbatível, capaz de vencer sem grande equipa a apoiá-lo ou mesmo
depois de perder tempo em azares, mas, nas duas edições seguintes, teve
idêntico número de contrariedades, todas com o mesmo nome: Jonas Vingegaard.
O dinamarquês da agora
Visma-Lease a Bike ‘banalizou’ o esloveno em França e obrigou-o a procurar
outras fontes de glória, outra forma de correr sem tanta impulsividade, ataques
desnecessários, impaciência ou exagero de objetivos, outra forma de lidar com a
frustração, bem explícitos naquele já icónico “I’m
gone. I’am dead” (‘Já fui,
estou morto’, na tradução em português) com que reconheceu a
derrota no Tour2023 durante a 17.ª etapa.
O esloveno, que em 2023
fraturou o escafoide e teve a sua preparação para a ‘Grande Boucle’
fortemente condicionada, encarou a Volta a Itália como “um sonho”, como admitiu várias vezes,
seja a vencer etapa atrás de etapa ou a vestir a icónica ‘maglia rosa’, mas também um caminho a ter
até ao Tour, que já surgia nas conversas com jornalistas ao longo dos dias de
descanso da ‘corsa rosa’.
A história, para o rapaz
nascido em 21 de setembro de 1998, começou noutra modalidade, outro amor, o
futebol, mas o irmão, Tilen, inscreveu-o no clube de ciclismo de Ljubljana,
dando início à lenda do mais jovem bicampeão do Tour de sempre.
“Quis
imediatamente imitar o meu irmão, mas não tinham uma bicicleta tão pequena no
clube”, revela no seu site pessoal.
Fazendo jus à perseverança
evidenciada nas suas conquistas na prova francesa, não desistiu de seguir as
pisadas de Tilen e, em pleno inverno, com apenas nove anos, começou a
acompanhar o irmão nos treinos, participando na sua primeira corrida logo em
2008, com bons resultados, para nunca mais parar.
O potencial tremendo,
corroborado pela conquista da Volta a França do Futuro (2018), chamou a atenção
da UAE Emirates, que lhe ofereceu um contrato para as temporadas seguintes, com
o desfecho que se conhece: uma lenda em crescendo, em busca, agora, do ajuste
de contas com a ‘Grande Boucle’.
Fonte: Sapo on-line
“Sabgal / Anicolor Gabriel Baptista e Tiago Caetanita terminam Volta a Portugal do Futuro com prestação positiva”
Fotos: Podium Events
Após quatro dias na estrada, Gabriel Baptista e Tiago Caetanita, da Equipa Profissional de Ciclismo Sabgal / Anicolor, terminaram hoje a sua primeira participação na Volta a Portugal do Futuro com uma prestação muito positiva. A dupla esteve sempre em bom plano, concluindo a 4.ª Etapa com Gabriel Baptista a chegar inserido no pelotão, 43 segundos depois da fuga, onde João Martins (Rádio Popular-Paredes-Boavista) foi o mais forte do trio que estava em cabeça de corrida. Luca Bagnara (Team Polti Kometa) confirmou a conquista da 31.ª edição, depois de hoje ter sido 10.º classificado.
A última etapa partiu neste domingo de Figueiró dos Vinhos, para 150,8 km que terminariam nas Caldas da Rainha. A primeira fuga juntou cinco corredores e deu-se logo nos quilómetros iniciais. Mas aos 20 km o pelotão já rolava compacto. Após várias movimentações, formou-se nova fuga, desta vez composta por um quarteto, sem representação da Sabgal / Anicolor. Os fugitivos aguentaram até aos 137 km, quando um deles descolou, ficando a discussão da vitória da etapa entregue aos três corredores que seguiram em fuga até à meta.
Seria João Martins o mais
rápido na chegada às Caldas da Rainha, com três segundos de vantagem sobre o
2.º classificado e cinco sobre o 3.º. Gabriel Baptista chegou juntamente com o
pelotão, 43 segundos depois e Tiago Caetanita só terminou quando já passavam
13m58s da chegada do vencedor do dia.
“Foi uma boa corrida. Os nossos dois atletas são Sub-23 de 1.º Ano, passaram do escalão de Juniores do ano passado basicamente para profissionais, fizeram uma prova da categoria deles, Sub-23, mas deram um grande salto. Acho que foi um bom passo que deram e tiveram uma boa evolução, tanto Gabriel Baptista, que esteve na disputa da etapa, como Tiago Caetanita e foi uma prova que acabaram por concluir com uma boa prestação, por isso dou os parabéns a ambos pela sua evolução e sei que têm muita qualidade para o futuro”, rematou Rúben Pereira, diretor desportivo da Sabgal / Anicolor.
CLASSIFICAÇÕES:
31.ª
VOLTA A PORTUGAL DO FUTURO
4.ª
ETAPA: Figueiró dos Vinhos – Caldas da Rainha» 150,8 km
CLASSIFICAÇÃO
INDIVIDUAL NA 4.ª ETAPA
1.º João Martins (Rádio
Popular-Paredes-Boavista), 03h42m47s
2.º João Silva (Óbidos Cycling
Team), a 03s
3.º Pedro Pinto Castro (Efapel
Cycling), a 05s
13.º Gabriel Baptista (Sabgal
/ Anicolor), a 43s
43.º Tiago Caetanita (Sabgal / Anicolor), a 13m58s
CLASSIFICAÇÃO
GERAL INDIVIDUAL – AMARELA (após a 4.ª Etapa)
1.º Luca Bagnara (Team Polti
Kometa), 14h16m55s
2.º Dylan Roberto Jimenez
Arias (Rias Baixas-Intxausti-Cinan|Mx), a 01m42s
3.º Alexandre Montez
(Credibom/LA Alumínios/Marcos Car), a 02m07s
18.º Gabriel Baptista (Sabgal
/ Anicolor), a 07m44s
40.º Tiago Caetanita (Sabgal /
Anicolor), a 24m45s
CLASSIFICAÇÃO
GERAL PONTOS – VERDE
1.º João Martins (Rádio
Popular-Paredes-Boavista), 56 Pontos
13.º Gabriel Baptista (Sabgal
/ Anicolor), 16 Pontos
CLASSIFICAÇÃO GERAL JUVENTUDE – BRANCA
1.º Gorka Corres Ibañez de
Opakua (Caja Rural- Alea), 14h20m22s
7.º Gabriel Baptista (Sabgal /
Anicolor), 14h24m39s
19.º Tiago Caetanita (Sabgal /
Anicolor), 14h41m40s
Fonte: Clube Desportivo
Fullracing
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