quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

“Volta ao Algarve: Diretor admite organização mais atenta para evitar erros”


O diretor da ‘Algarvia’ admite ainda que as motos que iam na frente da corrida também possam ter induzido os ciclistas em erro

 

O diretor da Volta ao Algarve admitiu hoje a necessidade de “uma estrutura mais robusta”, considerando que a anulação da primeira etapa foi “o mal possível” para não prejudicar os ciclistas que não cortaram a meta.

“É um facto que analisámos várias imagens, tentámos perceber internamente o que é que levou a isto ter acontecido. Percebemos que é um conjunto de pequenos erros. Logicamente, a organização tem que assumir. Como responsáveis da organização, temos que assumir a nossa parte”, concedeu Sérgio Sousa.

O diretor da organização falava aos jornalistas em Lagoa, ponto de partida da segunda etapa, no rescaldo da anulação da primeira tirada na quarta-feira, depois de dezenas de ciclistas terem seguido o desvio dos carros e falhado a meta em Lagos.

“Estamos conscientes, junto das equipas, junto dos atletas, que disponibilizámos toda a informação que indicava corretamente como é que era o desvio dos carros, que teriam que fazer a rotunda pelo lado esquerdo, mas, infelizmente, no momento do desvio dos carros, houve ali uma hesitação da nossa parte humana, da organização”, reforçou.

O diretor da ‘Algarvia’ admite ainda que as motos que iam na frente da corrida também possam ter induzido os ciclistas em erro.

“O ciclismo, naquela velocidade, na verdade basta o primeiro ciclista tomar a trajetória errada que todo o pelotão depois vai atrás. Acabaram por sair pelos desvios dos carros de apoio, porque era ali que teríamos que fazer o filtro, quem pode entrar na reta da meta e quem não pode. Foi um procedimento que correu menos bem”, lamentou.

 

Agora, Sérgio Sousa afirma que a organização irá “certamente reforçar a questão do desvio dos carros”.

“Percebemos que temos que ter uma estrutura mais robusta, ter uma atenção maior neste momento, mas custa-me atribuir toda a responsabilidade para a organização, porque há um conjunto de fatores por detrás que levaram isto a acontecer, nomeadamente […] o instinto de seguirem uma moto que seguiu o desvio dos carros de apoio”, notou.

Para o responsável, a decisão do colégio de comissários de anular a etapa foi difícil, mas a possível ao abrigo dos regulamentos.

“Acaba por ser a única forma que tínhamos de recolocar estes 92 ciclistas que ontem [quarta-feira] não passaram a linha de meta. É um mal possível. Temos a consciência que a etapa de ontem não era decisiva para a classificação geral da Volta ao Algarve e para o desfecho final desta Volta ao Algarve, acaba por ser um mal menor nesse sentido”, evidenciou.

A opção de anular a etapa penalizou, no entanto, o italiano Filippo Ganna (INEOS), o primeiro a cortar a meta no percurso correto, com a decisão do colégio a ser muito criticada no pelotão.

“Logicamente compreendo essa postura e essa visão, mas o que é certo é que todos temos a consciência que a verdade desportiva não estava ali vincada e não é essa também a nossa forma de estar no ciclismo. Acima de tudo, devia prevalecer um bom espetáculo desportivo, um espetáculo televisivo, e na verdade isso não aconteceu”, finalizou.

À partida para a segunda etapa, que termina no alto da Fóia, Ganna também falou aos jornalistas, limitando-se a dizer que “foi tomada a decisão que tinha de ser tomada”.

“Obviamente, teria sido bom vencer”, pontuou, já menos irritado do que na véspera, quando se recusou a subir ao pódio para envergar simbolicamente a amarela.

Fonte: Sapo on-line

“Volta ao Algarve: Cândido Barbosa assume "falha organizativa"


O presidente da FPC concedeu que houve “um engano claro por parte da organização, que induziu os ciclistas em erros” na primeira etapa da prova

 

Por: Lusa

Foto: Lusa

Um “engano claro por parte da organização” induziu em erro os ciclistas no final da primeira etapa da Volta ao Algarve, assumiu Cândido Barbosa, considerando que a falha organizativa manchou a 51.ª edição.

“Foi uma falha organizativa. Nota-se perfeitamente”, começou por admitir o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), responsável pela ‘Algarvia’.

Cândido Barbosa falava aos jornalistas após o caótico final em Lagos, onde dezenas de ciclistas seguiram pelo desvio dos carros e falharam a passagem na meta, o que levou o colégio de comissários a anular a primeira etapa.

“A organização teve uma falha, as imagens estão gravadas. Temos lá um bandeira amarela que não atuou a tempo. Os ciclistas vêm a alta velocidade, se calhar deviam estar dois [bandeiras]. A própria PSP deveria fazer o seu papel, que nota-se nas câmaras em direto que não fez”, defendeu.

O presidente da FPC concedeu que houve “um engano claro por parte da organização, que induziu os ciclistas em erros”.

“Vamos manchar a Volta ao Algarve com uma situação destas. Uma corrida deste nível, com o resultado que teve no último ano, de melhor corrida UCI ProSeries de cinco dias. Começámos mal, mas a organização fez tudo o que estava ao seu alcance. Naturalmente, esta falha deitou tudo a perder. Uma coisa mínima, mas infelizmente não tenho palavras para mais”, disse o antigo ciclista, que sucedeu em novembro a Delmino Pereira na presidência da FPC.

Barbosa recordou ainda que o presidente do colégio de comissários, o espanhol Miguel Echezortu, é “o decisor final” e que este entendeu que anular a etapa era a única solução.

“Só temos de concordar. Vamos fazer a cerimónia protocolar para determinar o vencedor virtual, e amanhã [quinta-feira] começam todos do zero. Amanhã, começa a Volta ao Algarve”, concluiu.

Fonte: Sapo on-line

“Volta ao Algarve: Para Alaphilippe tudo é novo menos a vontade de desfrutar do ciclismo”


Ciclista francês confessa-se "supermotivado" nesta nova fase da carreira

 

Por: Lusa

Foto: Luís Branca

Julian Alaphilippe mostrou-se surpreendido com a atribuição do Prémio Prestígio da 51.ª Volta ao Algarve, confessando-se "supermotivado" nesta nova fase da sua carreira, em que tudo é novo, menos a vontade de "desfrutar da competição".

'Loulou' é a antítese da vedeta: disponível e espirituoso, o francês perde-se em palavras amáveis para a prova portuguesa, que o elegeu nesta edição evocando o seu estatuto de antigo bicampeão mundial de fundo (2020 e 2021).

"É muito bom. Obrigado a quem decidiu atribuir-me o prémio. É um prazer para mim estar aqui. Estou mesmo feliz por começar a época aqui em Portugal e por estar no Algarve. Nunca fiz a corrida, por isso estou muito motivado", insistiu.

Após 11 temporadas no WorldTour, na estrutura da Soudal Quick-Step, o carismático francês decidiu baixar de 'divisão' para relançar a sua carreira, assinando com a Tudor, do segundo escalão.

"Para mim, é tudo novo, mas é uma boa sensação. É tudo recente, são boas pessoas, estamos contentes juntos. É uma boa energia", revelou, já perfeitamente integrado na sua nova estrutura.

Combativo como poucos, Julian Alaphilippe tornou-se um dos mais populares ciclistas do pelotão e dos mais amados em França, depois de liderar a Volta a França durante 14 dias em 2019 -- foi quinto na geral final -, um ano após ter-se sagrado 'rei da montanha' na prova 'nacional'.

'Loulou' tem 44 vitórias no currículo, entre as quais se destacam seis etapas na Volta a França, três Flèche Wallonne (2018, 2019 e 2021), a Milão-Sanremo e a Strade Bianche em 2019, mas, à exceção de uma etapa na última Volta a Itália, as suas três últimas temporadas foram mais do que discretas.

O 'divórcio' com a Soudal Quick-Step tornou-se inevitável, depois de o antigo patrão da equipa Patrick Lefevere o ter criticado publicamente por não justificar o seu salário com triunfos.

Agora, o francês de 32 anos diz-se "supermotivado" para a temporada que se avizinha, seguindo, depois do Algarve, para o Paris-Nice e para a Milão-Sanremo.

"São dois momentos importantes antes das clássicas belgas. Quero desfrutar da competição, tenho boas sensações. É tudo novo, os meus colegas, a equipa", enumerou.

Depois de arrancar a temporada na Clássica da Figueira, no domingo, com um oitavo lugar, Alaphilippe tem agora 'debaixo de olho' a segunda etapa da 51.ª Volta ao Algarve, que hoje liga Lagoa ao alto da Fóia, o ponto mais alto de Monchique, onde a meta coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria.

"Estamos felizes juntos, satisfeitos por estar aqui. Temos o Alberto [Dainese] para os sprints e a etapa de hoje [Fóia] é muito boa para mim. Tentarei fazer o meu melhor. Estou entusiasmado", finalizou.

O corredor vai receber o Prémio Prestígio antes do início da segunda etapa, a primeira a 'contar', depois da tirada inaugural ter sido anulada devido a um erro que levou parte do pelotão a falhar a meta em Lagos.

Fonte: Record on-line

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