quinta-feira, 7 de abril de 2022

“Irmãos juntos nas provas mais longas de triatlo para falar de paralisia cerebral”


Próxima prova na qual Miguel e Pedro Ferreira Pinto vão participar é o 'Iron Man' de Hamburgo em junho

 

Por: Lusa

Nadar quase quatro quilómetros, pedalar outros 180 e terminar a correr uma maratona não é para qualquer um, mas há quem o faça juntamente com o irmão, com paralisia cerebral, para demonstrar que o desporto é para todos.

A história dos dois irmãos, Miguel e Pedro Ferreira Pinto, no mundo do triatlo começou por acaso, depois de o irmão mais velho ter feito uma lesão a praticar 'crossfit' e de uma amiga lhes ter mostrado um vídeo de dois irmãos norte-americanos, um deles com paralisia cerebral, que tinham conseguido o apuramento para o campeonato do mundo de 'Iron Man' (Homem de Ferro).


"O Pedro olhou para mim, com um olhar muito característico dele, como quem diz 'eu também quero', e eu na altura disse-lhe que ele era louco porque eu nem sozinho conseguia fazer metade de um 'Iron Man' quanto mais fazer um 'Iron Man' com ele", contou Miguel Ferreira Pinto à Lusa.

O 'Iron Man' é a variante de longa distância do triatlo, uma modalidade que inclui três desportos: natação, ciclismo de estrada e atletismo, em segmentos seguidos e sem interrupções.

Numa prova de triatlo clássica, a distância olímpica, que é a que serve de referência, inclui uma prova de 1.500 metros de natação, seguida de 40 quilómetros de ciclismo e 10 quilómetros de corrida, enquanto a prova 'Iron Man' compreende 3,8 quilómetros a nadar, 180 quilómetros a pedalar e termina com uma corrida de 42,2 quilómetros.


A primeira prova que fizeram juntos "correu bem" e daí por 15 dias estavam a fazer o primeiro triatlo de distância curta, altura em que perceberam que precisavam de um nome à altura e em que nasce a dupla 'Iron Brothers', em 2018.

As necessárias adaptações passam por nos segmentos de estrada, ciclismo e corrida, o Miguel puxar ou empurrar a cadeira de rodas especial para competição que transporta o Pedro e no segmento de natação o Pedro ser transportado numa canoa rebocada pelo Miguel.

"Para mim isto era desporto, mas para o Pedro era uma oportunidade de ajudar a Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa", explicou Miguel, ao que o Pedro acrescentou que a associação é a sua "segunda casa".

"O Pedro toda a vida tentou ajudar a APCL ou porque faltava alguma coisa para o desporto adaptado ou algum equipamento e o Pedro chateava o nosso pai, os amigos do pai, toda a gente que pudesse para arranjar o dinheiro para comprar as coisas e o Pedro viu aqui uma oportunidade de fazer isso na primeira pessoa", adiantou Miguel Ferreira Pinto.


Se no início começaram com uma prova pequena, em que nem bicicleta tinham, e fizeram só a parte da corrida e da natação, rapidamente perceberam que precisavam do equipamento certo para levar a ideia para a frente, tendo conseguido apoios de marcas, arranjado treinador e equipa de treinos.

"Nunca se tinha feito o que nós fizemos cá em Portugal. Fizemos em Oeiras e correu muito bem, foi muito divertido, começámos a pensar no 'half Iron Man' de Cascais", contou Miguel, acrescentando que com a inscrição na prova vieram os treinos de maior intensidade e de maior duração, mas também a diversão que ambos tiravam de tudo isso.

Apesar da diversão, Pedro admite que os treinos são difíceis, ao que Miguel pergunta ao irmão de que parte do treino ele gosta mais.

"Da água", responde.

"Da natação aqui em casa ou comigo", questiona Miguel.

"Aqui em casa".

"Aí gostas mais do que de comigo?! Vais ver, vou mandar-te água para dentro da canoa, na próxima prova", brinca Miguel, demonstrando a cumplicidade entre irmãos.

Segundo Miguel, os treinos semanais rondam entre 15 a 25 horas, dependendo da fase da época, já que quanto mais se aproxima a data de uma prova, maior é a carga de treinos, mas tudo isto só faz sentido a dois, uma realidade da vida familiar que transpuseram para o desporto.


"Isto só faz sentido assim. Para mim é uma coisa que eu faço como desporto, mas para o Pedro é muito mais do que desporto, é uma oportunidade de falar de paralisia cerebral, é uma oportunidade de trazer para a ordem do dia um tema que foi esquecido. O desporto acaba por ser um megafone para uma causa muito maior", sublinhou.

Defendeu, por isso, que é um direito de todos poderem praticar desporto, mesmo que haja muitas barreiras no acesso. Seja as barreiras financeiras, porque os equipamentos são caros, seja porque as pessoas com paralisia cerebral precisam de alguém que as acompanhe.

"Mas merecem e precisam de pertencer ao desporto porque o desporto é para todos, o desporto é a coisa mais abrangente que existe", defendeu, acrescentando que o papel dos dois irmãos passa também por despertar consciências entre a comunidade do desporto ou os organizadores de provas -- que não raras vezes recusam a participação de cadeiras de rodas para que as pessoas como o Pedro possam participar.

De tanto insistirem deixaram de ser caso único em Portugal e não só já há mais uma dupla em que um dos atletas tem paralisia cerebral, como já têm também uma equipa de estafetas.

Com a pandemia veio uma paragem forçada, mas para não estarem totalmente parados organizaram uma prova inclusiva na distância entre Troia e Sagres (cerca de 200 quilómetros), para a qual desafiaram toda a comunidade de triatletas portugueses para pedalar.

Já em 2021, "chegou a altura de justificar o nome Iron Brothers" e abraçaram o primeiro 'Iron Man' completo, que decorreu em Coimbra.

"Ao fim de 16 horas e 27 [minutos], tornámo-nos na primeira dupla europeia a concluir a prova", adiantou Miguel, que recordou como a prova lhe custou.


"O Pedro não se queixa e vai a puxar por mim o tempo todo e quando percebe que eu estou mal, que estou a sofrer, começa-me a falar de memórias de festas, de jantares, de almoços, de coisas que me tirem a cabeça dali. É incrível fazermos isto a dois", sublinhou.

Para ajudar outras famílias com pessoas com paralisia cerebral, os dois irmãos vão começar um podcast mensal a partir de junho, para o qual vão convidar pessoas conhecidas para pedalarem ao seu lado e, em direto, angariar dinheiro para apoiar alguém previamente escolhido pela Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa.

Agora, estão de olhos postos no 'Iron Man' de Hamburgo, na Alemanha, em junho, tendo já definido que o segundo semestre do ano será preenchido a "fazer coisas para trazer pessoas com paralisia cerebral ao desporto", provavelmente a fazer provas de 10 quilómetros.

Até agora conseguiram verbas para angariar seis cadeiras de rodas, mas a expectativa é de até ao final do ano conseguirem dez, indo depois desafiar os amigos do triatlo e das corridas para "virem empurrar essas cadeiras" nas provas.

Fonte: Record on-line

“29ª Volta a Portugal do Futuro /2º Grande Prémio CMTV-1ª etapa”


Pedro Silva começa com triunfo em Abrantes

 

Fotos: João Calado/Podium Events

Pedro Silva venceu a etapa inaugural e vestiu a primeira Camisola Amarela Sociedade Ponto Verde da principal prova realizada em Portugal para o escalão Sub 23 que começou esta quinta-feira. O ciclista da Glassdrive/Q8/Anicolor bateu ao sprint João Medeiros (LA Alumínios-Credibom-Marcos Car), numa decisão final que coube a um pequeno grupo que se destacou já numa fase derradeira da corrida.

Com a ajuda das bonificações, Pedro Silva ficou com seis segundos de vantagem sobre o segundo classificado e oito sobre o terceiro, Francisco Pereira (ABTF Betão-Feirense). Foi exatamente este jovem que deu início à movimentação que viria finalmente a partir um pelotão que, até perto dos 100 quilómetros, permitiu grandes vantagens a quem tentou escapar.


Foram vários quilómetros isolado na frente, com Pedro Silva (Glassdrive/Q8/Anicolor), João Medeiros (LA Alumínios-Credibom-Marcos Car), Hélder Gonçalves (Kelly/Simoldes/UDO) e Pedro Leme (ACDC Trofa) numa perseguição que daria frutos para chegarem à frente de corrida. Os espanhóis David Delgado (Bicicletas Rodriguez Extremadura), Gabriel Francisco Rojas (Essax) e o português Daniel Dias (Kelly/Simoldes/UDO) juntar-se-iam já muito perto da meta.

Com a reta final em ligeira subida, Pedro Silva foi mais forte.

"Estou a atravessar um bom momento de forma e tem corrido tudo muito bem. Estou muito contente", referiu o jovem ciclista. Porém, considera que não será fácil manter a liderança. "Gostava muito, mas com dois atletas é difícil. Vamos dia a dia. Esta Volta a Portugal do Futuro é uma clássica cada dia. Não vai ser fácil, mas vamos dar o nosso melhor".

Estar numa equipa Continental profissional é algo que não vê como uma vantagem, mas sim como um fator de motivação: "Acabamos por fazer as mesmas corridas.  Sinto-me mais motivado para trabalhar porque estou numa equipa que requer mais responsabilidade. Este inverno também me apliquei e trabalhei muito para estar em boa forma".


 

Pelotão começou a pedalar nas Caldas da Rainha

 

Este primeiro dia de competição com 130,9 quilómetros começou nas Caldas da Rainha. Pouco depois do início de etapa já o pelotão atacava uma primeira contagem de montanha. Daniel Dias (Kelly/Simoldes/UDO) trabalhou logo de início para vestir a Camisola Azul PSG, símbolo do Prémio da Montanha. O corredor foi o primeiro tanto na quarta categoria na Nazaré, como na terceira no Alto de Alvados.

As metas volantes em Martingança, Batalha e Constância foram divididas por Ivan Dias Fernandez (Ciclismo Galego Federación), Duarte Mixão (Alenquer-GDM-Sobralcar) e Francisco Pereira (ABTF Betão-Feirense).

Nas restantes classificações, Pedro Silva, além de líder da geral, assumiu também o comando por pontos, envergando a Camisola Verde CMTV. Já a Branca Exclusivagora, símbolo da Juventude que premeia o melhor classificado entre os mais jovens, ficou para o espanhol Inaki Errazquin (Aluminios Cortizo).

 

Segunda Etapa Começa Difícil

 

Esta sexta-feira, as 16 equipas, que começaram por alinhar com 96 corredores, irão enfrentar 141,1 quilómetros a partir do meio-dia, na Lousã. Nos primeiros 50 quilómetros haverá três contagens de montanha. Miranda do Corvo (quarta categoria aos 6,9 quilómetros), Espinheira (terceira aos 42,3) e Luso (quarta aos 49,3) vão testar as forças do pelotão. As metas volantes da segunda etapa serão em Vila Nova de Poiares (25,9), Cantanhede (76) e Oliveira do Bairro (129,4). A meta será em Águeda.

Fonte: Podium Events

“Ruben Guerreiro sétimo na quarta etapa da Volta ao País Basco”


Por: SIF // AMG

O português Ruben Guerreiro (EF Education-Easy Post) foi hoje sétimo classificado na quarta etapa da Volta ao País Basco, ganha pelo colombiano Daniel Martínez (INEOS), enquanto o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma) segue líder da geral.

O colombiano impôs-se num ‘sprint’ renhido, após Victor Lafay (Cofidis), o último resistente da fuga do dia, na qual estava o ciclista português, ter sido alcançado já dentro do último quilómetro, com Guerreiro a conseguir ainda tentar discutir a vitória na etapa, acabando com o mesmo tempo do vencedor.

Martínez, que acabou a Volta ao Algarve deste ano no terceiro lugar, cumpriu os 185,6 quilómetros entre Vitoria-Gasteiz e Zamudio em 4:15.23 horas, à frente do bicampeão do mundo, o francês Julian Alaphilippe (Quick-Step Alpha Vinyl), outra vez segundo, e do italiano Diego Ulissi (UAE Emirates), terceiro.

Nas contas da geral, Roglic viu Martínez subir a terceiro, agora a 11 segundos da ‘sua’ camisola amarela, com o belga Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl) no meio, em segundo, a cinco do líder.

Nelson Oliveira (Movistar) foi hoje 57.º classificado, a 3.28 minutos do vencedor, e caiu para o 30.º posto da geral, a 6.18 do primeiro lugar, enquanto Ruben Guerreiro, responsável por formar a fuga com uma arrancada a cerca de 40 quilómetros da meta, ‘saltou’ para 42.º.

André Carvalho (Cofidis) também subiu, para 128.º, após hoje cortar a meta em 118.º.

Na sexta-feira, a quinta etapa liga Zamudio a Mallabia em 163,8 quilómetros, com cinco contagens de montanha, três de terceira e duas de segunda categoria, e uma ‘rampa’ final até à meta não categorizada.

Fonte: Lusa

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