quinta-feira, 1 de outubro de 2020

“Volta a Portugal/Capital das bicicletas regressa ao percurso e espera pelos sprinters”


Se há terra que pode dizer que é de ciclismo é Águeda. Não é por acaso que é considerada a capital da bicicleta, por toda uma indústria que tem as bicicletas no centro das atenções. Por isso mesmo, tinha de fazer parte da Edição Especial e assim transmitir uma mensagem de esperança ao território nacional e às suas gentes.

A sua ausência da Volta a Portugal é longa. É preciso recuar a 2001, quando o italiano Salvatore Commesso lá venceu. Mas sem ser nesta corrida, há uma pessoa que está na Volta e que ganhou em Águeda em 2007, no Grande Prémio CTT Correios de Portugal. José Azevedo estava em final de carreira, representando o Benfica. Agora é diretor desportivo da Nippo Delko One Provence.

Azevedo não era sprinter, mas esta sexta-feira, a expetativa é de uma chegada para os homens mais rápidos, que saíram frustrados da etapa de Viseu. Oier Lazkano (Caja Rural) conseguiu manter-se isolado à frente do pelotão, numa etapa que teve mais dificuldades do que terá a de quinta.

Celavisa e Espinheira são duas quartas categorias e apesar de algum sobe e desce na primeira metade da corrida, os últimos 70 quilómetros serão planos. Oliveira do Hospital – no Largo Ribeiro do Amaral – receberá a partida (12h50) para os 176,3 quilómetros, com a meta a estar instalada na Avenida Calouste Gulbenkian (previsão de chegada entre 17h30 e 17h45). Ao contrário de Águeda – que é palco habitual do Grande Prémio Abimota -, Oliveira do Hospital tem surgido no percurso da Volta em anos recentes.

 

Candidatos

À cabeça terá de estar Daniel McLay. O sprinter da Arkéa Samsic veio a Portugal para ganhar etapas como esta e foi o primeiro do pelotão em Viseu. O segundo lugar soube a pouco ao britânico. Entre os portugueses César Martingil (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), João Matias (Aviludo-Louletano), Samuel Caldeira (W52-FC Porto) e Leangel Linarez (Miranda-Mortágua) são candidatos a uma vitória.

Porém, há um pormenor em ter em conta. Em certas zonas do percurso, o vento poderá pregar partidas, com rajadas de 35 quilómetros/hora e mesmo em Águeda haverá algum vento, segundo as previsões. Estas apontam também para a possibilidade de chuva.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Volta a Portugal: COVID-19 trocou planos de reforma a Veloso e Marque”


Veteranos ciclistas galegos, de 40 e 38 anos, respetivamente, tinham anunciado o pendurar das bicicletas para este ano, mas mudaram de ideias.

A pandemia de covid-19 arruinou a época de despedida de Gustavo Veloso e Alejandro Marque e ‘forçou’ os dois veteranos galegos a reconsiderar o seu futuro, sendo “quase certo” que ambos vão continuar no pelotão no próximo ano.

O anúncio estava feito: esta seria a última temporada de Veloso, de 40 anos, e Marque, 38, no pelotão nacional. Contudo, as semanas de confinamento, a ausência de competição, os dias passados nos rolos e não na estrada, os estágios desperdiçados e o cenário desolador de uma Volta a Portugal sem alma, ‘escondida’ atrás de máscaras, com medidas severas e restritivas que impedem o convívio entre ciclistas e destes com o público, fizeram-nos repensar a decisão.

“Creio que nos acontece a todos. Quando chega a hora, reconsideramos. Este ano também foi um ano especial, que não nos deixou correr e participar nas corridas que desejávamos. Estamos a um bom nível, e isso inclina a balança para continuar, é quase certo que ficamos mais um ano”, confirmou ‘Alex’ à agência Lusa.

A metáfora da balança já tinha sido a escolhida há uns dias por Veloso (W52-FC Porto) para, de amarela vestida, após vencer o prólogo, confessar que a cabeça e o coração estavam mais inclinados para continuar e, à Lusa, o ciclista mais consistente na última década na Volta a Portugal – venceu em 2014 e 2015, foi segundo em 2013 e 2016, e terceiro no ano passado – garantiu que, quase de certeza, por cá andará em 2021.

“Sabemos que a Federação fez um grande esforço para pôr a corrida na estrada, coisa que é de agradecer, e a situação é esta [de pandemia]. Subimos a Senhora da Graça sem sentir as barreiras a vibrar e aquele apoio de perto que sempre sentimos. Não seria o melhor palco para deixar o pelotão”, justificou Marque, sempre o mais expansivo dos dois amigos.

Enquanto para o ‘dragão’ de Vilagarcía de Arousa era o desgaste psicológico de duas décadas de profissão, nas quais venceu a Volta à Catalunha ou uma etapa da Volta a Espanha, que o empurrava para a despedida, no caso do vencedor da edição de 2013 da Volta a Portugal e terceiro classificado em 2015 era o desejo de desenhar o seu futuro a motivar a decisão.

“Sinto que, se quisesse, podia estar mais quatro ou cinco anos e a um bom nível, porque também comecei tarde no ciclismo - não me iniciei de cadete, comecei logo nos sub-23 e passei a profissional. Penso que o ‘motor’ ainda aguenta. O facto de não correr corridas de três semanas também faz com que pudesse alongar mais a minha carreira. No entanto, penso que temos de olhar além do desporto. Tenho um pai que se quer reformar, que tem um negócio que está a funcionar bem, e, pronto, chega a uma altura em que é preciso olhar para o futuro a longo prazo”, defendeu o ciclista de A Estrada.

Para Marque, a cumprir, nesta edição especial, a sua 16.ª Volta a Portugal (só desistiu numa ocasião), deixar o pelotão nacional é “a lei da vida”.

“Isto acaba por ser uma cadeia que tem o seu fim. O meu momento está a chegar e vou ter muitas saudades disto. Falava com o [David] Blanco, perguntava-lhe as sensações depois de deixar o ciclismo, e ele e outros dizem que se sente muita falta. O primeiro ano é muito difícil, sobretudo para se orientar. Já não há aquela obrigação de sair para treinar, é preciso mudar o ‘chip’ daquilo que fizeste durante 20 e tal anos”, vincou o ciclista que a 23 de outubro faz 39 anos.

O corredor do Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel sabe que, no dia em que abandonar o ciclismo, terá de voltar a começar do zero. “E com esta idade, o que se torna mais difícil. Se fores um rapaz de 20 anos, trabalhaste aqui e ali, mas não estiveste a vida toda a fazer a mesma coisa. Refazer tudo, ter outros hábitos, é difícil”, sustentou.

“Apesar de termos estado em equipas diferentes toda a carreira, à exceção de um ano, temos uma amizade construída em muitos anos de trilhos juntos, de muitas confidências. O que fica do trabalho são os grandes amigos. Eu percebo-o, ele percebe-me e há muitos momentos em que nos apoiamos mutuamente. Acabamos sempre por puxar um pelo outro. Se ele continuar e eu também, pelo menos podemos continuar a treinar juntos”, referiu Veloso.

Embora assegure que a decisão final de ‘Alex’ não vai influenciar a sua, o mais velho dos dois amigos não esconde que “gostava e seria bonito” ambos deixarem o ciclismo no mesmo ano.

Fonte: Sapo on-line

“Volta a Portugal/António Carvalho penalizado por abastecimento irregular”


Ciclista da Efapel cai do sexto para o oitavo lugar na classificação geral

Por: Lusa

Foto: Nuno Veiga/Lusa

O ciclista português António Carvalho (Efapel) foi penalizado em 20 segundos pelo colégio de comissários por abastecimento irregular, descendo ao oitavo lugar da geral.

Carvalho, que foi um dos grandes atacantes da jornada, foi penalizado por abastecimento irregular nos últimos 10 quilómetros da quarta etapa, que ligou a Guarda à Torre, onde ganhou o seu colega de equipa Joni Brandão.

Assim, o corredor da Efapel, o quinto a cortar a meta, caiu de sexto para oitavo da geral, estando agora a 02.15 minutos do camisola amarela Amaro Antunes (W52-FC Porto).

O 'dragão' João Rodrigues e Alejandro Marque (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) beneficiam da penalização de Carvalho, subindo, respetivamente às sexta e sétima posições da geral.

Fonte: Record on-line

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