domingo, 15 de março de 2026

“Talvez pudesse ter sido diferente”: Ciclistas reagem à perigosa 7ª etapa do Paris-Nice”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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A sétima etapa do Paris-Nice esteve perto de não se disputar devido ao duro mau tempo invernal. Ainda assim, após longas discussões e alterações significativas ao percurso, o pelotão acabou por enfrentar a chuva e a neve. Embora a tirada tenha chegado ao fim, os perigosos quilómetros finais reacenderam o debate no pelotão sobre se a organização tomou as decisões mais seguras.

 

A desejar uma meta mais cedo

 

Apesar de a organização (ASO) ter modificado o traçado para contornar o pior do mau tempo, alguns corredores consideraram que as medidas ficaram aquém. O líder da corrida, Jonas Vingegaard, ficou cortado por uma queda no caos dos quilómetros finais e defende que a etapa devia ter terminado mais cedo.

“Poderia talvez ter sido diferente”, afirmou Vingegaard. “Estava escorregadio e houve quedas grandes. Não teria sido problema colocar a meta 10 quilómetros antes”.

O seu colega Victor Campenaerts alinhou com o líder da geral. Apesar de satisfeito por terminar sem percalços, também considerou que a meta ficou colocada num ponto traiçoeiro. “No fim correu sem grandes danos”, sinalizou o belga. “Teria sido interessante terminar só um pouco mais cedo”.

Vingegaard e Campenaerts escaparam ao asfalto, mas nem todos tiveram a mesma sorte. Vito Braet esteve envolvido numa queda, embora tenha rapidamente descansado os adeptos. “Tenho algumas escoriações, mas é superficial”, explicou.

Apesar da queda, Braet continua a considerar acertada a decisão de alterar o local da partida. “Acho que fizemos bem em não arrancar em Nice. Havia tempo tempestuoso lá. No fim, o percurso esteve razoavelmente seco”.

 

Alvos fáceis na neve a derreter

 

Mesmo com as mudanças, as estradas continuaram traiçoeiras. Campenaerts detalhou o quão assustador foi gerir descidas e curvas com frio extremo. “Havia um pouco de neve a derreter. Se tens de travar aí, ficas um alvo fácil. Foi bom já não termos de subir”.

Questionado se foi acertado correr, Campenaerts lembrou que os ciclistas também têm de assumir a sua segurança no pelotão. “Na medida do possível, sim. Penso que, enquanto equipa, também tentámos manter as coisas seguras, passando a mensagem de que não devíamos fazer loucuras”.

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