Por: Miguel Marques
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A sétima etapa do Paris-Nice
esteve perto de não se disputar devido ao duro mau tempo invernal. Ainda assim,
após longas discussões e alterações significativas ao percurso, o pelotão
acabou por enfrentar a chuva e a neve. Embora a tirada tenha chegado ao fim, os
perigosos quilómetros finais reacenderam o debate no pelotão sobre se a
organização tomou as decisões mais seguras.
A desejar
uma meta mais cedo
Apesar de a organização (ASO)
ter modificado o traçado para contornar o pior do mau tempo, alguns corredores
consideraram que as medidas ficaram aquém. O líder da corrida, Jonas
Vingegaard, ficou cortado por uma queda no caos dos quilómetros finais e defende
que a etapa devia ter terminado mais cedo.
“Poderia talvez ter sido
diferente”, afirmou Vingegaard. “Estava escorregadio e houve quedas grandes.
Não teria sido problema colocar a meta 10 quilómetros antes”.
O seu colega Victor
Campenaerts alinhou com o líder da geral. Apesar de satisfeito por terminar sem
percalços, também considerou que a meta ficou colocada num ponto traiçoeiro.
“No fim correu sem grandes danos”, sinalizou o belga. “Teria sido interessante
terminar só um pouco mais cedo”.
Vingegaard e Campenaerts
escaparam ao asfalto, mas nem todos tiveram a mesma sorte. Vito Braet esteve
envolvido numa queda, embora tenha rapidamente descansado os adeptos. “Tenho
algumas escoriações, mas é superficial”, explicou.
Apesar da queda, Braet
continua a considerar acertada a decisão de alterar o local da partida. “Acho
que fizemos bem em não arrancar em Nice. Havia tempo tempestuoso lá. No fim, o
percurso esteve razoavelmente seco”.
Alvos
fáceis na neve a derreter
Mesmo com as mudanças, as
estradas continuaram traiçoeiras. Campenaerts detalhou o quão assustador foi
gerir descidas e curvas com frio extremo. “Havia um pouco de neve a derreter.
Se tens de travar aí, ficas um alvo fácil. Foi bom já não termos de subir”.
Questionado se foi acertado
correr, Campenaerts lembrou que os ciclistas também têm de assumir a sua
segurança no pelotão. “Na medida do possível, sim. Penso que, enquanto equipa,
também tentámos manter as coisas seguras, passando a mensagem de que não devíamos
fazer loucuras”.

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