Por: Miguel Marques
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Brady Gilmore, da NSN Cycling
Team, venceu a 7ª etapa da Volta à Catalunha, triunfo de afirmação ao bater
Dorian Godon no sprint final. A tirada ficou marcada pela acesa luta pela
geral, com Remco Evenepoel e Florian Lipowitz a atacarem Jonas Vingegaard várias
vezes.
A etapa começou com uma fuga
de cinco corredores: Brandon McNulty, Liam Slock, Magnus Cort Nielsen, Einer
Rubio e Darren Rafferty. Foram apenas 95 quilómetros, com a primeira metade
completamente plana e fácil de controlar, sobretudo pela Red Bull - BORA -
Hansgrohe.
A 37 quilómetros do fim, Remco
Evenepoel desferiu um ataque duro ao pelotão numa das subidas de Montjuïc,
ainda a mirar a vitória na geral, uma ameaça real que Jonas Vingegaard leu de
perto e respondeu de imediato. Sempre que o grupo enfrentava a rampa muito
íngreme de 900 metros, o pelotão fragmentava-se e os ataques sucediam-se.
Vingegaard, Evenepoel e
Florian Lipowitz atacaram repetidamente entre os 40 e os 25 quilómetros para a
meta, mas mostraram-se praticamente ao mesmo nível e não se abriram diferenças
entre os principais favoritos. A fuga foi alcançada nesse período e Tobias
Svarre, da Uno-X, aproveitou para sair de um pequeno grupo ofensivo a 18
quilómetros do fim.
Na base da penúltima ascensão,
Marc Soler atacou, seguido pelo rival da montanha Giulio Ciccone e por Ben
O'Connor. O trio apanhou Svarre e Ciccone acelerou no topo, deixando o
norueguês para trás, enquanto alguns corredores chegaram de trás com novo ataque
de Oscar Onley, seguido por Jonas Vingegaard e Remco Evenepoel.
Na subida final, Luca
Vergallito atacou, com o pelotão surpreendentemente conservador. Enric Mas
mexeu no topo da colina, mas os principais favoritos não responderam. Florian
Lipowitz impôs andamento na última rampa, porém o pelotão manteve-se numeroso, com
Dorian Godon ainda bem colocado.
A Red Bull lançou o perigoso
sprint em descida, mas Godon chegou à frente no momento certo, embalando para o
que parecia vitória certa, até que, vindo de trás, Brady Gilmore, da NSN
Cycling Team, disparou e assinou o primeiro triunfo World Tour da carreira.
Godon e Evenepoel foram segundo e terceiro, enquanto Jonas Vingegaard confirmou
a vitória final.

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